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Blog do Desemprego Zero

The Triumphant Return of John Maynard Keynes

Postado em 18 dEurope/London dezembro dEurope/London 2008

Em The Triumphant Return of John Maynard Keynes, de Joseph Stiglitz destaca os seguintes pontos:

“We are all Keynesians now. Even the right in the United States has joined the Keynesian camp with unbridled enthusiasm and on a scale that at one time would have been truly unimaginable”.

“For those of us who claimed some connection to the Keynesian tradition, this is a moment of triumph, after having been left in the wilderness, almost shunned, for more than three decades. At one level, what is happening now is a triumph of reason and evidence over ideology and interests”.

“The neo-liberal push for deregulation served some interests well. Financial markets did well through capital market liberalization. Enabling America to sell its risky financial products and engage in speculation all over the world may have served its firms well, even if they imposed large costs on others”. 

“Today, the risk is that the new Keynesian doctrines will be used and abused to serve some of the same interests. Have those who pushed deregulation ten years ago learned their lesson? Or will they simply push for cosmetic reforms – the minimum required to justify the mega-trillion dollar bailouts? Has there been a change of heart, or only a change in strategy? After all, in today’s context, the pursuit of Keynesian policies looks even more profitable than the pursuit of market fundamentalism!”

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Keynes, o retorno

Postado em 18 dEurope/London dezembro dEurope/London 2008

Por Luiz Gonzaga Belluzzo

Fonte: Valor Econômico, 09/12/2008

Dizem por aí que Keynes voltou à moda. Quando vejo e ouço alguns dos patrocinadores dessa ressurreição sinto calafrios. Nos anos 50, a professora Joan Robinson profligou o keynesianismo “bastardo”, responsável pela divulgação de um Keynes caricatural, ideólogo dos déficits orçamentários e das políticas monetárias permissivas. Esse “straw man” está a exibir sua figura grotesca nas páginas de alguns manuais de macroeconomia e ou nas cabeças dos praticantes do ecocomics, o humorismo econômico de cheiro duvidoso.

Para compreender as recomendações de política macroeconômica – numa perspectiva keynesiana – é necessário examinar o processo de formação da renda, dos lucros, bem como a manutenção das condições de liquidez e de crédito. Consideremos a questão de forma simplificada: em momento de expectativas moderadamente otimistas e orçamento público equilibrado do ponto de vista intertemporal, um conjunto de empresas e de famílias, apoiado na expansão do crédito, realiza gastos de consumo e de investimento. Este conjunto de empresas e famílias está incorrendo em “déficit” financiado pelos bancos e por outros intermediários financeiros. O aumento do gasto promove o crescimento da renda da comunidade. Assim, um outro conjunto de empresas e famílias pode realizar um “superávit”, expresso na acumulação de lucros, no aumento da poupança e, no caso de governos prudentes, no superávit fiscal.

O fluxo de lucros e a poupança, privada e pública, cuidam de garantir o serviço e estabilidade do valor das dívidas e dos custos financeiros. As poupanças decorrentes do novo fluxo de renda constituem o funding do sistema bancário e do mercado de capitais, que, em sua função de intermediários, promovem a validação do crédito e da liquidez (criação de moeda) “adiantados” originariamente para viabilizar os gastos de investimento e de consumo.

O aumento do investimento, do consumo e do endividamento enseja a hierarquização dos títulos de dívida e dos direitos de propriedade conforme os preços, à vista e futuros, estabelecidos diariamente nos mercados secundários. Isto significa que a economia deve gerar “déficit” e liquidez no presente para que as dívidas (novas e já existentes), assim como os direitos de propriedade, possam ser “precificados” conforme o estado de convenções prevalecente.

Os bons resultados do presente aplacam o medo do futuro. Embalados pelo otimismo quanto aos resultados dos novos empreendimentos, os espíritos animais atropelam qualquer consideração de prudência no afã de produzir nova riqueza e fontes de trabalho. O sucesso não acalma, senão excita o desejo, acelerando a febre de investimentos excessivos e mal dirigidos, bolhas especulativas nos mercados de ativos, tudo isso apoiado no endividamento imprudente e na inovação financeira. Os balanços se aproximam das posições “Ponzi” e a economia aderna para a “ruptura de expectativas”. Nos mercados “securitizados” o sinal é dado pela contração da liquidez e, conseqüentemente, pela queda abrupta dos preços dos ativos. Leia o resto do artigo »

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Keynes e o fim do laissez-faire

Postado em 14 dEurope/London dezembro dEurope/London 2008

Por Luiz Gonzaga Belluzzo

Fonte: CartaCapital

John Mayard Keynes nasceu em 1883, o ano da morte de Karl Marx. Nesse momento a economia mundial vivia o tempo da Grande Depressão do século XIX e das profundas transformações da 2ª Revolução Industrial. Entre 1873 e 1896 o aço, a eletricidade, o motor à combustão interna, a química da soda e do cloro, alteraram radicalmente o panorama da indústria, até então marcado pelo carvão, pelo ferro e pela máquina a vapor. A aplicação simples da mecânica cedeu lugar à utilização e integração sistemática da ciência nos processos produtivos. Esta segunda revolução industrial veio acompanhada de um processo extraordinário de ampliação das escalas de produção.

O crescimento do volume de capital requerido pelos novos investimentos impôs novas formas de organização à empresa capitalista. A sociedade por ações tornou-se a forma predominante de estruturação da propriedade. Os bancos, que concentravam suas operações do financiamento do giro dos negócios, passaram a avançar recursos para novos empreendimentos (crédito de capital), e a promover a fusão entre as empresas já existentes. Pouco a pouco todos os setores industriais foram dominados por grandes empresas, sob o comando de gigantescas corporações financeiras. O movimento de concentração do capital produtivo e de centralização do comando capitalista tornou obsoleta a figura do empresário frugal que confundia o destino da empresa com sua própria biografia. O magnata da finança é, agora, o herói e o vilão do mundo que nasce.

Estas violentas transformações sacudiram a Inglaterra e a Alemanha, os Estados Unidos e o Japão. A Inglaterra, pioneira da indústria, foi incapaz de deter o avanço dos demais e de preservar sua supremacia econômica. Os Estados Unidos e a Alemanha ingressaram no cenário. Fizeram valer a superioridade de suas respectivas estruturas capitalistas, especialmente a agilidade de seus bancos e a presença ativa de seus respectivos Estados nacionais. A emergência de novas potências inaugurou um período de grande rivalidade internacional. A disputa pela preeminência econômica intensificou a penetração de capitais nas áreas provedoras de matérias primas e alimentos, alterando a configuração da chamada periferia do mundo capitalista.

O padrão ouro foi a organização monetária do apogeu da Ordem Liberal Burguesa. Isto quer dizer que ele se apresentava como a forma “adequada” de coordenação do arranjo internacional que supunha a coexistência de forças contraditórias: 1) a hegemonia financeira inglesa, exercida através de seus bancos de depósitos e de sua moeda; 2) a exacerbação da concorrência entre a Inglaterra e as “novas” economias industriais dos trusts e da grande corporação, nascidos na Europa e nos Estados Unidos, 3) a exclusão das massas trabalhadoras do processo político (inexistência do sufrágio universal) e 4) a constituição de uma periferia “funcional”, fonte produtora de alimentos, matérias primas e, sobretudo, fronteira de expansão dos sistemas de crédito dos países centrais.

No seu célebre artigo O Fim do Laissez-Faire, John Maynard Keynes cuidou de refletir sobre as transformações que deixaram para trás os mitos do capitalismo liberal. Não por acaso, ironizou a idéia de que a busca do interesse privado levaria necessariamente ao bem estar coletivo. “Não é uma dedução correta dos princípios da teoria econômica afirmar que o egoísmo esclarecido leva sempre ao interesse público. Nem é verdade que o auto-interesse é, em geral, esclarecido.”

Conservador, Keynes professava a convicção de que a sociedade e o indivíduo são produtos da tradição e da história. Cultivava os valores de uma moral comunitária. Tinha horror ao utilitarismo e à hipocrisia da Era Vitoriana. Isso não quer dizer que recusasse o programa da modernidade, empenhado no avanço das liberdades e da autonomia do indivíduo. Não acreditava, porém, que esta promessa pudesse ser cumprida numa sociedade individualista em que os possuidores de riqueza orientam obsessivamente o seu comportamento para as vantagens do ganho monetário. Leia o resto do artigo »

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O retorno de Keynes

Postado em 27 dEurope/London novembro dEurope/London 2008

Robert Skidelsky

Fonte: Prospect, 10/2008

Eu sempre disse que John Maynard Keynes viverá enquanto o mundo precisar dele. O que o mundo decidiu, 30 anos atrás, foi que não precisava mais de Keynes. A revolução keynesiana foi reduzida a um sistema mecânico para a estabilização de economias por meio de superávits e déficits orçamentários – mais déficits do que superávits, conforme se viu, levando às crises “estagflacionárias” da década de 1970. Segundo os teóricos, Keynes foi redundante, não tendo conseguido provar que o mundo necessita das políticas “keynesianas”. O sistema de mercado se auto-corrigia automaticamente o keynesianismo só levava à inflação.

 E, a partir desse ponto de vista, os teóricos tinham razão. A única base aceitável para a teorização econômica é o pressuposto de que os seres humanos são maximizadores racionais. Sendo isto verdade, segue-se que os vários distúrbios aos quais as economias de mercado estão susceptíveis são resultado de interferências externas. Para Hayek e Friedman, a culpa residia na manipulação de reservas monetárias por parte do governo com fins populistas. Fora os economistas, ninguém acredita que a natureza humana seja aquela descrita pela economia, mas, sem o seu axioma da racionalidade, a economia não poderia existir como a ciência que ela alega ser.

 A grandeza de Keynes, e, na verdade, a sua singularidade como economista, é o fato de ele ter sido mais do que um  economista. Além de ser um brilhante teórico e um grande administrador, ele foi o único poeta da natureza humana na área da economia. Ele tentou colocar a sua poesia a serviço da ciência e das políticas de governo. Mas tal proposta não se adequava bem à realidade, conforme ele próprio reconheceu em parte. A parte poética e a científica da sua teoria são discordantes. Assim, a poesia foi extirpada, e, com isso, a sua ciência também veio abaixo. De acordo com os teóricos, ele nunca conseguiu demonstrar por que agentes racionais deveriam desprezar negócios que os beneficiariam. Desemprego involuntário é impossível. E, assim que a ciência de Keynes se foi, restou pouco ou nada das políticas keynesianas. Tudo o que é necessário à economia é um sistema bancário central, cujos princípios são bem anteriores à economia de Keynes.

A forma como Keynes entende a psicologia humana nos mercados tem três características, nenhuma das quais encaixa-se no paradigma dominante da economia. O primeiro é a incerteza inevitável. “O fato notável é a extrema precariedade da base de conhecimento sobre a qual as nossas estimativas de possíveis retornos precisam ser feitas”, escreveu ele na sua obra-prima, The General Theory of Employment, Interest, and Money [A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda], de 1936. Leia o resto do artigo »

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Considerações sobre Bretton Woods II

Postado em 11 dEurope/London novembro dEurope/London 2008

Luiz Gonzaga Belluzzo

Fonte: Valor Econômico (11/11/2008)

Desde o século XVIII os teóricos e praticantes da moderna economia política debatem os conflitos e contradições entre a moeda universal (e seu caráter mercantil) e o exercício da soberania monetária pelos Estados nacionais. 

No final do século XIX, a metástase da Revolução Industrial para os Estados Unidos e para a Europa Continental foi acompanhada pela constituição de um sistema monetário global, amparado na hegemonia da Inglaterra. Essa construção política e econômica do capitalismo suscitou, no imaginário social e na prática dos negócios, a “ilusão necessária” acerca da naturalidade e impessoalidade do padrão-ouro e de suas virtudes na promoção do ajustamento suave e automático dos balanços de pagamentos. 

Ao promover a ampliação do comércio internacional, o padrão-ouro impôs a reiteração e a habitualidade da mensuração da riqueza e da produção de mercadorias por uma unidade de conta abstrata. Assim, para escândalo de muitos, a confiança na moeda universal em sua roupagem dourada promoveu a expansão da moeda bancária, suscitando a progressiva absorção das determinações funcionais do dinheiro – unidade de conta, meio de pagamento e reserva de valor – por uma representação, um signo desmaterializado garantido pelas finanças do Estado. 

Nos anos 20 do século passado, o declínio da Inglaterra coabitou com incapacidade política do poderio econômico americano em afirmar sua hegemonia. Isso tornou problemática, após o hiato de moedas inconversíveis da Primeira Guerra, a restauração do padrão-ouro, mesmo sob a forma atenuada do Gold Exchange Standard que permitia a acumulação de reservas em dólares e libras. Em sua ressurreição, o padrão-ouro foi incapaz de reanimar as convenções e de reproduzir os processos de ajustamento e as formas de coordenação responsáveis pelo sucesso anterior. Os déficits e os superávits tendiam a se tornarem crônicos. Os países superavitários – sobretudo França e EUA – se empenharam em “esterilizar” o aumento das reservas em ouro para impedir os efeitos indesejáveis sobre os preços domésticos. 

Nos trabalhos elaborados para as reuniões que precederam as reformas de Bretton Woods, Keynes formulou uma proposta mais avançada e internacionalista de gestão da moeda fiduciária. Ela previa a “administração” centralizada, pública e supranacional do sistema mundial de pagamentos e de provimento de liquidez. O Plano Keynes visava, sobretudo, eliminar o papel perturbador exercido pelo ouro – ou por qualquer moeda-chave – enquanto último ativo de reserva do sistema. Tratava-se não só de contornar o inconveniente de submeter o dinheiro universal às políticas econômicas do país emissor, mas também de evitar que assumisse a função de um perigoso agente da “fuga para a liquidez”. 

Na verdade, os países trocariam mercadoria por mercadoria e o dinheiro internacional, o Bancor, seria reduzido à função de moeda de conta. Os déficits e superávits seriam registrados em uma espécie de conta corrente que os países manteriam junto à Clearing Union, a câmara de compensação encarregada de vigiar o sistema de taxas fixas, mas ajustáveis e de promover os ajustamentos entre deficitários e superavitários. No novo arranjo institucional não haveria lugar para a livre movimentação de capitais em busca de arbitragem ou de ganhos especulativos. 

Em 1944, nos salões do hotel Mount Washington, na acanhada Bretton Woods, a utopia monetária de Keynes capitulou diante da afirmação da hegemonia americana que impôs o dólar – ancorado no ouro – como moeda universal. Talvez por isso, o segundo pós-guerra conte a história conflituosa da reafirmação do dólar como moeda-reserva e narre as desditas da reprodução dos desequilíbrios globais e da sucessão de ajustamentos traumáticos dos balanços de pagamentos na periferia.  Leia o resto do artigo »

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Sobre democracia e capitalismo…

Postado em 29 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

A liberalização financeira teve efeitos para muito além da economia. Há muito que se compreendeu que era uma arma poderosa contra a democracia. O movimento livre dos capitais cria o que alguns chamaram um “parlamento virtual” de investidores e credores que controlam de perto os programas governamentais e “votam” contra eles, se os consideram “irracionais”, quer dizer, se são em benefício do povo e não do poder privado concentrado.

Por Noam Chomsky

Carta Maior

O desenvolvimento de uma campanha presidencial norte-americana simultaneamente ao desenlace da crise dos mercados financeiros oferece uma dessas ocasiões em que os sistemas político e econômico revelam vigorosamente sua natureza.

Pode ser que a paixão pela campanha não seja uma coisa universalmente compartilhada, mas quase todo mundo pode perceber a ansiedade desencadeada pela execução hipotecária de um milhão de residências, assim como a preocupação com os riscos que correm os postos de trabalho, as poupanças e os serviços de saúde.

As propostas iniciais de Bush para lidar com a crise fediam a tal ponto a totalitarismo que não tardaram a ser modificadas. Sob intensa pressão dos lobbies, foram reformuladas “para o claro benefício das maiores instituições do sistema…uma forma de desfazer-se dos ativos sem necessidade de fracassar ou quase”, segundo descreveu James Rickards, que negociou o resgate federal por parte do fundo de cobertura de derivativos financeiros Long Term Capital Management em 1998, lembrando-nos de que estamos caminhando em terreno conhecido.

As origens imediatas do desmoronamento atual estão no colapso da bolha imobiliária supervisionada pelo presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, que foi quem sustentou a coitada da economia dos anos Bush, misturando o gasto de consumo fundado na dívida com a tomada de empréstimos do exterior. Mas as razões são mais profundas. Em parte, fala-se no triunfo da liberalização financeira dos últimos 30 anos, quer dizer, nas políticas consistentes em liberar o máximo possível os mercados da regulação estatal.

Como era previsível, as medidas tomadas a esse respeito incrementaram a frequência e a profundidade dos grandes reveses econômicos, e agora estamos diante da ameaça de que se desencadeie a pior crise desde a Grande Depressão.

Também era previsível que os poucos setores que cresceram com os enormes lucros oriundos da liberalização demandariam uma intervenção maciça do estado, a fim de resgatar as instituições financeiras colapsadas.

Esse tipo de intervencionismo é um traço característico do capitalismo de estado, ainda que na escala atual seja inesperado. Um estudo dos pesquisadores em economia internacional Winfried Ruigrok e Rob van Tulder descobriu, há 15 anos, que pelo menos 20 companhias entre as 100 primeiras do ranking da revista Fortune, não teriam sobrevivido se não tivessem sido salvas por seus respectivos governos, e que muitas, entre as 80 restantes, obtiveram ganhos substanciais através das demandas aos governos para que “socializassem suas perdas”, como hoje o é o resgate financiado pelo contribuinte. Tal intervenção pública “foi a regra, mais que a exceção, nos dois últimos séculos”, concluíram. Leia o resto do artigo »

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Adiós a la revolución neo-clásica

Postado em 25 dEurope/London setembro dEurope/London 2008

by Robert Skidelsky

Versão em inglês

La bancarrota amenazadora de Lehman Brothers y la venta forzada de Merrill Lynch, dos de los nombres más importantes en el mundo de las finanzas, marcan el fin de una era. Pero, ¿qué vendrá a continuación?

Los ciclos de las modas económicas son tan antiguos como los ciclos comerciales y normalmente son causados por profundos disturbios comerciales. Tras los ciclos “liberales” vienen los ciclos “conservadores”, que dan lugar a nuevos ciclos liberales, y así sucesivamente.

Los ciclos liberales se caracterizan por una intervención gubernamental y los ciclos conservadores, por un repliegue gubernamental. Un ciclo liberal prolongado se extendió desde los años 1930 hasta los años 1970, seguido por un ciclo conservador de desregulación económica, que ahora parece haber seguido su curso. Con la nacionalización de dos bancos hipotecarios gigantescos de Estados Unidos, Fannie Mae y Freddie Mac, tras la nacionalización a principios de este año del británico Northern Rock, los gobiernos empezaron a intervenir para impedir colapsos en el mercado. Los días temerarios de economía conservadora terminaron -por ahora.

Cada ciclo de regulación y desregulación es provocado por crisis económicas. El último ciclo liberal, asociado con el Nuevo Trato del presidente Franklin Roosevelt y el economista John Maynard Keynes, fue generado por la Gran Depresión, aunque hizo falta el masivo gasto gubernamental de la Segunda Guerra Mundial para que se pusiera en marcha como corresponde. Durante las tres décadas de era keynesiana, los gobiernos en el mundo capitalista manejaron y regularon sus economías para mantener el pleno empleo y moderar las fluctuaciones comerciales.

El nuevo ciclo conservador fue provocado por la inflación de los años 1970, que parecía ser producto de las políticas keynesianas. El gurú económico de esa era, Milton Friedman, sostenía que la búsqueda deliberada del pleno empleo indefectiblemente alimentaría la inflación. Los gobiernos deberían concentrarse en mantener “sólido” el dinero y dejar que la economía se cuide a sí misma. La “nueva economía clásica”, como se la llegó a conocer, enseñó que, a falta de una interferencia gubernamental egregia, las economías gravitarían naturalmente hacia el pleno empleo, una mayor innovación y tasas de crecimiento más elevadas.

La crisis actual del ciclo conservador refleja la acumulación masiva de deuda incobrable que se volvió evidente con la crisis subprime, que comenzó en junio de 2007 y ahora se propagó a todo el mercado de crédito, hundiendo a Lehman Brothers. “Hay que pensar en una pirámide invertida”, escribe el banquero inversor Charles Morris. “Cuantos más reclamos se apilen sobre el resultado real, más tambaleante se vuelve la pirámide”.

Cuando la pirámide empieza a derrumbarse, el gobierno -es decir, los contribuyentes- deben intervenir para refinanciar el sistema bancario, revivir los mercados hipotecarios e impedir el colapso económico. Pero una vez que el gobierno interviene en esta escala, normalmente se queda por mucho tiempo.

Lo que está en cuestión aquí es el dilema sin resolver más antiguo de la economía: ¿las economías de mercado son “naturalmente” estables o necesitan ser estabilizadas mediante políticas? Keynes hacía hincapié en la fragilidad de las expectativas sobre las que se basa la actividad económica en los mercados descentralizados. El futuro es inherentemente incierto y, por lo tanto, la psicología de los inversores es caprichosa.

“La práctica de la calma, la inmovilidad, la certeza y la seguridad de repente se quiebra”, escribió Keynes. “Los nuevos temores y esperanzas, sin preaviso, se harán cargo de la conducta humana”. Esa es una descripción clásica del “comportamiento de rebaño” que George Soros identificó como la característica dominante de los mercados financieros. Es tarea del gobierno estabilizar las expectativas. Leia o resto do artigo »

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O retorno do pêndulo: algumas breves reflexões

Postado em 24 dEurope/London setembro dEurope/London 2008

Rodrigo L. Medeiros*

Movimentos pendulares nas questões humanas são certamente temas passíveis de intermináveis debates. No que diz respeito à intervenção do Estado na economia, deve-se esperar que o debate esquente. Como sempre, há grandes interesses em jogo.

A frustrada Rodada de Doha, da OMC, traduz, em uma larga medida, a tendência de que a primazia da política das nações se estabeleça nos próximos tempos sobre os interesses pecuniários imediatos dos grandes grupos econômicos e financeiros transnacionais. O endurecimento nas negociações internacionais por parte dos países menos desenvolvidos e as tensões internas nas sociedades mais evoluídas são sinais desse novo tempo.

Ralph Gomory e William Baumol avaliaram que os interesses nacionais podem entrar em conflito com o comércio global e que não há nenhuma garantia de que o livre-comércio possa atender ou mesmo conciliar os interesses de todos os participantes da arena econômica [1]. A captura de indústrias e empregos detentores de capacidades tecnológicas dinâmicas, por exemplo, representa um dos pontos de conflito mapeados pelos respectivos autores. O diagnóstico posterior de Paul Samuelson seguiu essa linha de raciocínio [2].

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“Não há evidência clara a demonstrar que a política de investimento socialmente mais vantajosa coincida com a mais lucrativa” (John Maynard Keynes).

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O mais recente relatório anual da UNCTAD, o TDR 2008, por sua vez, traz duras críticas ao fundamentalismo de mercado praticado pela ortodoxia neoclássica. A crítica à agenda de desregulamentação dos mercados perpassa o documento. Não se precisa de muito esforço intelectual para se perceber como os instrumentos financeiros complexos, ao invés de reduzirem os riscos operacionais, serviram para espalhar os efeitos dos riscos por países e mercados. A recente crise das hipotecas nos EUA revelou, novamente, como o mercado é ineficaz para prevenir recorrentes episódios de exuberância irracional quando as firmas buscam obsessivamente extrair retornos de dois dígitos numa economia que cresce a um ritmo menor. Oportunidades para a especulação estão presentes na atual arquitetura financeira internacional e as mesmas são capazes de desestabilizar os sistemas econômicos.

As “expectativas racionais” dos agentes econômicos em torno da liberalização financeira iniciada na década de 1980 apontavam no sentido de que a abertura dos setores financeiros para os bancos estrangeiros introduziria maior competição na oferta de crédito, o que deveria ajudar a reduzir as taxas de juros praticadas nos mercados domésticos dos países emergentes. Houve uma expansão das atividades financeiras nos países em desenvolvimento, porém tal fato raramente levou a um crescimento sustentado do empréstimo bancário aos setores produtivos de bens e serviços para fins de investimento. O sistema financeiro preferiu continuar ofertando crédito para o consumo, mesmo que esse processo tenha desembocado recorrentemente em crises. Governos e bancos centrais precisaram agir. Após as crises, a maioria dos bancos comerciais ainda considerou mais rentável e menos arriscado emprestar para estender o consumo ou comprar títulos públicos do que financiar investimentos produtivos. Quando seguem suas estratégias e metas corporativas, os bancos e as outras instituições financeiras influenciam os rumos das atividades econômicas. Leia o resto do artigo »

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