Postado em 17 dEurope/London março dEurope/London 2009
Márcio Pochmann fala em refundação do Estado. Maria da Conceição Tavares nas relações concretas de poder que sustentam o processo decisório. Ignacy Sachs se refere à mudança do paradigma energético-produtivo e do sistema de regulação, planejamento e visão de longo prazo que temos de articular. A crise tem o poder, como foi revelado nas numerosas intervenções no Seminário Internacional sobre o Desenvolvimento, de ampliar o debate, de colocar na mesa problemas que estavam buscando o seu espaço. A análise é de Ladislau Dowbor.
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Postado em 17 dEurope/London março dEurope/London 2009
Luís Nassif
No final da entrevista dada a Kennedy Alencar, na TV!, Fernando Henrique, de fato, se refere assim a três personagens polêmicos:
Gilmar Mendes: corajoso.
Protógenes: amalucado.
Daniel Dantas: “não conheço bem, mas dizem que é brilhante”.
Nada mais disse, nem seria necessário.
O elogio a Dantas, a não menção a nenhuma das acusações contra o banqueiro, comprovam que, a partir de um certo momento, na história do Brasil, política e crime organizado passaram a caminhar juntos.
E não se está falando dos cabeças-de-bagre do governo Collor, nem do clube dos amigos do Sarney. Os esquemas anteriores – apesar de personagens notórios, como os irmãos Martinez e Canhedo (caso Collor), Machline e Saulo Ramos (Sarney) – eram esquemas individuais, pouco articulados, valendo-se mais do compadrio com autoridades de outros poderes e da falta de institucionalidade dos sistemas de controle do Estado.
Depois, ganhou escala. Essas alianças criminosas tornaram-se parte efetiva do jogo de controle do Estado, com relações muito mais orgânicas do crime organizado com mídia, bancadas políticas, Judiciário e Executivo .
Esbocei alguns desses processos no meu “Os Cabeças de Planilha”.
Um dia, a história ainda cobrará de FHC a responsabilidade plea montagem desse modelo.
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Postado em 17 dEurope/London março dEurope/London 2009
Paulo Henrique Amorim
Supremo Presidente Gilmar Dantas, segundo Ricardo Noblat, tem demonstrado uma fúria desmedida contra a Operação Satiagraha e o ínclito delegado Protógenes Queiroz.
Aparentemente, porque está claro que as diversas tentativas de Golpe expressas na revista Veja – a última flor do Fascio – se desqualificam umas atrás das outras.
E a CPI dos Amigos de Dantas, presidida pelo deputado serrista Marcelo Lunus Itagiba. Se encaminha para o precipício, pela segunda vez …
Até porque o melhor momento da CPI será quando o ínclito delegado Protógenes Queiroz descrever a participação dos grandes empresários Daniel Dantas e Naji Nahas numa operação para vender a Cesp de Zé Pedágio.
Mas, possa haver um motivo mais profundo, mais dramático a justificar a fúria crescente do Presidente Supremo do Supremo.
Talvez – isso é uma hipótese, caro navegante – seja o que o Conversa Afiada expôs em 21 de julho de 2008 e que vai aqui transcrito:
Os Dantas esperam Mendes assumir STF para voltar
“O sol é o maior desinfetante.”
A leitura do relatório de 7 mil páginas da Polícia Federal à Justiça revela que Daniel Dantas e a irmã, Verônica (aquela que financiou a empresa da filha de José Serra), fugiram de jatinho para a República Dominicana, assim que a Folha (*) publicou uma reportagem de Andréa Michael .
Os dois só voltaram ao Brasil – de jatinho, que ninguém é de ferro ! – depois que tiveram certeza de que um pedido de Habeas Corpus ao Supremo Tribunal Federal, caso fossem presos, poderiam cair nas mãos do Supremo Presidente, Gilmar Mendes.
O Presidente Supremo, como se sabe, deu DOIS habeas corpus a Dantas, em QUARENTA E OITO HORAS!
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Postado em 12 dEurope/London março dEurope/London 2009
Ontem o governo da Nova Zelândia cortou os juros básicos em 3 pontos percentuais. A taxa era de 6,5% ao ano, caiu para 3,5%.
Enquanto isto, com a produção industrial registrando quedas recordes, com o PIB do quarto trimestre de 2008 mostrando queda recorde, com os preços sob controle, reunido ontem o Copom (Comitê de Política Monetária) resolveu reduzir a taxa Selic em apenas 1,5 ponto percentual, caindo para ainda expressivos 11,25% ao ano.
Durante a tarde, a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgou um estudo comparativo entre as diversas economias mundiais. Constatou que a queda do PIB (Produto Interno Bruto) brasileira foi a segunda maior do mundo, desde o início da retração da economia global. Saiu de um crescimento de 1,7% no terceiro trimestre para uma queda de 3,6% no quarto.
Mesmo assim, não se identificava uma recessão clássica, daquelas definidas nos livros-texto.
Alguns dias atrás, o economista Yoshiaki Nakano havia identificado bem as razões da expressiva queda dos investimentos e da produção industrial nos últimos meses.
Constatou que houve queda discreta no consumo e praticamente nenhuma queda em serviços.
Qual a razão, então, de queda tão grande? Dois motivos, segundo ele. Primeiro, o corte repentino das linhas externas, que apavorou as empresas, muitas delas enroladas com operações especulativas. Depois, as altas taxas de juros do Banco Central, que aprofundaram o temor geral das empresas.
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Postado em 7 dEurope/London março dEurope/London 2009
Por Celso Marcondes
Fonte: CartaCapital
O processo de “renovação” iniciado no Congresso Nacional com as eleições de Michel Temer e José Sarney continua. Agora, quem voltou por cima foi Fernando Collor. Graças ao apoio do PMDB, em aliança com o DEM, o senador alagoano, hoje no PTB, assumiu a presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado. Foram precisos 13 votos, contra os 10 da senadora Ideli Salvatti, do PT.
Foi mais uma vitória do PMDB, esta coordenada diretamente por Renan Calheiros e pelo ministro José Múcio (PTB), das Relações Institucionais. E mais uma derrota do PT, que a cada dia que passa vê mais gordo o seu principal aliado na base governamental. Para quem não sabe a importância da tal comissão, basta dizer que sua principal atribuição será acompanhar no Senado as obras do PAC, eixo estratégico de ação do governo federal.
Assim como Temer e Sarney, a dupla Collor/Renan ressuscitou. Na política brasileira, quem é vivo sempre reaparece. Quem é esperto e sabe manter sólidos seus laços na corporação, estes, então, nunca morrem. Leia o resto do artigo »
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Postado em 6 dEurope/London março dEurope/London 2009
PH Amorim
Saiu no Estadão:
Serra não comenta vídeo e Marzagão pode ser chamado a depor
Vídeo aponta que havia um esquema de venda de cargos e ‘sentenças’ na Polícia Civil de São Paulo
da Redação – estadao.com.br
SÃO PAULO – O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), não quis comentar as denúncias esquema de venda de cargos e “sentenças” na Polícia Civil do Estado. Na quarta-feira, 4, o governador interrompeu uma entrevista ao ser questionado sobre a denúncia feita pelo Estado. Enquanto isso, o diretor-geral da Corregederoria da Polícia Civil, Alberto Angerami, não descartou chamar o secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão para depor. E avisou: “Eu não me submeto a pressões.”
Ao ser questionado sobre como se sentia ao ver que seu nome havia sido usado na suposta negociata (no vídeo, Valente diz a seu interlocutor que ninguém tinha ideia do conceito que o Laurinho tinha com o governador), José Serra abandonou a entrevista coletiva. Marzagão se dirigiu aos jornalistas dizendo que “o assunto é comigo, não com ele”.
Serra é um fujão. Ele não enfrenta nenhum problema. Ele não diz nada.
A última vez em que falou foi no comício da Central pouco antes da queda de Jango.
Serra é uma invenção do PiG(*) de São Paulo.
Ele não diz nada e diz qualquer coisa.
A corrupção da polícia de São Paulo está dentro do gabinete de Serra.
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
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Postado em 6 dEurope/London março dEurope/London 2009
Fonte: Luís Nassif
Cobrado em reunião do Grupo de Acompanhamento da Crise, presidente do BC se irrita
Em resposta a dirigente do setor de equipamentos e máquinas, Meirelles diz que o “BC não precisa ser lembrado dos juros o tempo todo”.
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Postado em 5 dEurope/London março dEurope/London 2009
A grande tradição da teoria do desenvolvimento pensada neste continente desde os anos 1940, da qual a velha CEPAL foi o símbolo maior, sempre se apoiou na noção de que políticas econômicas que buscam o ajuste macroeconomico devem sempre estar também voltadas para a promoção do desenvolvimento. Para Prebisch e Furtado, dentre outros, não há que escolher entre enfrentar problemas emergenciais e problemas estruturais. Problemas estruturais, em um país em desenvolvimento, são problemas emergenciais. A análise é de Fernando J. Cardim de Carvalho.
Fonte: Carta Maior
Na semana anterior, eu tive a oportunidade de discutir neste espaço o dilema que opõe a solução de problemas urgentes ao enfrentamento de questões de mais longo prazo. É comum, mas errônea, a visão de que problemas de longo prazo podem esperar para serem atacados. No momento, vivemos uma versão desse dilema: o Brasil, que discutia como sustentar o crescimento recem recuperado, depois de pelo menos três décadas perdidas, agora volta sua atenção à questão de como conter os efeitos da crise internacional, que finalmente chegaram ao nosso território ao final de 2008. As reformas e estratégias necessárias para a consolidação da recuperação do crescimento e para a transformação estrutural da economia agora devem ser postas de lado, face à necessidade de se definir meios de enfrentamento da crise.
Como em muitos outros contextos, essa dicotomia no caso presente é falsa. O Brasil deve buscar sair da crise intensificando seu esforço de desenvolvimento. As melhores políticas de promoção do desenvolvimento são tambem as mais eficazes na contenção e reversão da crise.
Em uma economia capitalista, as expectativas do empresariado são fundamentais para a determinação do ritmo da produção e da acumulação de capital. É a perspectiva de que a demanda no futuro seja superior à capacidade produtiva instalada que induz os empresários a investir e preparar-se para satisfazer aquela procura. Quando a demanda privada se contrai, como agora, o governo não deve se encolher, como querem os consultores de bancos, mas se expandir, sinalizando que a demanda por bens e serviços se sustentará e a produção será rentável. É o gasto público quem tem os graus de liberdade necessários para sinalizar esta sustentação. Mas países em desenvolvimento necessitam transformar e modernizar suas estruturas produtivas, e portanto a política de combate às crises e a política de promoção do crescimento não tem por que se opor, ao contrário, já que ambas apontam para o mesmo instrumento, a expansão do investimento público.
Mas não é apenas na política fiscal (na política monetária, a esta altura, apenas os mais empedernidos parecem ainda insistir na necessidade de manter posturas cautelosas, codinome para juros elevados) que políticas de encaminhamento da solução da crise coincidem com políticas voltadas para a sustentação do crescimento. A crise, na verdade, pôs a nu, no mundo inteiro, o enorme equívoco, numa qualificação generosa, que foi o movimento de desregulação financeiro, que no Brasil iniciou-se em fins da década de 1980. Leia o resto do artigo »
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