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Blog do Desemprego Zero

O pacto de poder do Real

Postado em 24 dEurope/London abril dEurope/London 2009

Por Luis Nassif

Nas duas colunas anteriores, abordei a questão da chamada tomada do poder – o sistema de alianças que candidatos a presidente montam com forças econômicas, mídia, outros poderes. Tentei mostrar como as eleições são apenas o ponto final de um sistema de alianças que, se não for bem conduzido, acaba derrubando presidentes. E de como, muitas vezes, essas alianças acabam comprometendo as próprias políticas que poderiam melhorar a situação do país.

O Plano Real foi o exemplo mais bem sucedido de uma aliança que permitiu a chamada tomada do Estado – mas que acabou jogando fora uma das grandes oportunidades de desenvolvimento do país. Trato da questão em meu livro “Os Cabeças de Planilha”, lançado há dois anos.

O Plano Real foi lançado no apogeu do mercadismo, do livre fluxo de capitais, o chamado neoliberalismo em vigor no mundo. A aliança preferencial foi com os chamados gestores de recursos – bancos de investimento criados nos anos 80 e que ganharam envergadura com operações duvidosas, como a escandalosa decisão do então Ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, de permitir conversão de dívida externa brasileira em cruzados – que possibilitou ganhos gigantescos a alguns bancos e ajudou a deflagrar a superinflação do final do governo Sarney.

A maneira de beneficiar esses gestores foi na passagem da URV para o real, na definição das regras de emissão do real. Em vez de utilizar a emissão para liquidar com a dívida pública (no vencimento dos títulos, entregar reais aos investidores, o que poderia ter permitido um salto na economia), os economistas do Real decidiram que só haveria a troca de reais para quem trouxesse dólares. Com isso, transferiram o controle do crédito na economia para os gestores de recursos externos.

O segundo passo foi a apreciação do Real, logo na partida do plano, que permitiu ganhos milionários a economistas que participaram do Plano e a banqueiros e gestores de recursos ligados a eles e, no momento seguinte, impediu o país de continuar crescendo, devido aos desequilíbrios nas contas externas. Leia o resto do artigo »

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Joaquim Barbosa enfrenta Gilmar

Postado em 23 dEurope/London abril dEurope/London 2009

Assista ao vídeo com a suprema discussão: PH Amorim ou Youtube

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Antes e depois da Satiagraha

Postado em 23 dEurope/London abril dEurope/London 2009

Por Mino Carta

Seria o destino do banqueiro do Opportunity tão decisivo para a saúde da República? Haja surpresa. De todo modo, enxergo no pacto republicano o enésimo arreglo para oferecer aos privilegiados do Brasil ulteriores e mais amplos privilégios. Acerto a bem da patota, da turma, do grupo. Do estamento, diria Raymundo Faoro, de vivíssima memória nesta redação. Algo bem mais medíocre do que a célebre conciliação das elites, mas de efeitos igualmente deletérios para a maioria dos cidadãos, sufragado pelo apoio, diria mesmo a proteção, da mídia.

Leia mais em CartaCapital…

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Os efeitos da crise…

Postado em 23 dEurope/London abril dEurope/London 2009

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Joaquim Barbosa diz que Gilmar Mendes está ‘destruindo a credibilidade da Justiça brasileira’

Postado em 23 dEurope/London abril dEurope/London 2009

Fonte: Globo-online

BRASÍLIA – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o ministro Joaquim Barbosa bateram boca em sessão plenária durante um julgamento nesta quarta-feira. O ministro Joaquim Barbosa acusou o presidente do STF de estar “destruindo a credibilidade da Justiça brasileira”.

- Vossa Excelência está destruindo a Justiça deste país. Saía à rua ministro Gilmar – disse Joaquim Barbosa

- Estou na rua – respondeu Gilmar Mendes.

O ministro Joaquim Barbosa retrucou:

- Vossa Excelência não está na rua, Vossa Excelência está na mídia, destruindo a credibilidade da Justiça brasileira. Vossa Excelência não está falando com seus capangas do Mato Grosso.

- Vossa excelência me respeite – disse Gilmar Mendes

Os ministros Marco Aurélio de Mello e Ayres Britto pediram para que a sessão fosse encerrada. O presidente do STF convocou coletiva para falar sobre o assunto.

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Rede Globo e Daniel Dantas: um caso de polícia

Postado em 21 dEurope/London abril dEurope/London 2009

Por Paulo Henrique Amorim

O Conversa Afiada recebeu o seguinte e-mail do jornalista Osvaldo Costa:

Não se trata de cobertura dos fatos, se trata de um ataque à consciência dos telespectadores.

Na noite de 19 de abril o programa de variedades Fantástico, da Rede Globo, apresentou uma suposta reportagem sobre um conflito ocorrido numa fazenda do Pará, envolvendo “seguranças” (o termo procura revestir de legalidade a  ação de jagunços)  da fazenda do banqueiro Daniel Dantas e militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Só pude descobrir que se tratava de propriedade do banqueiro processado por inúmeros crimes e protegido por Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, após ter vasculhado algumas páginas na internet em busca de meu direito de escutar o outro lado da notícia, a versão dos fatos dos sem terra, pois na reportagem eles aparecem como invasores, baderneiros, seqüestradores da equipe de reportagem da Rede Globo, assassinos em potencial, e ao final, corpos de militantes aparecem baleados no chão, agonizantes, sangrando, sem nenhum socorro, e a reportagem não fornece nenhuma informação sobre o estado de saúde das vítimas.

Sem ter acesso às causas do conflito, e a nenhum dos dois lados envolvidos, o telespectador se vê impelido a acompanhar o julgamento que o narrador da reportagem e a câmera nos sugere. No caso, tendemos a concordar com a punição dada aos desordeiros: “que sangrem até morrer!”, ou “quem mandou brincar com fogo?!” podem ser algumas das bárbaras conclusões inevitáveis a que os telespectadores serão levados à chegar.

Nós, em nossas casas, consumidores do que a televisão aberta nos apresenta, não temos direito ao juízo crítico, porque o protocolo básico das regras do jornalismo não é mais cumprido. Nós somos atacados em nosso direito de receber informações e emitir julgamentos, nós somos saqueados por emissoras privadas que mobilizam nosso sentimento de medo, ódio e desprezo, para em seguida nos exigir sorrisos com a  próxima reportagem. Leia o resto do artigo »

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Manual prático de manipulação da mídia

Postado em 21 dEurope/London abril dEurope/London 2009

Por Luís Nassif

Olha que jóia encontrei no Youtube. É o trabalho realizado pelos alunos de uma escola estadual em Jacareí. Entendem perfeitamente como os recursos da edição são utilizados para a manipulação da informação. Gravaram o trabalho em vídeo e colocaram no Youtube. E são secundaristas da rede estadual, perfeitamente integrados na dinâmica digital e na guerrilha da Internet. Veja o video…

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Carta do exílio de Bruno Daniel

Postado em 21 dEurope/London abril dEurope/London 2009

França, 16 de abril de 2009

Caros amigos

Hoje, 16 de abril, Celso Daniel, meu irmão, estaria completando 58 anos de vida. Como todos sabem, foi sequestrado, torturado e assassinado há mais de sete anos quando era prefeito de Santo André e coordenava a elaboração do programa de governo do então candidato à presidência da república Luis Inácio Lula da Silva. Sérgio Gomes da Silva, que o acompanhava no momento do sequestro, foi denunciado pelo Ministério Público como mandante desse crime. Foi preso por um pequeno período, mas responde em liberdade, após obter habeas corpus do Supremo Tribunal Federal, sob a alegação de que não representa perigo para a sociedade.

Apesar de todas as evidências colhidas pelo MP que mostraram que o crime foi planejado e que há pelo menos um mandante, o Poder Judiciário ainda sequer decidiu se o julgamento deve ir a júri popular porque, segundo informações que obtivemos do MP, a última das testemunhas arroladas pela defesa de “Sombra” (conforme Sérgio é chamado pela imprensa e era conhecido nos meios petistas) ainda não foi ouvida, pois nunca é encontrada. Parece-nos que expedientes como esse e tantos outros são usados para que as tramitações legais se alonguem no tempo, de modo a tornar mais difícil sua solução. Leia o resto do artigo »

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