Postado em 26 dEurope/London outubro dEurope/London 2009
Por Theotonio Dos Santos
Uma Carta Aberta
Estimado Serra,
Você sabe que sou muito agradecido ao seu gesto solidário de negociar, em 1973, meu asilo na Embaixada do Panamá no Chile e transportar-me até ela enfrentando a violência dos golpistas chilenos. O fato de você naquele momento estar teoricamente protegido pela sua condição de funcionário internacional não diminuí em nada sua coragem pessoal ao ajudar a mim e a outros companheiros ameaçados pelos militares golpistas. Sobretudo, quando alguns dias depois, você mesmo teve que se “abrigar” (como o presidente Manuel Zelaya) na embaixada da Itália, de onde saiu posteriormente para os Estados Unidos. Dias duros aqueles, como os que vivemos também no Brasil em 1964.
Por isto mesmo me supreendem imensamente as suas declarações sobre as “trapalhadas” cometidas pelo governo brasileiro ao “abrigar” o presidente Zelaya para que pudesse encaminhar a luta política para retomar materialmente o cargo que nunca abandonou, pois todos os países membros das Nações Unidas o consideram, em reunião da Assembléia Geral desta instituição, como o presidente legal de Honduras. Leia o resto do artigo »
Postado em Destaques da Semana, Internacional, Política Brasileira, Theotonio dos Santos | 1 Comentário »
Postado em 1 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Fonte: O Estado de S. Paulo
Governador precisou ser contido
Por Christiane Samarco e João Domingos
Momentos de forte tensão e alguns de grande descontração, com gargalhadas e até juras de amizade eterna, marcaram a reunião dos governadores Sérgio Cabral (RJ), José Serra (SP) e Paulo Hartung (ES) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, e da Defesa, Nelson Jobim, na noite do domingo, no Palácio da Alvorada.
Cabral alterou momentos de nervosismo e risos. Em dado momento, chegou a elevar o tom de tal forma que o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), se viu obrigado a retirá-lo da mesa. Indagado na cerimônia de lançamento do marco regulatório do pré-sal, ontem, se havia perdido a linha no jantar, Cabral comentou: “Só fiquei nervoso na sexta-feira, quando o Vasco perdeu por 2 a 0 para o Ceará”.
Depois, disse que o resultado foi bom para os Estados produtores. “Foi bom, foi bom. Não mexeu com o pagamento dos royalties nem com a cobrança das participações especiais (PEs) das empresas”. Essas participações são cobradas das companhias que exploram poços altamente produtivos. Leia o resto do artigo »
Postado em A questão do Petróleo, Petróleo do Pré-Sal e o Futuro do Brasil, Política Brasileira, Política Econômica | Sem Comentários »
Postado em 28 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Vejam!
Do amigo leitor Stanley Burburinho:
Até novela da Globo entrou na campanha de lesa-pátria demo-tucana, capitaneada por José Serra, para entregar o pré-sal aos estrangeiros.
A novela defende que a Petrobras abandone prospecção e exploração de Petróleo, com o argumento canhesto que os investimentos para perfurar poços, dariam para construir escolas, poços de saúde, pontes, etc.
Será que a Globo crê que seus telespectadores são tão idiotizados assim?
Ora, o petróleo é riqueza, é com o dinheiro da riqueza do Petróleo, que são de trilhões, que o Brasil terá muito mais dinheiro para construir escolas, hospitais, moradia, transporte públicos, pagar bem servidores públicos como policiais, professores, médicos, enfermeiros, servidores militares.
Leia o resto do artigo »
Postado em Comentários sobre a Imprensa Brasileira, O que deu na Imprensa | Sem Comentários »
Postado em 16 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Fonte: JORNAL DO BRASIL
Por Tales Faria
“Em 1989, votei no Ulysses Guimarães para presidente da República, no primeiro turno, mesmo sabendo que ele viria a perder, e que no segundo turno eu votarianoLula contra o Fernando Collor de Mello. Desta vez, defendo a candidatura própria do PMDB e, se o partido aderir formalmente ao nome do governo Lula, estarei contra por princípio. Votarei até na Heloísa Helena (PSOL). Mas, no segundo turno, estarei com a Dilma Rousseff (PT) contra o José Serra (PSDB)”.
A declaração de voto acima é do senador Pedro Simon (PMDB-RS), principal cacique do partido num estado onde os peemedebistas são completamente apartados do PT e até mais próximos dos tucanos.
- Era de se imaginar que o senhor votasse no José Serra. Afinal, vocês são até amigos, não é verdade?
- Muito amigos. Tenho o maior respeito pelo Serra. Mas ele é governador de São Paulo, e não dá para aceitar mais um paulista no comando do país. Imagina: se o Serra vencer as eleições, terá direito a reeleição. Já temos 16 anos de dois paulistas: Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Com o Serra, eles podem completar 24 anos no poder. É uma loucura! Por muito menos tivemos a revolução de 30. Leia o resto do artigo »
Postado em Destaques da Semana, Política Brasileira | Sem Comentários »
Postado em 26 dEurope/London dezembro dEurope/London 2008
Do Blog do Jefferson Marinho 
A oposição baseada no discurso de quanto pior melhor tem tudo para não emplacar, pois a população é esclarecida o suficiente para entender que a crise não é responsabilidade do governo Lula. As medidas que o governo vem tomando podem não debelar os efeitos da crise sobre o Brasil, mas é do reconhecimento da maioria que elas estão na direção correta. Ou seja, o governo está cumprindo seu papel de governar, fazendo aquilo que está ao seu alcance. A economia provavelmente não conseguirá sustentar o ritmo atual de crescimento, mas nada catastrófico. Na crise atual, o país tem tudo para sair dela mais fortalecido no cenário econômico mundial. Não adianta pensar que a população colocará a culpa no governo Lula, pois sabe que não é o culpado. Para vencer as eleições de 2010, não basta para a oposição a torcida do quanto pior melhor. O eleitor vota em liderança não em algozes. Se a oposição não for capaz de convencer o eleitor que pode conduzir o país melhor que um candidato de continuidade (governista) pode acabar morrendo na praia. Um escorregão da oposição pode consagrar o triunfo lulista.
Os operadores políticos dos principais postulantes oposicionistas (Serra e Aécio) já entenderam o sinal, e dificilmente embarcarão no discurso tosco do aprofundamento da crise buscando colá-la no governo Lula. A tendência é pouparem o governo Lula, que seguirá popular, apostando num discurso em direção ao futuro, pois o passado recente não é bom para a oposição política. O discurso pós-Lula de Aécio e a incessante tentativa de Serra de mostrar-se próximo a Lula em temas importantes é prova de que os únicos políticos da oposição com chances de chegar ao Planalto preferem aproximação com o eleitorado lulista que bater de frente com um presidente popular. Não é por acaso que são líderes da oposição. Afinal, uma dose de inteligência política nunca é demais. Leia o resto do artigo »
Postado em Destaques da Semana, ELEIÇÕES, projetos e estratégias: 2008 e 2010, Jefferson Milton Marinho, Política Brasileira | 3 Comentários »
Postado em 9 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Jefferson Milton Marinho do Blog do Jefferson

Foi o grande cientista político italiano Antônio Gramsci que classificou a imprensa livre como o grande partido de direita do Ocidente. Pode-se dizer que a classificação é simplista. O que não pode ser dito da grande imprensa brasileira é que ela seja apartidária e neutra. É complicada a tarefa de exigir imparcialidade e equilíbrio da mídia. Quem sabe seja seu direito fazer suas opções, inclusive políticas. Ou será que a sociedade é que tem direito de exigir jornalismo de qualidade e apartidário. A resposta não é simples. O problema é que a mídia brasileira se declara imparcial e apartidária, mas ao mesmo tempo faz suas opções políticas (sem contar para o seu público). Assim, sua cobertura só pode resultar em mau jornalismo. É o que se viu na cobertura sobre os cartões corporativos.
Leia o resto do artigo »
Postado em Comentários sobre a Imprensa Brasileira, Jefferson Milton Marinho, O que deu na Imprensa, Política Brasileira | 4 Comentários »