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Blog do Desemprego Zero

O destino da General Motors

Postado em 2 dEurope/London junho dEurope/London 2009

Por Luís Nassif

Com a concordata requerida, a General Motors não desaparecerá. O modelo de concordata americano, assemelha-se no nosso recém-criado recuperação judicial – inspirado no Capítulo 11 da legislação americana sobre falências e concordatas.

Primeiro, a empresa declara sua incapacidade de quitar suas dívidas. Comprova comparando seu faturamento com seu passivo.  Depois, tem 60 dias para apresentar um plano de negociação das dívidas.

No caso da GM, será impossível equacionar a dívida sem redução do total devido e sem aporte de capital novo. É aí que entra o governo norte-americano.Para poder ajudar a companhia, o governo de Barack Obama exigiu um plano que mostrasse sua viabilidade. A GM não conseguiu se acertar com os credores e trabalhadores. Entrou, então, com o pedido de proteção judicial – para evitar a liquidação, caso em que seria fechada e seus bens leiloados para atender aos credores.

Agora, a administração federal colocará cerca de US$ 50 bilhões na companhia – US$ 20 bilhões dos quais já liberado. Ficará com 60% do capital. O governo do Canadá entrará com US$ 95 bilhões e ficará com mais 12,5%. O sindicato UAW com 17,5%. Leia o resto do artigo »

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Um mundo desglobalizado?

Postado em 12 dEurope/London maio dEurope/London 2009

Por Dani Rodrik

Fonte: Valor Econômico (12/05/2009)

Os países emergentes terão de substituir políticas que operam através do câmbio por políticas industriais reais

Poderá demorar alguns meses ou um par de anos, mas de uma forma ou de outra os EUA e outras economias avançadas irão acabar se recuperando da atual crise. É improvável, porém, que a economia mundial, então, se assemelhe à atual.

Mesmo passado o pior da crise, provavelmente nos encontraremos em um mundo algo desglobalizado, um mundo no qual o comércio internacional crescerá mais lentamente, haverá menos financiamento externo e a disposição dos países ricos para incorrer em grandes déficits em conta corrente será substancialmente menor. Será isso trágico para os países em desenvolvimento?

Não necessariamente. O crescimento no mundo em desenvolvimento tende a se dar segundo três variantes distintas. Primeiro, há o crescimento impulsionado por empréstimos estrangeiros. Em segundo, há o crescimento como subproduto de alta nos preços de commodities. Em terceiro lugar, há o crescimento resultante de reestruturação econômica e diversificação em novos produtos.

Os primeiros dois modelos estão em maior risco do que o terceiro. Mas não devemos perder o sono por eles, porque são inadequados e, em última análise, insustentáveis. O que deveria ser a maior preocupação é o possível sofrimento dos países no último grupo. Esses países terão necessidade de realizar grandes mudanças em suas políticas para se adaptar às novas realidades atuais.

Os dois primeiros modelos de crescimento invariavelmente conduzirão a um desfecho desfavorável. Um endividamento no exterior pode permitir a consumidores e governos viver além de seus meios por algum tempo, mas a dependência em relação ao capital estrangeiro é uma estratégia insensata. O problema é não apenas que os fluxos de capital externo podem facilmente inverter seu sentido, como também produzir o tipo errado de crescimento, baseado em moedas sobrevalorizadas e investimentos em mercadorias e serviços não comercializáveis, como habitação e construção. Leia o resto do artigo »

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Um projeto para o Nordeste

Postado em 11 dEurope/London maio dEurope/London 2009

Luís Nassif (blog)

Na Secretaria Especial de Acompanhamento Econômico, Roberto Mangabeira Unger tem se comportado como uma espécie de provocador de ideias de todo o governo. Vai de um lado para o outro, identifica ideias inovadoras, agita na imprensa e espera que, daí, as ideias frutifiquem.

É uma ação meio guerrilheira, em função da falta de instrumentos que permitam compatibilizar planejamento de longo prazo com o dia a dia da gestão pública. Mesmo assim, tem cumprido seu papel.

Um dos últimos documentos gerados foi o paper “O desenvolvimento do Nordeste como projeto regional”. Leia o resto do artigo »

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Ministérios da C&T e do Desenvolvimento definem prioridades da política industrial e tecnológica nacional

Postado em 20 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Fonte: Jornal da Ciência    

Entre elas, as ações sistêmicas, destaques estratégicos e programas estruturantes definidos na Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), lançada em maio de 2008

O Diário Oficial da União desta segunda-feira (19/1) publica portaria que estabelece as prioridades da política industrial e tecnológica nacional. O objetivo é promover e incentivar o desenvolvimento de produtos e processos inovadores em empresas nacionais e nas entidades nacionais de direito privado, sem fins lucrativos, voltadas para atividades de pesquisa, mediante a concessão de recursos financeiros, humanos, materiais ou de infra-estrutura destinados a apoiar atividades de pesquisa e desenvolvimento.

De acordo com a portaria, essas prioridades compreendem as ações sistêmicas, os destaques estratégicos e os programas estruturantes definidos na Política de Desenvolvimento Produtivo – PDP.

Lançada em maio do ano passado, a PDP tem como metas até 2010 a ampliação do investimento fixo em desenvolvimento, a elevação e a dinamização do gasto privado em pesquisa e desenvolvimento (P&D), e a ampliação da participação das exportações brasileiras.

Mais informações sobre a Política de Desenvolvimento Produtivo estão disponíveis no endereço: http://www.desenvolvimento.gov.br/pdp/index.php/sitio

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Brasil precisa investir R$ 10 bilhões, nos próximos cinco anos, para alavancar sistema de inovação. Parques Tecnológicos são estratégicos…

Postado em 25 dEurope/London novembro dEurope/London 2008

TIC Brasil Mercado, 19 de novembro de 2008:

A Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) divulgou, na última quinta-feira (13), durante a 4º edição da Nanotec, um dos maiores eventos de nanobusiness da América Latina, que aconteceu em São Paulo, o estudo “Parques Tecnológicos no Brasil”. De acordo com a pesquisa, o país precisaria de investimentos, públicos e privados, da ordem de R$ 10,2 bilhões, nos próximos cinco anos, para que seu sistema nacional de inovação e empreendedorismo dê um salto de qualidade. A condição é que o salto seja impulsionado com a aplicação desses recursos na estruturação de cerca de 20 Parques Tecnológicos em regiões estratégicas do país. O estudo sobre os Parques tecnológicos no Brasil e no mundo apresenta um conjunto de proposições de políticas públicas para alavancar o segmento no país. O trabalho foi realizado em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), no período de fevereiro de 2007 a março de 2008, sob encomenda dos ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Segundo a pesquisa, que servirá como ponto de partida para futuras ações do MCT, o Brasil está atrasado quando o assunto é inovação e empreendedorismo, mas encontra-se em um processo de recuperação do tempo perdido. Em entrevista exclusiva à TIC Mercado, o professor José Eduardo Fiates, diretor da Anprotec, falou sobre os principais resultados da pesquisa. Para Fiates, o Brasil deve adotar uma política pública abrangente de apoio aos Parques Tecnológicos e às empresas instaladas neles.

TIC – O estudo mostra que o Brasil precisaria de investimentos da ordem de R$ 10,2 bilhões, nos próximos cinco anos, para que o sistema nacional de inovação e empreendedorismo seja de qualidade. Estrategicamente, para onde deve ser direcionado esse recurso?

José Eduardo Fiates – O estudo realizado apresenta subsídios e sugestões de estratégias para planejamento e apoio ao processo de desenvolvimento dos Parques Tecnológicos no Brasil. Dentre as principais sugestões, destacam-se a proposta de uma taxonomia para classificação e ordenação dos Parques Tecnológicos brasileiros, as diretrizes para implantação de uma Política Pública sistêmica e abrangente de apoio aos Parques e um conjunto de programas de apoio para viabilização dos Parques Tecnológicos e apoio a empresas instaladas em Parques. Importante ressaltar que estas propostas foram geradas com base na opinião de lideranças brasileiras do governo, academia e setor privado com interesses na área, bem como nas experiências internacionais mais bem sucedidas, seja pelos resultados econômicos ou pelos avanços científicos e tecnológicos que geraram. Estima-se que serão necessários entre R$ 70 milhões e R$ 120 milhões ao ano em investimentos provenientes da esfera pública para que 20 Parques, já existentes, consigam alavancar suas atividades, tornando-se centros de excelência naquilo que desempenham. Outros R$ 500 milhões devem vir da iniciativa privada. Esses 20 Parques deverão estar aptos a gerar 7.500 empregos diretos cada, com cerca de R$ 150 milhões retornando aos cofres públicos no formato de impostos. Atualmente, temos 65 projetos de Parques no País, apenas 11 estão em operação. Os demais estão em fase de estudos ou implantação. Precisamos destravar aspectos burocráticos, ligados à legislação, para que facilitemos a captação de recursos e parcerias. Vale lembrar que no próximo 16 de dezembro, a Anprotec se reunirá com a Comissão Interministerial MCT & MDIC para que se trate especificamente o tema “Política Pública de Parques Tecnológicos no Brasil”. A reunião contará com a presença do Secretário Executivo do MCT, Luis Antônio Rodrigues Elias, além dos demais membros da Comissão. O objetivo é apresentar a situação dos Parques Tecnológicos no Brasil e discutir demandas e oportunidades para a implementação de programas de apoio ao tema. Para realizar a reunião, a Anprotec se comprometeu em apresentar um portfólio objetivo com informações executivas sobre os Parques Tecnológicos em operação, implantação ou planejamento.

TIC – Qual o papel dos Parques Tecnológicos para promover a inovação? Leia o resto do artigo »

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Leis de incentivo são pouco eficazes para a inovação

Postado em 4 dEurope/London novembro dEurope/London 2008

Dificuldades de acesso aos recursos de apoio afetam principalmente micro e pequenas empresas

Jornal da Ciência

A segurança jurídica e a desburocratização no acesso ao crédito são os itens mais importantes para o estímulo à inovação no Brasil. As empresas, no entanto, encontram dificuldades para usar os instrumentos de apoio à inovação e por isso relutam em buscar os benefícios das leis de incentivo. Essa foi a principal constatação do grupo que participou da temática “Inovação e Produtividade na Indústria”, realizada durante o 3º Encontro Nacional da Indústria (Enai).

A inovação tecnológica é reconhecida pela maioria dos executivos mundiais como essencial para uma trajetória competitiva e obrigatória na estratégia das empresas de sucesso, segundo a definição que consta do documento “Mobilização Nacional para a Inovação – MEI”.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto, disse que o maior problema para o estímulo à inovação é a burocracia. Segundo ele, as dificuldades de acesso aos recursos afetam principalmente as micro e pequenas empresas.

“As empresas só conseguem ter acesso se tem a Certidão Negativa de Débitos e, segundo levantamento da Abimaq, quase 70% dos associados tem algum problema com a receita, o que é natural em um país com uma das maiores cargas tributárias do mundo”, afirmou Aubert Neto.

O presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Luis Manuel Rebelo, concordou que há uma burocracia excessiva no financiamento. Ele destacou que ela é fruto de um contexto em que a organização tinha poucos recursos para investir. “Com a escassez de recursos, a Finep tinha processos mais complexos de financiamento, para diminuir a demanda”, explicou Rebelo. “Hoje a situação é de abundância relativa de recursos e isso implica mudança cultural dentro da Finep, que tende a ampliar o acesso ao crédito.” Leia o resto do artigo »

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FERNANDO CARDIM – “Será preciso repensar um projeto para o país”

Postado em 20 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

O Brasil tem alguns trunfos significativos para enfrentar a crise. Ao contrário de muitos países da periferia do capitalismo, a escala do mercado interno e a existência de uma base industrial ampla e sofisticada dá boa margem de manobra à economia brasileira. Mas é preciso realmente ativar essas potencialidades, defende o economista Fernando Cardim, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Carta Maior

Ainda é cedo para antecipar o alcance transformador dos abalos sísmicos que sacudiram o sistema capitalista nas últimas semanas. Solavancos desse porte, todavia, quase sempre empurraram o debate intelectual e a luta política na periferia do capitalismo, renovando a agenda do desenvolvimento e a da democracia.

O Brasil não figurou entre as exceções em nenhum dos grandes marcadores dessa linha do tempo que vai de 1929 à Segunda Guerra, passando pelos choques do petróleo e o do juros, nos anos 70, ao colapso da dívida externa nos anos 80, apenas para citar algumas pontos de baldeação estratégica.

Ainda que menos vulnerável desta vez, ancorado em reservas de US$ 205 bi; e tendo conquistado a auto-suficiência energética; uma ampliação do mercado interno; renovado o leque comercial e promovido uma retomada do investimento público com o PAC, ainda assim, o país não escapará à necessidade de um aggiornamento econômico.

Essa é a opinião do economista Fernando Cardim, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A discussão de um novo projeto econômico, no seu entender, tende a se impor à medida em que fica cada dia mais claro que o assoalho que sustentava a dinâmica anterior se desfez. A liquidez abundante e o comércio internacional aquecido dificilmente sobreviverão ao esfarelamento do sistema financeiro mundial.

A etapa seguinte à emergência financeira – centrada, por enquanto, no esforço para destravar os mecanismos de crédito da economia -, requisitará linhas de passagem para um outro padrão de crescimento. Carta Maior acredita que esse debate vai redefinir a agenda política do país, e fará de 2010 uma disputa histórica, marcada por forte sentido de mudança na matriz do nosso desenvolvimento.

A seguir, excertos da conversa de Fernando Cardim com Carta Maior: Leia o resto do artigo »

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Meta para expansão de investimentos será superada, diz Miguel Jorge

Postado em 9 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Katia Alves

O governo já considera como praticamente certa a superação da meta de investimentos estabelecida pela Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP). O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge afirmou que “Somente no primeiro semestre foram anunciados R$ 400 bilhões em investimentos, que crescem com muita força desde o ano passado, indicando que vamos certamente superar a meta”.

Por Danilo Jorge

Publicado No Valor  

O governo já considera como praticamente certa a superação da meta de investimentos estabelecida pela Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), que tem como objetivo elevar a taxa de investimento da economia brasileira, medida pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBFC), dos 17,6% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2007 para 21% em 2010.

“Somente no primeiro semestre foram anunciados R$ 400 bilhões em investimentos, que crescem com muita força desde o ano passado, indicando que vamos certamente superar a meta”, disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, em palestra feita ontem na Federação da Indústria de Minas Gerais (Fiemg).

Segundo ele, o aperto na política monetária não deverá afetar as decisões de expansão produtiva anunciadas. “Todos os investidores sabem que a atual taxa de juros é pontual, devendo ter mais dois ou três novos aumentos ainda, para depois voltar a cair assim que a inflação estiver sob controle”, disse. “Além disso, não estamos falando da construção de pizzarias, mas de projetos que envolvem grandes empreendimentos, como refinarias e siderúrgicas.” Leia o resto do artigo »

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