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	<title>Minha Circunstância &#187; entenda</title>
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	<description>Eu sou eu e minha circunstância. Se não salvo a ela, não salvo a mim. &#34;Ortega y Gasset&#34;</description>
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		<title>Extratos de um debate desenvolvimentista</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Sep 2010 03:04:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>freitascouto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[entenda]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/09/extratos-de-um-debate-desenvolvimentista/' addthis:title='Extratos de um debate desenvolvimentista '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Não aceito a argumentação de que o Governo Lula trata-se de continuação das políticas do governo FHC como foi sugerido no início da discussão. Acho que esse discurso só interessa à oposição. Num gradiente entre neoliberalismo e keynesianismo/desenvolvimentismo, acho que &#8230; <a href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/09/extratos-de-um-debate-desenvolvimentista/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.desenvolvimentistas.com.br/minhacircunstancia/2010/09/extratos-de-um-debate-desenvolvimentista/' addthis:title='Extratos de um debate desenvolvimentista ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
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<div id="_mcePaste">Não aceito a argumentação de que o Governo Lula trata-se de continuação das políticas do governo FHC como foi sugerido no início da discussão. Acho que esse discurso só interessa à oposição. Num gradiente entre neoliberalismo e keynesianismo/desenvolvimentismo, acho que a distância percorrida pelo governo Lula em direção ao segundo é suficiente para marcar uma inflexão entre os projetos que se apresentam no embate eleitoral. É óbvio que poderia ter avançado mais, mas essa é, na minha opinião, a crítica mais rasa que se pode fazer a um governo. Sempre será possível dizer que dava pra ter feito mais. Mas o que foi feito, em várias áreas, infra-estrutura, com o PAC, saneamento, minha casa minha vida, PRONAF, FUNDEB, Prouni, expansão das universidades federais e recuperação dos salários dos professores, recuperação do salário mínimo, bolsa-família, expansão do crédito, etc, são suficientes para que se faça uma clara distinção entre o que representa o projeto Lula/Dilma do projeto Serra/FHC.</div>
<div>Todavia, isso não esgota o debate. Inclusive, acho importantíssimo para a esquerda brasileira que se construa uma alternativa partidária ao PT. O PT hegemoneizando e limitando a discussão de projetos alternativos asfixia a esquerda. É o caminho mais fácil para o retrocesso, ainda mais com a radicalização da mídia que se avizinha. Até porque, não considero o projeto neoliberal enterrado. Num lampejo, ele pode voltar. Algumas conquistas do governo Lula não foram institucionalizadas e podem ser facilmente desconstruídas. E tem muita gente interessada nisso. Temos que ficar atentos.</div>
<div>E é por isso mesmo que considero que as singularidades pessoais não deveriam estar acima dos projetos. Tudo nessa vida tem custos e benefícios, não só a escolha entre políticas mais liberais ou desenvolvimentistas, mas também a nossa escolha entre os projetos viáveis que se apresentam. Não ajudei a construir esses projetos, sou a favor que haja outros projetos, mas, entre os que estão em debate, eu escolho um, ainda que seja porque apenas o considere menos pior ou, numa visão menos pessimista, que é o meu caso, um bom projeto. Não definir um lado tem, do meu ponto de vista, dois aspectos cruciais: O primeiro é que o outro lado não tem pudores. Não vão ficar reclamando que o Serra não é tão liberal quanto gostariam, e vão votar nulo ou no Levi Fidelix, Eymael&#8230; Um voto nulo na esquerda, hoje, com as opções que se construiram, é um voto pra direita. Ainda que Dilma provavelmente ganhe no primeiro turno, e de lavada. O outro aspecto é de justamente não querer arcar com os custos dessa escolha. Por mais brilhantes que sejam suas ideias, um projeto político é algo coletivo. As individualidades não podem se sobrepor ao projeto, mas ajudá-lo ao construir. Eu, no auge de meus 31 anos, ainda acho possível. Até lembrei do Dunga falando da seleção, nenhum jogador é mais importante que a &#8220;amarelinha&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste">Também discordo com o argumento de que a crise &#8220;salvou&#8221; o governo Lula ou algo assim. Parte das políticas que foram determinantes para que o país saísse rápido da crise foram gestadas antes, mesmo o PAC, o minha casa minha vida&#8230; O governo não se constrói a partir da crise. Obviamente, que a essas, somaram-se outras, mas a tendência era de aumento dos investimentos, ou de mobilização do estado em favor do desenvolvimento. E acredito que essa tendência continuará no governo Dilma.</div>
<div>Digo isso também pra enfatizar outro aspecto. Faço referência ao paradigma de Estado Logístico, criado por Amado Cervo, um dos maiores intérpretes da nossa política externa. Considero adequado para entender a forma de atuação do estado brasileiro em Lula, e não vejo maiores problemas, por essa lógica, nas parcerias, necessárias, diga-se de passagem, tanto do ponto de vista político quanto econômico, com a iniciativa privada. O Estado é indutor, orientador, promotor, e deve tomar seu espaço, com planejamento, nos setores estratégicos ou onde o setor privado não tem interesse. Onde os interesses são coincidentes, ainda mais se for nacional, por que não cooperar? Por que não nos preocuparmos, como defende Márcio Pochmann, com a formação de grandes empresas multinacionais brasileiras? Portanto, essa coisa de apoiar projetos privados com recursos públicos não tem, em princípio, um lado negativo, embora episódios negativos possam ter ocorrido&#8230;</div>
<div>Ademais, sendo a construção de um projeto de longo prazo, como deve ser um projeto de país, é necessário firmar alianças. Inclusive com políticos tradicionais que, ainda que premidos pela circunstância, demonstrem apoio ao projeto, porque estarão na base da importante articulação federativa. Todavia, o projeto de país também implica em, no médio prazo, de forma gradativa, propor ou construir alternativas viáveis a esses coronéis nos estados. Volto, nesse ponto, a importância de construirmos isso, essa alternativa de esquerda, no Brasil. A exemplo, o Maranhão, onde parte do PT apoia Roseana Sarney, e outra parte apoia Flavio Dino, do PCdoB.</div>
<div id="_mcePaste">Mas, talvez mais importante, e outra matéria em que o governo precisa avançar, é na institucionalização de canais de articulação direta com a sociedade. Embora o governo defenda, com propriedade, a realização de inúmeras conferências nacionais que mobilizaram milhões de pessoas durante os oito anos, não é suficiente.</div>
<div>Ainda, é preciso reconhecer que Lula é um fenômeno político ímpar no Brasil. Foi capaz de forjar um governo que tem apenas, SOMENTE, ínfimos 4% de rejeição. Essa aliança que beneficia os ricos e pobres, na lógica exposta de bolsa-família mais juros altos, ajuda a explicar, mas não explica tudo. Tanto que Dilma está na frente nas pesquisas em todos as faixas de renda, com exceção da última faixa mais abastada (corrijam-me se estiver enganado).</div>
<div>Pra finalizar, ainda que considere que o projeto atual, representado nessas eleições pela Dilma, é um bom projeto, esses desenvolvimentistas poderão aprimorá-lo, forjar novas alianças e construir um novo país. Critiquemos as falhas e construamos a diferença. A crítica sem a construção diminui nosso espaço de ação.</div>
</div>
<p>Não aceito a argumentação de que o Governo Lula trata-se de continuação das políticas do governo FHC como foi sugerido no início da discussão. Acho que esse discurso só interessa à oposição. Num gradiente entre neoliberalismo e keynesianismo/desenvolvimentismo, acho que a distância percorrida pelo governo Lula em direção ao segundo é suficiente para marcar uma inflexão entre os projetos que se apresentam no embate eleitoral. É óbvio que poderia ter avançado mais, mas essa é, na minha opinião, a crítica mais rasa que se pode fazer a um governo. Sempre será possível dizer que dava pra ter feito mais. Mas o que foi feito, em várias áreas, infra-estrutura, com o PAC, saneamento, minha casa minha vida, PRONAF, FUNDEB, Prouni, expansão das universidades federais e recuperação dos salários dos professores, recuperação do salário mínimo, bolsa-família, expansão do crédito, etc, são suficientes para que se faça uma clara distinção entre o que representa o projeto Lula/Dilma do projeto Serra/FHC.Também discordo com o argumento de que a crise &#8220;salvou&#8221; o governo Lula ou algo assim. Parte das políticas que foram determinantes para que o país saísse rápido da crise foram gestadas antes, mesmo o PAC, o minha casa minha vida&#8230; O governo não se constrói a partir da crise. Obviamente, que a essas, somaram-se outras, mas a tendência era de aumento dos investimentos, ou de mobilização do estado em favor do desenvolvimento. E acredito que essa tendência continuará no governo Dilma.Mas, talvez mais importante, e outra matéria em que o governo precisa avançar, é na institucionalização de canais de articulação direta com a sociedade. Embora o governo defenda, com propriedade, a realização de inúmeras conferências nacionais que mobilizaram milhões de pessoas durante os oito anos, não é suficiente.</p>
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