Postado em 11 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Por Rolf Kuntz
Artigo publicado no “Estado de SP” e disponibilizado pelo JC:
A maior bolha da economia brasileira continua sendo a dos mitos sobre educação. Na semana passada o economista americano Paul Krugman, falando em São Paulo, atiçou discussões ao contestar a imagem do Brasil como nova potência global. Não desinflou essa imagem, mas criou uma boa marola e ganhou resposta do ministro da Fazenda. Os brasileiros preocupados com o médio e o longo prazos deveriam gastar menos tempo com esse tipo de conversa e dar maior atenção a comentários como os do escritor Nicholas Carr, especialista em tecnologia da informação, publicados por Ethevaldo Siqueira em sua coluna dominical no Estado. Foi provavelmente a entrevista mais interessante nos jornais dos últimos dias.
Como Krugman, Carr esteve em São Paulo na semana passada, mas sua visita só foi notada por quem se ocupa da tecnologia da informação. Ethevaldo Siqueira o entrevistou e abriu a coluna com a declaração mais quente. Vale a pena repeti-la: “Não há nenhuma prova de que o uso de computadores na escola primária melhore a qualidade da educação, assim como não há nenhum fundamento na ideia tantas vezes divulgada de que o projeto denominado Um Laptop por Criança possa fazer uma revolução no ensino. É puro modismo.” Leia o resto do artigo »
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Postado em 10 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Por José Paulo Kupfer (blog)
O PIB do terceiro trimestre veio abaixo do esperado. Na verdade, veio bem abaixo. A expectativa, inclusive a declarada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, era de cerca de 2%. Veio 1,3%. A diferença, que é forte, fica clara quando se calcula a taxa anualizada – a nova moda, no Brasil. De uma projeção de crescimento de 8% anualizados, fica-se com 5,3%.
O mais importante talvez não seja isso. Junto com os resultados do terceiro trimestre, veio a revisão dos números do segundo trimestre. E aqui a coisa foi pesada. Para baixo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 10 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Por Luís Nassif
Não vai dar certo. Lembra a história dos dois burricos na estrada, cada qual querendo comer tufos de grama de cada lado da pista.
O Banco Central prossegue intrépido em sua política de manter juros acima das taxas internacionais, não atuar contra a apreciação do real, permitindo a ampliação do déficit externo.
Para contrabalançar, a Fazenda toma medidas de desoneração de investimentos, amplia o capital do BNDES, acelerando o crescimento econômico – que já tem uma previsão robusta para 2010.
O resultado é óbvio. Mais crescimento implica mais mais importações. Mesmo com o câmbio no lugar certo, implicaria menos exportações – sempre que a economia cresce, parte das exportações é direcionada para o mercado externo. Com o câmbio no lugar errado, ampliará o rombo nas contas externas. Leia o resto do artigo »
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Postado em 9 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Indicadores de corrupção utilizados pelos principais institutos internacionais mostram que, nos últimos dez anos, o Brasil não conseguiu melhorar seu desempenho nesse quesito. Em algumas pesquisas, inclusive, a realidade brasileira piorou no período. Clique aqui para ler mais na BBC Brasil.
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Postado em 8 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Depois de uma queda significativa no início do ano, a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não para de subir e já encosta no recorde da série histórica da pesquisa CNI-Ibope. Leia mais na BBC Brasil.
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Postado em 4 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Por Luiz Gonzaga Belluzzo
O artigo de Cesar Benjamim sobre o filme Lula, o Filho do Brasil, publicado na Folha de S. Paulo em 27 de novembro, caiu na armadilha de transformar a crítica política em character assassination.
O leitor há de concordar que a prática não escasseia nas mídias contemporâneas. Seja como for, o artigo de Benjamim suscitou uma controvérsia que envolveu o “grande jornalismo” e seus “inimigos” abrigados nos blogs da internet. Com exceções honrosas, graças aos céus não tão raras, o debate foi dominado por argumentos ad hominem, num jogo de espelhos em que os defensores do bom jornalismo começam por violar as regras recomendadas ao adversário ou “inimigo”. Em alguns cantos e tantos recantos, Benjamim foi massacrado impiedosamente, numa retorsão que só abastarda o padrão já miserável em que se desenvolveu a contenda.
Talvez Paul Virilio, importante pensador francês da atualidade, tenha exagerado ao observar que, na moderna sociedade capitalista de massas, a mídia é o único poder que tem a prerrogativa de editar suas próprias leis, ao mesmo tempo que sustenta a pretensão de não se submeter a nenhuma outra. Digo talvez, porque essa convicção tornou-se ainda mais agressiva e generalizada com o desenvolvimento das novas mídias, espaço em que o anonimato e a inexistência de regras criaram uma “sociedade” hobbesiana. Nela, a loucura do sonho iluminista da liberdade guiada pela razão é superada pela realidade do pesadelo da liberdade da loucura, uma aventura da desrazão. Clique aqui para ler o artigo na CartaCapital.
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Postado em 3 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Empresários, acadêmicos, governo e dirigentes da indústria discutem maneiras de ampliar investimento em novos produtos e processos
Fonte: Jornal da Ciência
Cientistas, empresários e governos tentam chegar a um consenso em torno de metas mais realistas para o progresso da inovação na indústria brasileira. Todos reconhecem ter havido, desde 2004, com a edição de novas leis federais de incentivo, importantes avanços no fomento da pesquisa e do desenvolvimento de produtos e processos inovadores. Apesar disso, ainda consideram insuficiente o volume de investimentos diante da crescente competição pós-crise mundial.
Segundo especialistas ouvidos pelo Brasil Econômico, a melhora desse indicador requer maior sintonia entre projetos privados e contrapartidas fiscais do setor público. Leia o resto do artigo »
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Postado em 2 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Por CÉSAR BENJAMIN
Da Folha (02/12/09):
DEIXO de lado os insultos e as versões fantasiosas sobre os “verdadeiros motivos” do meu artigo “Os Filhos do Brasil”. Creio, porém, que devo esclarecer uma indagação legítima: “por quê?”, ou, em forma um pouco expandida, “por que agora?”. A rigor, a resposta já está no artigo, mas de forma concisa. Eu a reitero: o motivo é o filme, o contexto que o cerca e o que ele sinaliza.
Há meses a Presidência da República acompanha e participa da produção desse filme, financiado por grandes empresas que mantêm contratos com o governo federal.
Antes de finalizado, ele foi analisado por especialistas em marketing, que propuseram ajustes para torná-lo mais emotivo.
O timing do lançamento foi calculado para que ele gire pelo Brasil durante o ano eleitoral. Recursos oriundos do imposto sindical -ou seja, recolhidos por imposição do Estado- estão sendo mobilizados para comprar e distribuir gratuitamente milhares de ingressos. Reativam-se salas pelo interior do país e fala-se na montagem de cines volantes para percorrerem localidades que não têm esses espaços. O objetivo é que o filme seja visto por cerca de 5 milhões de pessoas, principalmente pobres. Leia o resto do artigo »
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