Postado em 12 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
By Robert Skidelsky
LONDON – The economist John Maynard Keynes wrote The General Theory of Employment, Interest, and Money (1936) to “bring to an issue the deep divergences of opinion between fellow economists which have for the time being almost destroyed the practical influence of economic theory…” Seventy years later, heavyweight economists are still at each other’s throats, in terms almost unchanged from the 1930′s. (Clique aqui para ler mais).
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Postado em 6 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Por Luís Nassif
O último grande desafio do governo Lula será romper com a lógica da política monetária e cambial. Há uma série de sinais no ar, mostrando que em breve haverá um ataque mais consistente contra o encarecimento do real.
Para Lula, a lógica política sempre teve prevalência sobre a lógica econômica. Não é prerrogativa sua: com FHC também foi assim. Essa lógica fez com que, no seu governo, Lula sempre procurasse minimizar as zonas mais sensíveis de atrito, dentre as quais a principal era o mercado financeiro. Esse poder desestabilizador ficou nítido nas eleições de 2002.
Não se trata de uma conspirações, mas de circunstâncias que tornam o mercado mais sensível. Esse quadro surge sempre que aumenta a vulnerabilidade externa – isto é, quando o país passa a necessitar do mercado financeiro para fechar suas contas. Leia o resto do artigo »
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Postado em 5 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Por Martin Wolf
Fonte: Valor Econômico (04/11/2009)
Déficits fiscais não são resultado da estupidez de governo mas uma resposta ao comportamento privado
Se quisermos entender onde estamos, precisamos entender onde estivemos. Isso é especialmente verdade se quisermos escapar dos enormes déficits fiscais que estão sendo administrados por muitos governos. Esses déficits não são resultado da estupidez de governo; são principalmente uma consequência e uma resposta ao comportamento privado.
Não podemos ignorar essa conexão.
A diferença entre poupança interna e investimento é igual à conta corrente da balança de pagamentos (em si o inverso da conta de capital). A poupança interna e o investimento podem ser divididos, por sua vez, entre setor privado e governo. A soma das contas privadas, governamental e externa, deve ser igual a zero. Mas ainda é possível perguntar como fazem isso e, em particular, que comportamento aciona os padrões específicos e níveis de atividade que vemos. Na crise atual, fazer essa pergunta é particularmente revelador. Leia o resto do artigo »
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Postado em 3 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Por LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA
Publicado na FSP de 02/11/09
A política de crescimento com poupança externa causa a elevação artificial dos salários reais e do consumo
NESTA SEMANA , deverá estar nas livrarias meu livro “Globalização e Competição”. Seu subtítulo completa o conteúdo do livro: “Por que alguns países emergentes têm sucesso e outros não”. É a síntese do meu trabalho dos últimos dez anos visando explicar o desenvolvimento econômico em um mundo em que os países competem duramente no plano econômico por maiores taxas de crescimento. É um livro de um economista keynesiano e estruturalista, pois minha visão da economia foi formada na escola de pensamento latino-americana formulada originalmente por Raul Prebisch e Celso Furtado após a Segunda Guerra. Na primeira parte, discuto a economia global em que vivemos e a estratégia correspondente: o novo desenvolvimentismo. Na segunda, procuro desenvolver uma macroeconomia estruturalista do desenvolvimento apropriada para nosso tempo.
O livro parte da tese de que a competição tornou os Estados-nação mais interdependentes, mas também mais estratégicos. Por isso, os países bem-sucedidos são os que adotam a estratégia que denomino novo desenvolvimentismo. O nacional-desenvolvimentismo que foi bem-sucedido na promoção da industrialização e em transformá-los em países de renda média entre 1930 e 1980. A crise da dívida externa nos anos 1980 e a nova hegemonia ideológica neoliberal, porém, levaram muitos países a adotar a ortodoxia convencional ou o “Consenso de Washington”, que causou as crises de balanço de pagamentos e elevou a desigualdade, em vez de promover o crescimento. Entretanto, depois das sucessivas crises financeiras dos anos 1990 e dado o êxito de diversos países asiáticos, está surgindo na América Latina o novo desenvolvimentismo, que comparo ao antigo nacional-desenvolvimentismo e à ortodoxia convencional. Leia o resto do artigo »
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Postado em 20 dEurope/London outubro dEurope/London 2009
O governo decidiu taxar com uma alíquota de 2% o capital estrangeiro que entrar no País para aplicações em renda fixa e ações. O intuito é evitar uma valorização exagerada do real e a criação de uma bolha decorrente do excesso de liquidez internacional. Para o conselheiro informal do presidente Lula para assuntos econômicos, Luiz Gonzaga Belluzzo, a medida poderia até ser mais radical. Ele defende, há muito tempo, maior intervenção do Banco Central no câmbio.
- Na verdade, quem está contra a taxação quer cuidar dos próprios investimentos, dos interesses próprios. O governo tomou uma medida que, na minha opinião, deveria ser mais radical. Deveria ter alterado a forma de atuação do Banco Central no mercado de câmbio – avalia Belluzzo, ex-secretário do Ministério da Fazenda.
Clique aqui para ler o resto da entrevista.
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Postado em 1 dEurope/London outubro dEurope/London 2009
Por João Sicsú
Fonte: Valor Econômico (30/09/2009)
A taxa de câmbio é um elemento-chave de um projeto de desenvolvimento. Essa constatação é fundamental: além de ser essencial para auxiliar o esforço de crescimento econômico, a administração cambial deve ser compreendida como um instrumento nevrálgico que deve fazer parte de um projeto de desenvolvimento. A macroeconomia e seus preços básicos, isto é, juros e câmbio, podem definir os rumos de uma sociedade, se esta está caminhando em direção ao progresso ou ao atraso.
Em relação à taxa de câmbio, já foi percebido que existe uma tendência forte à sua valorização nos países em desenvolvimento, devido às possibilidades econômicas que caracterizam esses países. Tais economias podem ser exportadoras de itens básicos, podem ser atrativas para o investimento direto estrangeiro ou podem ainda ter ativos financeiros atraentes. Portanto, essas economias podem sofrer de doença holandesa ou de outras enfermidades cambiais valorizativas. Leia o resto do artigo »
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Postado em 30 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
By PAUL KRUGMAN
I. MISTAKING BEAUTY FOR TRUTH
It’s hard to believe now, but not long ago economists were congratulating themselves over the success of their field. Those successes – or so they believed – were both theoretical and practical, leading to a golden era for the profession. On the theoretical side, they thought that they had resolved their internal disputes. Thus, in a 2008 paper titled “The State of Macro” (that is, macroeconomics, the study of big-picture issues like recessions), Olivier Blanchard of M.I.T., now the chief economist at the International Monetary Fund, declared that “the state of macro is good.” The battles of yesteryear, he said, were over, and there had been a “broad convergence of vision.” And in the real world, economists believed they had things under control: the “central problem of depression-prevention has been solved,” declared Robert Lucas of the University of Chicago in his 2003 presidential address to the American Economic Association. Read more…
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Postado em 29 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Do quadro das profecias auto-realizáveis:
“O mercado financeiro elevou, na última semana, a sua estimativa para a inflação em 2010, ao mesmo tempo, também passou a prever um aumento maior na taxa básica de juros no ano que vem, segundo o relatório de mercado, documento divulgado pelo Banco Central que traz as projeções dos economistas das instituições financeiras.”
O BC já deu a senha ao “prever”, com extraordinário tirocínio, que a inflação do próximo ano será maior por conta do aumento dos gastos públicos.
Clique aqui
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