Postado em 20 dEurope/London outubro dEurope/London 2009
A produtividade industrial apresentou queda de 8,0% no primeiro semestre de 2009, seguindo a contração de 13,4% na produção física e de 5,8% nas horas pagas. O resultado bastante negativo no semestre mostra que houve uma pequena recuperação ao longo dos primeiros meses do ano, pois no primeiro trimestre o recuo na produtividade foi de 10,0%. Em termos de tendência da produtividade observa-se que o ajuste para minorar os impactos da crise pelas empresas tem sido na direção de reduzir o emprego e as horas pagas.
Como a interrupção da trajetória de crescimento no último trimestre de 2008 implicou também a interrupção do ciclo expansivo de investimentos produtivos, e a correlação entre investimento e produtividade é positiva, a expectativa é a de que uma retomada do crescimento da produtividade a taxas sustentáveis dependerá da retomada dos investimentos, o que não está claro de ocorrer em futuro próximo. Clique aqui para ler mais.
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Postado em 30 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Por David Kupfer
Fonte: Valor Econômico
Com o título “O primeiro ano do resto das nossas vidas”, a coluna anterior, publicada em 1º. de abril, buscou sugerir algumas condições de contorno para a análise das perspectivas da indústria brasileira após o crash de 2008. O centro do argumento desenvolvido estava baseado na convicção de que, para além da convergência das expectativas quanto à necessidade de dois a três anos para que os níveis de atividade pré-crise sejam retomados, o pós-crise vai se dar em um quadro estruturalmente distinto. Nesses novos fundamentos estruturais tenderão a prevalecer, pelo lado da demanda, mudança nos padrões de consumo de volta a uma ressegmentação baseada em diferenciação de produtos; pelo lado da oferta, forte processo de concentração do capital por meio de fusões e aquisições de empresas; e, pelo lado da regulação, não só mais ativismo do Estado como, principalmente, mais seletividade na sua atuação, o que significará mudança de orientação das políticas industriais adotadas pelos países mundo afora.
Tentando extrair implicações para a indústria brasileira, a coluna enfocou possíveis modificações nas diferentes trajetórias estruturais que os diversos setores vinham percorrendo quando da eclosão da crise: nos setores da base da indústria, o retorno da equação da geração de valor ao seu sentido histórico, no qual os produtos mais elaborados são mais valorizados do que os mais básicos, poderá significar a quebra da espinha dorsal da estratégia de aposta nos produtos menos elaborados que vinha sendo adotada pela nata das empresas brasileiras; para os setores do topo da indústria, também estará em cheque e precisará ser revista a estratégia de expansão quase que totalmente dependente de tecnologias incorporadas em insumos e equipamentos importados. Leia o resto do artigo »
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