Postado em 15 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Os bancos não aprenderam as lições da crise econômica, afirmou nesta terça-feira o Instituto de Pesquisa em Políticas Públicas (IPPR, na sigla em inglês), uma think tank britânica.
Segundo a organização, a rápida volta da “cultura do bônus” nos grandes bancos e instituições financeiras dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha mostra que a reforma do sistema foi “bastante limitada”.
“Deveria haver um alarme tocando, pois essas instituições já estão dando sinais de uma atitude de ‘volta aos velhos negócios’ e há poucas provas de que os governos estejam tomando medidas para assegurar que a próxima recuperação econômica seja mais equilibrada que a anterior”, disse Tony Dolphin, economista-chefe do IPPR. Leia mais na BBC Brasil
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Postado em 6 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Fonte: Carta Capital
Por Delfim Netto
Abusando de um sociologismo amador, talvez possamos dizer que nosso comportamento na vida cotidiana é controlado, em boa parte, por normas (formas de conduta) construídas no processo de evolução cultural. Elas facilitam nossas decisões e melhoram nossas relações com os outros. Dão-nos conforto e tranquilidade e liberam tempo para outros comportamentos e decisões não rotineiras. Diante de circunstância inusitada, entretanto, a tendência do homem é procurar conforto na imitação do comportamento daqueles que ele supõe saberem o que estão fazendo.
Nosso comportamento individual é, em larga medida, condicionado por nossa circunstância. Isso explica, por um lado, as limitações do individualismo metodológico que domina o mainstream da economia e, por outro, porque o comportamento dos indivíduos é normalmente acompanhar o do coletivo, ou seja, do rebanho (nas condições normais de pressão e temperatura) ou da manada (quando o tempo muda). Ao contrário, portanto, do axioma de madame Thatcher: “A sociedade não existe. Só existe o indivíduo”, parece que ambos existem e o indivíduo só existe na sociedade. Leia o resto do artigo »
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Postado em 22 dEurope/London setembro dEurope/London 2008
NOURIEL ROUBINI
Folha de S.Paulo (22/09/2008)
A semana que passou determinou o fim do sistema bancário paralelo criado nos últimos 20 anos. Por causa de uma regulação maior dos bancos, a maior parte da intermediação financeira nas últimas duas décadas cresceu dentro de um sistema paralelo cujos membros são corretoras-operadores do mercado, “hedge funds”, grupos de “private equity” (fundos privados de participação em empresas), títulos complexos e obscuros, fundos mútuos e empresas de créditos hipotecários não-bancárias.
A maioria dos integrantes desse sistema faz operações de crédito de curto prazo, é muito mais alavancada que os bancos e investe em instrumentos financeiros de pouca liquidez.
Como os bancos, carregam o risco de sofrerem uma corrida contra suas obrigações. Mas, ao contrário dos bancos, protegidos desse risco por seguros e apoio emergencial de bancos centrais, a maioria dos integrantes do sistema paralelo não tinha acesso a essas proteções.
Uma corrida geral a esses bancos paralelos começou quando a desalavancagem pós-estouro da bolha dos ativos gerou incertezas sobre quais instituições estavam solventes. O primeiro estágio foi o colapso de todo o sistema de SIVs (fundos de instrumentos financeiros complexos e obscuros), quando os investidores perceberam a sua toxicidade.
O próximo passo foi a corrida aos grandes corretores-operadores do mercado americano: primeiro o Bear Stearns perdeu sua liquidez em dias. O Federal Reserve (BC dos EUA) então estendeu seu apoio como fonte de crédito emergencial para corretores-operadores sistemicamente importantes. Mas mesmo isso não impediu uma corrida aos outros corretores-operadores dada a preocupação com a solvência: foi a vez de o Lehman Brothers quebrar. O Merrill Lynch enfrentaria o mesmo destino se não tivesse sido vendido. A pressão se deslocou para o Morgan Stanley e o Goldman Sachs.
O terceiro estágio foi o colapso de outras instituições alavancadas sem liquidez e provavelmente insolventes graças à sua irresponsável concessão de crédito: Fannie Mae e Freddie Mac, AIG e mais de 300 instituições de crédito hipotecário. Leia o resto do artigo »
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Postado em 20 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
NYT, 18/01/2008.
Paul Krugman
A história se repetiu várias vezes nos últimos trinta anos. Investidores globais, decepcionados com os retornos recebidos, buscam por alternativas. Eles acreditam que encontraram o que procuram em um país ou outro. O dinheiro migra rapidamente.
Mas, no final, se torna claro que as oportunidades de investimento não eram o que pareciam, e o dinheiro rapidamente vai embora mais uma vez, com péssimas conseqüências para o ex-favorito financeiro. Essa é a história das múltiplas crises financeiras na América Latina e na Ásia. E também o que aconteceu nos EUA junto com a bolha imobiliária e de crédito. Nesses dias, estamos vivendo o que normalmente acontece com economias do terceiro mundo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 14 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
O Globo, 13/11/2007
Por João Saboia
A cada trimestre que passa, os bancos divulgam seus balanços e a notícia é sempre a mesma: novos recordes nos lucros são quebrados. A única novidade é o troca-troca de posições nos primeiros lugares.
Os bancos têm um importante papel a cumprir em qualquer país, qual seja, financiar produtores e consumidores para mover a economia. Na medida em que seus lucros crescem exageradamente, eles podem estar asfixiando o restante da economia e deixar de cumprir seu papel. Leia o resto do artigo »
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