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Blog do Desemprego Zero

Sem instituições sólidas e respeitadas, a política de inclusão social e econômica não bastará ao Brasil

Postado em 30 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009

Por José Murilo de Carvalho

Fonte: O Estado de S.Paulo, 27.12.09

Passada a moda da cidadania, veio a da república. Como no primeiro caso, não se sabe bem o que se quer dizer com a segunda palavra. Mas a nova moda sugere um pequeno exercício de interpretação da vida política do País mediante um contraste entre república e democracia.

República é forma de governo, mas também valores e um modo de governar, que é o que me interessa aqui. O coração da república está na própria palavra, coisa pública. Desde sua criação pelos romanos, ela significa igualdade civil e governo voltado para o interesse coletivo. Montesquieu a caracterizou como governo de cidadãos virtuosos. Entre nós, frei Caneca foi quem melhor a formulou.

A democracia, por seu lado, desde as origens gregas, sempre teve a ver com o governo da massa. Esse governo não precisa coincidir com bom governo. Daí que república não é o mesmo que democracia. Havia escravos nas repúblicas romana, norte-americana e latino-americanas. A democracia, na verdade, foi vista até a metade do século 19 como fator de corrupção da república.

Quando a democracia foi domesticada pela representação, tornou-se compatível com a república. Esta passou, então, a poder ser democratizada, seja politicamente pela extensão da participação a todos os cidadãos, seja, mais tarde, socialmente, pela inclusão social de todos. Juntar bom governo e inclusão política e social passou a ser um ideal dos países ocidentais. Cada país perseguiu à sua maneira esse objetivo. Leia o resto do artigo »

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O Banco Central recusa-se a acatar os princípios de transparência e promove encontros secretos com o mercado.

Postado em 22 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Diretores do BC se encontram às escondidas com o “mercado”.

E a denúncia de Carta Capital?

Publicado originalmente no Blog Entrelinhas

O Brasil é um país engraçado: há coisas que “pegam” e outras que simples passam batido, ninguém dá a menor bola. É assim até com as leis do País e também com certas denúncias bombásticas que aparecem na mídia sem provocar a menor repercussão. Pode ser o caso da matéria reproduzida abaixo, que está na revista Carta Capital. Até agora, nenhum grande veículo repercutiu a denúncia e os envolvidos também não se manifestaram sobre o teor do que foi publicado. Em alguns blogs, há gente comentando o assunto, mas o fato concreto, como diria o presidente Lula, é que a história está passando batida. Não deixa de ser engraçado lembrar que um episódio muito semelhante ao denunciado na revista derrubou, em 1999, o economista Francisco Lopes do cargo que hoje é de Henrique Meirelles. A diferença talvez esteja na oposição: naquela época, o PT não hesitava em partir para a jugular do presidente do Banco Central, sem dó nem piedade. Hoje, PSDB e PFL se revezam no Congresso para defender o “bom senso” de Meirelles e só lhe fazem críticas de mentirinha, quando querem jogar para a torcida. PSOL e PSTU à parte, ninguém no país parece querer a substituição de Meirelles. Portanto, o que Carta Capital denuncia – e a íntegra da matéria está abaixo – simplesmente “não vai pegar”.

A República distante

Por Márcia Pinheiro e Sergio Lirio

Fonte: CartaCapital, 28/03/07.

O Banco Central recusa-se a acatar os princípios de transparência e promove encontros secretos com o mercado.

Quinta-feira 15 e sexta 16. Dois diretores do Banco Central encontraram-se, sigilosamente, com executivos de instituições financeiras para discutir economia. Foram três reuniões em São Paulo (escalonadas de duas em duas horas, a partir das 11 da manhã) e uma no Rio, nas sedes regionais do BC, prédios públicos. Estavam presentes 20 participantes, em cada encontro, aproximadamente, o que em um cálculo rápido daria 80 privilegiados, que foram se atualizar sobre as planilhas dos representantes do BC: o diretor de Política Econômica e Estudos Especiais, Mario Mesquita (ex-ABN Amro e ING), e o diretor de Política Monetária, Rodrigo Azevedo (ex-Credit Suisse First Boston e Garantia). O presidente do BC, Henrique Meirelles, compareceu somente ao evento no Rio, mas não falou.

Cento e dezoito anos depois do gesto do marechal Deodoro da Fonseca, proclamando a República, eternizado em quadro do pintor Benedito Calixto, uma série de instituições brasileiras recusa-se a entrar na era da República. Falar em valores republicanos, nos dias de hoje, causa urticária em meia dúzia de aclamados pensadores e escribas da vida cotidiana, como se o conceito tivesse perdido o sentido.

Seria bom que os críticos do debate sobre o republicanismo no Brasil e os que acham moderno grafar estado com letra minúscula consultassem os ideólogos que moldaram a civilização ocidental. Encontrariam, por exemplo, um ensinamento de Montesquieu, na obra O Espírito das Leis, de 1745: “Quando, numa república, o povo como um todo possui o poder soberano, trata-se de uma Democracia. Quando o poder soberano está nas mãos de uma parte, trata-se de uma Aristocracia”. Leia o resto do artigo »

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