O Brasil assume a América do Sul como componente regional da sua identidade internacional a partir dos anos 1990. A sul-americanidade começa a ser instrumentalizada principalmente a partir de 2000, com uma série de iniciativas postas em marcha pelo governo brasileiro. Todavia, há diferenças substanciais entre a estratégia da política externa brasileira para a região entre Lula e Cardoso, na qual se destaca a opção pela institucionalização do multilateralismo regional em Lula, com a implantação da UNASUL.
A ampliação da agenda do processo integracionista, com atenção especial à questão das assimetrias, e diferenças fundamentais no tocante à iniciativa para a Integração da Infra-estrutura Regional Sul-americana, incluindo a presença mais ativa do BNDES no financiamento dos projetos de infra-estrutura na região, são outros pontos que tornam possível fazer uma diferenciação clara entre as estratégias adotadas pelos dois governos no relacionamento com a vizinhança.
Um breve resumo do meu artigo que acaba de ser publicado na Revista Civitas, da PUC-RS.
Pode ser assessado pelo link:
http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/civitas/article/view/6591