Postado em 18 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Por Luís Nassif (blog)
Quando o mercado fechou ontem, primeiro dia após o anúncio da demissão de Mário Torós do cargo de Diretor de Política Monetária do Banco Central, os juros futuros tinham caído. De ontem para hoje, o DI (Depósito Interbancário) de janeiro de 2011 caiu de 10,27% ao ano para 10,20% ao ano. O DI de julho de 2010, de 9,14% para 9,10% ao ano.
Qual a lógica? De acordo com a retórica terrorista do mercado, se sai um diretor ortodoxo e há sinais de afrouxamento da política monetária, os juros podem cair no curto prazo, mas deveriam subir no longo – porque, pela leitura do mercado, o afrouxamento da política monetária produziria mais inflação obrigando, mais à frente, a outro movimento de alta nas taxas.
Nada disso ocorreu. Pelo contrário, o mercado sequer reagiu à declaração do Ministro da Fazenda Guido Mantega, de que a taxa ideal para o dólar é em R$ 2,60. Nesse nível, declarou Mantega, não tem China, Coréia ou Japão que segure o Brasil.
O significado desse jogo é que começa a cair o último grande mito da economia brasileira, que é a taxa de câmbio baixa. Leia o resto do artigo »
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Postado em 11 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Boletim Semanal do Blog Desemprego Zero
n.49, ano 2 – 05/08/2009 a 11/08/2009
Economia
Política
Internacional
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Postado em 8 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Fonte: VALOR
Por Antonio Delfim Netto
A competente jornalista Cláudia Safatle, que ilumina este espaço às sextas-feiras, publicou um excelente artigo no qual revelou as ideias que, a respeito da taxa de câmbio, circulam entre nós. O seu título foi “Tudo conspira pela apreciação do câmbio”. Pode até ser verdade, mas há controvérsia!
As considerações entre câmbio “valorizado” e distribuição de renda exigem maior precisão sobre suas hipóteses e pesquisas empíricas de efetiva causalidade, antes que se possa tirar delas as consequências sugeridas. A troca pode ser entre salário real e lucro real, mas ela será temperada pelo nível de investimento e emprego, o que impõe considerações sobre o longo prazo e exige, portanto, uma análise dinâmica. Sobre o que não há qualquer dúvida, por exemplo, é o fato que taxa de juro real interna acima da externa para sustentar câmbio valorizado transfere renda do setor produtivo (trabalhador e empresário) para o setor financeiro rentista, sem nenhum benefício para o emprego e para o desenvolvimento econômico. Leia o resto do artigo »
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Postado em 9 dEurope/London setembro dEurope/London 2008
Publicado em: Jornal do Brasil
Por: Sabrina Lorenzi / Rodrigo de Almeida
Economistas discordam de livre mercado adotado no país e alertam para novas medidas
Eles querem mais do que as políticas industriais adotadas pelo governo Lula. Acreditam que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não foi suficiente. Tampouco estão plenamente satisfeitos com os indicadores sociais conquistados nos últimos anos. Seguidores de John Maynard Keynes, economistas que nunca acreditaram no livre mercado como solução para todos os problemas, defendem medidas como controle de capitais e taxa de câmbio.
A sugestão está presente em muitos dos artigos reunidos em Economia do desenvolvimento – teoria e política keynesianas, organizado pelos economistas João Sicsú e Carlos Vidotto e publicado pela editora Campus-Elsevier.
O livro é resultado do Seminário Internacional Políticas Econômicas para o Financiamento do Desenvolvimento: 70 anos da Teoria Geral, realizado no Rio e em Niterói, em outubro de 2006. Conjugados todos os trabalhos num só volume, soa como uma gargalhada de desenvolvimentistas (“Não falei que o neoliberalismo não funciona?”). Leia o resto do artigo »
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Postado em 12 dEurope/London agosto dEurope/London 2008
Por Katia Alves
O BC deverá elevar mais os juros visando apreciar o real, e a economia tenderá a se desacelerar mais fortemente.
A taxa de câmbio, que, aparentemente, encontrou resistências à queda e inverteu sua trajetória na semana passada, apesar de termos mais de US$ 200 bilhões em reservas cambiais e de o Banco Central ter acelerado o aumento da taxa de juros. Sabemos que pelo menos 70% do comportamento da inflação no Brasil é explicado pela variação na taxa de câmbio.
Por Yoshiaki Nakano
Publicado na Folha
Apesar de o Banco Central acelerar a elevação da taxa de juros, a apreciação do real pode ter chegado ao seu pico e, pelas razões que aponto abaixo, deslocado as expectativas e invertendo sua trajetória. No primeiro semestre, as empresas estrangeiras remeteram para o exterior mais de US$ 18 bilhões em lucros e dividendos, ampliando o déficit em transações correntes de forma alarmante.
Da mesma forma, US$ 15 bilhões saíram da Bolsa de Valores de São Paulo no mesmo período, fazendo o Índice Bovespa desabar. Todos esses fatos não apontam ainda para uma tendência persistente, mas são sinalizações preocupantes de que precisam ser acompanhados de perto, pois podem representar um ponto de inflexão da economia brasileira.
O elemento crítico é a taxa de câmbio, que, aparentemente, encontrou resistências à queda e inverteu sua trajetória na semana passada, apesar de termos mais de US$ 200 bilhões em reservas cambiais e de o Banco Central ter acelerado o aumento da taxa de juros. Sabemos que pelo menos 70% do comportamento da inflação no Brasil é explicado pela variação na taxa de câmbio. Leia o resto do artigo »
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