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	<title>Minha Circunstância &#187; Uncategorized</title>
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	<description>Eu sou eu e minha circunstância. Se não salvo a ela, não salvo a mim. &#34;Ortega y Gasset&#34;</description>
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		<title>Novo endereço</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Jul 2010 00:40:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>freitascouto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/07/novo-endereco/' addthis:title='Novo endereço '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>O Blog mudou de endereço. Por sugestão de amigos, e para melhor conexão a um novo portal que em breve estará no ar, saio do blogger e agora estreio no wordpress. Todos os posts antigos e comentários vieram junto. Por &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/07/novo-endereco/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/07/novo-endereco/' addthis:title='Novo endereço ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/07/novo-endereco/' addthis:title='Novo endereço '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>O Blog mudou de endereço.</p>
<p>Por sugestão de amigos, e para melhor conexão a um novo portal que em breve estará no ar, saio do blogger e agora estreio no wordpress. Todos os posts antigos e comentários vieram junto.</p>
<p>Por aqui, além das novas funcionalidades, o blog ganha cara nova. E é justamente a circunstância que diretamente me molda. Aí em cima, minhas meninas e eu. Sou o que sou porque essa é a minha circunstância. E sou muito feliz assim.</p>
<p>E mais feliz ainda por compartilhar com vocês. Elas ficarão sempre observando.</p>
<p>Abraços a todos</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/07/novo-endereco/' addthis:title='Novo endereço ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O que agregam os Vices?</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jun 2010 17:08:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>freitascouto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/06/o-que-agregam-os-vices/' addthis:title='O que agregam os Vices? '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Já tinha postado aqui um artigo sobre a escolha dos Vices. Falava da importância da definição dos nomes para refletir sobre o conteúdo programático de cada chapa. Uma chapa Dilma e Temer, por certo, seria diferente de uma chapa de &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/06/o-que-agregam-os-vices/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/06/o-que-agregam-os-vices/' addthis:title='O que agregam os Vices? ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/06/o-que-agregam-os-vices/' addthis:title='O que agregam os Vices? '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"><span>Já tinha postado aqui um artigo sobre a escolha dos Vices. Falava da importância da definição dos nomes para refletir sobre o conteúdo programático de cada chapa. Uma chapa Dilma e Temer, por certo, seria diferente de uma chapa de Dilma e Meirelles, ou Dilma e Geddel, por exemplo.</span></div>
<div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"></div>
<div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"><span>No entanto, vou deixar essa discussão sobre conteúdo programático pra depois. Fico pensando agora o que cada um dos principais vices escolhidos agregam na corrida eleitoral.</span></div>
<div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"></div>
<div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"><span>Primeiro, creio que o Vice da Marina, Guilherme Leal, o homem da Natura, ajuda a diminuir as resistências do empresariado à candidata verde. Além disso, ela, se apresentando como líder, diferente dos perfis gerenciais de Serra e Dilma, agrega a chapa um homem de sucesso no mundo dos negócios, porque não, um gerente. Em termos eleitorais, não tem apresentado, até agora, qualquer resultado.</span></div>
<div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"></div>
<div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"><span>Segundo, Temer, com certeza, agrega no grau de governabilidade de um possível / provável futuro governo Dilma. A despeito de algumas dissidências regionais, consegue dar o maior grau de unidade possível a um partido diverso, justamente o maior partido em número de filiados e constantemente uma das maiores bancadas do Congresso Nacional. E é na governabilidade que o PMDB já agrega ao governo Lula, aprovado por imensa maioria da população, é que está a sua grande ajuda. Ajuda mais porque não atrapalha, mesmo com Sarneys, Barbalhos e Calheiros</span></div>
<div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"></div>
<div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"><span>Terceiro, o vice do Serra, até agora, Álvardo Dias, conformando a chapa puro sangue paulista e tucana da oposição. Serra, com Dias, agregou confusão no lado oposicionista. Minha hipótese é que o ex-presidente-eleito José Serra  quer, mesmo saindo das eleições derrotado, continuar sendo homem importante no ninho tucano, e quer escolher ele próprio a principal voz da oposição. Alça um tucano próximo e tenta pôr Aécio à margem, que terá a sombra de um senador tucano candidato a vice-presidente no Senado Federal. E o DEM fica sempre com a segunda posição na chapa. </span></div>
<div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"></div>
<div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"><span>Senão, vejamos. Serra é derrotado e dificilmente concorrerá de novo. Se o vice fosse do DEM, um nome forte, conhecido, talvez esse nome encarnasse a voz oposicionista e se cacifasse para as próximas eleições. Emplacando o nome de Álvaro Dias, mantém o PSDB como a principal voz da oposição para ser a cabeça de chapa em 2014, sem deixar de cutucar Aécio pelas mágoas deixadas pelo mineiro não aceitar baixar a cabeça para Serra.</span></div>
<div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"></div>
<div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"><span>Serra quis puxar para si a decisão sobre o futuro da oposição brasileira, que parece ir, junto com ele, ladeira abaixo. O DEM esperneia, mas os escândalos no DF e o seu discurso radical contra um governo com altíssima aprovação também o encaminham para o definhamento.</span></div>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/06/o-que-agregam-os-vices/' addthis:title='O que agregam os Vices? ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Instituições de Estado e carreiras públicas &#8211; o caso do portal do planejamento</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Jun 2010 14:58:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>freitascouto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/06/instituicoes-de-estado-e-carreiras-publicas-o-caso-do-portal-do-planejamento/' addthis:title='Instituições de Estado e carreiras públicas &#8211; o caso do portal do planejamento '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Esse semana, o Ministério do Planejamento lançou o portal do planejamento, contendo uma série de documentos desenvolvidos pela Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos da SPI/MP. Trata-se de um dos melhores trabalhados já desenvolvidos por aquela Secretaria a respeito das &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/06/instituicoes-de-estado-e-carreiras-publicas-o-caso-do-portal-do-planejamento/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/06/instituicoes-de-estado-e-carreiras-publicas-o-caso-do-portal-do-planejamento/' addthis:title='Instituições de Estado e carreiras públicas &#8211; o caso do portal do planejamento ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/06/instituicoes-de-estado-e-carreiras-publicas-o-caso-do-portal-do-planejamento/' addthis:title='Instituições de Estado e carreiras públicas &#8211; o caso do portal do planejamento '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p><span class="Apple-style-span" style="font-family:inherit;">Esse semana, o Ministério do Planejamento lançou o portal do planejamento, contendo uma série de documentos desenvolvidos pela Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos da SPI/MP. Trata-se de um dos melhores trabalhados já desenvolvidos por aquela Secretaria a respeito das políticas públicas em curso no país, divididas por temas, apontando aspectos positivos e negativos em todas elas.</span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family:inherit;"><br /></span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family:inherit;">A imprensa logo aproveitou do material para explorar as críticas e municiar a oposição. Reacendeu um franco de fogo amigo dentro do governo, e alguns dos principais veículos de comunicação do país repercutiram o tema, a começar pelo Valor Econômico, que deu a página especial de sexta-feira, a CBN, Estadão, Veja e Globo.</span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family:inherit;"><br /></span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family:inherit;">Como resposta, o governo retirou do ar o portal. E isso gerou nova polêmica na imprensa e também dentre os colegas analistas de planejamento e orçamento, que compõem a maioria do corpo técnico da secretaria. Misturaram-se, de um lado, naturais distintos posicionamentos políticos em uma carreira que abraça perfis diversos e incômodo do corpo técnico com a direção com as percepções com relação ao desenvolvimento do projeto e o posicionamento da carreira e da instituição dentro do jogo político do governo.</span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family:inherit;"><br /></span><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family:inherit;">No meu ponto de vista, de quem tem na SPI a sua principal referência de trabalho mas vê o processo com uma certa distância, </span><span class="Apple-style-span" style="border-collapse:collapse;"><span class="Apple-style-span" style="font-family:inherit;">a discussão alimenta alguns debates que devem ser encarados de frente: a questão da neutralidade técnica, a separação entre Governo e Estado, mecanismos de incentivo ao exercício da democracia e transparência da ação pública e, por fim, a posição diferenciada que existe entre as instituições de estado e as carreiras públicas.</span></span>
<div style="border-collapse:collapse;"></div>
<div style="border-collapse:collapse;"><span class="Apple-style-span" style="font-family:inherit;">Encaro a pretensa neutralidade técnica, ou a postura imparcial da burocracia como uma falácia. A defesa de neutralidade tem, ainda que indiretamente, impactos para um ou outro lado. Ademais, por trás dessa postura, muitos escondem preferências políticas que não explicitam seja por comodismo dos cargos que ocupam ou pelo risco que, naturalmente, isso acarreta. Obviamente que a imprensa pode usar o episódio, e está o usando, da forma que mais lhe convém, e isso não deve ser o único fator que oriente as nossas ações. Mas desconhecer, ou querer desconsiderar, os impactos políticos das nossas ações é muita pretensão da nossa parte, e pode, inclusive, nos distanciar ainda mais do núcleo decisório do governo.</span></div>
<div style="border-collapse:collapse;"><span class="Apple-style-span" style="font-family:inherit;"><br /></span></div>
<div style="border-collapse:collapse;"><span class="Apple-style-span" style="font-family:inherit;">Isso tem a ver com a discussão, que sempre considerei ilusória, de separação entre estado e governo. &#8220;Somos uma instituição de estado&#8221; e devemos ficar alheios às influências políticas. Isso não me parece real. Aliás, não há Estado sem governo, embora, se quiserem, possa haver governo sem Estado. Não há como separar claramente as duas coisas. No entanto, há espaço, ou deveria haver (e não estou dizendo que há o suficiente nesse governo) para construções que ultrapassem os limites dos governos. Mas isso deve envolver toda a sociedade, ou os mais múltiplos atores possíveis, e não apenas a burocracia.</span></div>
<div style="border-collapse:collapse;"><span class="Apple-style-span" style="font-family:inherit;"><br /></span></div>
<div style="border-collapse:collapse;"><span class="Apple-style-span" style="font-family:inherit;">E essa discussão, por sua vez, se conecta com a defesa da transparência e da democracia. Sou um defensor constante da abertura de mais canais de interlocução da sociedade com o governo. Acho que as tecnologias da informação ajudam isso, a internet em particular, mas ainda temos muito o que avançar. Creio que as fórmulas apresentadas até hoje ainda não conseguiram resolver essa questão, tanto do ponto de vista político como técnico/burocrático. Entendo, no entanto, que a discussão em torno da publicação do portal, pra quem o vê de fora, embora exercício extremamente válido para a melhoria das políticas públicas, pode também muito bem ser entendido como parte de um processo decisório interno ao governo, que não necessariamente precisa ser publicizado, e também não se confunde com democracia participativa. Embates como esse há em qualquer governo , mas normalmente o que se externa é apenas a resultante do jogo de forças políticas que se enfrentam dentro do governo. Me parece que alguém &#8220;comeu bola&#8221; em publicar uma coisa não discutida internamente, ainda mais num período de tensão pré-eleitoral. Nesse sentido, compreendo a retirada do portal do ar.</span></div>
<div style="border-collapse:collapse;"><span class="Apple-style-span" style="font-family:inherit;"><br /></span></div>
<div style="border-collapse:collapse;"><span class="Apple-style-span" style="font-family:inherit;">Isso não significa que não deva haver críticas às políticas de governo. Mas a SPI não é uma instituição de pesquisa. O nosso esforço em propor melhoria às políticas públicas é também extremamente válido, deve ser mantido. Defendo que o exercício seja contínuo. Mas isso não implica NECESSARIAMENTE em torná-las públicas. Sua retirada da internet não deveria impactar em nada o processo que deveria se iniciar de discussão dentro do governo, o que só reforça que sua eficácia não está relacionada com sua publicação. Agora, entendo que a publicação pode ter criado resistências dentro do governo, e que isso pode tornar o trabalho de discussão interna mais difícil. Desconhecer esses aspectos é também desconhecer a essência política da nossa função.</span></div>
<div style="border-collapse:collapse;"><span class="Apple-style-span" style="font-family:inherit;"><br /></span></div>
<div style="border-collapse:collapse;"><span class="Apple-style-span" style="font-family:inherit;">Por fim, mas não menos importante, temos, a carreira, uma instituição de direito privado para fazer discussões que se apartam das instituições e devemos aproveitar isso. De lá, temos mais liberdade para fazer as críticas que acharmos conveniente, propor à sociedade e ao governo discussão de temas que consideramos importantes. Acho que a Assecor &#8211; Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento, principalmente agora depois de ter realizado um importante seminário sobre as relações entre o papel do Estado e o lugar do planejamento na busca do desenvolvimento, se mostra um espaço importante para realizarmos essas discussões.</span></div>
<p>Defendo a mobilização nesse espaço. Seu fortalecimento acarretará o reconhecimento maior da carreira e a construção de um espaço próprio capaz de ser mais um mecanismo de aproximar Estado e Sociedade e de exercer pressão sobre o governo para a melhoria da oferta das políticas públicas. Não podemos esperar ou exigir das instituições de Estado uma postura além das limitações impostas pelas amarras ao governo, de qualquer coloração que ele seja. <br />    </p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/06/instituicoes-de-estado-e-carreiras-publicas-o-caso-do-portal-do-planejamento/' addthis:title='Instituições de Estado e carreiras públicas &#8211; o caso do portal do planejamento ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A sociedade que luta</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jun 2010 03:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>freitascouto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/06/a-sociedade-que-luta/' addthis:title='A sociedade que luta '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Márcio Pochmann e Guilherme Dias apresentam mais um tópico do livro &#8220;Brasil entre o passado e o futuro&#8221;, lançado no congresso do PT, que venho comentando aqui: A sociedade pela qual se luta . Pareceu-me mais um chamamento à organização &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/06/a-sociedade-que-luta/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/06/a-sociedade-que-luta/' addthis:title='A sociedade que luta ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/06/a-sociedade-que-luta/' addthis:title='A sociedade que luta '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>Márcio Pochmann e Guilherme Dias apresentam mais um tópico do livro &#8220;Brasil entre o passado e o futuro&#8221;, lançado no congresso do PT, que venho comentando aqui: A sociedade pela qual se luta . Pareceu-me mais um chamamento à organização social pela luta ao estabelecimento de um novo padrão civilizatório mais adequado à sociedade pós-industrial do que uma ode ao Governo Lula. E esse é, ao mesmo tempo, o grande mérito e a maior fragilidade do texto.</p>
<p>O artigose divide em três partes: Uma caracterização sintética da evolução da sociedade brasileira, com ênfase nas diferenças entre os períodos de governo FHC e Lula(qual sociedade?); a segunda parte destaca os meios que deveriam ser mobilizados para avançar (como e para que lutar?); e a terceira o anúncio de um projeto de sociedade que se quer construir (sociedade de todos no século XXI).</p>
<p>Pochmann discorre aí suas idéias bastante conhecidas &#8211; e bem mais desenvolvidas &#8211; de outros textos, na qual defende a redução da  jornada de trabalho, a entrada postergada no mercado de trabalho, a educação continuada ao longo da vida ativa, com ganhos de qualidade de vida e aumento do trabalho autônomo da população, que tende a chegar a uma expectativa de vida de 100 anos muito em breve. Invoca a necessidade de se construir um novo padrão de produção e consumo, condizentes com os princípios da sustentabilidade.</p>
<p>São, de fato, idéias inspiradoras de um dos maiores intelectuais brasileiros, na opinião desse modesto blogueiro. E a busca por essa sociedade deve caber à formação de uma nova maioria política sensível a esse projeto. Nessa hora, Pochmann é tímido, esquece que saiu dos gabinetes mofados da acomodada academia brasileira e está a frente de uma das mais qualificadas agências governamentais, o IPEA. Estimula a organização da sociedade para a luta, acomodando as forças do governo na inércia.</p>
<p>Mais ainda, os canais de interlocução da sociedade com o Estado são o ponto mais importante destacado pelos autores quando tratam do &#8220;como lutar&#8221;. Ao lado disso, defendem o papel do Estado no planejamento de longo prazo, no desenvolvimento de um projeto de país, e da instigação da sua ação de modo mais matricial, trans e intersetorial. Turvou-lhe aí o olhar mais crítico para poder apontar que o atual governo, a despeito dos inegáveis avanços, poderia ter feito muito mais a conceber um espaço maior para o planejamento, fazendo-lhe entender a sua essência política, e não o entricheirando nas tecnicalidades formais.</p>
<p>Por fim, é tímido demais também no tratamento da financeirização da economia ao atenuar a força de suas críticas, compreensível no caráter e objetivo do texto que lhe foi encomendado, mas incômodo aos olhos dos muitos que vêem a urgência de avanços mais significativos nessa área e são contrariados com a postura sempre conservadora do Banco Central do Sr. Meirelles.</p>
<p>A mobilização social é, portanto, o norte do texto, que demonstra que as marcas mais sentidas da evolução da humanidade se deu nas bases de uma sociedade que lutou. Em período eleitoral, espero que não nos acomodemos com os acertos do governo Lula que, certamente, recomendam a eleição de sua candidata no quadro sucessório, mas que continuemos lutando.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/06/a-sociedade-que-luta/' addthis:title='A sociedade que luta ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Questões abertas da democracia participativa</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jun 2010 01:13:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>freitascouto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/06/questoes-abertas-da-democracia-participativa/' addthis:title='Questões abertas da democracia participativa '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Um dos grandes temas ainda pendentes para o governo, para a burocracia, para as elites e mesmo para a sociedade organizada é como introduzir, de fato, a sociedade civil na agenda governamental. Como se aproveitar da democracia participativa, somando-a à &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/06/questoes-abertas-da-democracia-participativa/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/06/questoes-abertas-da-democracia-participativa/' addthis:title='Questões abertas da democracia participativa ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/06/questoes-abertas-da-democracia-participativa/' addthis:title='Questões abertas da democracia participativa '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><div class="MsoNormal">Um dos grandes temas ainda pendentes para o governo, para a burocracia, para as elites e mesmo para a sociedade organizada é como introduzir, de fato, a sociedade civil na agenda governamental. Como se aproveitar da democracia participativa, somando-a à democracia representativa, de modo objetivo, com resultados concretos na forma de implementação e escolhas das prioridades governamentais.</div>
<div class="MsoNormal">De fato, não se pode negar que o governo Lula representou um avanço nesse processo. Esse é o foco do texto do Ministro Luiz Dulci no livro Brasil: entre o passado e o futuro. No artigo, Dulci ressalta o estímulo e reconhecimento dos movimentos sociais como componente de origem do Partido dos Trabalhadores e parte inexorável da agenda do governo Lula.  Destaca as 63 conferências nacionais que ocorreram durante o governo do PT, nas mais distintas áreas de atuação governamental, que teriam mobilizado cerca de 4,5 milhões de pessoas em mais de 5000 municípios brasileiros.</div>
<div class="MsoNormal">Outro ponto destacado por Dulci é o reconhecimento dos “novos direitos” e a institucionalização de esferas que garantam espaço na agenda horizontal de governo e estimulem o debate na sociedade em torno de questões cruciais como o preconceito de raça, a desigualdade de gênero e o papel da juventude. No geral, esse esforço é reconhecido pelos movimentos sociais como um avanço com relação ao governo anterior, que contribuiu para que deixassem a resistência para uma postura ofensiva no diálogo com o Estado. Apresentam-se não como anexos do Governo, mas tendo garantido sua independência e cobrando, insistentemente, avanços. Deve-se sublinhar, todavia, que esses movimentos sociais conformaram a base de sustentação do Governo Lula no auge da crise política pela qual passou ainda no primeiro mandato.</div>
<div class="MsoNormal">A grande promessa para o próximo período, que talvez só consiga ser concretizado nos próximos anos a depender do resultado das eleições de outubro, é o projeto de Consolidação das Leis Sociais, em discussão conduzida pela própria equipe de Dulci. A institucionalização dos ganhos representados pelas políticas sociais desenvolvidas nos últimos anos representará, sem dúvida, um grande ganho para a sociedade brasileira e um marco histórico para o Brasil.</div>
<div class="MsoNormal">Todavia, a questão da participação social está longe de ser resolvida. Consigo perceber três grandes objetivos desse estímulo ao alcance de um envolvimento maior da sociedade na agenda pública. O primeiro diz respeito a própria ligação, sadia, do governo com a sociedade, com o cidadão comum. Representa, teoricamente, um contato direto capaz de contrapor as demandas organizadas da sociedade e as ofertas propostas pelos poderes públicos. O segundo, relaciona-se com o controle social da ação pública, mecanismo útil para se contrapor aos privilégios e promover a universalização dos direitos, como argumenta Dulci. Por fim, mas não menos importante, as possibilidades de participação social servem de estímulo à ação cidadã do indivíduo e à mobilização associativa. Esta uma tarefa permanente.</div>
<div class="MsoNormal">Dentre as duas anteriores, creio que há espaço para avançar. Os instrumentos dispostos pelas tecnologias de informação servem muito bem à transparência e ao controle do gasto do governo, que lançou, recentemente, o portal da transparência. Mas todo o processo de gestão que antecede à realização do gasto, como o acompanhamento da execução na ordem das prioridades acordadas, por exemplo, não é por aí coberto. Seria necessário estabelecimento de diálogo direto e constante, com atores específicos. Como e quais atores participam é questão difícil e ainda aberta.</div>
<div class="MsoNormal">Por fim, a transformação do cidadão de objeto para sujeito da ação pública, corresponsável pela política, aponta para um longo caminho a ser percorrido. A participação dos movimentos sociais, ONGs, ainda que em parcerias, na execução das ações de responsabilidade do governo é ardilosa. A discussão da forma de implementação e desenho das ações a serem desenvolvidas é restrita e, muitas vezes, secundária à discussão do montante dos recursos. No entanto, são aspectos que iluminam as vias que podem ser exploradas.</div>
<div class="MsoNormal">Como comentário final, dois elementos que vejo como importantes nessa construção. Os agentes sociais (agentes de leitura, de segurança cidadã, de saúde&#8230;), fortalecidos nos últimos anos podem ser mais úteis na construção desse processo. A criação de rede entre eles para a troca da experiência e a criação de mecanismos de diálogo sistemático com os formuladores de políticas pode ajudar a melhorar a oferta que chega de cima. E, como não poderia deixar de ser, a questão territorial. A eleição do território como plataforma preferencial de integração das políticas públicas e de auscultação social.</div>
<div class="MsoNormal">Ouvidorias são importantes. Mas mais importante é a resposta articulada que o Estado pode oferecer em forma de resultados.</div>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/06/questoes-abertas-da-democracia-participativa/' addthis:title='Questões abertas da democracia participativa ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Complementaridades e princípios</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 23:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>freitascouto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/06/complementaridades-e-principios/' addthis:title='Complementaridades e princípios '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Esse é o primeiro post sobre os artigos que compões o livro Brasil: entre o passado e o futuro, organizado por Emir Sader e Marco Aurélio Garcia, lançado no congresso do Partido dos Trabalhadores que oficializou o nome de Dilma &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/06/complementaridades-e-principios/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/06/complementaridades-e-principios/' addthis:title='Complementaridades e princípios ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/06/complementaridades-e-principios/' addthis:title='Complementaridades e princípios '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>Esse é o primeiro post sobre os artigos que compões o livro Brasil: entre o passado e o futuro, organizado por Emir Sader e Marco Aurélio Garcia, lançado no congresso do Partido dos Trabalhadores que oficializou o nome de Dilma Roussef como pré-candidata à presidência da república. E, pelo viés deste humilde blogueiro, trata do texto de política externa, escrito pelo próprio Marco Aurélio Garcia, assessor especial de assuntos internacionais da Presidência da República.</p>
<p>No geral, o texto apresenta críticas superficiais à política externa do governo FHC e destaca as principais linhas da política externa de Lula, sem apresentar qualquer novidade em termos de propostas quanto à política externa de um possível novo governo comandado pelo PT. De fato, traduz que  Dilma representa, sobretudo, à continuidade do Governo Lula, sendo este o seu principal mérito.</p>
<p>Dois temas são marcantes no texto de MAG. O primeiro se refere às complementaridades.<br />Complementaridades entre (a) as condições internas construídas durante o Governo Lula que preenche, segundo sua visão, uma lacuna histórica do desenvolvimento brasileiro &#8211; modernizar o país promovendo um mudança estrutural, sobretudo pelo enfrentamento das desigualdades e (b) a realidade do sistema internacional que transparece a queda da hegemonia americana e a ascensão da Ásia (China, Índia e Rússia) na construção de um mundo multipolar que ainda preza o multilateralismo. Dessa complementaridade, surgem as opções de movimentação internacional do Brasil, que mostra uma política externa ativa e altiva, nos dizeres do seu Chanceler. E que busca complementaridade entre altivez e solidariedade, e entre solidariedade e interesse nacional, principalmente no tratamento de sua grande prioridade &#8211; o relacionamento com os vizinhos sul-americanos. A integração regional, nesse ponto, é apresentada como um elemento constitutivo do projeto nacional de desenvolvimento.</p>
<p>A prioridade concedida à América do Sul é apresentada como parte complementar a um movimento maior de articulação Sul-Sul, no qual se destaca a articulação do Brasil junto à África do Sul e Índia, formando o fórum IBAS, à aproximação com os BRICs, além de fóruns inter-regionais que fortalecem a presença da América do Sul como sujeito político internacional.</p>
<p>O segundo aspecto destacado pelo professor Marco Aurélio Garcia são os princípios nos quais se assentam a atual política externa brasileira, que a difere da processada durante o governo anterior. Em primeiro lugar, um renovado sentimento de afirmação nacional de um país que busca ampliar seu espaço no cenário global, mostrar-se acima das suas sandálias, superar o complexo de vira-lata que norteara a projeção internacional do Brasil. Às críticas de partidarização da política externa, sua posição é firme: relembra-nos da filiação partidária do então chanceler Cardoso, ainda no governo Itamar, das linhagens tucanas de Celso Lafer, mostrando que, ao lado de outros exemplos, essa é uma prática normal que perpassa todos os governos. A implementação de políticas não deve ser um exercício meramente técnico. defende com razão.</p>
<p>Em segundo lugar, a confiança em um multilateralismo renovado, que possa lhe conferir nova legitimidade e perfil democrático.  A adjetivação do multilateralismo invoca a necessidade de reforma das principais instituições que conformam a atual ordem internacional, desde o CSNU, até o FMI e Banco Mundial, advogando ao Brasil um papel importante nessa construção. Não serviria a diplomacia a uma mera função pedagógica, ensinando os atores domésticos a se comportar de acordo com as normas internacionais, mas estaria ela, antes disso, envolvida e esforçada na construção dessas normas.</p>
<p>O autor não sublinha, contudo, as eventuais dificuldades que o sistema internacional impõe ao Brasil a partir do momento que se mostra um ator menos coadjuvante no palco mundial. As defesas dos EUA para evitar o seu próprio declínio econômico e político, as concorrências com os novos emergentes e os múltiplos arranjos existentes entre as tradicionais e novas potências.</p>
<p>Na tradução do seu presente, faltou uma leitura mais cuidadosa do atual sistema internacional e das suas possibilidades futuras. A complementaridade das relações sul-sul com aquelas tradicionais e importantes ligações com o norte também foi um tanto negligenciada. Conquanto isso possa ainda impor dúvidas sobre as melhores opções de política externa a serem executadas no futuro próximo,  não deveria obscurecer o destaque que merecem os avanços obtidos pela atual política externa com relação ao seu passado mais recente.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/06/complementaridades-e-principios/' addthis:title='Complementaridades e princípios ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>As contradições da estratégia dos Estados Unidos</title>
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		<pubDate>Sun, 30 May 2010 22:58:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>freitascouto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/05/as-contradicoes-da-estrategia-dos-estados-unidos/' addthis:title='As contradições da estratégia dos Estados Unidos '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Embora não seja minha especialidade, acho necessário e salutar que haja mais análise sobre a política externa dos Estados Unidos. A postura internacional norte-americana é um elemento-chave para as possibilidades da atuação brasileira no mundo. A queda relativa da posição &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/05/as-contradicoes-da-estrategia-dos-estados-unidos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/05/as-contradicoes-da-estrategia-dos-estados-unidos/' addthis:title='As contradições da estratégia dos Estados Unidos ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/05/as-contradicoes-da-estrategia-dos-estados-unidos/' addthis:title='As contradições da estratégia dos Estados Unidos '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><div style="text-align:justify;">Embora não seja minha especialidade, acho necessário e salutar que haja mais análise sobre a política externa dos Estados Unidos. A postura internacional norte-americana é um elemento-chave para as possibilidades da atuação brasileira no mundo. A queda relativa da posição dos EUA frente a países emergentes tanto na área econômica como política revela-se central para o processo de construção de uma nova ordem global, já em curso.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">E, nesse contexto, os EUA optam, claramente desde o início década de 2000, por relativizar o peso do multilateralismo, acionando-o apenas quando lhe serve como legitimizador de seu interesse perante à comunidade internacional. Seu multilateralismo passou a ser seletivo, conferindo a mesma importância às instituições regionais aquela conferida às Nações Unidas. Quando as instituições regionais não subscrevessem totalmente suas ações, fortalecia seu unilateralismo intervencionista.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">Os EUA não são mais o líder inconteste que moldaram a ordem internacional forjada nos extertores da segunda guerra mundial. Se nenhuma das grandes questões mundiais pode ser resolvido sem o envolvimento dos Estados Unidos, como declarou a Secretária de Estado Hillary Clinton, também os Estados Unidos sozinho têm condições de resolver, com nível de razoável estabilidade, qualquer uma das grandes questões mundiais.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">O Governo Obama não tem apenas frustrado as expectativas, mas também titubeado nas grandes questões internacionais que se envolveu até aqui, desde o conflito israel-palestino, a crise de Honduras, suas relações com a China ou mesmo no caso do Irã. Até mesmo o óleo da costa do México já começa a respingar na imagem de Obama. O ponto prioritário da agenda estadunidense não parece ser a estabilidade da ordem internacional, mas a defesa dos diversos interesses norte-americanos, expressos no emaranhado de grupos de pressão e lobbistas que circulam por Washington. Em alguns casos, eles serão coincidentes com os interesses universais(?). Quando não forem, dane-se o mundo?</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">As discussões em torno das mudanças no sistemas de saúde norte-americano mostraram que Obama está longe de trazer uma unidade aos EUA. As condições internas importam para que se consiga projetar, globalmente, poder e influência. Ainda que a economia norte-americana dê sinais de recuperação, sua posição relativa diminui frente ao crescimento econômico maior alcançado nos últimos anos pelas economias emergentes. Mas os EUA relutam em aceitar novos membros nos exclusivos clubes que abrigam as principais decisões políticas e econômicas internacionais.  </div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;margin:0;">Nessa linha, preferem tratar com parceiros preferenciais, seus tradicionais aliados europeus e a nova aliança estratégica com a China, no chamado G2. As posições dos gigantes, no entanto, muitas vezes não são  convergentes, e a China tem demonstrado isso constantemente. Parece ser a postura do Governo Obama com a China carente de realismo. É uma vigia para não deixar que China passe dos limites do aceitável, mas o país asiático consegue empurrar essas linhas sempre um pouco mais adiante, fazendo os EUA se acomodarem com a nova situação criada. Ademais, é preciso ir além do discurso para conseguir disputar com a China, que é sua principal concorrente, e outras potências emergentes a corrida que se trava pela influência  na África.</div>
<p>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">Propagam-se executores agora de um &#8220;smart power&#8221; construindo coalizões que resolvam as grandes questões internacionais do momento, dentre as quais os conflitos interestatais dão espaço para as ameaças que afetam a todos os estados. Nessa busca de coalizões, tratam de prover incentivos àqueles Estados que são parte da solução e restringir a atuação daqueles que não são. Estamos diante da retomada da interpretação maniqueísta do mundo, que pensávamos que sairia de cena com o segundo Bush?</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">Boa parte da comunidade internacional percebeu as contradições da política externa americana e entende os EUA como uma importante voz a ser ouvida, mas nunca mais a única. A propósito, é curioso observar a postura anacrônica da oposição no Brasil a alardear a opinião pública em favor de uma postura de alinhamento automático com Washington. Outras vozes importam, há espaço para aqueles que têm o que dizer, se não pelo desejo dos Estados Unidos pelas necessidades surgidas no momento de transição do sistema internacional.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">A grande contradição, me parece, é propagar a democracia como o mais caro valor norte-americano a ser promovido ao redor do mundo, e evitar instituições internacionais mais democráticas. Com mais vozes e votos, sua força posição se relativiza ainda mais. E esse é o grande problema. Assim que, no caso do Irã, não aplicar as sanções ao país dos Aiatolás representa uma derrota aos EUA muito maior do que a vitória que o Brasil atingiu, junto com a Turquia, na assinatura do acordo com Ahmadinejad.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">Que os outros sejam emergentes, pode-se aceitar, e tentar controlar seus limites. Que os EUA seja decadente, obviamente, é inaceitável. Será possível conciliar os dois movimentos ou a outrora potência una mundial está nadando contra uma corrente que seguirá, inevitavelmente, seu próprio curso? Até agora, parece-me que ou os EUA passam a aceitar uma ordem mais democrática ou serão cada vez mais questionados.</div>
<div style="text-align:justify;">   </div>
<div style="text-align:justify;">  </div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/05/as-contradicoes-da-estrategia-dos-estados-unidos/' addthis:title='As contradições da estratégia dos Estados Unidos ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A política externa no debate eleitoral</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/05/a-politica-externa-no-debate-eleitoral/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 22:25:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>freitascouto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://minhacircunstancia.wordpress.com/2010/05/26/a-politica-externa-no-debate-eleitoral</guid>
		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/05/a-politica-externa-no-debate-eleitoral/' addthis:title='A política externa no debate eleitoral '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>A política externa nunca ocupou um papel de destaque no debate eleitoral brasileiro. Ressalta-se sempre, para justificar tal fato, a complexidade do tema, o baixo interesse da sociedade e a conseqüente baixa captação de votos que o debate gera. A &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/05/a-politica-externa-no-debate-eleitoral/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/05/a-politica-externa-no-debate-eleitoral/' addthis:title='A política externa no debate eleitoral ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/05/a-politica-externa-no-debate-eleitoral/' addthis:title='A política externa no debate eleitoral '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><div class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-family:Arial, sans-serif;font-size:13px;">A política externa nunca ocupou um papel de destaque no debate eleitoral brasileiro. Ressalta-se sempre, para justificar tal fato, a complexidade do tema, o baixo interesse da sociedade e a conseqüente baixa captação de votos que o debate gera. A política externa não atraia a eleição do eleitor e, portanto, os custos de se entrar nesse debate não gerariam ganhos na mesma proporção.</span></div>
<div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"></div>
<div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"><span>No aquecimento da disputa eleitoral desse ano, que promete ser acirrada, os principais candidatos ainda não apresentaram propostas concretas que alimentarão os eleitores a firmar suas opções de voto. Todavia, o confronto de ideias começa a surgir com maior força, seja provocado pelos próprios candidatos ou pelas circunstâncias políticas que os cercam e formam.</span></div>
<div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"></div>
<div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"><span>Nesse momento, as discussões acerca da política externa brasileira têm ganhado especial atenção. No mês de abril, o chanceler Celso Amorim compareceu ao Senado como forma de destravar a apreciação da indicação de embaixadores brasileiros para postos no exterior, que estavam paradas na comissão de relações exteriores da casa. No dia seguinte, foi a vez do Ministro Nelson Jobim dar explicações sobre a compra dos caças e da assinatura do tratado militar com os EUA.</span></div>
<div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"></div>
<div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"><span>A imprensa deu atenção ao debate com o líder da oposição, que acusou o neopetismo do ministro Amorim, outrora mais próximo de José Serra, declarando ser seu amigo pessoal. Mais importante, porém foi que a oposição encarou o debate de conteúdo: questionou a criação de novas embaixadas brasileiras em alguns países menores, sem importância, sob a mera justificativa do interesse comercial de algumas empresas nacionais, a &#8220;benevolência&#8221; com que trata seus vizinhos &#8220;mal-comportados&#8221; e a displicência com que afronta a comunidade internacional, leia-se Estados Unidos, no caso do Irã. </span></div>
<div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"></div>
<div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"><span>Por trás do momento atual, paira o embate permanente entre a opção universalista e a ocidentalista/americanista, ou seja, entre aqueles que percebem que os interesses brasileiros devem ser buscados e promovidos em toda a parte do globo e aqueles que, sem atentar para a complementaridade das alternativas, propagam que o eixo principal das nossas relações externas deve ser de alinhamento aos nossos parceiros tradicionais do ocidente, EUA e Europa.</span></div>
<div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"></div>
<div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"><span>Os ataques ao relacionamento do Brasil com os vizinhos parecem ter no horizonte apenas o jogo eleitoral. Numa perspectiva de médio ou longo prazo, é preciso considerar que os problemas recentes ocorridos com Bolívia, Paraguai, Equador e mesmo Argentina e Uruguai, esses últimos em matéria comercial, vêm sendo paulatinamente superados e a perspectiva de construção da América do Sul como um polo de um sistema internacional multipolar, colocada em outro patamar com a institucionalização do diálogo multilateral pela criação da UNASUL, vai se consolidando. Resta lembrar que mesmo os assuntos mais quentes da agenda política regional, a questão das bases norte-americanas na Colômbia e as supostas relações da Venezuela com as FARC, foram levadas ao Conselho de Defesa Sul-americano. E, não menos importante, a América do Sul se consolida como importante destino das exportações brasileiras de maior valor agregado, como destino de investimentos externos brasileiros e, portanto, origem de lucros em moeda estrangeira para nossas empresas que se internacionalizam usando a região como plataforma inicial.</span></div>
<div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"></div>
<div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"><span>Vão na contra-mão da política externa da última década, portanto, inclusive considerando a segunda metade do segundo governo Cardoso, as afirmações de José Serra, de diminuir a importância do Mercosul e de acusar o governo boliviano de ser cúmplice no tráfico de cocaína para o Brasil. Seu governo poderia representar uma ruptura no que tem sido a afirmação da América do Sul enquanto região política própria, ideia que ganhou força com a institucionalização na UNASUL.  </span></div>
<div class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin-bottom:0;text-align:justify;"></div>
<div class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Com relação à ex-ministra Dilma Roussef, seu eventual governo promete ser continuação da política externa de Lula para América do Sul. Até porque o assessor especial da Presidência da <span> </span>República para assuntos internacionais, o professor Marco Aurélio Garcia, defensor intransigente da integração sul-americana, ocupa papel de destaque na campanha petista.</span></div>
<div class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span><br /></span></div>
<div class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Todavia, as posições não estão totalmente esclarecidas. Há espaço ainda para que, com a divulgação dos planos de governos dos candidatos e o aquecimento da campanha eleitoral, que em breve deverá disputar as atenções com a Copa do Mundo, haja um debate rico em torno dos caminhos possíveis da Política Externa Brasileira. A atual projeção internacional do Brasil e o debate que tem gerado na imprensa parecem indicar que, nas eleições presidenciais de 2010, teremos a oportunidade de discutir as opções internacionais que mais contribuem para o processo de desenvolvimento do país e, àqueles que aceitam acreditar que o Brasil pode falar alto no palco internacional, a postura que mais pode induzir para o fortalecimento do multilateralismo, para a construção de uma ordem multipolar mais estável econômica e politicamente. <span> </span><span> </span><span> </span><span> </span></span></div>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/05/a-politica-externa-no-debate-eleitoral/' addthis:title='A política externa no debate eleitoral ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Futebol e religião: uma mistura sadia?</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Apr 2010 23:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>freitascouto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/04/futebol-e-religiao-uma-mistura-sadia/' addthis:title='Futebol e religião: uma mistura sadia? '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Escrevi outra vez sobre as semelhanças entre os clube/empresas de futebol profissional e as igrejas protestantes neopentecostais. Agora esse episódio dos &#8220;Meninos da Vila&#8221; me faz voltar ao tema. Aconteceu que o Santos preparou uma visita de seus atletas a &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/04/futebol-e-religiao-uma-mistura-sadia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/04/futebol-e-religiao-uma-mistura-sadia/' addthis:title='Futebol e religião: uma mistura sadia? ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/04/futebol-e-religiao-uma-mistura-sadia/' addthis:title='Futebol e religião: uma mistura sadia? '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>Escrevi outra vez sobre as semelhanças entre os clube/empresas de futebol profissional e as igrejas protestantes neopentecostais. Agora esse episódio dos &#8220;Meninos da Vila&#8221; me faz voltar ao tema. Aconteceu que o Santos preparou uma visita de seus atletas a uma instituição espírita que cuidava de crianças carentes para um atividade beneficente por ocasião da páscoa. Alguns dos jogadores mais assediados, no entanto, decidiram não descer do ônibus, causando grande constrangimento, por serem evangélicos e apontarem a instituição espírita como lugar do &#8220;coisa ruim&#8221;.</p>
<p>Dificilmente um fiel da igreja que goste de futebol vai mudar de time por conta da vinculação da imagem de um jogador &#8220;irmão&#8221; a determinado time. Até porque é muito difícil que esse jogador fique muito tempo num time só. É mais razoável supor que a imagem desses jogadores atraiam pessoas à sua igreja, que pode ser entendida como parte da justificativa para seu sucesso. O clube passa a ser mais um veículo de propaganda das igrejas.</p>
<p>São paixões, símbolos e crenças que viram um grande negócio, e os negócios, que já se parecem, se entrelaçam cada vez mais. O esporte, incentivo à saúde, à disciplina, ao estabelecimento de metas e à busca dos objetivos, vira também a apologia a uma prática religiosa. Em tempos de intolerância, pode alimentar a segmentação. Tanto que a FIFA proibiu manifestações de cunho religioso nas suas competições.</p>
<p>Dada que a origem social da maioria dos jogadores seja justamente o foco de atuação dessas igrejas, é normal que essa relação aconteça. Também considero que elas possam sim ter influência, ao menos indireta, no sucesso desses atletas, ao desviá-los de práticas menos nobres. Todavia, não acho sadia essa mistura de paixões e crenças. Preferências futebolística e religiosa não se discutem, nem deveriam se misturar desse tanto.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/04/futebol-e-religiao-uma-mistura-sadia/' addthis:title='Futebol e religião: uma mistura sadia? ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A distância entre a opinião pública e a grande imprensa.</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Apr 2010 01:31:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>freitascouto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/04/a-distancia-entre-a-opiniao-publica-e-a-grande-imprensa/' addthis:title='A distância entre a opinião pública e a grande imprensa. '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>A distância entre a opinião pública e a posição da grande imprensa brasileira talvez nunca tenha sido tão grande quanto a que vemos hoje. Enquanto a presidente da Associação Nacional dos Jornais e diretora da Folha de São Paulo, Judith &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/04/a-distancia-entre-a-opiniao-publica-e-a-grande-imprensa/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/04/a-distancia-entre-a-opiniao-publica-e-a-grande-imprensa/' addthis:title='A distância entre a opinião pública e a grande imprensa. ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/04/a-distancia-entre-a-opiniao-publica-e-a-grande-imprensa/' addthis:title='A distância entre a opinião pública e a grande imprensa. '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>A distância entre a opinião pública e a posição da grande imprensa brasileira talvez nunca tenha sido tão grande quanto a que vemos hoje. Enquanto a presidente da Associação Nacional dos Jornais e diretora da Folha de São Paulo, Judith Brito, assume a &#8220;posição oposicionista&#8221; da grande imprensa, diante da fragilidade dos partidos de oposição, o governo do presidente Lula tem um índice de aprovação de mais de 80%. A grande imprensa brasileira não tem mais a mesma força de outrora para guiar os acontecimentos políticos do país o que, de modo algum, a faz desistir. Ao contrário, parece radicalizar suas posições, reforçar o movimento conservador.<br />Com o jogo eleitoral apenas no início, não se pode menosprezar o papel do partido da grande imprensa (ou partido da imprensa golpista &#8211; PIG, como o batizou Paulo Henrique Amorim). No extremo, lembremo-nos da Tribuna da Imprensa nos acontecimentos que levaram ao suicídio de Getúlio.<br />Mas, de fato, já no plebiscito do desarmamento, com toda a posição favorável da mídia e a derrota do &#8220;sim&#8221;, a população não aceita passivamente o que a imprensa lhe apresenta. A declaração da Sra. Brito torna explícito o que era latente e que passava despercebido, e provavelmente continuará passando, para a maioria dos seus leitores médios. Aos poucos que tivemos acesso e conhecimento do fato, o que nos resta é reverberar.<br />Mas, além disso, importa refletir sobre as razões da distância entre opinião pública e a da grande imprensa.</p>
<p>Em primeiro lugar, creio que a internet tem um papel decisivo. Segundo o IBGE, pouco mais de 35% dos brasileiros têm acesso à internet. Desse universo, um número bem menor deve ser o que consegue navegar por páginas que não sejam dos grandes grupos de comunicação, e um grupo menor ainda produz conteúdo. Ainda assim, o acesso à informação está mais democratizado e a velocidade com que a informação pode ser repassada impressiona. Dessa forma, os grandes factóides e crises artificialmente construídas se desmontam rapidamente, embora deixem seqüelas, mas afetam cada vez mais a credibilidade da imprensa que usa desses expedientes. O Caso da Veja e da FSP são os mais conhecidos. Relacionado a isso, a queda na venda dos grandes jornais também deve ter influência no processo.<br />A situação econômica do país nos últimos anos, mesmo considerando a crise financeira internacional, e o amparo às regiões e populações menos aquinhoadas reforçado pelas políticas de transferência direta de renda dão uma sensação geral de que o Brasil está melhorando. Para muitas dessas pessoas, essa sensação é muito mais importante do que as manchetes nebulosas dos jornais, os quais muitos mesmo não lêem.<br />Por fim, creio que o próprio carisma do Presidente não deve ser negligenciado. Sua imagem e o que ela representa para o povo podem também explicar boa parte da dissonância entre a posição da imprensa, que não se cansa em denunciá-lo das mais variadas formas, de megalomaníaco a estuprador, e a população que o reconhece como um de si.<br />Analisando o cenário futuro, caso vença a candidata governista, esse fator deve diminuir. A figura de Lula não estará ao seu lado  durante todo o seu governo, e ela não conta com o carisma inigualável do atual presidente. Nesse aspecto, a oposição midiática pode ganhar terreno, e com isso, radicalizar ainda mais a sua posição, exercendo um papel ainda mais oposicionista num possível governo de Dilma Roussef.<br />Para fazer o contrapeso, o sistema de inclusão digital, banda larga e, principalmente, educação, deve ser colocado no topo das prioridades. E, obviamente, junto com um ótimo jogo de cintura e excelente assessoria de imprensa para o seu governo. A radicalização desse jogo não interesserá ao Brasil. O estigma de Chavizta já está lhe sendo imposto, mas a instabilidade política pode estar sendo gerada do lado oposto.</p>
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