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Blog do Desemprego Zero

Sarney, Minc, Dilma e a hidrelétrica de Belo Monte

Postado em 30 dEurope/London junho dEurope/London 2009

Fonte: Correio da Cidadania          

 Por Rodolfo Salm*     

Há poucas semanas eu protestava contra o absurdo de o governo federal ter marcado já para setembro ou outubro a licitação para a construção da hidrelétrica de Belo Monte, uma vez que o componente antropológico do estudo de impacto ambiental ainda não está sequer concluído. O componente antropológico é a parte que trata do impacto da barragem sobre os povos que vivem na região, como os indígenas, e é um dos aspectos mais sensíveis da questão. Apesar disso, ao contrário da maior parte do Brasil, onde só havia motivos para se lamentar no Dia Mundial do Meio Ambiente, aqui no Xingu, o dia 5 de junho teve manifestações em clima de festa por conta da ordem da Justiça de Altamira (PA) que, atendendo ao pedido do procurador Rodrigo T. da Costa e Silva, mandou suspender o licenciamento da obra até que este trabalho seja concluído, como manda a lei.  

Mais recentemente, outra boa notícia: o funcionário do Ibama que aceitou indevidamente os estudos de Belo Monte foi indiciado por improbidade administrativa pelo Ministério Público Federal no Pará. As vitórias foram comemoradas com queima de fogos em vários pontos da cidade, mas ninguém aqui se ilude. Apesar dos vivas ao Ministério Público do Pará, sabemos que se trata apenas de um breve alívio para o Xingu. Como ser mais otimista se o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, já disse que derrubaria esta liminar em poucos dias e que a usina hidrelétrica vai receber o licenciamento ambiental a tempo de participar do leilão de energia, previsto para setembro?   Leia o resto do artigo »

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Entraves ambientais reduzem em 20% geração de energia

Postado em 15 dEurope/London junho dEurope/London 2009

Estão atrasadas 18 obras de construção de hidrelétricas no país
Fonte: O Globo
Por Gustavo Paul

A despeito do discurso otimista do governo, a expansão do sistema elétrico nacional está esbarrando em entraves ambientais e jurídicos envolvendo questões indígenas. Aguardando esse sinal verde, o país está deixando de iniciar a construção de hidrelétricas capazes de produzir cerca de 19,5 mil megawatts (MW) de energia nos próximos anos, quase 20% da atual capacidade de geração brasileira. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estão atrasados pelo menos 18 empreendimentos hidrelétricos, que representam três vezes a potência das duas usinas do Rio Madeira – Jirau e Santo Antonio – em Rondônia, as maiores obras do setor em andamento. As novas hidrelétricas são consideradas fundamentais para possibilitar o crescimento do país, a um custo menor, na comparação com outros tipos de geração de energia.

Jirau, com seus 3.300 MW de potência, deixou de fazer parte da conta dos atrasados no início de junho, mas protagonizou um episódio exemplar dos problemas vividos pelo setor elétrico. Por semanas, a empresa Energia Sustentável do Brasil travou uma queda de braço com os governos de Rondônia e de Porto Velho em torno da mitigação do impacto ambiental. Enquanto isso, a obra ficou parada. Só depois de se comprometer a pagar mais R$114 milhões em ações para prefeitura e estado, a obra foi liberada pelo Ibama. Leia o resto do artigo »

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Belo Monte e o “W” do desmatamento

Postado em 20 dEurope/London maio dEurope/London 2009

Fonte: Correio da Cidadania 

Por Rodolfo Salm   

“A usina Belo Monte deve ser mesmo licitada em setembro ou outubro”, anunciou a Agência Brasil, órgão de comunicação do governo federal, no dia 10 de maio. Segundo o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, o licenciamento ambiental para a obra “está bem encaminhado e tramita normalmente”. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ainda definiu como “estapafúrdias” as notícias com informações contra as previsões de Zimmermann.  

Na verdade, estapafúrdio mesmo é o ministro “ambientalista”, o grande licenciador de obras e barrageiro Carlos Minc falar em leilão se o estudo de impacto ambiental de Belo Monte ainda não está concluído. Falta justamente o componente antropológico, que aborda um dos aspectos mais delicados deste projeto megalomaníaco, ainda em desenvolvimento. Aliás, neste momento, a equipe de pesquisadores contratada para executá-lo está em uma expedição de campo investigando fortes indícios da presença de índios não contatados (que ainda vivem sem contato direto com a nossa civilização) a meros 60 km em linha reta do local onde se pretende construir a barragem da terceira maior hidrelétrica do mundo!   Leia o resto do artigo »

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Salvar os bancos ou o meio ambiente?

Postado em 17 dEurope/London novembro dEurope/London 2008

“O Brasil poderia também se beneficiar dos esforços globais de redução das emissões, pois há ações a serem realizadas aqui, no país, que são mais baratas que ações realizadas no Japão ou na Europa”.

José Goldemberg foi secretário de Meio Ambiente da Presidência da República. Artigo publicado no “Estado de SP”.

Fonte: Jornal da Ciência

A crise que assola a economia mundial, com sinais claros de recessão, pode pôr em risco as medidas necessárias para reduzir a emissão dos gases que estão provocando o aquecimento da Terra e as mudanças de clima resultantes?

À primeira vista a resposta é sim, uma vez que a crise vai reduzir a atividade econômica e provocar desemprego, que são problemas que exigem ações imediatas. A rápida reação dos governos dos EUA, da Inglaterra e outros, “salvando” o sistema bancário, vai nessa direção e reduzirá recursos disponíveis para enfrentar problemas ambientais, cujas conseqüências só se vão fazer sentir a longo prazo, como o aquecimento global.

Além disso, a recessão, reduzindo a atividade econômica, reduzirá também a emissão de gases de efeito estufa, como ocorreu com os ex-integrantes da União Soviética, diminuindo a urgência que se deve dedicar a estes problemas.

A queda dos preços do petróleo pode também tornar investimentos em energias alternativas menos atraentes. O uso dessas formas de energia é um dos caminhos utilizados até agora para reduzir as emissões.

Por outro lado, a crise financeira abre novas oportunidades, como expressou em artigo recente o economista inglês Nicholas Stern, que assessora o governo britânico em questões referentes às mudanças de clima. A crise, ao provocar uma redução do consumo, postergará o problema, mas não o resolverá. Isso já ocorreu em 1973, com o primeiro choque do petróleo, que adiou a adoção de medidas sérias contra o aquecimento global. Passados alguns anos o problema voltou a preocupar a todos.

O argumento de Stern é o de que é investido, por ano, cerca de US$ 1 trilhão na área de energia – com crise ou sem crise – e, portanto, o que se deve fazer é redirecionar esse investimento para atividades que permitam racionalizar o uso de eletricidade e outras forma de energia, e lançar os fundamentos de uma economia que – passada a crise – emitirá pouco carbono.

O aumento de eficiência energética tem grande espaço para crescer nos países industrializados e energias renováveis – entre as quais os biocombustíveis – têm grandes oportunidades nos países em desenvolvimento. Em outras palavras, não podemos daqui para a frente repetir a trajetória seguida no século 20 – altamente dependente de combustíveis fósseis -, mas “saltar na frente”, adotando novas estratégias. Leia o resto do artigo »

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Humanidade está em débito com planeta

Postado em 30 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Consumo de recursos naturais excede em 30% capacidade de recuperação

Jornal da Ciência

O mundo não é o bastante. O título de um dos filmes de James Bond cai como uma luva nos prognósticos ambientais para o futuro da Humanidade.

Segundo o relatório “Planeta vivo 2008″, divulgado ontem pelo WWF, nosso consumo dos recursos naturais já excede em 30 por cento a capacidade de o planeta se regenerar. Se mantivermos o ritmo atual, somado ao crescimento populacional, em torno de 2030 precisaríamos de mais dois planetas para nos mantermos.

- Essa é a chamada pegada ecológica, o registro da pressão humana sobre o planeta e seus recursos naturais- explica Irineu Tamaio, coordenador do Programa de Educação para Sociedades Sustentáveis do WWF-Brasil. – O relatório mostra que o consumo desses recursos está num ritmo tão acelerado que, se for mantido, em breve precisaremos de dois planetas para atender a essa demanda. O cálculo foi feito em torno da capacidade de o planeta recuperar esses recursos e também o potencial de absorção dos resíduos que deixamos, que vão do lixo à emissão de CO2 na atmosfera. Leia o resto do artigo »

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Petrobrás e meio ambiente: muito discurso e pouca ação

Postado em 19 dEurope/London agosto dEurope/London 2008


Fonte: Jornal Surgente – Sindipetro-RJ

Agência Petroleira de Notícias

Por mais que a Petrobrás alardeie sua postura de responsabilidade social e ambiental, os fatos concretos demonstram que a empresa ainda deixa muito a desejar nesse sentido. Além de pouco investir em projetos ambientais e destinar a maior parte dos recursos a Organizações Não Governamentais e não a políticas públicas, a Petrobrás financia agora um projeto para a Baía de Guanabara, a dragagem do Canal do Cunha, amplamente questionado por especialistas e movimentos sociais.

Uma série de profissionais, entidades e movimentos sociais realizaram no último dia 2/8 o Seminário Popular sobre a Despoluição Integrada do Canal do Cunha e a Preservação da Serra da Misericórdia – Baía de Guanabara, que discutiu os principais projetos e obras prometidas para a região. Um dos temas do evento foi justamente o projeto de dragagem do Canal do Cunha, elaborado em 1997 como parte do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara. Inicialmente orçado pelo governo do estado entre R$ 40 e 60 milhões, o projeto sofreu um inchamento orçamentário e atualmente está na casa dos R$ 200 milhões. Leia o resto do artigo »

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