Estou na rua com Dilma.
Parque da Cidade, hoje, sábado, 16.10, às 9:30, no estacionamento do Kart.
9222-1070.
Fala que eu te escuto.
Estou na rua com Dilma.
Parque da Cidade, hoje, sábado, 16.10, às 9:30, no estacionamento do Kart.
9222-1070.
Fala que eu te escuto.
Como vocês já leram por aqui, considero que a falta de mobilização da esquerda, seja porque achavam que o jogo já estava ganho, seja porque estavam com receio de sair da toca por conta da onda denuncista ou por conta das alianças construídas no primeiro turno, foi o principal aspecto que levou as eleições para esse segundo turno.
Me deu um novo ânimo a mobilização virtual, pelas redes sociais ou mesmo na quantidade de e-mails que passou a circular, com o envolvimento de muita gente nessa estágio do embate eleitoral. Porém, acho que isso não garante à vitória.
É necessário ir às ruas.
Assim, um grupo de amigos pensamos num passeio apartidário em apoio a candidatura Dilma no Parque da Cidade, aqui em Brasília, às 09:30, de sábado, dia 16/10. Seria uma carrinhada, pra levarnos nossos bebês, ou filhos pequenos com seus triciclos. Nos encontramos no estacionamento do Kart.
É programa pra família toda.
Nesses parques, acho que não pode fazer campanha. Mas não podem nos impedir de entrar com uma camiseta ou adesivo da Dilma. Seremos cidadãos comuns expressando nossa cidadania. A ideia é conversarmos com as pessoas – certamente encontraremos muitos conhecidos, principalmente eleitores de Marina – que, vendo a nossa mobilização, poderiam ser mais sensíveis aos nossos argumentos e poderiam vir para o nosso lado.
Vamos todos?!
E, se você não é de Brasília, mobilize algo na sua cidade também.
DILMA 13.
Reproduzo um comentário do internauta PauloPalavra a ums nota do Mino no site da Carta Capital.
Em resumo, levanta a possibilidade de os votos a Paulo Bufalo – PSOL ao governo serem suficientes para levar a disputa ao segundo turno.
O raciocínio faz sentido, mas não quero crer que o TSE tenha armado a si próprio uma cilada eleitoral desse tamanho. Ou será possível?
PauloPalavra disse:
8 de outubro de 2010 às 9:52
Alkimim fez, no máximo 49,35% dos votos válidos e não 50,65%!!!
Meus caros, Alkimim, venceu no 1° turno por uma diferença de APENAS 0,65%! O intrigante é que tanto o GloBOPE quanto o data fAlha , davam, um dia antes das eleições, 2% de intenções de voto para partidos nanicos de esquerda (PSOL, PSTU, PCB e PCO). Pois é, o TRE de SP diz que os votos do PSOL, PCO e PCB estão sob júdice por motivos de possíveis irregularidades pré eleitorais. O TRE de SP, porém, “tranquiliza” a população, dizendo que os votos dados para esses partidos estão longe de ultrapassar os 0,65% que determinou a votória de Alkimim no 1° turno. Pois é! O que poderia passar como margem de erro (2%) inferior a 2% dos institutos de pesquisas (entre 0% e 4%), passa a ser intrigante pelo seguinte FATO:
1° – Foram quase 23 milhões de votos válidos em SP;
2° – Carlos Gianazzi do PSOL foi eleito com 100 mil votos (0,47% dos votos válidos). Ivan Valente do PSOL também foi eleito com 190 mil votos (0,85% dos votos válidos em SP), sendo que o PSOL ao todo fez 317 mil (1,4% dos votos válidos em SP), 12 mil a mais do que necessário (quociente eleitoral) para garantir uma vaga de deputado federal;
3° – 1% de 23 milhões (votos válidos em SP) = 230 mil;
4° – 317 mil votos (voto em candidatos do PSOL e legenda) em SP equivalem cerca de 1,4% dos votos em SP. Só os 190 mil de IVAN eleito dep. federal = 0,85% do total de votos e Carlos Giannazi eleito dep. Estadual = 100 mil votos (0,47%) seriam maiores que os votos dados a Búfalo para governador??? O militante PSOL faz votação casada no 50 para todos os cargos;
5° – Caros colegas da política, fica difícil de acreditar que quem votou em ivan valente para deputado federal não tenha votado em PAULO BÚFALO candidato a Governador de SP e PLínio para presidente (plínio teve 0,89% em todo o Brasil) no 1° turno (voto CASADO e coerente, principalmente se falando em mitância do PSOL). OU SEJA, estamos, possivelmente, diante de uma das maiores fraudes da historia republicana com a anuência dos caciques do P$OL que e$tão muito conformado$ (???) com o re$ultado do TRE da República de $P.
Fonte:
http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/dilma-mostre-que-e-de-briga
A ausência de um debate programático, e o conseqüente baixo envolvimento dos intelectuais, da militância de esquerda, de setores organizados da sociedade civil marcou a disputa eleitoral no primeiro turno.
Lula, o PT, Dilma e a esquerda não radical acreditaram que era suficiente apresentar a candidatura governista como representante da continuidade. Para quem não entendeu, esse foi o principal projeto apresentado no primeiro turno.
Serra, por ironia, também se apresentou como o candidato da continuidade. Todavia, o discurso não colou na sua imagem, por ser contraditório com o seu currículo e com o que realmente acredita. Não forçou o debate porque não lhe interessava, para não perder votos.
Marina, e não Plínio, foi a franca atiradora. Alcançou incríveis 20% dos votos válidos, ou quase 20 milhões de votos. Suas propostas, no entanto, eram fluidas. Apostando no pós-Lula, na superação da dicotomia entre PT e PSDB, montou uma boa estratégia de se apresentar como o moderno, mas de conteúdo fortemente conservador. Esse conservadorismo se expressou em temas tratados abertamente no debate político, como política externa e política econômica, (na qual defendeu a trajetória de alta dos juros, por exemplo) como em temas polêmicos nos quais preferiu não ser explícita.
Quanto às primeiras questões, os eleitores modernos, efêmera e pretensamente politizados, não atentaram ao seu conteúdo. Naquilo que preferiu se esconder, em temas como a descriminalização da maconha, união civil de homosexuais, aborto ou a relação entre religão e estado (defesa do ensino religioso criacionista obrigatório nas escolas), nos quais tem posição conservadora, garantiu alguns votos que, tivesse sido mais explícita, não teriam embarcado na sua candidatura.
No segundo turno, como Serra e Dlima têm posições próximas com relação aos temas polêmicos, tendo tempo e estratégia clara de combate aos boatos, o debate deve sair dessa praia fundamentalista e realmente partir para o campo programático. É preciso marcar as diferenças entre o projeto governista e o da oposição. Elas existem e são claras em várias áreas.
O voto verde, moderno, efêmera e pretensamente politizado, tem três caminhos. O primeiro, mais fácil, pois o que exige menor esforço, é o voto nulo. Esse favorece Dilma, que sai de 14,5 milhões de votos em vantagem. O debate programático é que pode decidir se os demais vão para Serra ou Dilma, mas ele ainda será contaminado pela radicalização e boataria que floresceram na reta final do primeiro turno.
Minhas apostas para os votos verdes, em condições normais: 20% branco/nulo. (3,8 milhões de votos), 45% Serra ( 9 milhões), 35% Dilma (6,8 milhões).
Insuficiente, portanto, para uma virada de Serra. E eles sabem disso. Isso lhes impõem que continuem na busca de uma nova bala de prata. Pela baixaria que tentaram transformar a eleição, pode-se esperar chumbo grosso, e a continuidade desse denuncismo apócrifo que foi, até aqui, a marca da eleição. Ainda assim, esse esforço precisará tirar uma diferença de cerca de 10 milhões de votos, já contando a migração do voto verde. O radicalismo que isso pode levar não favorece à democracia, não esclarece à sociedade as questões efetivamente em jogo.
Ao contrário do que querem apresentar, há direita conservadora sim, e ela conhece muito bem o jogo que faz.
Momentos depois da confirmação de que as eleições presidenciais seriam decididas no segundo turno, ao contrário do que as últimas pesquisas indicavam e que a esquerda lulista acomodadamente esperava, já borbulhava na rede várias análises sobre quais teriam sido os fatores preponderantes para que Dilma não liquidasse a fatura no dia 03 de outubro.
A soma das hipóteses levantadas apresenta um quadro que oferece um quadro consistente. O caso Erenice, a questão religiosa e a polêmica acusação de que Dilma seria a favor do aborto, nível de abstenção em localidades fortemente governistas, ou, talvez a justificativa mais charmosa e tentadora de todas, Marina Silva.
Da minha experiência nessas eleições, não se pode imputar a culpa pelo segundo turno à Marina Silva. Até porque ela era a candidata menos qualificada, com propostas menos claras e menos consistentes, além de apoios frágeis. Aliás, se tem alguma coisa de bom nesse segundo turno, foi justamente a derrota da candidata com projeto mais inconsistente.*
A culpa pela realização do segundo turno é da esquerda. Cheia de pudores, não vestiu a camisa, não ergueu as bandeiras, não defendeu o projeto. Comportou-se tal moça virgem tomando banho frio, envergonhada. Acomodou-se à sombra de Lula.
Vários amigos que conheço que votariam na Dilma não foram votar, afinal, não era necessário. Outra amiga esquerdista inconteste, ao me ver com camiseta da Dilma, ainda afirmou: Eu voto na Dilma, mas vestir camiseta é demais. Outros tantos apenas se acomodaram ou por pensar que o páreo tava ganho ou por não querer revelar-se num momento em que a mídia queria fazer parecer feio votar num governo que tem apenas 4% de reprovação!!!
Pois bem, vem o segundo turno. Acreditem, não será fácil. Vários eleitores da Marina migram para o Serra. A mídia tem mais um mês para criar ou requentar factoides. Ainda creio muito na vitória da Dilma, mas tenho certeza de que não será folgada. O que vai definir isso é a força da voz, dos textos, análises e manifestos, da militância nas ruas da esquerda progressista que acredita em um projeto, acima dos indivíduos. É necessário identificar bem o candidato de oposição, que certamente tentará vender ainda mais um discurso próximo ao do governo, mas que não cola na sua imagem. As terceirizações, o desmantelamento do Estado, o descaso com o planejamento, com as universidades públicas, com as escolas técnicas, devem ser lembrados e destacados.
Em alto e bom som. Ao vivo e em cores. Nas ruas e na rede.
Mantido o projeto, tratemos de aperfeiçoa-lo.
Todos temos um lado. É necessário coragem para adotá-lo e professá-lo.
Esse blog apoia Dilma Presidente.