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Blog do Desemprego Zero

Finalizar incondicionalmente bloqueio a Cuba é a prova de fogo de Obama nas Américas

Postado em 17 dEurope/London abril dEurope/London 2009

Fonte: Correio da Cidadania 

Por Atilio A. Boron*     

A iminente cúpula das Américas colocará à prova a seriedade das palavras pronunciadas por Joseph Biden na “Cúpula do Progressismo”, sediada em Viña del Mar, em finais de março. Nesta oportunidade, o vice-presidente dos Estados Unidos disse que “acabou a época em que dávamos ordens”. O curioso é que, em que pese as tão promissoras palavras, Biden foi muito enfático ao afirmar que continuaria o bloqueio contra Cuba, próximo de cumprir meio século de vida. Como conciliar ambas as colocações? A Casa Branca diz, por meio de seu qualificado porta-voz, que deseja instalar na região um clima de diálogo, respeito e compreensão; mas, simultaneamente, revela que não está disposta a pôr fim a um bloqueio criminoso e ilegal que recebeu o repúdio universal há décadas. Qual dessas duas afirmações representa a política de Barack Obama para nossa região?  

Com sua enigmática declaração, Biden fortalece a impressão de que a administração Obama não parece muito preocupada em se diferenciar de seu antecessor. As grandes orientações da política externa de George W. Bush gozam de muito boa saúde nas duas áreas estratégicas da Casa Branca: guerra e economia. Na primeira, tendo não só ratificado em seu cargo o falcão Robert Gates como secretário de Defesa, mas também reforçando a presença militar estadunidense no Afeganistão e Paquistão, enquanto que a prolongada estadia de suas tropas no Iraque parece destinada a converter esse sofrido país num eterno enclave neocolonial norte-americano. No tocante à economia, a equipe de assessores e especialistas selecionada por Obama reúne os cérebros que conceberam e levaram à prática a radical desregulamentação do sistema financeiro dos anos 90, causadora da fenomenal explosão da bolha especulativa no verão boreal de 2008. O que se sabe de gente como Robert Rubin, Lawrence Summers, Timothy Geithner e Paul Volcker é que lhes caracteriza uma irredutível fidelidade ao neoliberalismo e aos interesses que este representa: o capital financeiro e os gigantescos oligopólios norte-americanos. Leia o resto do artigo »

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“My Man”

Postado em 16 dEurope/London abril dEurope/London 2009

Por Paulo Passarinho

Obama, o presidente dos Estados Unidos, ao chamar Lula de “meu chapa”, em meio a outras referências pessoalmente simpáticas ao nosso presidente, talvez tenha revelado, em termos políticos, um significado do que representa, hoje, o ex-operário e ex-sindicalista, no mundo da política hegemonizada pelas grandes potências.

São notórias as dificuldades em que se encontram os países líderes da Europa, o Japão e a superpotência norte-americana. A crise econômica que assola o mundo capitalista superdesenvolvido já apresenta desdobramentos inevitáveis, em termos sociais e políticos. Esforços têm sido feitos por esses países, em ações coordenadas pelos seus respectivos bancos centrais, desde o segundo semestre de 2007, para estancar uma crise que está muito longe de ser meramente uma deformação da conduta de bancos e financeiras, ou de executivos acostumados a orientar a maquiagem dos balanços das instituições que dirigem.

As populações desses ditos países do primeiro mundo possuem uma consciência de seus direitos como cidadãos, que obriga a própria direita desses países a respostas que não podem e não devem implicar retrocessos que ameacem conquistas que se consolidaram nas últimas décadas, mesmo levando-se em conta as experiências de natureza neoliberal. Leia o resto do artigo »

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LULA, OBAMA E O PRÉ-SAL

Postado em 14 dEurope/London março dEurope/London 2009

Por Emanuel Cancella (*)

Lula vai ter seu primeiro encontro com Barack Obama neste sábado, 14/3, na Casa Branca. O tema principal desse encontro, apesar das evasivas, vai ser o petróleo e gás. Esperamos que Lula defenda nossos interesses com altivez.

A Petrobrás, de forma pioneira, descobriu petróleo e gás em território brasileiro na camada conhecida como pré-sal, na ordem de 100 a 300 bilhões de barris. Esses são os números anunciados por Sergio Gabrielli, o presidente da estatal, de forma oficiosa internamente na companhia. Para reforçar esta informação, um dos mais antigos e importantes geólogos da Petrobrás , Celso Fernando Lucchesi, há cerca de um ano, já falava aos sindicalistas petroleiros nesses números.

Com essas reservas se confirmando, poderíamos até passar do 16º ao primeiro lugar no ranking mundial ultrapassando a Arábia Saudita que possui 261,8 bilhões de barris, lembrando que a Venezuela possui 77,7 bilhões de barris sendo a sexta colocada. Esses números colocam a Petrobrás como a mais importante petroleira do planeta. Leia o resto do artigo »

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Obama começa a mostrar a que veio…

Postado em 27 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Em seu último discurso definiu um conjunto de medidas que simbolizam um reencontro do governo norte-americano com a responsabilidade social e global.

O período de financerização, que ora se encerra, era fundado na defesa intransigente do corte de benefícios sociais, na redução de impostos para os mais ricos, na suposição de que esses recursos ajudariam a aumentar investimentos, empregos resultando em benefícios para todos.

Essa utopia terminou em uma crise que, provavelmente, será mais aguda que a de 1929. Repete-se o mesmo ciclo do período rooseveltiano, em que a política retomar o poder das mãos das finanças e promove um reencontro com as aspirações do cidadão comum.

Leia mais em Luís Nassif

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Obama não é Lula…

Postado em 27 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Paulo Henrique AmorimPH Amorim

Saiu no Financial Times sobre o discurso de Obama, o “Estado da União”, no Congresso, cujo tema foi “a América vai sair dessa ainda mais forte!”:

“O discurso foi mais reaganesco do que uma simples manifestação de otimismo. Reagan mudou o paradigma da política americana ao dizer acabou a era do Estado grande”.

Obama também pretende mudar o paradigma, quando diz “chegou o dia do acerto de contas”, e “está na hora de assumir o controle do futuro”.

Acabou a era do neoliberalismo. Se Pinochet (o dos “Chicago Boys”), Thatcher, Reagan e Fernando Henrique – nessa ordem cronológica e de relevância histórica – merecem ser enterrados no mesmo buraco em que afundou o Muro de Berlim – a imagem é de Arianna Huffington -  chegou a vez de o Estado intervir para tirar a economia da crise.

Acabou a Era do Estado Pequeno, diria Reagan.

Ou, como diria um reaganesco: precisamos tornar o Estado tão pequeno que seja possível afogá-lo numa banheira …

Obama não saiu do trilho desde que chegou.

O que ele faz está lá, na campanha.

Ele não lançou nenhuma “Carta aos Brasileiros”, para poder ser engolido pelos neoliberais.

Pesquisa do New York Times e da CBS mostra que a popularidade de Obama está em 77%.

A pesquisa do Washington Post e da ABC mostra que a popularidade do Obama está em 68% (maior do que a Reagan, neste momento do mandato).

Mas, isso, caro amigo navegante, é porque os americanos não leem o PiG (*).

Porque o PiG (*) e seus colonistas (**)  adotaram duas atitudes em relação ao Governo Obama: 1) não levam Obama a sério, como a Miriam Leitão, que acha que ele está mais para bloco sujo do que para escola de samba; ou 2) pintam a crise americana com um alarme e um desespero que não se encontra na imprensa americana.

Na tentativa desesperada de derrubar o presidente Lula, o PiG tentou fazer com que o camarote do Presidente Lula na Sapucaí caísse sob o peso da queda das ações do Citibank.

Em tempo: quem foi ovacionado no Sambódromo de São Paulo foram Zé Pedágio e Gilberto Taxab. Como diz o Conversa Afiada: é mais fácil o Vesgo do Pânico ser Presidente da República do que o Zé Pedágio. E se continuar assim, ele não se re-elege governador de São Paulo. Vai ser o editorialista (de todos os assuntos) da Folha (***)

Em tempo 2: Obama mandou rever todos os contratos de empreiteiros americanos no Iraque. É como se o Zé Pedágio – se fosse o que o PiG diz que ele é – revisse o contrato dos empreiteiros que a abriram a cratera do metrô. Leia o resto do artigo »

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Obama piscou…

Postado em 11 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Por Luís Nassif

A sinuca de Barack Obama é a mesma que acomete todos os governantes em períodos de crise sistêmica, radical. Acaba um ciclo. Setores líderes do ciclo que se encerra ficam inviáveis, mas conservam o poder político. Tem que se partir para o ciclo seguinte, mas esses setores ficam pairando como lastro de balão, impedindo o nascimento do novo ciclo.

No caso norte-americano, o problema é o sistema financeiro, os chamados bancos-zumbis, que quebraram com a crise. Eles estão empanturrados de derivativos tóxicos e de créditos de difícil recebimento.

Haveria dois caminhos para solucionar o problema.

O correto seguiria o modelo do nosso PROER. Esta semana o Luiz Carlos Mendonça de Barros escreveu um artigo didático na Folha sobre o modelo.

Em vez de criar um “bad bank” para comprar os títulos podres dos bancos-zumbis, o governo americano deveria criar um banco para comprar os ativos sadios desses bancos.

É o modelo universalmente consagrado de compra de empresas quebradas. Separa-se a parte boa e vende-se. Com os recursos apurados, cobre-se parte do rombo. Se a parte podre for maior, ou os controladores aportam novos recursos ou simplesmente o banco restante vira pó.

Com isso, dos escombros dos bancos-zumbis nasceria um novo banco, imenso, estatal no início, mas que poderia ser privatizado depois (de acordo com as tradições americanas), com porte e condições de revascularizar o sistema de crédito norte-americano e global. Mas significaria também que os acionistas e controladores dos bancos quebrados morreriam com o mico.

Essa solução lógica esbarra no poder políticos dos zumbis e nas vinculações ideológicas das pessoas incumbidas de pensar o plano de salvação – quase todas ligadas ao mercado financeiro.

Assim, fica-se nessa história de limpar os bancos dos ativos tóxicos permitindo a salvação dos controladores e acionistas. Com isso, a crise se aprofunda agudamente. A insegurança continuará, os recursos envolvidos não resultarão na volta do crédito em um momento em que a economia mundial caminha para o estágio mais perigoso: a deflação de ativos (isto é, os preços dos ativos despencando e trazendo novos rombos para a estrutura de capital das empresas e dos bancos).

Infelizmente, Omaba piscou. Esses momentos de crise aguda exigem decisões de ruptura, não de contemporização.

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Ave, Mr. Obama!

Postado em 26 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Por Antonio Delfim Netto

Fonte: Carta Capital

O Brasil vive momentos de angústia. Depois de ter reencontrado há três anos o “espírito de desenvolvimento”, com melhor equilíbrio interno e externo, como mostra a tabela, vê a situação ameaçada por uma crise produzida nos centros financeiros mundiais.

É importante reconhecer que o sensível progresso se fez com a redução da taxa de pobreza absoluta e a melhora na distribuição de renda, que tornaram mais saudáveis as relações sociais. Que o progresso se deve à continuidade da política econômica, à responsabilidade fiscal, à forte aceleração da economia mundial e ao formidável aumento do comércio, particularmente depois da entrada da China na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Paradoxalmente, uma das forças que ajudaram a produzir essa aceleração global foi a mesma expansão da liquidez mundial, feita com instrumentos arriscadíssimos que o sistema financeiro inventou sob os olhos complacentes dos seus fiscais (bancos centrais, agências de risco e auditores independentes), e que produziu a crise atual. Hoje sabemos que a lambança dos agentes financeiros foi grande, que seus modelos ignoravam a possibilidade do risco sistêmico, que as autoridades monetárias nunca entenderam o que se passava e, pior, demoraram a descobrir o tamanho do problema que ajudaram a criar. Leia o resto do artigo »

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