Na rua com Dilma

Estou na rua com Dilma.

Parque da Cidade, hoje, sábado, 16.10, às 9:30, no estacionamento do Kart.

9222-1070.

Fala que eu te escuto.

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Da mobilização virtual para a Rua

Como vocês já leram por aqui, considero que a falta de mobilização da esquerda, seja porque achavam que o jogo já estava ganho, seja porque estavam com receio de sair da toca por conta da onda denuncista ou por conta das alianças construídas no primeiro turno, foi o principal aspecto que levou as eleições para esse segundo turno.

Me deu um novo ânimo a mobilização virtual, pelas redes sociais ou mesmo na quantidade de e-mails que passou a circular, com o envolvimento de muita gente nessa estágio do embate eleitoral. Porém, acho que isso não garante à vitória.

É necessário ir às ruas.

Assim, um grupo de amigos pensamos num passeio apartidário em apoio a candidatura Dilma no Parque da Cidade, aqui em Brasília, às 09:30, de sábado, dia 16/10. Seria uma carrinhada, pra levarnos nossos bebês, ou filhos pequenos com seus triciclos.  Nos encontramos no estacionamento do Kart.

É programa pra família toda.

Nesses parques, acho que não pode fazer campanha. Mas não podem nos impedir de entrar com uma camiseta ou adesivo da Dilma. Seremos cidadãos comuns expressando nossa cidadania. A ideia é conversarmos com as pessoas – certamente encontraremos muitos conhecidos, principalmente eleitores de Marina – que, vendo a nossa mobilização, poderiam ser mais sensíveis aos nossos argumentos e poderiam vir para o nosso lado.

Vamos todos?!

E, se você não é de Brasília, mobilize algo na sua cidade também.

DILMA 13.

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Segundo turno em São Paulo?

Reproduzo um comentário do internauta PauloPalavra a ums nota do Mino no site da Carta Capital.

Em resumo, levanta a possibilidade de os votos a Paulo Bufalo – PSOL ao governo serem suficientes para levar a disputa ao segundo turno.

O raciocínio faz sentido, mas não quero crer que o TSE tenha armado a si próprio uma cilada eleitoral desse tamanho. Ou será possível?

PauloPalavra disse:

8 de outubro de 2010 às 9:52

Alkimim fez, no máximo 49,35% dos votos válidos e não 50,65%!!!

Meus caros, Alkimim, venceu no 1° turno por uma diferença de APENAS 0,65%! O intrigante é que tanto o GloBOPE quanto o data fAlha , davam, um dia antes das eleições, 2% de intenções de voto para partidos nanicos de esquerda (PSOL, PSTU, PCB e PCO). Pois é, o TRE de SP diz que os votos do PSOL, PCO e PCB estão sob júdice por motivos de possíveis irregularidades pré eleitorais. O TRE de SP, porém, “tranquiliza” a população, dizendo que os votos dados para esses partidos estão longe de ultrapassar os 0,65% que determinou a votória de Alkimim no 1° turno. Pois é! O que poderia passar como margem de erro (2%) inferior a 2% dos institutos de pesquisas (entre 0% e 4%), passa a ser intrigante pelo seguinte FATO:

1° – Foram quase 23 milhões de votos válidos em SP;

2° – Carlos Gianazzi do PSOL foi eleito com 100 mil votos (0,47% dos votos válidos). Ivan Valente do PSOL também foi eleito com 190 mil votos (0,85% dos votos válidos em SP), sendo que o PSOL ao todo fez 317 mil (1,4% dos votos válidos em SP), 12 mil a mais do que necessário (quociente eleitoral) para garantir uma vaga de deputado federal;

3° – 1% de 23 milhões (votos válidos em SP) = 230 mil;

4° – 317 mil votos (voto em candidatos do PSOL e legenda) em SP equivalem cerca de 1,4% dos votos em SP. Só os 190 mil de IVAN eleito dep. federal = 0,85% do total de votos e Carlos Giannazi eleito dep. Estadual = 100 mil votos (0,47%) seriam maiores que os votos dados a Búfalo para governador??? O militante PSOL faz votação casada no 50 para todos os cargos;

5° – Caros colegas da política, fica difícil de acreditar que quem votou em ivan valente para deputado federal não tenha votado em PAULO BÚFALO candidato a Governador de SP e PLínio para presidente (plínio teve 0,89% em todo o Brasil) no 1° turno (voto CASADO e coerente, principalmente se falando em mitância do PSOL). OU SEJA, estamos, possivelmente, diante de uma das maiores fraudes da historia republicana com a anuência dos caciques do P$OL que e$tão muito conformado$ (???) com o re$ultado do TRE da República de $P.

Fonte:

http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/dilma-mostre-que-e-de-briga

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O debate programático, o voto moderno e a nova bala de prata.

A ausência de um debate programático, e o conseqüente baixo envolvimento dos intelectuais, da militância de esquerda, de setores organizados da sociedade civil marcou a disputa eleitoral no primeiro turno.

Lula, o PT, Dilma e a esquerda não radical acreditaram que era suficiente apresentar a candidatura governista como representante da continuidade. Para quem não entendeu, esse foi o principal projeto apresentado no primeiro turno.

Serra, por ironia, também se apresentou como o candidato da continuidade. Todavia, o discurso não colou na sua imagem, por ser contraditório com o seu currículo e com o que realmente acredita. Não forçou o debate porque não lhe interessava, para não perder votos.

Marina, e não Plínio, foi a franca atiradora. Alcançou incríveis 20% dos votos válidos, ou quase 20 milhões de votos. Suas propostas, no entanto, eram fluidas. Apostando no pós-Lula, na superação da dicotomia entre PT e PSDB, montou uma boa estratégia de se apresentar como o moderno, mas de conteúdo fortemente conservador. Esse conservadorismo se expressou em temas tratados abertamente no debate político, como política externa e política econômica, (na qual defendeu a trajetória de alta dos juros, por exemplo) como em temas polêmicos nos quais preferiu não ser explícita.

Quanto às primeiras questões, os eleitores modernos, efêmera e pretensamente politizados, não atentaram ao seu conteúdo. Naquilo que preferiu se esconder, em temas como a descriminalização da maconha, união civil de homosexuais, aborto ou a relação entre religão e estado (defesa do ensino religioso criacionista obrigatório nas escolas), nos quais tem posição conservadora, garantiu alguns votos que, tivesse sido mais explícita, não teriam embarcado na sua candidatura.

No segundo turno, como Serra e Dlima têm posições próximas com relação aos temas polêmicos, tendo tempo e estratégia clara de combate aos boatos, o debate deve sair dessa praia fundamentalista e realmente partir para o campo programático. É preciso marcar as diferenças entre o projeto governista e o da oposição. Elas existem e são claras em várias áreas.

O voto verde, moderno, efêmera e pretensamente politizado, tem três caminhos. O primeiro, mais fácil, pois o que exige menor esforço, é o voto nulo. Esse favorece Dilma, que sai de 14,5 milhões de votos em vantagem. O debate programático é que pode decidir se os demais vão para Serra ou Dilma, mas ele ainda será contaminado pela radicalização e boataria que floresceram na reta final do primeiro turno.

Minhas apostas para os votos verdes, em condições normais: 20% branco/nulo. (3,8 milhões de votos), 45% Serra (  9 milhões), 35% Dilma (6,8 milhões).

Insuficiente, portanto, para uma virada de Serra. E eles sabem disso. Isso lhes impõem que continuem na busca de uma nova bala de prata. Pela baixaria que tentaram transformar a eleição, pode-se esperar chumbo grosso, e a continuidade desse denuncismo apócrifo que foi, até aqui, a marca da eleição. Ainda assim, esse esforço precisará tirar uma diferença de cerca de 10 milhões de votos, já contando a migração do voto verde. O radicalismo que isso pode levar não favorece à democracia, não esclarece à sociedade as questões efetivamente  em jogo.

Ao contrário do que querem apresentar, há direita conservadora sim, e ela conhece muito bem o jogo que faz.

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SERRA NÃO, nada pessoal

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A GRANDE FAMIGLIA RORIZ

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EDUCAÇÃO – O BRASIL NO RUMO CERTO

(Manifesto de Reitores das Universidades Federais à Nação Brasileira)

Da pré-escola ao pós-doutoramento – ciclo completo educacional e
acadêmico de formação das pessoas na busca pelo crescimento pessoal e
profissional – consideramos que o Brasil encontrou o rumo nos últimos
anos, graças a políticas, aumento orçamentário, ações e programas
implementados pelo Governo Lula com a participação decisiva e direta
de seus ministros, os quais reconhecemos, destacando o nome do
Ministro Fernando Haddad.
Aliás, de forma mais ampla, assistimos a um crescimento muito
significativo do País em vários domínios: ocorreu a redução marcante
da miséria e da pobreza; promoveu-se a inclusão social de milhões de
brasileiros, com a geração de empregos e renda; cresceu a autoestima
da população, a confiança e a credibilidade internacional, num claro
reconhecimento de que este é um País sério, solidário, de paz e de
povo trabalhador. Caminhamos a passos largos para alcançar patamares
mais elevados no cenário global, como uma Nação livre e soberana que
não se submete aos ditames e aos interesses de países ou organizações
estrangeiras.
Este período do Governo Lula ficará registrado na história como aquele
em que mais se investiu em educação pública: foram criadas e
consolidadas 14 novas universidades federais; institui-se a
Universidade Aberta do Brasil; foram construídos mais de 100 campi
universitários pelo interior do País; e ocorreu a criação e a
ampliação, sem precedentes históricos, de Escolas Técnicas e
Institutos Federais. Através do PROUNI, possibilitou-se o acesso ao
ensino superior a mais de 700.000 jovens. Com a implantação do REUNI,
estamos recuperando nossas Universidades Federais, de norte a sul e de
leste a oeste. No geral, estamos dobrando de tamanho nossas
Instituições e criando milhares de novos cursos, com investimentos
crescentes em infraestrutura e contratação, por concurso público, de
profissionais qualificados. Essas políticas devem continuar para
consolidar os programas atuais e, inclusive, serem ampliadas no plano
Federal, exigindo-se que os Estados e Municípios também cumpram com as
suas responsabilidades sociais e constitucionais, colocando a educação
como uma prioridade central de seus governos.
Por tudo isso e na dimensão de nossas responsabilidades enquanto
educadores, dirigentes universitários e cidadãos que desejam ver o
País continuar avançando sem retrocessos, dirigimo-nos à sociedade
brasileira para afirmar, com convicção, que estamos no rumo certo e
que devemos continuar lutando e exigindo dos próximos governantes a
continuidade das políticas e investimentos na educação em todos os
níveis, assim como na ciência, na tecnologia e na inovação, de que o
Brasil tanto precisa para se inserir, de uma forma ainda mais
decisiva, neste mundo contemporâneo em constantes transformações.
Finalizamos este manifesto prestando o nosso reconhecimento e a nossa
gratidão ao Presidente Lula por tudo que fez pelo País, em especial,
no que se refere às políticas para educação, ciência e tecnologia. Ele
também foi incansável em afirmar, sempre, que recurso aplicado em
educação não é gasto, mas sim investimento no futuro do País. Foi
exemplo, ainda, ao receber em reunião anual, durante os seus 8 anos de
mandato, os Reitores das Universidades Federais para debater políticas
e ações para o setor, encaminhando soluções concretas, inclusive,
relativas à Autonomia Universitária.

Alan Barbiero – Universidade Federal do Tocantins (UFT)
José Weber Freire Macedo – Univ. Fed. do Vale do São Francisco (UNIVASF)
Aloisio Teixeira – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Josivan Barbosa Menezes – Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA)
Amaro Henrique Pessoa Lins – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Malvina Tânia Tuttman – Univ. Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Ana Dayse Rezende Dórea – Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Maria Beatriz Luce – Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)
Antonio César Gonçalves Borges – Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
Maria Lúcia Cavalli Neder – Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
Carlos Alexandre Netto – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Miguel Badenes P. Filho – Centro Fed. de Ed. Tec. (CEFET RJ)
Carlos Eduardo Cantarelli – Univ. Tec. Federal do Paraná (UTFPR)
Miriam da Costa Oliveira – Univ.. Fed. de Ciênc. da Saúde de POA (UFCSPA)
Célia Maria da Silva Oliveira – Univ. Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
Natalino Salgado Filho – Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
Damião Duque de Farias – Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
Paulo Gabriel S. Nacif – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
Felipe .Martins Müller – Universidade Federal da Santa Maria (UFSM).
Pedro Angelo A. Abreu – Univ. Fed. do Vale do Jequetinhonha e Mucuri (UFVJM)
Hélgio Trindade – Univ. Federal da Integração Latino-Americana (UNILA)
Ricardo Motta Miranda – Univ. Fed. Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Hélio Waldman – Universidade Federal do ABC (UFABC)
Roberto de Souza Salles – Universidade Federal Fluminense (UFF)
Henrique Duque Chaves Filho – Univ. Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Romulo Soares Polari – Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Jesualdo Pereira Farias – Universidade Federal do Ceará – UFC
Sueo Numazawa – Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)
João Carlos Brahm Cousin – Universidade Federal do Rio Grande – (FURG)
Targino de Araújo Filho – Univ. Federal de São Carlos (UFSCar)
José Carlos Tavares Carvalho – Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)
Thompson F. Mariz – Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
José Geraldo de Sousa Júnior – Universidade Federal de Brasília (UNB)
Valmar C. de Andrade – Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
José Seixas Lourenço – Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)
Virmondes Rodrigues Júnior – Univ. Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
Walter Manna Albertoni – Universidade Federal de São Paulo ( UNIFESP)


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A culpa não é da Marina

Momentos depois da confirmação de que as eleições presidenciais seriam decididas no segundo turno, ao contrário do que as últimas pesquisas indicavam e que a esquerda lulista acomodadamente esperava, já borbulhava na rede várias análises sobre quais teriam sido os fatores preponderantes para que Dilma não liquidasse a fatura no dia 03 de outubro.

A soma das hipóteses levantadas apresenta um quadro que oferece um quadro consistente. O caso Erenice, a questão religiosa e a polêmica acusação de que Dilma seria a favor do aborto, nível de abstenção em localidades fortemente governistas,  ou, talvez a justificativa mais charmosa e tentadora de todas, Marina Silva.

Da minha experiência nessas eleições, não se pode imputar a culpa pelo segundo turno à Marina Silva. Até porque ela era a candidata menos qualificada, com propostas menos claras e menos consistentes, além de apoios frágeis. Aliás, se tem alguma coisa de bom nesse segundo turno, foi justamente a derrota da candidata com projeto mais inconsistente.*

A culpa pela realização do segundo turno é da esquerda. Cheia de pudores, não vestiu a camisa, não ergueu as bandeiras, não defendeu o projeto. Comportou-se tal moça virgem tomando banho frio, envergonhada. Acomodou-se à sombra de Lula.

Vários amigos que conheço que votariam na Dilma não foram votar, afinal, não era necessário. Outra amiga esquerdista inconteste, ao me ver com camiseta da Dilma, ainda afirmou: Eu voto na Dilma, mas vestir camiseta é demais. Outros tantos apenas se acomodaram ou por pensar que o páreo tava ganho ou por não querer revelar-se num momento em que a mídia queria fazer parecer feio votar num governo que tem apenas 4% de reprovação!!!

Pois bem, vem o segundo turno. Acreditem, não será fácil. Vários eleitores da Marina migram para o Serra. A mídia tem mais um mês para criar ou requentar factoides. Ainda creio muito na vitória da Dilma, mas tenho certeza de que não será folgada. O que vai definir isso é a força da voz, dos textos, análises e manifestos, da militância nas ruas da esquerda progressista que acredita em um projeto, acima dos indivíduos. É necessário identificar bem o candidato de oposição, que certamente tentará vender ainda mais um discurso próximo ao do governo, mas que não cola na sua imagem. As terceirizações, o desmantelamento do Estado, o descaso com o planejamento, com as universidades públicas, com as escolas técnicas, devem ser lembrados e destacados.

Em alto e bom som. Ao vivo e em cores. Nas ruas e na rede.

Mantido o projeto, tratemos de aperfeiçoa-lo.

Todos temos um lado. É necessário coragem para adotá-lo e professá-lo.

Esse blog apoia Dilma Presidente.

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EDUCAÇÃO – O BRASIL NO RUMO CERTO

(Manifesto de Reitores das Universidades Federais à Nação Brasileira)

Da pré-escola ao pós-doutoramento – ciclo completo educacional e
acadêmico de formação das pessoas na busca pelo crescimento pessoal e
profissional – consideramos que o Brasil encontrou o rumo nos últimos
anos, graças a políticas, aumento orçamentário, ações e programas
implementados pelo Governo Lula com a participação decisiva e direta
de seus ministros, os quais reconhecemos, destacando o nome do
Ministro Fernando Haddad.
Aliás, de forma mais ampla, assistimos a um crescimento muito
significativo do País em vários domínios: ocorreu a redução marcante
da miséria e da pobreza; promoveu-se a inclusão social de milhões de
brasileiros, com a geração de empregos e renda; cresceu a autoestima
da população, a confiança e a credibilidade internacional, num claro
reconhecimento de que este é um País sério, solidário, de paz e de
povo trabalhador. Caminhamos a passos largos para alcançar patamares
mais elevados no cenário global, como uma Nação livre e soberana que
não se submete aos ditames e aos interesses de países ou organizações
estrangeiras.
Este período do Governo Lula ficará registrado na história como aquele
em que mais se investiu em educação pública: foram criadas e
consolidadas 14 novas universidades federais; institui-se a
Universidade Aberta do Brasil; foram construídos mais de 100 campi
universitários pelo interior do País; e ocorreu a criação e a
ampliação, sem precedentes históricos, de Escolas Técnicas e
Institutos Federais. Através do PROUNI, possibilitou-se o acesso ao
ensino superior a mais de 700.000 jovens. Com a implantação do REUNI,
estamos recuperando nossas Universidades Federais, de norte a sul e de
leste a oeste. No geral, estamos dobrando de tamanho nossas
Instituições e criando milhares de novos cursos, com investimentos
crescentes em infraestrutura e contratação, por concurso público, de
profissionais qualificados. Essas políticas devem continuar para
consolidar os programas atuais e, inclusive, serem ampliadas no plano
Federal, exigindo-se que os Estados e Municípios também cumpram com as
suas responsabilidades sociais e constitucionais, colocando a educação
como uma prioridade central de seus governos.
Por tudo isso e na dimensão de nossas responsabilidades enquanto
educadores, dirigentes universitários e cidadãos que desejam ver o
País continuar avançando sem retrocessos, dirigimo-nos à sociedade
brasileira para afirmar, com convicção, que estamos no rumo certo e
que devemos continuar lutando e exigindo dos próximos governantes a
continuidade das políticas e investimentos na educação em todos os
níveis, assim como na ciência, na tecnologia e na inovação, de que o
Brasil tanto precisa para se inserir, de uma forma ainda mais
decisiva, neste mundo contemporâneo em constantes transformações.
Finalizamos este manifesto prestando o nosso reconhecimento e a nossa
gratidão ao Presidente Lula por tudo que fez pelo País, em especial,
no que se refere às políticas para educação, ciência e tecnologia. Ele
também foi incansável em afirmar, sempre, que recurso aplicado em
educação não é gasto, mas sim investimento no futuro do País. Foi
exemplo, ainda, ao receber em reunião anual, durante os seus 8 anos de
mandato, os Reitores das Universidades Federais para debater políticas
e ações para o setor, encaminhando soluções concretas, inclusive,
relativas à Autonomia Universitária.

Alan Barbiero – Universidade Federal do Tocantins (UFT)
José Weber Freire Macedo – Univ. Fed. do Vale do São Francisco (UNIVASF)
Aloisio Teixeira – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Josivan Barbosa Menezes – Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA)
Amaro Henrique Pessoa Lins – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Malvina Tânia Tuttman – Univ. Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Ana Dayse Rezende Dórea – Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Maria Beatriz Luce – Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)
Antonio César Gonçalves Borges – Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
Maria Lúcia Cavalli Neder – Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
Carlos Alexandre Netto – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Miguel Badenes P. Filho – Centro Fed. de Ed. Tec. (CEFET RJ)
Carlos Eduardo Cantarelli – Univ. Tec. Federal do Paraná (UTFPR)
Miriam da Costa Oliveira – Univ.. Fed. de Ciênc. da Saúde de POA (UFCSPA)
Célia Maria da Silva Oliveira – Univ. Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
Natalino Salgado Filho – Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
Damião Duque de Farias – Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
Paulo Gabriel S. Nacif – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
Felipe .Martins Müller – Universidade Federal da Santa Maria (UFSM).
Pedro Angelo A. Abreu – Univ. Fed. do Vale do Jequetinhonha e Mucuri (UFVJM)
Hélgio Trindade – Univ. Federal da Integração Latino-Americana (UNILA)
Ricardo Motta Miranda – Univ. Fed. Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Hélio Waldman – Universidade Federal do ABC (UFABC)
Roberto de Souza Salles – Universidade Federal Fluminense (UFF)
Henrique Duque Chaves Filho – Univ. Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Romulo Soares Polari – Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Jesualdo Pereira Farias – Universidade Federal do Ceará – UFC
Sueo Numazawa – Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)
João Carlos Brahm Cousin – Universidade Federal do Rio Grande – (FURG)
Targino de Araújo Filho – Univ. Federal de São Carlos (UFSCar)
José Carlos Tavares Carvalho – Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)
Thompson F. Mariz – Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
José Geraldo de Sousa Júnior – Universidade Federal de Brasília (UNB)
Valmar C. de Andrade – Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
José Seixas Lourenço – Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)
Virmondes Rodrigues Júnior – Univ. Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
Walter Manna Albertoni – Universidade Federal de São Paulo ( UNIFESP)

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Política Externa e o debate eleitoral

Política externa não dá voto. Essa é uma afirmação que, com certo pesar, afirmam parte expressiva dos especialistas em Relações Internacionais. Não por acaso. Como aponta Almeida (1992), tradicionalmente os partidos políticos brasileiros – atores-chave na estrutura eleitoral – não tem inserido a política externa como uma de suas prioridades no conjunto de suas propostas de políticas públicas.

É igualmente importante destacar que, do ponto de vista eleitoral e da trajetória institucional dos partidos, o Brasil apresenta um perfil bastante instável. Isso de deve, em grande medida, as características da própria democracia vivida pelo país. Questões sobre representação e sufrágio, tão caras ao princípio democrático e relacionadas à estrutura partidária, foram, por vezes, abandonadas ou relegadas a segundo plano, tendo por base, curiosamente, o desejo de fortalecer a democracia no país. São exemplos a plataforma populista de Vargas e o golpe militar de 1964; este, inclusive, dado em nome dos valores e das instituições democráticas. Nesse sentido, vislumbramos uma trajetória em que a relativa indiferença dos partidos sobre a política externa do país é apenas uma dimensão de um problema mais amplo e de ordem mais estrutural, no qual a própria existência e a representatividade dos partidos foram colocadas em xeque.

É preciso ponderar, entretanto, que essas particularidades da organização política brasileira não impediram que o debate político trouxesse para a esfera doméstica temas, problemas e oportunidades para o Brasil relacionadas ao cenário da política internacional. Não é inédito na história do país, e muito menos um fenômeno contemporâneo, o interesse de articular as esferas nacional e internacional para usos políticos domésticos.

A construção de legitimidade de governos já teve na política externa e na inserção internacional do país seu principal lastro. A título de exemplo, podemos mencionar o governo Médici que, em um contexto de frustração das expectativas democráticas, buscou arrefecer as tensões domésticas ao propagandear os lemas de “Brasil Potência” e frases de efeito como “Ninguém segura este país!”, em referência direta ao aumento do peso relativo do Brasil fundamentado em estatísticas de crescimento econômico que consagraram a idéia de “Milagre Econômico”. Ainda que não atrelado a um discurso partidário e ao debate eleitoral – não ocorriam eleições regulares e, portanto, tradução em termos de voto – havia sim a relação direta a um discurso em termos de plataforma política, no caso a do regime militar.

A promulgação de uma nova constituição em 1988 foi fundamental para construir um novo sentido para o debate democrático no país, sobretudo em um contexto de retorno da estrutura pluripartidária e da realização de eleições regulares. A reestruturação da cena partidária e eleitoral representa, assim, o ponto de partida de um processo de amadurecimento político do país; processo esse que, somado a outras questões, aponta na direção de que a política externa tende a preencher um espaço cada vez mais significativo nas agendas dos partidos políticos e, por conseqüência, repercutir nas campanhas eleitorais em um ambiente mais “democratizado”.

Nesse sentido, a experiência eleitoral de 2010 se coloca como um marco, particularmente no âmbito da disputa presidencial. A quantidade de informações relacionadas à política externa que está sendo veiculada no âmbito do debate eleitoral desse ano, especialmente pelas três principais candidaturas que tentam chegar ao Palácio do Planalto, pode ser um indicativo da superação da máxima de que política externa não dá voto. A nosso ver, isso se dá tanto por fatores estruturais quanto por fatores conjunturais.

Do ponto de vista estrutural, não há dúvidas de que as mudanças ocorridas nos últimos anos nas comunicações e tecnologias de informação fazem chegar até nós, com mais velocidade, uma realidade internacional que cada vez afeta mais o cenário doméstico. Embora a capacidade de análise estruturada dessa informação por parte da maioria da população seja baixa, há certa compreensão, ainda que parcial, de que o que se passa no mundo afeta o Brasil, vide a recente crise internacional, e de que as ações do Brasil no cenário internacional interessam ao mundo, como no caso do Irã.

Como a percepção da população com relação às interações do Brasil com o mundo se dá de forma difusa, e as informações são trabalhadas de modo episódico, essa mudança estrutural ainda não é definidora de uma tendência a respeito do nível de importância da política externa para a definição de uma corrida eleitoral no país. Todavia, fatores conjunturais se somam a essa mudança estrutural e, certamente, influenciam de forma direta a pauta do debate do eleitoral de modo que questões externas tenham cada vez mais espaço.

Em primeiro lugar, a implementação, nos últimos anos, de uma política externa ativa, de cunho universalista e autonomista, ao lado da projeção internacional do próprio presidente Lula, conferiu ao país um novo posicionamento no cenário global. Obviamente, essa projeção conta com aspectos positivos e negativos, custos e benefícios que são explorados pelas correntes políticas internas que disputam o poder. Nessa linha, elementos de política externa vêm sendo apresentados com certa constância nos programas eleitorais dos principais candidatos.

Outro fator conjuntural interessante a ser destacado diz respeito à  projeção internacional de empresas brasileiras, que vem alcançando o status de verdadeiras marcas globais. Nessa direção, o caso da Petrobras é emblemático, sobretudo porque figura no imaginário coletivo nacional como um dos símbolos mais consistentes dos interesses e das ambições brasileiras em sua ação internacional.

Interessante mencionar a visibilidade conferida pela grande mídia às discussões sobre as mudanças climáticas e seus efeitos ao redor do globo e no Brasil, trazendo esse tema, com forte relação com a política externa, para a pauta eleitoral.  Certamente, contribui com isso o fato de que um dos três principais candidatos tem no discurso ambiental seu principal mote, o que também força às demais candidaturas a se posicionarem sobre o tema. Assim, esse elemento possui uma dupla dimensão: é tanto conjuntural – sobretudo aos olhares da mídia – quanto estrutural – a ponto de se configurar como o eixo do programa de governo.

A hipótese inicial é de que há uma análise qualitativa por detrás das principais campanhas de que esses temas podem atrair votos para cada uma das chapas, a ponto de serem explorados nos programas dos candidatos. Além disso, ocorre a construção de discursos diferenciados para o grande público, com imagens e discursos simples e diretos, e um debate orientado por intelectuais ligados às principais correntes políticas e ideológicas do país, que mira o voto mais qualificado, multiplicador enquanto formador de opinião. Nota-se que, enquanto a principal candidatura de oposição usa a política externa para atacar o governo, inclusive insinuando ligações entre o Partido dos Trabalhadores e as FARC, para a parcela da esquerda que critica o governo por conta da continuidade de políticas econômicas ortodoxas, a política externa é apontada justamente como um dos mais importantes avanços dos dois mandatos de Lula da Silva

Oportunidades abertas por mudanças estruturais são aproveitadas por elementos conjunturais que as reforçam. As eleições diretas para o parlamento do Mercosul devem ser outro fator estrutural que dará impulso a essa tendência nas próximas eleições, e os movimentos internacionais do Brasil formarão o contexto que poderá consolidar essa tendência de crescente importância da política externa no debate eleitoral. Nessa linha, passará a ser um elemento que ajudará, cada vez mais, na definição do voto do eleitor. Da condição de mito, esse tende a ser um horizonte de reflexão promissor para os especialistas de Relações Internacionais, pois, como buscou argumentar esse artigo, a relação entre política externa e eleições não poderá mais ser subestimada.

Referências

  • ALMEIDA, Paulo Roberto. Os Partidos Políticos nas Relações Internacionais do Brasil, 1930-90. Contexto Internacional, Rio de Janeiro, vol. 14, nº 2, jul/dez 1992, pp.161-208.

Leandro Freitas Couto é Doutorando em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília – UnB,  Professor de Política Externa Brasileira do Instituto de Ensino Superior de Brasília – IESB, e Analista de Planejamento e Orçamento do Ministério do Planejamento (leandro.couto@gmail.com).

Taís Sandrim Julião é Mestre em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília – UnB e Professora de Relações Internacionais do Instituto de Educação Superior de Brasília – IESB (tais.sandrim@gmail.com).

Texto primeiramente publicado em www.mundorama.net

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