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Blog do Desemprego Zero

O mito da redução do Estado

Postado em 5 dEurope/London outubro dEurope/London 2009

Por Luiz Gonzaga Belluzo

Publicado no Valor Econômico de 15/09/2009.

Na edição de segunda-feira, 14 de setembro, a “Folha de São Paulo” publicou entrevista com a “especialista em desenvolvimento” australiana Linda Weiss. Ela proclama que a “a redução do papel do Estado na economia sempre foi um mito”. Disso já sabia o celebrado historiador Fernand Braudel. Em sua obra maior, “Civilização Material e Capitalismo”, Braudel escreveu: “o erro mais grave (dos economistas ) é sustentar que o capitalismo é um sistema econômico… Não devemos nos enganar, o Estado e o Capital são companheiros inseparáveis, ontem como hoje.”

Em seu curso no College de France, oferecido entre 1978 e 1979, mais tarde publicado sob o título de “Nascimento da Biopolítica”, Michel Foucault cuidou de examinar as condições da governabilidade nas sociedades de mercado. A certa altura, Foucault concluiu que a teoria econômica move-se num vazio institucional e histórico, enquanto a vida econômica dos homens concretos se movimenta numa ordem social economicamente regulada pelo direito “com base na economia de mercado”. Não se trata de mercado ou Estado, senão de uma coisa e outra.

As reformas ditas liberalizantes não afastaram, de fato, o Estado da arena econômica, mas foram empreendidas, desde o crepúsculo dos anos 70 do século passado, com o propósito de mobilizar os recursos políticos e financeiros dos Estados Nacionais para fortalecer os respectivos sistemas empresariais envolvidos na concorrência global. Leia o resto do artigo »

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A esquerda é burra?

Postado em 4 dEurope/London setembro dEurope/London 2009

Tragicamente para FHC e seus aliados a frase de autoria do ex-presidente brasileiro mostrou-se errada em todos os seus significados desde a eleição de Lula até à crise do agora defunto (ressuscitará?) neoliberalismo.

Por Boaventura de Sousa Santos

A frase “a esquerda é burra” é de autoria de Fernando Henrique Cardoso (FHC), sociólogo de renome internacional e Presidente do Brasil entre 1995 e 2003. Ficou famosa pelo simplismo com que desqualificava os adversários das políticas neoliberais do seu governo. Curiosamente tais políticas desqualificavam tudo o que ele antes tinha escrito enquanto sociólogo, o que o levou a pronunciar outra frase que ficou igualmente famosa: “esqueçam tudo o que eu escrevi”. Leia mais…

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O Custo do Apagão de FHC dava para construir 6 hidrelétricas de Jirau

Postado em 12 dEurope/London agosto dEurope/London 2009

Fonte: Newsgroups.derkeiler

Auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) apurou o custo do apagão elétrico, produzido pelo governo tucano de FHC, para os brasileiros:

R$ 45,2 bilhões!

Esse foi o valor retirado diretamente do bolso dos brasileiros através do impacto nas tarifas e através do Tesouro Nacional.

O valor é suficiente para a construção de 6 usinas hidrelétricas do porte de Jirau, uma das maiores em construção.

Não foi incluído no cálculo as perdas indiretas como desacelaração do crescimento econômico (PIB), inibição de investimentos e de geração de empregos.

O apagão ocorreu em 2001 e continuou afetando diretamente a atividade econômica até 2002. O estado mínimo tucano saiu bem mais caro, do que se houvesse, na época, planejamento e investimento estatal.

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Os reconhecimentos a FHC

Postado em 8 dEurope/London julho dEurope/London 2009

Fonte: Blog do Emir Sader

Que cada um expresse aqui o reconhecimento que FHC pede.

Felizmente para a oposição, FHC não se contêm, não consegue recolher-se ao fim de carreira intelectual e política melancólicos que ele merece. E cada vez que fala, o apoio ao governo e a Lula aumentam.

Agora reaparece para reclamar que não se lhe dá os reconhecimentos que ele julga merecer. Carente de apoio popular, ele vai receber aqui os reconhecimentos que conquistou.

Em primeiro lugar, o reconhecimento das elites dominantes brasileiras por ter usado sua imagem para implementar o neoliberalismo no Brasil. Por ter afirmado que ia “virar a página do getulismo”. Por ter, do alto da sua suposta sapiência, dito a milhões de brasileiros que eles são “inimpregáveis”, que ele assim não governava para eles, que não tinham lugar no país que o tinha elegido e para quem ele governava. Leia o resto do artigo »

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Berlusconi, Míriam e o PiG (*), os últimos defensores do neoliberalismo

Postado em 30 dEurope/London março dEurope/London 2009

Paulo Henrique AmorimPH Amorim

As redes de televisão de Silvio Berlusconi, também conhecido como o Gilmar Dantas (segundo Ricardo Noblat) da Itália, repetem sem  interrupção o discurso do “Cavaliere” no ato de fundação do Partido da Liberdade (também conhecido como o “partido dele”).

. É a reunião dos partidos da maioria em torno de Silvio Berlusconi.

. Somados, esses partidos têm 47% do Congresso, contra 38% da oposição de esquerda.

. Berlusconi pregou um “reformismo liberal, burguês, popular, moderado, tradicional e inter-classista”.

. Ou seja, o Consenso de Washington com uma roupagem de demagogia.

. Interessante é que numa entrevista à CNN Europa, antes de ir ao Brasil e antes de receber os países do G20 em Londres, o primeiro ministro inglês Gordon Brown disse textualmente que “o Consenso de Washington morreu”.

. Ou seja, hoje no mundo dito civilizado existem três grupos que ainda  defendem o neoliberalismo do Consenso de Washington, tal qual Fernando Henrique Cardoso adotou no Brasil.

. São a Miriam Leitão, como símbolo e representacao máxima de pensamento neoliberal do PiG (*); os tucanos de Fernando Henrique; e provavelmente ainda alguns economistas que se reúnem ou se reuniram em torno do Banco Central.

. Quer dizer, ser neoliberal hoje é como visitar as ruínas de Pompéia…

. Mas, sabe como é, caro amigo navegante, no Brasil tudo pode …

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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Um tiro no pé

Postado em 28 dEurope/London março dEurope/London 2009

Por Cesar Benjamin

Fonte: Folha de S.Paulo, 21.3.2009.

QUANTO MAIS volátil se torna a riqueza, mais ela necessita de uma retaguarda segura. A especulação não poderia ter ido tão longe se o sistema internacional não contasse com o lastro dos títulos do Tesouro americano. Por outro lado, esses títulos não seriam tão importantes se as demais expressões da riqueza não tivessem assumido formas tão inseguras. Denominados em dólar, eles garantem o papel especial da moeda americana no mundo, como moeda de reserva. Assim, globalização financeira e hegemonia dos Estados Unidos tornaram-se faces de um mesmo processo, combinando, como sempre, riqueza e poder.

Mas a financeirização promoveu transformações estruturais na própria economia americana, crescentemente dominada por um novo tipo de gestão de negócios, a gestão de ativos líquidos. Movimentando-se com desenvoltura no espaço dos mercados de capitais, manejando portfólios muito diversificados, os gestores dessas grandes massas de recursos alteraram o modo como a economia funciona, capturando e abandonando empresas, sucessivamente, conforme as expectativas de rentabilidade no curto prazo. O impacto disso sobre a crise atual é tremendo.

Os acionistas controladores -frequentemente detendo uma quantidade ínfima de ações, por causa da pulverização- deixaram de ter vínculos de longo prazo com as empresas que controlavam, introduzindo óbvias deformações nos processos decisórios. As empresas passaram a ter estruturas de comando sempre transitórias, submetidas à tirania dos balanços trimestrais. Projetos de longa maturação passaram a ser sistematicamente adiados.

O conceito de eficiência desvinculou-se de qualquer visão sistêmica e passou a se confundir com os benefícios que essa forma de gestão trazia para os próprios gestores, cuja remuneração era definida pelo preço das ações negociadas em Bolsa. Esse pífio indicador foi transformado em fetiche. Leia o resto do artigo »

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Nada será como antes

Postado em 4 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Publicado em: CartaCapital

Por: Emiliano José

Balanço de ano deve ser feito? Sim, se não for apenas para cumprir tabela. Penso que cada ano deve estar inscrito num cenário bem mais amplo do que as fronteiras ditadas pelo calendário. E o balanço de 2008 necessariamente nos remete a 1929, ao crack, à crise que parecia abalar os alicerces do capitalismo. Houve quem dissesse que outros tempos se avizinhavam, que ali era o ponto terminal do mais vigoroso modo de produção da história. Não foi. 

Se me remeto a 1929, o faço por conta da crise econômica atual, que fez o mundo tremer, de Norte a Sul, e que atinge de fato a todos que habitam a face dessa terra. Não há hipótese de fazer balanço de 2008 sem que tratemos da crise, conseqüências e perspectivas. Sei que muitos já se referiram a 1929. Eu volto àquela data apenas para situar uma posição: novamente não estamos às portas do embate final. O céu não parece estar perto. Ou, se quiserem, o Apocalipse ainda não tocou as suas trombetas. 

Claro que diante da crise há uma direita obrigada a rever conceitos. Sobretudo porque até há pouco tempo, não poucos intelectuais que bebem nas fontes do pensamento neoliberal, proclamavam que o mercado continuava de vento em popa, que o capitalismo financeiro gozava de perfeita saúde, e que o mundo continuaria a prosperar sob a lógica implacável da economia privada. Hoje, muitos deles, inclusive muitos jornalistas embevecidos com pensamento neoliberal, começam a ensaiar mudanças, mesmo que tímidas. 

Que a crise é grave, besteira reiterar. Está aí para quem quiser ver. As conseqüências já batem à porta, e dos mais pobres de modo particular. O desemprego vai crescer em escala assustadora em todo mundo. Já está crescendo. Essa crise marca 2008 para sempre. Há quem diga que o mundo tem que ser repensado. E creio que tem mesmo. Só que nada é simples, muito menos o é se falamos do capitalismo e suas manhas e artimanhas. Esta não é a primeira e não será a última crise econômica grave sob o capitalismo, já se viu.  Leia o resto do artigo »

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“O neoliberalismo está morto nos EUA” – Michael Hardt.

Postado em 29 dEurope/London dezembro dEurope/London 2008

Michael Hardt é cauteloso com seus pensamentos e palavras. Usa pausas a seu favor para evitar falsos julgamentos. Filósofo político reconhecido em diferentes círculos, professor de Literatura pela Universidade de Duke (EUA) e autor, junto com o filósofo italiano Antonio Negri, de Império e Multidão – Guerra e democracia na era do império (ed. Record), participou no Rio de Janeiro, entre 15 e 17 de dezembro, do Fórum Livre de Direito Autoral – O Domínio do Comum, realizado pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Ministério da Cultura (MinC) e a Rede Universidade Nômade. Dos convidados mais ilustres do evento – sua apresentação sobre as relações entre o conceito de revolução e propriedade gerou comentários durante os três dias de debates -, vê com claridade o fim do unilateralismo e do neoliberalismo nos Estados Unidos. São afirmacões fortes, seguidas dos devidos motivos. Também celebra o fim dos anos Bush, e as novas oportunidades com a chegada de Barack Obama à Casa Branca. Sua maior vitória, diz Hardt, será estabelecer um modelo de governo semelhante ao dos líderes de esquerda da América Latina, capazes, segundo o filósofo, de abrir espaços para os movimentos sociais.

Fonte: CartaCapital

CartaCapital: Como definiria a vitória de Obama?

Michael Hardt: Ela representa muitas coisas, mas uma muito importante é a poderosa mudança simbólica nos Estados Unidos. De certa forma, é o mesmo de quando Lula foi eleito pela primeira vez: há um sentimento, uma identificação, por parte da população com o ‘alguém como eu’ [vitorioso nas eleições]. Para outra porção ainda maior da população norte-americana, e por causa da raça de Obama e de sua cor de pele, a vitória nas eleições opera como uma renovação da crença das pessoas no país. Para essa porção de norte-americanos, e depois de 20 ou 30 anos de incapacidade de se sentir orgulhosos de seu país, a vitória revive a sensação de que eles pertencem a uma grande nação. Além disso, o fato de um homem negro ocupar a Casa Branca é uma sinalização de que o país não é confiável apenas em questões de guerras, armas ou outros temas relacionados.

CC: O que dizer da prática?

MH: Ainda é impossível prever o quanto dessa mudança simbólica se revertirá em transformações práticas das estruturas de racismo do país. Alguns gostariam de dizer que não há mais racismo, uma vez que um homem negro ocupará a Casa Branca. Obviamente, não é verdade. A questão é que tipo de transformações e movimentos sociais serão possíveis com a presidência de Obama, tanto pelas suas ações quanto por essa mudança simbólica. A eleição de Obama resulta dos movimentos negros e de direitos civis de 40 anos atrás. Sem eles, a vitória não seria possível. É uma realização que abre uma nova luta social, e por isso é um momento decisivo na história do país.

CC: No Brasil, muitos consideraram – e ainda consideram – a vitória de Lula como uma revolução política e social para o país. O que diria de Obama?

MH: Definitivamente, não se trata de uma revolução. Obama terá muita dificuldade em mudar o que seja. Ele tem duas guerras e uma crise financeira. Apesar de suas intenções, e as de ordem política não estão claras para mim, Obama não possui um discurso específico sobre diferentes temas. Não sabemos exatamente o que fará uma vez ocupe a presidência. O mais prometedor serão os movimentos sociais que se tornarão possíveis com a vitória nas eleições. Muitas pessoas envolvidas em diferentes mobilizações sociais, como a globalização e o racismo, se mobilizaram em torno da eleição de Obama. A dúvida é o que elas farão a partir de agora. Voltarão para casas ou iniciarão uma cooperação? Leia o resto do artigo »

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