prozac 40mg popliteal celexa 20mg cardiac concurrent clonidine 0.1mg test recovery buy exelon Healthy stories buyneurontinonlinehere.com buying abilify online school lipitor online no rx deoxyribonucleic

Blog do Desemprego Zero

¿Ha llegado el estancamiento global con deflación?

Postado em 22 dEurope/London dezembro dEurope/London 2008

by Nouriel Roubini

Texto em inglês

Las noticias macroeconómicas más recientes de los Estados Unidos, otras economías avanzadas y los mercados emergentes confirman que la economía global se enfrentará a un recesión grave en 2009. En los Estados Unidos, la recesión comenzó en diciembre de 2007 y durará al menos hasta diciembre de 2009 – la recesión más larga y profunda en el país desde la Segunda Guerra Mundial, con una caída acumulada del PIB que tal vez supere el 5%.

La recesión en otras economías avanzadas (la zona del euro, el Reino Unido, la Unión Europea, Canadá, Japón, Australia y Nueva Zelanda) empezó en el segundo trimestre de 2008, antes de que los problemas financieros de septiembre y octubre agravaran la contracción global del crédito. Desde entonces, esta contracción se ha hecho aun más severa.

Ahora, los mercados emergentes están experimentando también el principio de un aterrizaje brusco a medida que los efectos negativos de la recesión en las economías avanzadas, la caída de los precios de los productos básicos y la fuga de capitales se empiezan a sentir en el crecimiento. En efecto, el mundo debe esperar algo cercano a una recesión en Rusia y Brasil en 2009, debido a los bajos precios de los productos básicos y una abrupta desaceleración en China y la India que será el equivalente de un aterrizaje brusco (crecimiento muy por debajo del potencial) para estos países.

A otros mercados emergentes de Asia, África, América Latina y Europa no les irá mejor y algunos podrían sufrir crisis financieras plenas. En efecto, más de una docena de economías de mercados emergentes se enfrentan ahora a presiones financieras severas: Belarús, Bulgaria, Estonia, Hungría, Letonia, Lituania, Rumania, Turquía y Ucrania en Europa; Corea, Indonesia y Pakistán en Asia; y Argentina, Ecuador y Venezuela en América latina. La mayoría de estas economías pueden evitar lo peor si aplican los ajustes de política adecuados y si las instituciones financieras internacionales (incluyendo al FMI) les dan créditos suficientes para cubrir sus necesidades de financiamiento externo.

Con la certeza casi total de una recesión global, la deflación -más que la inflación-se convertirá en la preocupación principal de los encargados del diseño de políticas. La caída de la demanda agregada, mientras que la oferta agregada potencial ha estado aumentando debido a la inversión excesiva de China y otros mercados emergentes, reducirá abruptamente la inflación. Los mercados laborales deprimidos, con tasas de desempleo crecientes, limitarán los salarios y los costos de la mano de obra. Las caídas adicionales de los precios de los productos básicos -que ya disminuyeron un 30% de su punto más elevado en el verano-aumentarán estas presiones deflacionarias. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Internacional | Sem Comentários »

MARIA DA CONCEIÇÃO TAVARES: “CAMINHAMOS PARA UM MUNDO MULTIPOLAR”

Postado em 17 dEurope/London dezembro dEurope/London 2008

O portal Terra Magazine, do jornalista Bob Fernandes, publicou ontem a seguinte entrevista realizada por Claudio Leal com a economista Maria da Conceição Tavares. A crise da globalização financeira não permite ilusões à economista Maria da Conceição Tavares. Crítica de primeira hora do neoliberalismo, ela não vê um éden oriental como alternativa à hegemonia dos Estados Unidos.

Nesta entrevista a Terra Magazine – que integra uma série sobre as transformações irrompidas pela crise financeira -, a professora identifica sinais de mudanças culturais, mas acredita que os efeitos do caos em Wall Street ainda vão se aprofundar antes de produzir um novo cenário.

- Hoje há uma cultura de massa. E, como tal, todo mundo copiou o modelo americano, inclusive os chineses, em matéria de consumo.

Maria da Conceição identifica laços entre a crise do capitalismo inglês, no século 19, e a atual turbulência na economia, apontada como a maior desde a década de 1930.

Há diferenças notáveis. Em substituição à cultura de elites da Inglaterra, os EUA ajudaram a fundar uma cultura de massa. Isso se reflete na adesão do Oriente ao modelo de desenvolvimento ocidental e ao consumismo. Por ironia, a reação é mais evidente na Corte.

- De alguma forma, os Estados Unidos vêm reagindo a esse modelo cultural. Isso não é rápido, não é imediato. O Oriente ainda não oferece uma reação. Os ingleses passaram a hegemonia para os americanos, mas os americanos não têm pra quem passar a hegemonia.

Confira a entrevista concedida por Maria da Conceição Tavares na Câmara de Vereadores do Rio, antes de um debate sobre a esquerda e a crise financeira global.

TERRA MAGAZINE – ESSA CRISE NÃO É APENAS ECONÔMICA, HÁ TAMBÉM TRAÇOS COMPORTAMENTAIS, DE UMA ERA DE FAZEDORES DE FUMAÇA. A SENHORA ACREDITA EM UMA MUDANÇA RADICAL NAS RELAÇÕES FINANCEIRAS E HUMANAS?

MARIA DA CONCEIÇÃO TAVARES – Depois que a crise terminar, sempre há. Mas tem que esperar. Por isso que ela é duradoura. Tem que eliminar trilhões de dólares que não valem nada, são uma sombra, as finanças-sombra. Depois disso, tem que fazer de novo a regulação do sistema. Mas eu não creio que agora, este ano, nas reuniões que estão por haver não saia nada. Não chegou ao fim da crise. E tem trilhões de prejuízos. Nunca houve uma crise dessa extensão financeira. Quer dizer, não sei se vai dar uma depressão no estilo do século 19 e de 1930. Mas é certo que não é uma recessão e, depois, uma recuperação em V. Não é. Todo mundo diz que vai ser perna cumprida, uma coisa em L. Mas a recessão nem começou. É o primeiro trimestre que o Japão e a Alemanha apresentam. Nem os Estados Unidos estão em recessão técnica. Ainda demora. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Internacional, Política Econômica | Sem Comentários »

Keynes e o fim do laissez-faire

Postado em 14 dEurope/London dezembro dEurope/London 2008

Por Luiz Gonzaga Belluzzo

Fonte: CartaCapital

John Mayard Keynes nasceu em 1883, o ano da morte de Karl Marx. Nesse momento a economia mundial vivia o tempo da Grande Depressão do século XIX e das profundas transformações da 2ª Revolução Industrial. Entre 1873 e 1896 o aço, a eletricidade, o motor à combustão interna, a química da soda e do cloro, alteraram radicalmente o panorama da indústria, até então marcado pelo carvão, pelo ferro e pela máquina a vapor. A aplicação simples da mecânica cedeu lugar à utilização e integração sistemática da ciência nos processos produtivos. Esta segunda revolução industrial veio acompanhada de um processo extraordinário de ampliação das escalas de produção.

O crescimento do volume de capital requerido pelos novos investimentos impôs novas formas de organização à empresa capitalista. A sociedade por ações tornou-se a forma predominante de estruturação da propriedade. Os bancos, que concentravam suas operações do financiamento do giro dos negócios, passaram a avançar recursos para novos empreendimentos (crédito de capital), e a promover a fusão entre as empresas já existentes. Pouco a pouco todos os setores industriais foram dominados por grandes empresas, sob o comando de gigantescas corporações financeiras. O movimento de concentração do capital produtivo e de centralização do comando capitalista tornou obsoleta a figura do empresário frugal que confundia o destino da empresa com sua própria biografia. O magnata da finança é, agora, o herói e o vilão do mundo que nasce.

Estas violentas transformações sacudiram a Inglaterra e a Alemanha, os Estados Unidos e o Japão. A Inglaterra, pioneira da indústria, foi incapaz de deter o avanço dos demais e de preservar sua supremacia econômica. Os Estados Unidos e a Alemanha ingressaram no cenário. Fizeram valer a superioridade de suas respectivas estruturas capitalistas, especialmente a agilidade de seus bancos e a presença ativa de seus respectivos Estados nacionais. A emergência de novas potências inaugurou um período de grande rivalidade internacional. A disputa pela preeminência econômica intensificou a penetração de capitais nas áreas provedoras de matérias primas e alimentos, alterando a configuração da chamada periferia do mundo capitalista.

O padrão ouro foi a organização monetária do apogeu da Ordem Liberal Burguesa. Isto quer dizer que ele se apresentava como a forma “adequada” de coordenação do arranjo internacional que supunha a coexistência de forças contraditórias: 1) a hegemonia financeira inglesa, exercida através de seus bancos de depósitos e de sua moeda; 2) a exacerbação da concorrência entre a Inglaterra e as “novas” economias industriais dos trusts e da grande corporação, nascidos na Europa e nos Estados Unidos, 3) a exclusão das massas trabalhadoras do processo político (inexistência do sufrágio universal) e 4) a constituição de uma periferia “funcional”, fonte produtora de alimentos, matérias primas e, sobretudo, fronteira de expansão dos sistemas de crédito dos países centrais.

No seu célebre artigo O Fim do Laissez-Faire, John Maynard Keynes cuidou de refletir sobre as transformações que deixaram para trás os mitos do capitalismo liberal. Não por acaso, ironizou a idéia de que a busca do interesse privado levaria necessariamente ao bem estar coletivo. “Não é uma dedução correta dos princípios da teoria econômica afirmar que o egoísmo esclarecido leva sempre ao interesse público. Nem é verdade que o auto-interesse é, em geral, esclarecido.”

Conservador, Keynes professava a convicção de que a sociedade e o indivíduo são produtos da tradição e da história. Cultivava os valores de uma moral comunitária. Tinha horror ao utilitarismo e à hipocrisia da Era Vitoriana. Isso não quer dizer que recusasse o programa da modernidade, empenhado no avanço das liberdades e da autonomia do indivíduo. Não acreditava, porém, que esta promessa pudesse ser cumprida numa sociedade individualista em que os possuidores de riqueza orientam obsessivamente o seu comportamento para as vantagens do ganho monetário. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Destaques da Semana, Internacional, Política Econômica | Sem Comentários »

Una nueva concepción del capitalismo

Postado em 9 dEurope/London dezembro dEurope/London 2008

by Michel Rocard

Texto em inglês

Cuando los Jefes de Estado de las veinte mayores economías del mundo se reúnen, tras decidirlo con poca antelación, como acaban de hacer en Washington, D.C., no cabe duda de la gravedad de la actual crisis mundial. No han decidido gran cosa, excepto pedir una mayor vigilancia y reglamentación de las corrientes financieras. Más importante es que se comprometieran a lanzar un proceso duradero para reformar el sistema monetario internacional.

Naturalmente, los que soñaban con un segundo Bretton Woods quedaron decepcionados, pero el marco original de Bretton Woods no se construyó en un día; de hecho, la conferencia de 1944 fue precedida de dos años y medio de negociaciones preparatorias, lo que probablemente sea el mínimo necesario para decidir sobre cuestiones tan importantes. La reciente cumbre del G-20 se celebró sin apenas labor preliminar verdadera.

Ahora hay que abordar tres tareas. En primer lugar, hay que poner un suelo bajo el sistema financiero internacional para detener su desplome. En segundo lugar, se necesitan nuevas reglamentaciones, una vez que reviva el sistema, porque, si sigue igual, no dejará de producir nuevas crisis. No será fácil encontrar la combinación idónea. Durante 25 años, el mundo ha experimentado una enorme crisis financiera cada cinco años, cada una de ellas con su propia causa, aparentemente.

La tercera tarea es la de centrarse en la actividad económica real, poner fin a la recesión, mantener el crecimiento y sobre todo reformar el sistema capitalista para que dependa menos de las finanzas. Hay que apoyar las inversiones a largo plazo, en lugar de los beneficios a corto plazo, y la labor productiva, en lugar de ganancias en  papel. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Destaques da Semana, Internacional, Política Econômica, Política Social | Sem Comentários »

La ausente crisis del euro

Postado em 4 dEurope/London dezembro dEurope/London 2008

by Barry Eichengreen

Texto em inglês

La crisis financiera global ha dado nuevos bríos a los argumentos alarmistas acerca de la inminente caída del euro. En ellos a menudo se invoca a Milton Friedman, que advirtió en 1998 que el compromiso de Europa con el euro se vería a prueba en la primera recesión seria. Ese momento ya está llegando, pero los resultados han sido precisamente lo opuesto a la predicción de Friedman.

El desempleo está en aumento y, con él, el populismo. En países como Italia, que ya sufren con la competencia china, y España, donde ha reventado una enorme burbuja inmobiliaria, las dificultades serán casi insoportables. Sin embargo, ninguno de estos países muestra inclinación alguna por abandonar el euro.

Comprenden que incluso susurrar esa posibilidad generaría pánico entre los inversionistas. Ven cómo países como Dinamarca, que mantuvieron sus propias monedas, se han visto obligadas a elevar las tasas de interés para defender sus tipos de cambio en momentos que la Reserva federal de Estados Unidos y el Banco Central Europeo las reducen. Ven cómo, si existiera aún la peseta o la lira, serían presa fácil de la fuga de capitales. Comprenden que tendrían que protegerse de una crisis monetaria a la vieja usanza en el peor momento posible. Valoran el que haya estabilidad y seguridad en sus cifras.

De manera similar, el escenario del colapso del euro, en el que estos países tienen éxito en presionar al BCE para ser más permisivo con la inflación, dando motivos a que Alemania abandone el euro, no ha ocurrido tampoco. El BCE, protegido por la independencia que le garantizan sus estatutos y por el mandato de estabilidad de los precios, no ha mostrado inclinaciones a ceder a las presiones del Presidente francés Nicolas Sarkozy ni de otros actores. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Internacional, Política Econômica | Sem Comentários »

La moral y la debacle

Postado em 3 dEurope/London dezembro dEurope/London 2008

by Robert Skidelsky

Texto em inglês  

Después de la Primera Guerra Mundial, H.G. Wells escribió que había una carrera entre la moral y la destrucción. Decía que la humanidad debía abandonar sus actitudes guerreras o la tecnología la destruiría.

El pensamiento económico, sin embargo, transmitía una idea muy distinta del mundo. Aquí la tecnología reinaba merecidamente. Prometeo era un monarca benévolo que repartía los frutos del progreso entre su pueblo. En el mundo de los economistas, la moral no debía tratar de controlar la tecnología sino adaptarse a sus demandas. Sólo haciéndolo podría asegurarse el crecimiento y la eliminación de la pobreza. La moral tradicional se diluyó a medida que la tecnología multiplicó el poder productivo.

Nos hemos aferrado a esta fe en la salvación tecnológica mientras las viejas creencias decaen y la tecnología se vuelve cada vez más inventiva. Nuestra fe en el mercado – porque el mercado es la partera de la invención tecnológica-fue el resultado de esto. En nombre de esta fe hemos adoptado la globalización, la más amplia extensión posible de la economía de mercado.

En aras de la globalización, las comunidades de desvirtúan, los empleos se deslocalizan y las habilidades se reconfiguran continuamente. Sus apóstoles nos dicen que el deterioro indiscriminado de gran parte de las cosas que le dan sentido a la vida es necesario para lograr “la asignación eficiente del capital” y la “reducción de los costos de las transacciones”. La moral que se resiste a esa lógica es tachada de “obstáculo al progreso”. La protección -esa obligación que debe el fuerte al débil-se convierte en proteccionismo, un mal que engendra guerras y corrupción.

El hecho de que la debacle financiera global actual es consecuencia directa de la adoración de Occidente de dioses falsos es una idea que no se puede discutir, y mucho menos reconocer. Una de sus deidades principales es la “hipótesis del mercado eficiente” -la creencia de que el mercado fija con exactitud los precios de todas las transacciones en todo momento y evita manías y pánicos. El lenguaje teológico que podría haber denunciado la contracción del crédito como “la consecuencia del pecado”, el castigo por el enorme despilfarro, ya no se puede utilizar. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Destaques da Semana, Internacional | Sem Comentários »

Recuperação só em 2010

Postado em 2 dEurope/London dezembro dEurope/London 2008

Fonte: CartaCapital

Colunista de CartaCapital e professor da New York University, Nouriel Roubini tem o apelido de Mr. Doom (em tradução livre, Senhor do Fim dos Tempos), por sua visão pessimista da crise mundial. Ainda que seja um entusiasta de Barack Obama e sua equipe econômica, ele considera que o mal já foi feito e que apenas em 2010, se políticas corretas forem adotadas, o mundo vai se recuperar da recessão. Ele prevê que países emergentes, como Brasil, Rússia e China, vão passar por uma aterrissagem turbulenta (hard landing) e defende mais gastos dos governos em infra-estrutura e benefícios às camadas mais carentes, para que o consumo seja estimulado.

CartaCapital: Qual a sua avaliação sobre a equipe econômica anunciada pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama?

Nouriel Roubini: Eu considero o time econômico excelente, especialmente Timothy Geithner, secretário do Tesouro, Christina Romer, diretora do Conselho de Assuntos Econômicos, e Lawrence Summers, diretor do Conselho Econômico Nacional. Eles são economistas de primeira linha, todos com muita experiência em políticas econômicas nacionais e mercados financeiros. Eles são fortes e muito espertos.

CC: Obama só vai assumir o poder em 2009. O que pode acontecer até lá?

NR: Existe um bom grau de coordenação e cooperação entre Obama e seu time com a Casa Branca, o Tesouro e o Federal Reserve (Fed). Claro que é um período de transição, necessário para a elaboração detalhada de programas econômicos e das decisões de política fiscal que terão de ser tomadas. Tenho certeza de que será uma transição suave.

CC: Quais são as primeiras medidas que Obama deveria tomar?

NR: Há várias. Em primeiro lugar, os Estados Unidos precisam de um estímulo fiscal muito grande, porque o consumo privado está em colapso. Precisamos de mais gastos do governo em infra-estrutura, dar ajuda a governos estaduais e municipais, em benefício dos pobres, para incentivar a demanda. Se isso não for feito, a recessão será mais grave e esta é uma medida urgente. Em segundo lugar, temos de acelerar o processo de recapitalização do sistema financeiro. É preciso mais capital do governo aos bancos, corretoras e companhias de seguro, com o Fed e o Tesouro em estreita colaboração nesse processo. É necessário descongelar o mercado de crédito, ainda semiparalisado. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Internacional | Sem Comentários »

EUA, América Latina e a crise…

Postado em 30 dEurope/London novembro dEurope/London 2008

Fonte: Estadão, 30/11/08.

Aos 31 anos, o indiano Parag Khanna chegou aonde poucos chegaram. Pesquisador da Fundação Nova América, foi um dos conselheiros de política externa da campanha vitoriosa de Barack Obama. Em 2007, concluiu uma volta ao mundo que durou dois anos, passou por 50 países e rendeu o livro Segundo Mundo – Impérios e Influência na Nova Ordem Global (560 páginas, editora Atlas), que será lançado amanhã no Brasil.

Khanna diz que vivemos em um mundo multipolar dominado por três impérios: EUA, Europa e China, que tentam construir suas esferas de influência. O jogo será decidido por uma amálgama de nações emergentes – Índia, Rússia e Brasil, entre outras -, que serão o fiel da balança em um novo equilíbrio de poder.

(…) Você escreveu seu livro antes da crise financeira dos EUA e da vitória russa na guerra da Ossétia. Sua visão da geopolítica mundial ainda é a mesma?

É. A Rússia não faz parte do “G-3″. De jeito nenhum. Ela representa uma fração mínima da economia mundial e sua saúde financeira piorou após a invasão da Geórgia. (…) A Rússia nunca mais será uma superpotência.

E a crise americana alterou sua opinião em alguma medida?

Não. Há algum tempo venho enfatizando a falência da economia americana. Com o crescimento de outros modelos capitalistas na Europa e na China, o fim da hegemonia dos EUA era inevitável.

(…) Você acha que o novo governo se reaproximará da América Latina?

Os EUA terão de se aproximar da América Latina. Principalmente se quiserem competir com a Ásia. Isso ocorrerá quando Washington acordar para a necessidade de obter energias alternativas e novas parcerias industriais.

(…) Como será a relação de Obama com Cuba?

Obama deixou claro que haverá mudanças. Acho que EUA e Cuba estão mais próximos do diálogo do que do isolamento. O mesmo vale para o Irã.

Que papel terá o Brasil nessa nova ordem?

Estou muito otimista quanto ao Brasil por causa de sua economia diversificada, de seu corpo diplomático altamente treinado e muitas outras razões. Acho que o Brasil será protagonista em muitas áreas, como meio ambiente, comércio e desenvolvimento.

Postado em Internacional | Sem Comentários »