Postado em 14 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
O Viomundo observa:
Agaciel Maia era diretor do Senado desde 1995, certo? E agora acabam de descobrir 468 atos secretos iguais àqueles que quase custaram a cabeça do Sarney. Essa nova “safra” cobre os anos 1995-2000.
Perguntinha que qualquer estagiário de Jornalismo deveria fazer — não subestimando os estagiários: Ué, mas só descobriram o caos no Senado agora? Não tinha caos no Senado na época do ACM? Levaram 14 anos para descobrir o caos no Senado? Ou será que alguem iscou a mídia nesse assunto, conduziu-a pelas narinas como parte da campanha eleitoral de um dos candidatos a presidente? Como diz um amigo meu, levaram mais de uma década para descobrir que o Sarney é o Sarney. E ainda não descobriram que ACM foi ACM.
Postado em Política Brasileira | Sem Comentários »
Postado em 12 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Bem-humorado, o jornalista Paulo Henrique Amorim citou mais uma expressão que passará a utilizar no blog Conversa Afiada: o “PUM do PIG”, Programa Unificado da Mídia do Partido da Imprensa Golpista, expressão que utiliza para denunciar a atuação unificada dos grandes veículos de comunicação em torno de alguns objetivos.
Para o jornalista, o governo Lula cometeu um erro estratégico ao não criar bases institucionais para derrotar o “PIG”. O jornalista também defendeu a implementação de políticas públicas de estímulo aos veículos alternativos e considera que o avanço mais significativo na comunicação seja o trabalho de democratização do acesso à internet, embora lamente o engavetamento do projeto da Ancinav.
Paulo Henrique Amorim citou a descoberta de petróleo na camada de pré-sal como um dos motivos recentes de fúria da grande mídia e comparou a descoberta ao momento da campanha “O Petróleo é Nosso” e a situação política que levou ao suicídio de Getúlio. Leia mais no Conversa Afiada…
Postado em Conjuntura, Política Brasileira | Sem Comentários »
Postado em 12 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Fonte: Newsgroups.derkeiler
Auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) apurou o custo do apagão elétrico, produzido pelo governo tucano de FHC, para os brasileiros:
R$ 45,2 bilhões!
Esse foi o valor retirado diretamente do bolso dos brasileiros através do impacto nas tarifas e através do Tesouro Nacional.
O valor é suficiente para a construção de 6 usinas hidrelétricas do porte de Jirau, uma das maiores em construção.
Não foi incluído no cálculo as perdas indiretas como desacelaração do crescimento econômico (PIB), inibição de investimentos e de geração de empregos.
O apagão ocorreu em 2001 e continuou afetando diretamente a atividade econômica até 2002. O estado mínimo tucano saiu bem mais caro, do que se houvesse, na época, planejamento e investimento estatal.
Postado em Destaques da Semana, Haverá outro APAGÃO?, Política Brasileira | Sem Comentários »
Postado em 11 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Por Mauricio Dias
Fonte: Carta Capital
A instalação da CPI da Petrobras tem combustível suficiente para levar os conflitos no Senado muito mais longe do que foram até agora. E é mesmo possível que ninguém saia incólume do confronto. Há estoques de problemas e explicações a serem dadas para todos os gostos e tamanhos. No presente e no passado.
Foram fartos em recursos da estatal, por exemplo, os programas desenvolvidos pelo Comunidade Solidária, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, que era presidido pela primeira-dama, Ruth Cardoso. Nem por isso se deve, em princípio, levantar suspeitas de relações espúrias. Mas há problemas diversos nas prestações de contas.
Há também registro de trabalhos remunerados feitos por Luciana Cardoso, filha do então presidente, prontamente aprovados e pagos. Mas que problema haveria nisso se o que a filha do presidente propôs, executou e comprovou atendia aos interesses da empresa estatal? Leia o resto do artigo »
Postado em Conjuntura, O que deu na Imprensa, Política Brasileira | Sem Comentários »
Postado em 11 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Fonte: Câmara dos Deputados
A CPI da Aneel, que vai investigar a política tarifária para o setor de energia elétrica, realiza hoje sua primeira audiência. Serão ouvidos o contador Ronaldo da Silva de Abreu e o economista Gustavo Antônio Galvão dos Santos, co-autores de artigo sobre o setor elétrico brasileiro, publicado na Revista do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
No artigo, os dois servidores do BNDES afirmam que o sistema elétrico brasileiro é um dos sistemas mais confiáveis e de mais baixo custo operacional e ambiental do mundo. Eles demonstram, no entanto, que, depois das privatizações, a tarifa se tornou uma das mais caras do mundo. A privatização do sistema, segundo eles, aumentou os custos desnecessários e tornou o sistema menos confiável.
Eles defendem o retorno do sistema de remuneração pelo custo e do gerenciamento e planejamento do sistema pela Eletrobrás. A audiência está marcada para as 14 horas no plenário 11.
Postado em Conjuntura, Política Brasileira | 1 Comentário »
Postado em 7 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Por Luís Nassif
Há uma discussão retórica em torno do câmbio. No pano de fundo, estão dois modelos de desenvolvimento, beneficiando grupos distintos. O que importa para a discussão é saber qual modelo é mais adequado para o país como um todo.
No modelo livre-cambista, deixa-se a porteira aberta para a entrada e saída de capitais. Beneficia os detentores desses capitais internacionais – a maior parte dos quais capital brasileiro que saiu do país por diversas vias, inclusive por doleiros.
O principal argumento dos defensores desse modelo é que o Brasil não teria poupança interna suficiente para investir, necessitando assim de recursos externos.
É argumento capcioso por diversos motivos. O primeiro deles é que o capital de investimento, de fato, aquele que traz indústrias, moderniza a economia, não é de curto prazo. É um capital que aposta no longo prazo e não gosta de variações constantes do câmbio – como ocorre com economias expostas a esses fluxos de curto prazo. Portanto, os fluxos de curto prazo prejudicam a entrada de capitais de longo prazo. Leia mais…
Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Destaques da Semana, O que deu na Imprensa, Política Brasileira, Política Econômica | Sem Comentários »
Postado em 7 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Por Rodrigo L. Medeiros e Manuel S. Jaufe
Fonte: Monitor Mercantil (07/08/2009)
Causa certo espanto a defasagem da condução da política monetária brasileira em relação aos desdobramentos da crise financeira iniciada em Wall Street. Todos devem se recordar de que, no início de outubro passado, a partir de uma ação coordenada, seis dos principais bancos centrais do mundo realizaram cortes simultâneos nas taxas básicas de juros.
Posteriormente, foram realizados novos cortes individuais pelos bancos centrais das economias industrializadas. Para a grande maioria dos casos, as taxas básicas de juros foram reduzidas ao patamar próximo de zero. Estímulos fiscais foram introduzidos no final de 2008 para conter a contração violenta das atividades econômicas inclusive no Brasil. Keynes foi redescoberto pela prática política.
Remando em sentido contrário, o Banco Central do Brasil (BCB) elevou a taxa básica de juros da economia no primeiro momento da crise, seguindo as expectativas pessimistas do mercado financeiro expressas no relatório de mercado Focus. Efeitos se fizeram sentir no câmbio e no balanço de pagamentos. Ao invés de influenciar positivamente as expectativas do mercado, o BCB replicou na prática as expectativas do mesmo. O mercado financeiro falava “em pressões de demanda” no início da crise financeira. Leia o resto do artigo »
Postado em Destaques da Semana, O que deu na Imprensa, Política Brasileira, Política Econômica, Rodrigo Medeiros | 1 Comentário »
Postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Por Marcio Holland
Fonte: Valor Econômico (05/08/2009)
O Brasil é um país de renda per capita média, de acordo com a generosa classificação do Banco Mundial. Mesmo sendo a nona economia industrial do mundo, ainda produz pouco menos de 2% do PIB mundial e contribui com menos de 1,5% do comércio mundial. Mais do que isso, mesmo com uma pauta de exportações razoavelmente diversificada se comparada com a de outras economias da América do Sul, o Brasil é basicamente um exportador de commodities. Exportamos muito do mesmo, cada vez mais do mesmo. Até quando crescemos nosso comércio mundial, estamos lá exportando cada vez mais do mesmo. Somos definitivamente uma economia pequena e pobre. Nada de ilusões.
Para se ter uma ideia, em 1990, quando o Brasil exportava pouco mais de 2% do total exportado para a China, 45% de tais exportações eram de produtos primários e baseados em recursos naturais. Hoje em dia, mandamos para a China, nosso principal parceiro comercial individual, mais de 85% destes mesmos produtos. Quase nada de produtos manufaturados e de média e alta tecnologia. Cada vez menos destes para Estados Unidos e Europa. Aos nossos produtos manufaturados e de média e alta tecnologia restam ainda nossos vizinhos sul-americanos. Os chineses, ao contrário, inundam o mundo como o maior exportador mundial, lado a lado com a poderosa Alemanha, com produtos predominantemente de alta tecnologia. A China é hoje muito mais um retrato de nossa maldição de recursos naturais do que de oportunidades de negócios. Leia o resto do artigo »
Postado em Desenvolvimento, Destaques da Semana, O que deu na Imprensa, Política Brasileira, Política Econômica, política industrial | Sem Comentários »