Postado em 22 dEurope/London outubro dEurope/London 2009
Por Luiz Carlos Bresser-Pereira
Artigo publicado na FSP de 19/10/2009
Há uma semana, duas queridas amigas disseram-me da sua indignação contra os invasores de uma fazenda e a destruição de pés de laranja. Uma delas perguntou-me antes de qualquer outra palavra: “E as laranjeiras?” -como se na pergunta tudo estivesse dito.
Essa reação foi provavelmente repetida por muitos brasileiros que viram na TV aquelas cenas. Não vou defender o MST pela ação, embora esteja claro para mim que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra é uma das únicas organizações a, de fato, defender os pobres no Brasil. Mas não vou também condená-lo ao fogo do inferno. Não aceito a transformação das laranjeiras em novos cordeiros imolados pela “fúria de militantes irracionais”.
Quando ouvi o relato indignado, perguntei à amiga por que o MST havia feito aquilo. Sua resposta foi o que ouvira na TV de uma das mulheres que participara da invasão: “Para plantar feijão”. Não tinha outra resposta porque o noticiário televisivo omitiu as razões: primeiro, que a fazenda é fruto de grilagem contestada pelo Incra segundo, que, conforme a frase igualmente indignada de um dos dirigentes do MST publicada nesta Folha em 11 deste mês, “transformaram suco de laranja em seres humanos, como se nós tivéssemos destruído uma geração o que o MST quis demonstrar foi que somos contra a monocultura”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 22 dEurope/London março dEurope/London 2009
Fonte: Carta Maior
Por Clarissa Pont
A entidade critica a posição das Nações Unidas e do Banco Mundial que consideram a água mais uma necessidade do que um direito: “Essa é uma diferença crucial. Quando se define a água como uma necessidade e não como um direito chega a ser possível mercantilizá-la e fazê-la entrar numa lógica comercial”, diz a organização. Segundo a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o número de pessoas com graves problemas para conseguir água chegará a 3,9 bilhões em 2030, ou seja, metade da população do mundo.
Além dos 27 mil especialistas, representantes governamentais, cientistas e ambientalistas que participaram do V Fórum Mundial da Água, o encontro realizado em Istambul contou com uma participação pouco bem vinda para os representantes da sociedade civil: a de empresas que atuam na bilionária indústria da água. Organizações camponesas realizaram manifestações criticando o Conselho Mundial da Água, entidade independente que organiza o fórum e é composta por uma gama diversa de atores governamentais, não-governamentais, privados e multilaterais como, por exemplo, o Banco Mundial e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
As organizações camponesas alegam que o Fórum Mundial da Água foi estabelecido por corporações multinacionais e por grupos de interesse privado com o objetivo de mercantilizar e comercializar os recursos hídricos e maximizar seus potenciais lucros: “O Banco Mundial e os monopólios da água são dominantes no conselho e este está esforçando-se em assegurar que a lógica do lucro determine o destino da água”, afirma um comunicado distribuído em Istambul pela Via Campesina. Leia o resto do artigo »
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Postado em 4 dEurope/London agosto dEurope/London 2008
Por Beatriz Diniz
A luta pela terra permanece, por mais que seja algo tão ultrapassado em outras terras. No Brasil, a Reforma Agrária ainda é alvo de conquista. E no Rio Grande do Sul, nas últimas semanas a luta pela terra tem sido constantemente discutida. Tudo por conta da acusação do Ministério Público Federal do Estado.
Os sem-terra são considerados o grande perigo para a nação, segundo os olhos dos fazendeiros da região, seua capatazes, e a promotoria pública. As ocupações do MST tem como objetivo principal a busca pelo direito a própria subistência, através de pequenos produtores trabalhando para garantir o sustento da própria família. E são essas as pessoas que representam o grande perigo no país em que banqueiros de forma duvidosa adquirem liberdade. Tudo para continuar a imensidão de terras improdutivas neste país, controladas por grande fazendeiros, enquanto milhares sofrem com a miséria e a falta de moradia.
Fonte: Carta Capital
Todas as manhãs, tão logo o sol desponta, Isaías Antônio Vedovatto está a postos para tirar leite das vacas e, eventualmente, acompanhar de perto o abate de bois e porcos. Assentado num lote de 15 hectares, na Fazenda Anoni, desapropriada no início da década de 1990, o pequeno produtor juntou-se a 14 famílias do município gaúcho de Pontão para tocar um frigorífico comunitário e uma cooperativa de laticínios. Os alimentos produzidos no roçado familiar, como feijão e mandioca, não são comercializados. Reforçam as refeições da mulher e dos dois filhos.
Aos 44 anos, mãos calejadas e uma longa trajetória no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Vedovatto é considerado por promotores do Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul um perigo à nação. Enquadrado na Lei de Segurança Nacional, restolho da ditadura, o agricultor é acusado de promover saques, seqüestros e depredações por “inconformismo político”. Associado às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), conforme processo ajuizado em março deste ano, seria um dos artífices do grupo responsável por ensinar táticas de guerrilha aos acampados do MST, “incitando-os à subversão”. Para “realizar a reforma agrária na marra”, os assentados e acampados “constituíram um Estado paralelo, com organização e leis próprias.” Leia o resto do artigo »
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Postado em 4 dEurope/London agosto dEurope/London 2008
- MST – Nas duas últimas semans o MST invadiu propriedades que estão sob domínio do grupo de Daniel Dantas. O motivo da ação seria uam forma de expulsar a empresa da região, pois ela estaria os posseiros de uma vila a venderem suas propriedades o que prejudircaria o abastecimento e a oferta de serviços básicos na região. Clique aqui para ler mais
- Fundo da Amazônia – O Fundo da Amazônia é uma iniciativa, que tem parte dos recursos oriundos de outros países, que prevê financiar atividades que explorem a floresta de maneira sustentável. Segundo o ministro Minc o fundo terá US$ 900 milhões em um ano. Clique aqui para ler mais
- Sigilo das escutas telefônicas – As operadoras de telefonia conseguiram liminar junto ao STF para garantir o sigilo das informações dos clientes. Tal liminar permite o não envio de escutas para CPI. Clique aqui para ler mais
- Congresso – O Congresso retoma nesta segunda-feira suas atividades depois do recesso parlamentar de julho com a expectativa de esvaziamento em conseqüência das eleições municipais de outubro. Os presidentes da Câmara e do Senado, Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Garibaldi Alves (PMDB-RN), vão fixar um cronograma de trabalhos entre agosto e outubro para evitar a paralisia total das atividades legislativas. Para ler mais clique aqui.
- PMDB – O clima no PMDB por causa do apoio do partido a Gilberto Kassab (DEM-SP), que empacou nos 11%, de acordo com o Datafolha, é tenso. Para ler mais clique aqui.
Economia
- Eixo Sul – O Eixo Sul que é composto por Brasil, Argentina e Venezuela, é criado com problemas, tem como um dos motivos o posicionamento contrário de Chávez ao Mercosul. Clique aqui para ler mais
- Mangabeira – Mangabeira diz que o Brasil não pode ficar dependendo do que ele chama de “cartel de fertilizantes”. Clique aqui para ler mais
- Itaú – O lucro do segundo maior banco do país, Itaú, no segundo trimestre foi levemente abaixo do primeiro, registrando uma queda de 3,5%. Clique aqui pra ler mais
- Gilberto Kassab - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira, em um seminário em São Paulo, que o Brasil “está no limite da valorização cambial” e que, caso o real seja mais apreciado, as contas externas “vão para o vinagre”. Para ler mais clique aqui.
- Mantega – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira, em um seminário em São Paulo, que o Brasil “está no limite da valorização cambial” e que, caso o real seja mais apreciado, as contas externas “vão para o vinagre”. Para ler mais clique aqui.
- Presidente da Argentina – A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, afirmou nesta segunda-feira que seu país e o Brasil atravessam uma relação “inédita” e de “comunhão” bilateral, com uma relação marcada pelo “afeto” e “uma visão comum da necessidade desta vinculação estratégica produtiva”. Para ler mais clique aqui.
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