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Blog do Desemprego Zero

Petrobras vai usar o pré-sal para fazer política industrial

Postado em 19 dEurope/London abril dEurope/London 2009

Infraestrutura: Conteúdo nacional do setor, hoje de 65%, aumentará, diz Guilherme Estrella, diretor da estatal

Por Cláudia Schüffner

A Petrobras vai incentivar a participação de empresas nacionais no negócio de petróleo no Brasil. Com o volume enorme de produção garantido nos campos da área de Tupi, na bacia de Santos, as encomendas vão ganhar escala. E o conteúdo nacional, hoje de 65%, também terá de aumentar, diz o geólogo Guilherme Estrella, diretor de Exploração e Produção da Petrobras. Ele comanda o maior orçamento – a área que “fura poço e acha petróleo”, nas palavras do ex-presidente da Câmara, Severino Cavalcanti – da estatal, com US$ 92 bilhões previstos até 2013. “O pré-sal veio dar escala para substituirmos importações”, disse Estrella ao Valor.

Ele cita como exemplo hipotético (e frisa que não é uma previsão) a construção de 50 plataformas para o pré-sal, cada uma com necessidade de consumo de 100 MW e que precisam, portanto, ter capacidade de gerar essa oferta e o fariam a partir de quatro turbinas. Nesse caso, seriam necessárias 200 turbinas para essas unidades funcionarem em alto mar, todas importadas. “Não vai ser possível recebermos, fabricada no exterior, a duocentésima turbina. É preciso fazer parcerias estratégicas com fornecedores estrangeiros para que assumam a construção no Brasil”, explica. Leia o resto do artigo »

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Anadarko prevê investir mais US$ 100 milhões

Postado em 26 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Publicado em: Valor Econômico
Por: Cláudia Schüffner

O pré-sal brasileiro não tem trazido alegrias apenas para a Petrobras e seus sócios no pólo de Tupi, na bacia de Santos. O executivo James Hackett, presidente-executivo e do conselho de administração da Anadarko Petroleum, vê com satisfação as perspectivas da companhia no Brasil. Sozinha ou com parceiros, a empresa dirigida por Hackett tem sete blocos no pré-sal das bacias de Campos e Espírito Santo, com potencial de abrigar um bilhão de barris de petróleo. Nada mal para uma companhia que fechou 2007 com reservas confirmadas de 2,4 bilhões de barris de petróleo e gás.

“Estamos muito animados sobre o nosso futuro aqui, temos cinco a seis poços exploratórios a serem perfurados em sete blocos”, disse na sexta-feira, quando recebeu o Valor na sede da empresa no Rio. Em 2008, a Anadarko, uma das grandes companhias “independentes” de petróleo recebeu da StatoilHydro US$ 1,4 bilhão em receitas líquidas pós-impostos por sua fatia de 50% no campo de Peregrino, na bacia de Campos. A venda afetou os planos de ampliação do quadro de pessoal que estavam em curso e contribuiu para a volta, em breve, do ex-presidente no país, Kurt McCaslin, para os EUA. Ele dá lugar a Roberto Abib, que assumiu o cargo semana passada.

O dinheiro será investido em projetos de águas profundas em Gana, na África, e no golfo do México. Para o Brasil, estão previstos US$ 100 milhões em 2009, mesmo valor investido em 2008, elevando para meio bilhão de dólares os desembolsos da companhia no país em 10 anos. Claudio de Araújo, diretor executivo da Anadarko, ressalta que esse valor não inclui os custos de deslocamento da sonda de perfuração Deepwater Millenium para a costa brasileira. Hackett diz que não se trata de transferência de dinheiro mas uma operação normal na indústria.

“Temos ciclos, colocamos dinheiro e tiramos. No caso do Brasil mesmo que quiséssemos investir US$ 1,4 bilhão aqui não poderíamos. Não temos onde aplicar esse dinheiro pois não temos áreas novas. Ainda precisamos explorar as áreas que temos, perfurar poços que estão em águas profundas e as sondas para esse tipo de atividade são uma dificuldade. O dinheiro que vai para Gana e EUA vai voltar para a empresa e vamos trazê-lo de volta quando começarmos a desenvolver a produção de nossas reservas. À medida que surgirem oportunidades, dinheiro não será problema”, diz Hackett. A Anadarko tem pouco mais de US$ 5 bilhões em caixa. Leia o resto do artigo »

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Governo quer hipotecar o pré-sal?

Postado em 2 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Fonte: Agência Petroleira de Notícias

Dois parágrafos retirados de matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo, em 23/9* (transcrição abaixo), foram interpretados como profundamente ameaçadores pela economista Ceci Juruá e pelo engenheiro Paulo Metri, sobre o futuro do pré-sal e da própria nação brasileira. A Comissão Interministerial que prepara projeto para ser encaminhado ao Congresso Nacional, visando definir as regras para a exploração do petróleo localizado nos campos do pré-sal, sugere a emissão de títulos com lastro nas reservas.

Quais são os complicadores? O argumento para justificar a transformação dessas reservas em títulos e colocá-los à venda é o mesmo de sempre: o governo alega não ter dinheiro. Ficam no ar as perguntas: o governo estaria querendo hipotecar o pré-sal? O valor dos títulos emitidos com lastro nas reservas ficaria ao sabor de mercado? Quem compraria esses títulos?

Sobre a alegada falta de dinheiro, a economista Ceci Juruá constata:

1) Não acredito que a Petrobrás não tenha crédito junto ao sistema bancário nacional e internacional para financiar a exploração do pré-sal; 2)   Não acredito que os fundos de pensão não tenham recursos para comprar debêntures da Petrobrás, com correção monetária e juros garantidos de 6 ou 7% ao ano (juros reais); 3) Não acredito que o BNDES não possa financiar em parte esses investimentos, em vez de financiar multinacionais. Leia o resto do artigo »

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O Pré-Sal

Postado em 22 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Paulo Passarinho*

O assunto virou pauta permanente em rádios, revistas, jornais, telejornais e afins.

O presidente Lula, em mais um arroubo pseudonacionalista, declara que as reservas de petróleo descobertas na chamada área do pré-sal “são do povo brasileiro”. Mas, em seguida, já se emenda e acrescenta que haveria a possibilidade de exploração das reservas pelo capital estrangeiro.

Claro! Uma no cravo, outra na ferradura. Bem ao seu jeito.

Há quem afirme que ele já se definiu pela criação de uma nova estatal, para “cuidar do pré-sal”.

O problema é que agora será difícil conciliar os interesses estabelecidos em torno do negócio do petróleo. Depois da quebra do exercício do monopólio da União pela Petrobrás, no governo de FHC, os interesses privados, e estrangeiros, se impuseram. De lá para cá, o dito monopólio – mantido na Constituição – virou uma quimera.

A atual Lei do Petróleo (nº 9478/97), em seu artigo 3º, garante que “pertencem à União os depósitos de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos existentes no território nacional, nele compreendidos a parte terrestre, o mar territorial, a plataforma continental e a zona econômica exclusiva”. O artigo 4º acrescenta que da pesquisa e lavra das jazidas de petróleo e gás, até o refino, importação e exportação, e transportes dos mesmos, tudo é monopólio da União.

Porém, bem ao estilo de nossas tradições formalistas e ambíguas, já no artigo 5º da mesma Lei é definido que “as atividades econômicas de que trata o artigo anterior (…) poderão ser exercidas, mediante concessão ou autorização, por empresas constituídas sob leis brasileiras, com sede e administração no país”.

O artigo 21 volta a falar do monopólio da União, mas para colocar toda a administração da coisa nas mãos da ANP – A Agência Nacional do Petróleo. E o artigo 23 define que as atividades de exploração, desenvolvimento e produção do petróleo e gás natural serão exercidas mediante contratos de concessão.

Como golpe de misericórdia – ou de esperteza, dos interesses privados – o artigo 26 confere ao concessionário a propriedade do petróleo e gás produzidos. Leia o resto do artigo »

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Petrobrás e meio ambiente: muito discurso e pouca ação

Postado em 19 dEurope/London agosto dEurope/London 2008


Fonte: Jornal Surgente – Sindipetro-RJ

Agência Petroleira de Notícias

Por mais que a Petrobrás alardeie sua postura de responsabilidade social e ambiental, os fatos concretos demonstram que a empresa ainda deixa muito a desejar nesse sentido. Além de pouco investir em projetos ambientais e destinar a maior parte dos recursos a Organizações Não Governamentais e não a políticas públicas, a Petrobrás financia agora um projeto para a Baía de Guanabara, a dragagem do Canal do Cunha, amplamente questionado por especialistas e movimentos sociais.

Uma série de profissionais, entidades e movimentos sociais realizaram no último dia 2/8 o Seminário Popular sobre a Despoluição Integrada do Canal do Cunha e a Preservação da Serra da Misericórdia – Baía de Guanabara, que discutiu os principais projetos e obras prometidas para a região. Um dos temas do evento foi justamente o projeto de dragagem do Canal do Cunha, elaborado em 1997 como parte do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara. Inicialmente orçado pelo governo do estado entre R$ 40 e 60 milhões, o projeto sofreu um inchamento orçamentário e atualmente está na casa dos R$ 200 milhões. Leia o resto do artigo »

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Polêmicas da semana:Bovespa, Mitsubishi, Governador do Maranhão, Propaganda Eleitoral, Daniel Dantas, Petrobras, Molon, Tata Motors

Postado em 18 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Beatriz Diniz e Katia AlvesEconomia

  • Bovespa – O índice Bopvespa traz como novidadde da sua próxima edição as ações da Redecard e Bovespa Holding. Clique aqui para ler mais
  • Mitsubishi – Mitsubishi é convocada para substituição de um componente de freio, problema que siginifica risco para a saúde e segurança dos usuários. Clique aqui para ler mais
  • Tata Motors – O grupo de automóveis indiano Tata Motors ameaçou nesta sexta-feira não fabricar mais o Nano, o carro mais barato do mundo, em Bengala ocidental (leste da Índia) se as manifestações contra sua fábrica continuarem. Para ler mais clique aqui
  • Petrobras – Por pressão do Planalto, a Petrobras voltou atrás num negócio estimado em US$ 150 milhões: a venda de parte de uma mina de silvinita, da qual se extrai o potássio, para a empresa canadense Falcon. A jazida se localiza no município de Nova Olinda do Norte, no Amazonas. A informação foi confirmada ao Estado por três ministros. Para ler mais clique aqui

Política

  • Governador do Maranhão – O governador maranhense Jackson Lago do PDT está sob suspeita de ter sido beneficiado pela máquina pública para eleger-se em 2006. Clique aqui para ler mais
  • Propaganda Eleitoral – Começa nesta terça-feira 19 de agosto a propaganda eleitoral gratuita no rádio e televisão. Clique auqi para ler mais
  • Daniel Dantas – Dantas ao depor na última quarta-feira na CPI dos grampos se contradiz em algumas de suas prórias declarações. Clique aqui para ler mais
  • “vagabundo” – As eleições municipais da capital uniram o prefeito Gilberto Kassab (DEM) ao homem que ele expulsou aos gritos de “vagabundo” de um posto de saúde em fevereiro de 2007. O publicitário Kaiser Paiva Celestino da Silva, 48, protagonista da cena mais explosiva da vida política do democrata, é candidato a vereador por uma sigla que apóia o prefeito nas eleições majoritárias da capital, o PSC (Partido Social Cristão). Para ler mais clique aqui
  • Molon – O candidato do PT à prefeitura do Rio, Alessandro Molon, criticou,  durante sabatina do Grupo Estado, o envio de tropas federais para o Rio, para garantir a segurança nas eleições de outubro. “Pedido sobre as Forças é exatamente a melhor tradução do fracasso da segurança estadual. Para ler mais clique aqui
  • Leia mais polêmicas:

Polêmicas da semana passada

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Governo tira monopólio de campo de petróleo da Petrobras

Postado em 11 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por: Luciana Sergeiro

O governo Lula decidiu não entregar à Petrobras todas as áreas da camada do pré-sal que ainda serão leiloadas. Os motivos alegados pelo governo são a participação de capital privado na Petrobras e o risco da empresa tornar-se poderosa demais. Para acabar com o temor, discute-se a criação de uma empresa puramente estatal para gerir as áreas dos megacampos.

Publicado em: Folha Online

Embora o governo Lula ainda não tenha posição final sobre as regras para explorar os novos megacampos de petróleo na costa brasileira, já decidiu que não deve entregar à Petrobras todas as áreas da camada do pré-sal que ainda serão leiloadas. A informação é da reportagem de Valdo Cruz publicada na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Os motivos alegados no governo são a participação de capital privado na Petrobras e o risco de a empresa tornar-se poderosa demais. Teme-se o “efeito PDVSA” –no qual diretores da petrolífera venezuelana participaram de articulações golpistas contra Hugo Chávez.

Nas reuniões sobre o tema foi destacado que esse risco não existe, pois o atual presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, é totalmente afinado com o governo. O risco estaria no médio e no longo prazos. “Hoje, a Petrobras já é um outro país. Felizmente, um país amigo”, afirmou um ministro que acompanha os estudos.

Para acabar com o temor, discute-se, entre outras propostas, a criação de uma empresa puramente estatal para gerir as áreas dos megacampos, que contrataria outras petrolíferas para a exploração. Essa é a alternativa que conta com mais simpatia no governo. A aprovação do novo modelo pelo Legislativo deve ocorrer só em 2009. Leia o resto do artigo »

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Petrobras acha mais petróleo no mar do Rio

Postado em 8 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por: Luciana Sergeiro

A Petrobras informou ter descoberto mais óleo em um novo poço perfurado na área próxima a Tupi. O óleo é leve, de boa qualidade. O novo poço foi denominado de Iara e está em área menor do que Tupi, a 230 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro. Com o anúncio de Iara, já são nove descobertas no pré-sal, entre as quais as áreas de Júpiter, Bem-Te-Vi, Guará e Carioca.

Publicado em: JB Online

Poço Iara, a 250 km da costa, tem óleo de boa qualidade

A Petrobras informou ontem ter descoberto mais óleo em um novo poço perfurado na área próxima a Tupi, no bloco BM-S-11, na camada pré-sal. Segundo a companhia, o óleo é leve, de boa qualidade, com densidade em torno de 30º API (American Petroleum Institute). Quanto mais alto o grau, mais aproveitável é o óleo – a escala API vai até 50º.

O bloco é composto por duas áreas exploratórias. A maior delas foi informalmente chamada de Tupi, cuja descoberta havia sido anunciada em julho de 2006, mas a estimativa de reservas entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris só foi confirmada no final de 2007.

O novo poço foi denominado de Iara e está em área menor do que Tupi, a 230 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro. O óleo foi encontrado em reservatórios a 5.600 metros de profundidade. A Petrobras continua fazendo perfurações no local, e não deu estimativas de reservas.

A empresa detém 65% do bloco, e tem como sócios o grupo britânico British Gás, com 25%, e a portuguesa Galp Energia, com 10%. Leia o resto do artigo »

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