Creches no DF

Atentem para essas informações ao mesmo tempo complementares e contraditórias.

Abaixo, uma nota da Câmara Legislativa do Distrito Federal sobre sessão solene em homeagem à mulher. A principal demanda apresentada foi com relação à construção de creches públicas para que as mães possam deixar seus filhos e poderem trabalhar com mais dignidade e segurança.O DF tem um incrível déficit de vagas em creches públicas.

Pois hoje, em reportagem do Valor Econômico, ficamos sabendo que o Distrito Federal não se interessou ainda pelo programa de expansão da rede de creches públicas do Governo Federal, proposta que teve destaque na campanha eleitoral vitoriosa de Dilma Roussef. Vejam o que saiu no Valor hoje na reportagem “Mec muda critérios para fazer deslanchar programa de creches”:

Dos 471 municípios beneficiados na primeira leva do PAC 2 da educação infantil, dez capitais de Estado – Salvador, São Luís, Cuiabá, Belém, João Pessoa, Curitiba, São Paulo, Palmas, Boa Vista e Macapá – mais o Distrito Federal, não se interessaram em obter recursos federais para a construção de creches. “Esse levantamento é no mínimo curioso, porque a maior demanda por vagas em creches está nas cidades grandes. Talvez as eleições do ano passado tenham atrapalhado o processo de inscrição ou tem a ver com diferenças políticas da prefeitura com o MEC”, acredita Vilmar Klemann, secretário-executivo Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil (Mieib). Essa última possibilidade é descartada por Paim, secretário-executivo do MEC.

 

Esperemos confirmação dessa informação pelo GDF, ou ao menos de que se não foi possível nesses dois primeiros meses de governo elaborar os projetos para apresentação ao MEC/FNDE, que o faça o quanto antes. Parece-me mais uma herança do governo Arruda/Rosso que precisa ser prontamente superada. Isso porque algumas correm o risco de fincar raizes.

Mulheres reivindicam mais creches no DF

14/03/2011 18:26

A necessidade de construção de mais creches no DF, para atender  às mães trabalhadoras, foi uma das  principais reivindicações defendidas hoje (14) na sessão solene que a Câmara Legislativa realizou no Plenário para comemorar a passagem do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. Apesar das reclamações contra a discriminação “machista” a sessão teve também música e dança, com apresentação do grupo “Tambor de Crioula”.

A iniciativa da homenagem foi da deputada distrital Rejane Pitanga (PT) e atraiu dezenas de militantes de organizações ligadas às lutas das mulheres, além de secretárias do governo local. A esposa do governador, Ilza Queiroz, também compareceu à solenidade, mas preferiu não se pronunciar, na tribuna.

Ao abrir a sessão especial, Rejane Pitanga destacou que embora as mulheres sejam a maioria da população ainda enfrentam dificuldades no mercado de trabalho, como também continuam sendo vítimas de violência no DF. “Muitas mulheres ainda morrem em nome do amor”, criticou. Ela aproveitou para defender a universalização das creches públicas no Distrito Federal, como uma das reivindicações mais urgentes a serem atendidas pelo GDF, na cidade.

“Neste momento histórico que Brasília está vivendo, com um novo governo, temos que lutar pela desconstrução cultural do machismo. E precisamos acabar com a violência sexual contra nossas crianças e adolescentes”, afirmou a secretária de  Desenvolvimento Social e Transferência de Renda, Arlete Sampaio (PT), deputada distrital licenciada. Arlete disse que a construção de mais creches em todo o DF seria “uma forma de se elevar as condições de vida de todas as mulheres brasilienses.”

O deputado Olair  Francisco (PTdoB) fez coro às reivindicações das mulheres. “Sabemos que no DF temos hoje um déficit de cerca de 600 creches, que seriam necessárias para garantir a valorização das nossas mulheres trabalhadoras”, defendeu o parlamentar, que também é empresário. Os distritais Patrício (PT) e Raad Massouh (DEM) enviaram mensagens de solidariedade às mulheres, lidas na tribuna.

As secretárias do GDF Olgamir Amâncio, da Secretaria da Mulher; Regina Vinhaes, da Educação, e Samanta Sallum, de Comunicação Social, também participaram da sessão e garantiram o empenho do governador Agnelo em tratar aquelas questões como prioridade em seu governo.

A Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), da Polícia Civil, participou do evento com uma exposição de cartazes com muitas fotos de mulheres agredidas, que foram instalados no Plenário, como um grito de alerta contra a discriminação de gênero.

Zildenor Ferreira Dourado – Coordenadoria de Comunicação Social
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9 Responses to Creches no DF

  1. Carolina Velho says:

    Pois é…a secretaria tem um grande défict no atendimento principalmente de crianças de 0 a 5 anos…achei que o novo governo iria correr atrás dos projetos possíveis junto ao governo federal….o que acontece com estes governantes???

  2. Carolina Velho says:

    Cadê a teclinha pra gente compartilhar no face????

  3. Carlos Curro says:

    Situação que beira o surrealismo, não? Sabemos dos graves déficits e problemas sociais do país mas, mesmo com o governo federal ofertando recursos, nem sempre os municípios conseguem (ou se interessam por) acessá-los.

    Acho que o problema central é bem mais grave. Talvez esteja relacionado ao nosso modelo de planejamento e execução de iniciativas públicas. Mesmo no âmbito central (União) vemos um pouco disso (dificuldades de planejamento e execução, foco em burocracia e controle etc), e a coisa parece que vai piorando quando vamos para os outros níveis (estados e municípios, estes últimos principalmente), onde as estruturas para fazer um projeto básico às vezes são inexistentes ou, quando existem, não se sustentam no tempo. E, na hora da execução das obras, mesmo problema: dificuldades e riscos por todo lado, cronogramas que não se cumprem, imprevistos (acima do normal) o tempo todo…

    Olhando para trás, podemos dizer que o abandono das políticas públicas de desenvolvimento (principalmente na década de 90) acabou por “atrofiar” as estruturas públicas ligadas ao planejamento (no sentido prático, não burocrático) e à execução de ações de Estado. Recentemente, em algumas áreas, houve uma recuperação (o MDS acho que avançou bem), mas em outras a coisa vai engatinhando.

    Ouso dizer que precisamos repensar esse modelo. Enquanto a União contrata analistas de planejamento, analistas de finanças e controle, fiscais etc, muitos municípios lá na ponta mal conseguem tocar o dia-a-dia deles. As causas para tal situação podem ser diversas e as soluções talvez também precisem ser específicas para cada localidade – é complexo, sem dúvida, e não acho que devemos generalizar. Mas algo tem que ser feito, e no campo da prática, não da teoria.

    Será que não podemos pensar em algo diferente do habitual? Talvez colocarmos funcionários públicos da União para “estagiar” em cada município brasileiro, conhecendo melhor a realidade local, cuidando de coisas práticas (seja no planejamento ou na execução). Será que isso não traria uma possibilidade de mudança desse cenário?

    Não sei, não tenho a resposta, mas acredito que devemos pensar seriamente a respeito de uma radical mudança no nosso “planejar e fazer” se quisermos acelerar a execução das políticas públicas mais essenciais. E isso passa, também, por repensar o federalismo com uma outra lógica, em que não fiquemos esperando no “balcão” pelos projetos e correndo o risco de descontinuidades constantes nas estruturas locais de execução dos nossos estados e municípios.

    Imagino que o atual governo já esteja trabalhando em algo nesse sentido, pois a experiência (e as dificuldades) do PAC 1 mostrou muito claramente esse gargalo. Agora, é hora de mexer no vespeiro.

  4. Tatiana Ferreira says:

    Volto a trabalhar daqui há três meses. Onde estão as creches públicas com berçário? Existe alguma no Plano Piloto?

  5. business says:

    Queremos discutir a criacao das 52 creches ja anunciadas pelo governador a formacao de professores e a estruturacao de curriculos com o vies do genero.

  6. Carabini says:

    .A insuficiencia no numero de creches publicas de qualidade no Distrito Federal e a garantia de novas unidades em toda capital federal foram a grande tonica do Seminario Creche publica direito para as criancas autonomia para as mulheres . Durante a palestra realizada na tarde de terca-feira 22 no Centro Educacional 11 de Ceilandia a coordenadora da Secretaria de Mulheres do Sinpro Eliceuda Franca comentou que o debate necessita ser feito porque a creche publica e tarefa dos educadores.. Nos educamos criancas e quando vemos que muitas delas chegam as escolas sem base constatamos que isto e o resultado da ausencia do Estado que nao oferece creches para estas criancas.

  7. Claudia says:

    E uma dificuldade enorme arrumar vaga nas creches publicas pois são poucas, com isso as particulares cobram um preço fora da realidade, estamos aguardando a construção de novas creches.

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