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	<title>Minha Circunstância &#187; opinião</title>
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	<description>Eu sou eu e minha circunstância. Se não salvo a ela, não salvo a mim. &#34;Ortega y Gasset&#34;</description>
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		<title>Venezuela-Colômbia: aproximação ou distanciamento na América do Sul?</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Aug 2011 13:51:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>freitascouto</dc:creator>
				<category><![CDATA[América do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2011/08/venezuela-colombia-aproximacao-ou-distanciamento-na-america-do-sul/' addthis:title='Venezuela-Colômbia: aproximação ou distanciamento na América do Sul? '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>O processo de aprofundamento da integração regional não é homogêneo. Conta com elementos de tensão, como demonstrei no post de ontem, em que Peru e Bolívia se postavam preocupados com a postura do governo Chileno. Agora, depois de uma ação &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2011/08/venezuela-colombia-aproximacao-ou-distanciamento-na-america-do-sul/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2011/08/venezuela-colombia-aproximacao-ou-distanciamento-na-america-do-sul/' addthis:title='Venezuela-Colômbia: aproximação ou distanciamento na América do Sul? ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2011/08/venezuela-colombia-aproximacao-ou-distanciamento-na-america-do-sul/' addthis:title='Venezuela-Colômbia: aproximação ou distanciamento na América do Sul? '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>O processo de aprofundamento da integração regional não é homogêneo. Conta com elementos de tensão, como demonstrei no post de ontem, em que Peru e Bolívia se postavam preocupados com a postura do governo Chileno. Agora, depois de uma ação conjunta entre a inteligência colombiana e as forças militares venezuelanas, o governo de Hugo Chávez prendeu um guerrilheiro das FARC. Agora, a Colômbia espera os trâmites burocráticos na Venezuela para que o guerrilheiro seja extraditado. Um recado de desconfiança controlada, mas explícita.</p>
<p>De outra parte, avançaram as negociações entre Equador e Bolívia para um acordo comercial, e o Vice-Chanceler uruguaio caracterizou as relações com a argentina como &#8220;excepcionalmente positivas&#8221; depois do encontro entre Cristina Kirchner e José Mujica, que aconteceu ontem. Por fim, foram desembolsados US$ 30milhões, do FOCEM, para a construção da linha de transmissão que vai levar energia de Itaipu à região de Assunção.</p>
<p>O processo de integração regional é de longa maturação. Seu aprofundamento, e a construção de parcerias estratégicas na região, não será livre de tensões. Resta saber se a América do Sul tem maturidade e instrumentos institucionais suficientes para lidar com as desavenças sem prejudicar o processo de longo prazo.</p>
<p>Abaixo, a notícia do El Universal, da Venezuela, e os links para outras notícias relacionadas.</p>
<h1>Colombia espera que Venezuela entregue a rebelde de las FARC</h1>
<p>&nbsp;</p>
<p>03/08/2011</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>El ministro de Defensa colombiano, Rodrigo Rivera, pidió a Venezuela &#8220;agotar los protocolos internos&#8221; para hacer efectiva la entrega de Julián Cornado alias Guillermo Torres.<br />
Santos se encontraba en México cuando se produjo la situación (AP)</p>
<p>Bogotá.- Colombia espera que Venezuela agote los &#8220;protocolos internos&#8221; y proceda a entregarle al presunto guerrillero de las FARC &#8220;Julián Conrado&#8221;, alias de Guillermo Enrique Torres, dijo en Bogotá el ministro de Defensa, Rodrigo Rivera.</p>
<p>&#8220;Estamos esperando que allí se agoten los protocolos internos, los trámites internos, para que nos sea entregado este terrorista de las FARC&#8221;, expresó Rivera, quien indicó que Torres fue detenido en Venezuela mediante una tarea conjunta.</p>
<p>El jefe rebelde, también conocido como &#8220;el cantante de las FARC&#8221;, por su afición a la música, fue arrestado el pasado 31 de mayo en el estado Barinas, mediante una orden gestionada por Colombia a través de la Organización Internacional de Policía Criminal (Interpol).</p>
<p>Rivera dijo en declaraciones a la prensa que Torres &#8220;fue capturado en territorio venezolano, por parte de las autoridades venezolanas, como fruto de la cooperación en materia de inteligencia con Colombia&#8221;.</p>
<p>&#8220;Estuvimos trabajando conjuntamente en esa materia, logramos su identificación y su ubicación, y las autoridades venezolanas, en un caso más que demuestra esta cooperación y cómo ha cambiado positivamente esta relación, lo capturaron allí&#8221;, subrayó Rivera.</p>
<p>El titular colombiano de Defensa habló de la expectación en Bogotá frente a Torres horas después de que el ministro venezolano de Relaciones Exteriores, Nicolás Maduro, dijera que Caracas evalúa el estado de salud del detenido para decidir sobre su entrega a Colombia, destacó Efe.</p>
<p>Maduro declaró a la televisión estatal que se ha recibido información, por parte de &#8220;familiares y otras personas&#8221;, de que Torres &#8220;tiene una situación delicada de salud&#8221;.</p>
<p>ABC Color: Paraguai</p>
<p><a href="http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/selecao-diaria-de-noticias/midia-internacional/materia_view?idmateria=d0422131331f342096d5092e432401af">Compra de energía de Paraguay no es prioritaria, dice vicecanciller uruguayo</a></p>
<p><a href="http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/selecao-diaria-de-noticias/midia-internacional/materia_view?idmateria=97504901184ddeb6520fa67f9f2978b7">Focem desembolso US$ 30 millones</a></p>
<p>El Deber: bolívia</p>
<p><a href="http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/selecao-diaria-de-noticias/midia-internacional/materia_view?idmateria=311a158f39bd7c5a6288cf7de89d7b4e">Bolivia y Ecuador analizan negociaciones comerciales</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2011/08/venezuela-colombia-aproximacao-ou-distanciamento-na-america-do-sul/' addthis:title='Venezuela-Colômbia: aproximação ou distanciamento na América do Sul? ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O ministério de Dilma</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Mar 2011 13:17:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>freitascouto</dc:creator>
				<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[slideshow]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2011/03/o-ministerio-de-dilma/' addthis:title='O ministério de Dilma '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Fernando Moura, para o caderno de final de semana do Valor Econômico. Desmistifica alguns pontos, apresenta alguns avanços e mostra como o contexto político nacional faz-se sentir na montagem de todos os governos, independente da tendência política. É, de fato, &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2011/03/o-ministerio-de-dilma/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2011/03/o-ministerio-de-dilma/' addthis:title='O ministério de Dilma ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2011/03/o-ministerio-de-dilma/' addthis:title='O ministério de Dilma '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>Fernando Moura, para o caderno de final de semana do <strong>Valor Econômico. </strong>Desmistifica alguns pontos, apresenta alguns avanços e mostra como o contexto político nacional faz-se sentir na montagem de todos os governos, independente da tendência política. É, de fato, a sua circunstância. A imprensa que explora isso de acordo com as suas conveniências.</p>
<h1 id="noticia-title">Qual é a diferença?</h1>
<p><a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/wp-content/uploads/2011/03/ministeriodilma.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-266" title="ministeriodilma" src="http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/wp-content/uploads/2011/03/ministeriodilma.jpg" alt="" width="330" height="153" /></a></p>
<p>Quando foi eleita, Dilma Rousseff suscitou desconfiança de parte do  eleitorado sobre o futuro de seu governo. Seria continuação do de Luiz  Inácio Lula da Silva ou ela imprimiria características próprias? Em seus  primeiros dois meses, a presidente mostrou que o estilo é a diferença  essencial. Mas, a julgar pela formação do ministério, Dilma vai governar  a seu modo, mantendo a influência de Lula, já que 14 ministros (40% das  pastas) vieram da gestão anterior. O novo gabinete possui diferenças em  relação ao primeiro composto por Lula, quando eleito em 2003. Não há  empresários &#8211; o governo do ex-metalúrgico surpreendeu por nomear a maior  quantidade de executivos de todos os governos do período  pós-democratização -, tem um número de mulheres (nove) nunca antes visto  no regime democrático, prevalência de políticos à frente das pastas e  maioria de filiados a partidos políticos.</p>
<p>Mas, em compensação, o gabinete de Dilma tem muitas semelhanças com  os compostos por governos anteriores democraticamente eleitos, no  processo de composição das pastas. São elas: troca de favores,  necessidade de retribuir alianças da eleição e pouca preocupação com a  qualidade técnica de quem assume a pasta, característica do sistema  brasileiro, que difere em muito do resto do mundo, como mostra o livro  &#8220;Recrutamento Ministerial em 20 anos de Democracia no Brasil  (1985-2005)&#8221;, de Carolina Juliano de Carvalho. Publicado pela Edições  Colibri em 2009, o livro é fruto de pesquisa para a Universidade Nova de  Lisboa, em Portugal.</p>
<p>Com o novo governo, a autora atualizou o levantamento. Nos últimos 25  anos de democracia, compara Carolina, a formação dos gabinetes  ministeriais não tem tido mudanças expressivas, já que, desde a fase de  transição iniciada com José Sarney até Dilma, a escolha do ministro se  dá dentro dos quadros governamentais: &#8220;A maioria dos nomeados já havia  ocupado cargo público ou político antes de assumir as funções  ministeriais. A nomeação do gabinete atual seguiu a mesma lógica&#8221;.</p>
<p>A principal característica que diferencia o recrutamento ministerial  brasileiro do de países da Europa, segundo Carolina, está de novo  presente no governo Dilma. &#8220;As pastas aqui são loteadas de forma a  atender às alianças pré-eleitorais, aos partidos que compõem a base do  governo e às trocas de favores&#8221;, diz. &#8220;A preocupação com a qualificação  de quem vai assumir vem por último. Na Europa, os ministros são mais  qualificados para a função.&#8221;</p>
<p>Na escolha de Dilma, outra vez prepondera a filiação política dos  ministros e a sua origem geográfica. Ainda que &#8220;vivamos em um país  federalista&#8221;, a chegada a altos cargos está, na maioria dos casos,  destinada aos que provêm de poucos Estados. Nesse contexto, o governo  Dilma não difere dos formados desde 1985. No período 1985-2005, de 219  ministros, 116 (53%) eram naturais do Sudeste. No gabinete atual, a  situação se mantém, já que 14 (37,8%) são dessa região, originários de  São Paulo (8), Rio (4), Minas (1) e Espírito Santo (1). A porcentagem  mais alta de ministros do Sudeste foi registrada no governo de Itamar  Franco, que teve 64,3% de nomes provenientes desses Estados.</p>
<p>O Centro-Oeste não foi contemplado na composição do ministério de  Dilma, seguindo a tendência dos demais governos pós-democratização.  Outro presidente que também não teve ministros dessa região foi Fernando  Henrique Cardoso em seu primeiro mandato. Ao todo, nos 20 anos de  análise da autora, apenas 9 de 219 ministros (4,1%) eram naturais dessa  região.</p>
<p>Com respeito à filiação política, Carolina afirma que até 2005 quase  60% (131 de 219) dos ministros estavam filiados a algum partido político  antes de assumir a pasta. Dos presidentes anteriores, os que mais  recorreram a políticos foram Sarney (81%) e Lula no seu primeiro  gabinete (74,2%). No atual gabinete, a situação se mantém e 29 dos 37  ministérios estão ligados a partidos, o que representa 78,4% do total.</p>
<p>Uma das maiores diferenças do primeiro gabinete ministerial de Dilma é  o número de mulheres. Nesse gabinete, os homens representam 76% (28) e  as mulheres 24% (9), o que difere do período analisado por Carolina, no  qual apenas 3,2% dos ministros eram mulheres. &#8220;O número de pastas  conduzidas por mulheres no atual governo é maior do que o número somado  de todos os governos que antecederam o de Dilma a partir de 1985&#8243;,  aponta Carolina. &#8220;De Sarney ao primeiro mandato de Lula, foram nomeadas  apenas sete mulheres. Só Dilma escolheu nove.&#8221;</p>
<p>Das nove &#8220;mulheres de Dilma&#8221;, nenhuma é herança do governo Lula, seis  são do PT e três não têm filiação partidária. &#8220;Conclui-se, daí, que  seriam escolhas pessoais da presidente. Escolhas que não obedeceriam aos  acordos pré-eleitorais. Revela um estilo próprio que põe o seu governo  mais próximo de modelos europeus.&#8221;</p>
<p>&#8220;Se compararmos os dados referentes ao recrutamento de mulheres no  Brasil até o governo Lula com os dados de Portugal e outros países do  sul da Europa, por exemplo, observamos que a história é a mesma: a média  da participação feminina fica em 6,2%. Só nos países escandinavos  [Suécia, Dinamarca e Noruega] a participação de mulheres já ultrapassou  os 10%. E é aí que Dilma surpreende, pois seu governo aparece com uma  participação de 24% de mulheres&#8221;, afirma.</p>
<p>A participação feminina na Europa está relacionada a governos de  esquerda. Em Portugal, por exemplo, o período com mais mulheres no  Executivo foi observado em 1995, quando o Partido Socialista assumiu o  governo e pôs 15,8% de mulheres no comando.</p>
<p>No Brasil, a questão de gênero nos gabinetes ministeriais até o  momento é uma consequência do passado político e institucional &#8211; &#8220;as  mulheres brasileiras estiveram ausentes ou desfiguradas na história do  país&#8221;, segundo Carolina. &#8220;A nomeação de tantas mulheres por Dilma revela  não só uma mudança dos tempos &#8211; nos últimos anos, observamos muito mais  mulheres à frente do poder na América Latina e Europa, como Cristina  Kirchner, Michelle Bachelet, Angela Merkel, entre outras. Acaba sendo  reflexo da própria chegada inédita de uma mulher ao cargo máximo do  país&#8221;, diz a autora.</p>
<p>Apesar de a porcentagem de mulheres ser pequena nos governos que se  sucederam no pós-ditadura, com exceção dos dois mandatos do presidente  FHC, &#8220;todos os outros tiveram pelo menos uma mulher entre seus  ministros&#8221;. O primeiro governo Lula era, até hoje, o que mais mulheres  havia nomeado: três. Do total do período, a maioria (42,9%) &#8220;permaneceu  no cargo por um ou dois anos&#8221;, não completando o mandato. Dilma também é  diferente dos antecessores ao nomear 17 ministros (45,9% do total) do  PT. Apenas Sarney nomeou mais do que ela do próprio partido: foram 34  (58,6%) pastas para o PMDB. O primeiro gabinete de Lula teve 12 (38,7%)  ministros petistas. &#8220;Apesar de imprimir estilo ao seu gabinete, Dilma  segue a lógica que rege o recrutamento ministerial nos últimos 25 anos&#8221;,  afirma Carolina.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2011/03/o-ministerio-de-dilma/' addthis:title='O ministério de Dilma ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Uribe, a onda de escândalos e a UNASUL</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Nov 2010 21:19:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>freitascouto</dc:creator>
				<category><![CDATA[América do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[manchete]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/11/uribe-a-onda-de-escandalos-e-a-unasul/' addthis:title='Uribe, a onda de escândalos e a UNASUL '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>O prestigio de Álvaro Uribe diminui entre os colombianos enquanto completa 100 dias fora do poder. Ainda há quem especule seu nome para a Secretaria-Geral da Unasul. IMPOSSÍVEL. Entre os nomes levantados, ainda constam Michele Bachelet e Tabaré Vásques. Este &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/11/uribe-a-onda-de-escandalos-e-a-unasul/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/11/uribe-a-onda-de-escandalos-e-a-unasul/' addthis:title='Uribe, a onda de escândalos e a UNASUL ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/11/uribe-a-onda-de-escandalos-e-a-unasul/' addthis:title='Uribe, a onda de escândalos e a UNASUL '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><h1><span style="color: #444444; line-height: 24px; font-size: 16px;">O prestigio de Álvaro Uribe diminui entre os colombianos enquanto completa 100 dias fora do poder. Ainda há quem especule seu nome para a Secretaria-Geral da Unasul. IMPOSSÍVEL. Entre os nomes levantados, ainda constam Michele Bachelet e Tabaré Vásques. Este último fez oposição ao nome de Kirchner, então acho difícil emplacar. Bachelet ocupa cargo na ONU, mas, mais do que uma aposta, gostaria de vê-la por lá. Uma mulher, traz o Chile para o jogo sul-americano, de centro-esquerda&#8230; Wishfull thinking. </span></h1>
<h1><span style="color: #444444; line-height: 24px; font-size: 16px;">Do site operamundi</span></h1>
<h1>Colômbia faz 100 dias sem Uribe descobrindo um escândalo após outro</h1>
<h1><span style="color: #444444; line-height: 24px; font-size: 16px;">A Colômbia completou na última segunda-feira (15/11) os primeiros 100 dias do governo de Juan Manuel Santos, que também significam 100 dias sem o ex-presidente Álvaro Uribe, que governou por oito anos, no comando da política nacional. Só neste período, desde o dia 7 de agosto, já estouraram nove escândalos envolvendo direta ou indiretamente funcionários da administração anterior. Um dos mais graves veio à tona na DNE (Diretoria Nacional de Entorpecentes), órgão que administra os 76 mil bens confiscados dos traficantes de drogas desde os anos 1980. </span></h1>
<p>&#8220;A Diretoria Nacional de Entorpecentes é o parque de diversões da máfia!&#8221;. A constatação foi dita por Juan Carlos Restrepo, nomeado por Santos como o novo chefe do órgão. Depois de assumir o cargo, Restrepo encaminhou denúncias ao ministério público colombiano e fez as autoridades intervirem na DNE. Ele comprovou pessoalmente que quase todo o pessoal interno e externo do órgão tinha privilégios no sistema eletrônico de gerenciamento dos bens, suficientes não só para consultar as propriedades, como também modificá-las ou até mesmo apagá-las do sistema.</p>
<p>Leia mais:<br />
<a href="http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=7389">Opera Mundi entrevista </a><a href="http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=7389">Ingrid Betancourt: </a><a href="http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=7389">&#8220;Durante muito tempo me senti abandonada pela Colômbia&#8221;</a><br />
<a href="http://operamundi.uol.com.br/reportagens_especiais_ver.php?idConteudo=2224" target="_blank">La Macarena: onde os mortos não têm nome</a><br />
<a href="http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=7453" target="_blank">Santos classifica Chávez como seu &#8216;novo melhor amigo&#8217;</a><br />
<a href="http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=5223" target="_blank">Uribe pretende azedar relação entre Santos e Chávez, dizem analistas</a><br />
<a href="http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=5522" target="_blank">Santos assume presidência na Colômbia e demarca diferenças com Uribe </a><br />
<a href="http://operamundi.uol.com.br/reportagens_especiais_ver.php?idConteudo=6276" target="_blank">Forças obscuras: quem são os paramilitares e a extrema-direita na Colômbia</a></p>
<p>Como resultado, durante os dois mandatos de Uribe desapareceram da base de dados da DNE propriedades inteiras, como a enorme fazenda de 33 mil hectares confiscada do cartel do Norte do Vale, enquanto outras, como a mansão Montecasino, de 30 mil metros quadrados, do chefe paramilitar Carlos Castaño, são administradas por &#8220;laranjas&#8221; da mesma família.</p>
<p>Já o ministro da Agricultura, Juan Camilo Restrepo, assim que tomou posse, analisou os documentos do Instituto Colombiano de Desenvolvimento Rural (Incoder, análogo ao INCRA brasileiro), afirmou: &#8220;Pessoas muito próximas do paramilitarismo se infiltraram no Incoder e, depois de afastar os donos, entregaram estas parcelas a outros que não passam de testas-de-ferro dos delinquentes que aterrorizaram e expulsaram os camponeses&#8221;. O ministro prometeu reverter algumas dessas decisões por &#8220;exceção de inconstitucionalidade&#8221; e devolver 300 mil hectares aos proprietários.</p>
<p>Um terceiro escândalo atingiu o Fondolibertad, órgão que administra cerca de 13 milhões de dólares para combater sequestros. Sob o governo Uribe, foram assinados contratos que beneficiaram diretamente uma série de funcionários de alto escalão e suas famílias, como a do general Freddy Padilla, ex-comandante das forças armadas.</p>
<p>Menos achaque</p>
<p>Escândalos parecidos envolvem outros órgãos públicos, como a Diretoria de Impostos e Alfândegas Nacionais (Dian, equivalente colombiano à Receita Federal), o Instituto Nacional Penitenciário e Carcerário (Inpec), a Ingeominas, que cuida das concessões de mineração, o Instituto Nacional de Concessões (Inco) e o Banco Agrário. Em todos esses casos, atos de corrupção favoreceram membros do governo Uribe ou seus amigos.</p>
<p>Segundo o ex-ministro Camilo González Posso, hoje diretor do think tank Indepaz, o motivo da descoberta de tantos casos há muito tempo escondidos é que &#8220;está sendo reafirmada uma autonomia relativa do ramo judicial, pois foram diminuídos o poder de intimidação do próprio presidente e do poder executivo e a capacidade de funcionários de alto escalão de frear e obstruir as investigações&#8221;. Mas o analista não acredita que haja uma intenção do novo governo de acuar o ex-presidente Uribe.</p>
<p>No entanto, o escândalo que mais preocupa o presidente é o dos grampos ilegais do DAS e da vigilância de opositores políticos. O DAS é a polícia federal colombiana, órgão de inteligência civil subordinado à presidência da República. No momento, 52 funcionários são investigados, 18 estão presos e seis de alto escalão confessaram &#8220;ter recebido ordens da diretoria do DAS e da presidência para vigiar ilegalmente e participar de campanhas de difamação&#8221; contra integrantes da Suprema Corte de Justiça, políticos de oposição e jornalistas. Por isso, aceitaram a sentença antecipada e já foram condenados.</p>
<p>O escândalo do DAS já envolve alguns dos colaboradores mais próximos do ex-presidente, como Bernardo Moreno, ex-secretário-geral da presidência, destituído pela Procuradoria, e três ex-diretores do DAS. Mas Posso considera improvável que o próprio Uribe seja condenado na Colômbia por esses escândalos.</p>
<p>&#8220;É muito difícil um congresso e uma comissão formados por governistas condenarem o ex-presidente Uribe&#8221;, afirma. &#8220;Além disso, não existem situações nas quais presidentes da República tenham sido punidos por escândalos. Por exemplo, a comissão de acusação não condenou o presidente [Ernesto] Samper pelo escândalo do processo 8000, que envolvia sua campanha com o cartel de Cali&#8221;.</p>
<p>Fora do país</p>
<p>Ele não descarta, porém, que outros processos relacionados a esses escândalos avancem no exterior. &#8220;Acredito que, pelo menos nos próximos dois anos, serão constantes as sanções por todos esses escândalos, pois os abusos foram inúmeros e muito graves&#8221;.</p>
<p>Na Espanha, foi formalizada uma denúncia contra Uribe justamente nos assuntos relacionados ao DAS. Muitas das vítimas encontraram provas nos expedientes do ministério público de que foram seguidos ilegalmente em território espanhol. E há pelo menos um caso que envolve uma cidadã espanhola. Por isso, foi possível acusar Uribe não por um crime internacional, mas por um crime cometido em território espanhol.</p>
<p>Esta é apenas uma das denúncias apresentadas em tribunais internacionais contra o ex-presidente colombiano. Luis Guillermo Pérez, diretor da Federação Internacional de Direitos Humanos, instaurou outro processo contra Uribe nos tribunais de Bruxelas, por causa do monitoramento praticado pelo DAS contra membros da própria federação, com fins de difamação, como provariam documentos em seu poder.</p>
<p>Leia mais:<br />
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<p>Outra intimação foi entregue ao ex-presidente durante os protestos na Universidade de Georgetown, onde ele desempenhava a função de professor convidado. Ele foi convocado para depor pelo escritório de advocacia Conrad &amp; Scherer, que representa uma centena de famílias de vítimas dos paramilitares em um processo contra a mineradora multinacional Drummond.</p>
<p>Prestígio, não poder</p>
<p>Apesar de todas as denúncias, a popularidade do ex-presidente não parece diminuir entre os colombianos.</p>
<p>&#8220;Uribe continua com uma imagem favorável mas, ao mesmo tempo, cada vez menos cidadãos querem que ele volte a governar. Isso porque ocorre uma deterioração constante de sua imagem. As pessoas estão se tornando &#8216;santistas&#8217; muito rapidamente&#8221;, explica o diretor do Indepaz.</p>
<p>Já González Posso acredita que, hoje, é justamente nos círculos de poder que Uribe é mais rejeitado.</p>
<p>&#8220;Esta é a novidade! Os poderosos deste país acham que ele já cumpriu seu papel, fez o trabalho sujo e já não serve mais. O mesmo ocorreu com a única ditadura da Colômbia, a de Rojas Pinilla. Resta muito prestígio para Uribe, mas pouco poder &#8211; um poder marginal que repousa principalmente nos setores rurais latifundiários&#8221;, analisa.</p>
<p>O ex-presidente tem usado um meio não convencional para sua defesa e a de seus funcionários: transformou-se num fã do Twitter, pelo qual ataca os jornalistas, justifica os escândalos e se vangloria dos sucessos de seu governo e seus ministros.</p>
<p>&#8220;Ex-ministro Arias desmente The Economist. Nega benefícios a floricultores em troca de apoios à campanha&#8221;, &#8220;Nossa honesta luta contra o terrorismo, por liberdade e bem-estar, não será detida pela calúnia&#8221;, &#8220;A infâmia não conseguirá desvirtuar a honradez de Andrés Peñate&#8221;, &#8220;Martha Leal: Nunca recebi ordens nem instruções de parte do presidente Álvaro Uribe nem de nenhum dos funcionários do Palácio de Nariño&#8221;&#8230; São, até esta tarde de domingo (21/11), 2.295 tweets e 214 mil seguidores; mas ele, por sua vez, segue apenas 24.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/11/uribe-a-onda-de-escandalos-e-a-unasul/' addthis:title='Uribe, a onda de escândalos e a UNASUL ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Flor das Gerais</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Oct 2010 18:53:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>freitascouto</dc:creator>
				<category><![CDATA[manchete]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/10/flor-das-gerais-2/' addthis:title='Flor das Gerais '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Gustavo Antônio Galvão dos Santos* Moro fora da minha cidade natal, Belo Horizonte, há 8 anos. Este ano fui “em casa” para votar. Os campos e cerrados nas serras em torno da capital estavam rebrotando das primeiras chuvas, depois de &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/10/flor-das-gerais-2/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/10/flor-das-gerais-2/' addthis:title='Flor das Gerais ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/10/flor-das-gerais-2/' addthis:title='Flor das Gerais '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p style="text-align: right;">Gustavo Antônio Galvão dos Santos*</p>
<p>Moro fora da minha cidade natal, Belo Horizonte, há 8 anos. Este ano fui “em casa” para votar. Os campos e cerrados nas serras em torno da capital estavam rebrotando das primeiras chuvas, depois de longos meses de uma seca recorde e queimadas generalizadas. Apesar do carvão que ainda enc   obria o solo e os troncos das árvores, já era possível ver brotos viçosos e flores por todo lado. Os ipês pontilhavam de amarelo a paisagem. Nenhuma novidade, início de primavera é sempre assim, belo e cheio de lembranças para quem passou a infância e juventude rodando por essas estradas.</p>
<p>Nas eleições, porém, achei a cidade mudada. Sempre vota unida pra Presidente. Dessa vez, pareceu votar dividida. Nenhum dos candidatos teve maioria. Marina teve 40%, sua melhor votação entre as capitais. Segundo algumas pesquisas, no segundo turno a votação está precisamente empatada, 50% a 50% dos votos válidos na capital.</p>
<p>Minha filhinha de 7 meses me faz chorar de saudade e alegria, como não ocorria desde criança. Ela é carioca como a mãe. Aliás, é nascida no Rio, porque, pra mim, em Minas vale um princípio jurídico chamado <em>jus sanguinis.</em> Cuja tradução literal do latim, segundo meu advogado, significa exatamente: “é mineiro quem é filho de mineiro, não importa onde nasceu”. Não sei se devo confiar no advogado, mas eu fico impressionado como no latim é possível exprimir frases complexas em duas palavras.</p>
<p>Então<em>, </em>minha filhota é mineira e não tem conversa. Mas também é carioca. E isso não é contraditório, porque ser mineiro é qualidade, não é exclusivismo. E ela também vai adorar ser carioca. Porque, se BH foi bem projetada pelo arquiteto Aarão Reis e remodelada por JK, o Rio foi projetado por Deus, e Ele é incomparável. Mas os mineiros são bons de serviço criando belas capitais do nada. Brasília é um grande e lindo parque, onde as pessoas têm prazer em morar sem muros, no meio das plantas e passarinhos.</p>
<p>Minha família é das cidades históricas, Ouro Preto, Sabará, Oliveira. A maioria dos meus avós, bisavós, tataravós, pentavós, sei lá o que, são mineiros. Minha avó até dizia que a gente é descendente dos inconfidentes. Não sei de onde ela tirou isso, acho que em Ouro Preto todas as avós devem dizer isso. Só não digo, meu time do coração. Mineiro não mistura política com futebol, porque sabe que nessa matemática vale mais a soma do que a divisão.</p>
<p>Mineiro gosta de política. Mas política com arte e não com briga. Esperteza sim, mas falta de cordialidade não. Quem vê de fora, às vezes, estranha, pois adversários costumam se tratar como amigos e até aliados. A arte da política tem uma beleza própria. Nela não basta vencer, é preciso vencer com elegância. Elegância é não vencer pela força, não vencer com ofensas ou calúnias, é vencer quando tudo parece perdido. É saber usar os gestos de generosidade, a surpresa, a paciência, o pequeno movimento que tem grande significado, como em um belo jogo de xadrez</p>
<p>O ex-governador Aécio Neves é um mestre nessa arte. Segue, assim, os preceitos do avô: elegância, cordialidade, generosidade nos gestos e um quê de mistério. Aécio é o melhor jogador de xadrez da política brasileira neste século. Articula até melhor do que Lula.</p>
<p>Lula também é muito inteligente, generoso e elegante. Mas não é isso que lhe faz ser um mito. Lula é acima de tudo um grande comunicador. Sabe tocar os corações, quando fala. Porque ele próprio tem um grande coração. Errando ou acertando, ele decide e se expressa com o sentimento.</p>
<p>Aécio tem outro estilo, mineiro, trabalha em silêncio. Ainda jovem, deu nó no Serra, FHC, ACM, Jader Barbalho e se tornou – contra a cúpula do próprio partido – Presidente da Câmara dos deputados. Ali ficou claro que tinha herdado a inteligência e o talento do avô. E isso nos enche de orgulho.</p>
<p>Aécio no Senado vai fazer bonito, e faria também na diplomacia global. Se tiver a chance, ensinará ao mundo o que significa a expressão brasileira: “dar nó em pingo d’água”. Se bobearem, é capaz de unir Coréia do Norte com do Sul, e sem avisar.</p>
<p>Mas eu quero falar sobre o voto no 2º turno. As pessoas precisam refletir no que é melhor para o Brasil, Minas e BH. É muito importante que votemos demonstrando união. Sem União, nem nosso representante terá a força que precisa para nos representar da melhor forma, nem nós acharemos justo cobrar com rigor todas as expectativas que depositamos e todas demandas que tivermos.</p>
<p>Para ter união, é preciso ter confiança. O primeiro laço de confiança é com a mãe, com a família, com a gente da terra.  Nesse sentido, é importante considerar que a Dilma é mineira. Mas não apenas isso, Dilma é de BH. Na história, presidente mineiro é mais comum do que pequi no sertão de Montes Claros. Porém, nunca houve um presidente de BH! Porque BH é cidade nova, crescida de poucas décadas.</p>
<p>Tá na hora dos mineiros mostrarem ao Planeta Terra o valor da gente de sua Capital. Porque o mundo vai saber! O Lula colocou o Brasil no lugar que ele merece estar. Seus discursos na ONU fazem chorar até mesmo os diplomatas, principalmente da África e países pobres. Isso é incrível! Diplomata é gente fria, acostumada a ouvir discurso, fechar acordos impublicáveis, e fazendo cara de paisagem. Presidentes e líderes do mundo todo correm para tocá-lo como povão faz nas visitas dele ao Jequitinhonha.</p>
<p>O Brasil sempre foi considerado um país simpático, mas exótico. Lula fez do Brasil uma nação influente e importante. Colocou o Brasil nos corações e mentes de todo mundo. E, em especial, nos jornais. Se antes, o Brasil nem ousava palpitar nas grandes decisões mundiais, agora, todos querem saber a posição do Brasil em tudo. Querem saber sempre, se o Brasil de Lula concorda ou se discorda. E como estamos sempre defendendo a posição dos países mais desfavorecidos, viramos a reserva moral do Planeta. Hoje somos visto como o país que não faz diplomacia para impor seus interesses, como fazem as grandes potências. Nossa diplomacia tem buscado fazer o que é certo. Somos a voz daqueles que não tinham voz. A Voz da África e da América Latina. Foi Lula quem construiu isso. “O cara”, segundo Obama, virou celebridade mundial. Faz até analfabeto comprar jornal no interior da Conchinchina.</p>
<p>Agora que o Brasil é centro das atenções, temos a chance de ter uma belo-horizontina como celebridade mundial. Moça de BH ser celebridade pela beleza é comum. Mas será a primeira vez que uma mulher brasileira será considerada uma das três maiores líderes mundiais. Porque o novo Brasil é visto como país central na diplomacia mundial. Dilma tem inteligência, experiência e liderança para mostrar ao mundo o que mineiras são capazes. Será uma grande honra para BH.</p>
<p>Ela já mostrou que é muito competente. Todos os indicadores econômicos e sociais do governo Lula foram superiores no 2º mandato, quando a Dilma governou soberana a Casa Civil. A Casa Civil é o principal ministério e que coordena todo o governo. Mas o indicador que sintetiza a qualidade do que foi realizado é a popularidade do governo. Hoje é muito maior do que quando ela assumiu sua a gestão há 5 anos.</p>
<p>Os gaúchos são um povo muito culto e politizado. Eles conhecem as realizações dela, onde foi Secretária de Energia e Fazenda. Lula teve uma das suas piores votações em 2006 no Rio Grande do Sul. Agora, Dilma surpreendentemente teve maioria lá.</p>
<p>Mas há outro lugar onde Dilma tem maioria absoluta, aliás, 100% de intenção de voto. Esse lugar é a Bulgária, na Europa. Como Minas, a Bulgária é um país montanhoso. Seu povo guerreiro tem mais de 1000 anos de história. Foram invadidos, dominados, massacrados por dezenas de potências estrangeiras por séculos a fio. Mas nunca baixaram a cabeça, fizeram sua Inconfidência e conquistaram a independência. Hoje vivem tranqüilos com o conforto de pertencer à próspera União Européia. Próspera, mas em crise.</p>
<p>A Grécia, que é pertinho, está em uma crise muito feia. Na Europa toda, há greves gerais, demissões em massa, colapsos financeiros. A França está até expulsando imigrantes, inclusive os búlgaros.</p>
<p>Na Bulgária, nada disso é notícia. Há três meses, eles só querem saber das eleições no Brasil. Todo dia é manchete de jornal: Dilma subiu, Dilma caiu, Dilma subiu. Ficaram decepcionados por ela não ter vencido logo no 1º turno. Estão dizendo que Dilma será a “búlgara” mais poderosa do mundo. A “búlgara” mais famosa da história.</p>
<p>Uai, mas a Dilma não é de BH? É, mas o pai é mineiro por adoção e paixão, porém, búlgaro de nascimento. Ele foi embora da Bulgária há tanto tempo, que ninguém lá lembra o motivo. Hoje os prováveis parentes estão famosos. Os jornalistas investigativos foram nas montanhas isoladas onde ainda moram para tentar descobri-los. Apareceu gente de tudo que é lado querendo dizer que era parente daquela que querem ver como mulher mais poderosa do mundo.</p>
<p>Mas Dilma nunca foi lá, não tem contato, não fala a língua. Ela é mineirinha da Silva. Silva é o sobrenome da mãe. Mas os búlgaros dizem que lá também vale a <em>jus sanguinis</em>. Então eles acham que podem dizer que a Dilma é deles também. Mas é um povinho invejoso. Querem ficar  famosos de todo jeito. Mas a Dilma é comedora de pão de queijo, não tem jeito. Na minha opinião, em Minas, a <em>jus sanguinis</em> só deveria valer para baixo. Pra cima, não.</p>
<p>BH se uniu no primeiro turno para escolher uma mulher para presidente. Dilma e Marina tiveram  juntas 72% de votação. A intuição dos mineiros diz que é hora de ter na presidência a sensibilidade feminina. O mundo está mudando. Os americanos, que eram racistas, escolheram um negro pra presidente. Está na hora de uma mulher no Brasil. É Minas, como sempre, na vanguarda política.</p>
<p>Para alguns, Dilma tem um jeito de durona, porque teve uma história difícil. As calúnias na internet dizem até que ela foi “terrorista”. Meu Deus, mas isso é como a ditadura chamava aqueles jovens corajosos que lutaram pela democracia em que vivemos hoje! Ora bolas, Tiradentes agora é “terrorista” também? Estão querendo inverter tudo. Mas mineiro não é pautado por propaganda de época de ditadura.</p>
<p>Dilma era uma menina idealista de 20 anos quando foi presa e torturada por 22 dias seguidos. Ficou 3 anos presa. Resistiu a todos os tipos de provações, sofreu heroicamente para não delatar os colegas. Sofreu por não poder ver a família, dizer que estava viva. Imagina como isso foi difícil para uma menina de classe média alta, inteligente, muito bonita (vejam as fotos dela jovem pra confirmarem), que estudou nos melhores colégios e que tinha todo o carinho e conforto de uma boa família mineira. Felizmente, Flor das Minas Gerais nasce e renasce até debaixo de pedra ou fogo.</p>
<p>Como conterrâneo, tenho admiração por uma mulher que lutou tão jovem e bravamente contra a ditadura e que hoje pode ser a primeira presidente. As mulheres mineiras também hão de pensar assim, especialmente em BH, que se mostra cada vez mais distante daquele machismo de épocas passadas.</p>
<p>Mineiro entende de política como poucos, e sabe que desunião é a arma dos adversários do povo. “Dividir para conquistar”, esse é o lema dos poderosos. Por isso, Minas sempre votou unida para Presidente. Antes do voto, podemos discutir duramente, mas, quando decidimos, vamos todos juntos, porque a União faz a força mesmo.</p>
<p>Ninguém nos pauta. Não baixamos a cabeça e não somos conduzidos por ninguém. Nós que decidimos. E decidimos unidos pelo justo, pelo correto, pelo futuro de nossos filhos e pela fé que temos na capacidade de nossa gente. O Mundo conhecerá nosso valor, como nós já conhecemos.</p>
<p>* Gustavo Antônio Galvão dos Santos é Mineiro de BH e doutor em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro</p>
<p>Ps: caros diplomatas, me perdoem pela brincadeira</p>
<p>&#8211;<br />
Visite São Bartolomeu – Distrito mais antigo de Ouro Preto<br />
<a href="http://saobartolomeu.com/">http://saobartolomeu.com/</a></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/10/flor-das-gerais-2/' addthis:title='Flor das Gerais ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O debate programático, o voto moderno e a nova bala de prata.</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Oct 2010 03:53:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>freitascouto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/10/o-debate-programatico-o-voto-moderno-e-a-nova-bala-de-prata/' addthis:title='O debate programático, o voto moderno e a nova bala de prata. '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>A ausência de um debate programático, e o conseqüente baixo envolvimento dos intelectuais, da militância de esquerda, de setores organizados da sociedade civil marcou a disputa eleitoral no primeiro turno. Lula, o PT, Dilma e a esquerda não radical acreditaram &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/10/o-debate-programatico-o-voto-moderno-e-a-nova-bala-de-prata/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/10/o-debate-programatico-o-voto-moderno-e-a-nova-bala-de-prata/' addthis:title='O debate programático, o voto moderno e a nova bala de prata. ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/10/o-debate-programatico-o-voto-moderno-e-a-nova-bala-de-prata/' addthis:title='O debate programático, o voto moderno e a nova bala de prata. '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>A ausência de um debate programático, e o conseqüente baixo envolvimento dos intelectuais, da militância de esquerda, de setores organizados da sociedade civil marcou a disputa eleitoral no primeiro turno.</p>
<p>Lula, o PT, Dilma e a esquerda não radical acreditaram que era suficiente apresentar a candidatura governista como representante da continuidade. Para quem não entendeu, esse foi o principal projeto apresentado no primeiro turno.</p>
<p>Serra, por ironia, também se apresentou como o candidato da continuidade. Todavia, o discurso não colou na sua imagem, por ser contraditório com o seu currículo e com o que realmente acredita. Não forçou o debate porque não lhe interessava, para não perder votos.</p>
<p>Marina, e não Plínio, foi a franca atiradora. Alcançou incríveis 20% dos votos válidos, ou quase 20 milhões de votos. Suas propostas, no entanto, eram fluidas. Apostando no pós-Lula, na superação da dicotomia entre PT e PSDB, montou uma boa estratégia de se apresentar como o moderno, mas de conteúdo fortemente conservador. Esse conservadorismo se expressou em temas tratados abertamente no debate político, como política externa e política econômica, (na qual defendeu a trajetória de alta dos juros, por exemplo) como em temas polêmicos nos quais preferiu não ser explícita.</p>
<p>Quanto às primeiras questões, os eleitores modernos, efêmera e pretensamente politizados, não atentaram ao seu conteúdo. Naquilo que preferiu se esconder, em temas como a descriminalização da maconha, união civil de homosexuais, aborto ou a relação entre religão e estado (defesa do ensino religioso criacionista obrigatório nas escolas), nos quais tem posição conservadora, garantiu alguns votos que, tivesse sido mais explícita, não teriam embarcado na sua candidatura.</p>
<p>No segundo turno, como Serra e Dlima têm posições próximas com relação aos temas polêmicos, tendo tempo e estratégia clara de combate aos boatos, o debate deve sair dessa praia fundamentalista e realmente partir para o campo programático. É preciso marcar as diferenças entre o projeto governista e o da oposição. Elas existem e são claras em várias áreas.</p>
<p>O voto verde, moderno, efêmera e pretensamente politizado, tem três caminhos. O primeiro, mais fácil, pois o que exige menor esforço, é o voto nulo. Esse favorece Dilma, que sai de 14,5 milhões de votos em vantagem. O debate programático é que pode decidir se os demais vão para Serra ou Dilma, mas ele ainda será contaminado pela radicalização e boataria que floresceram na reta final do primeiro turno.</p>
<p>Minhas apostas para os votos verdes, em condições normais: 20% branco/nulo. (3,8 milhões de votos), 45% Serra (  9 milhões), 35% Dilma (6,8 milhões).</p>
<p>Insuficiente, portanto, para uma virada de Serra. E eles sabem disso. Isso lhes impõem que continuem na busca de uma nova bala de prata. Pela baixaria que tentaram transformar a eleição, pode-se esperar chumbo grosso, e a continuidade desse denuncismo apócrifo que foi, até aqui, a marca da eleição. Ainda assim, esse esforço precisará tirar uma diferença de cerca de 10 milhões de votos, já contando a migração do voto verde. O radicalismo que isso pode levar não favorece à democracia, não esclarece à sociedade as questões efetivamente  em jogo.</p>
<p>Ao contrário do que querem apresentar, há direita conservadora sim, e ela conhece muito bem o jogo que faz.</p>
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