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Blog do Desemprego Zero

Estudo etnográfico sobre Wall Street mostra como o mercado se deslumbra com a própria retórica

Postado em 13 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009

Por Gillian Tett

Publicado na Folha de S.Paulo de 29.11.2009:

Nos tempos anteriores à crise financeira, os banqueiros tinham a tendência a considerar que diplomas em antropologia eram coisas de hippie. Mas isso mudou. À medida que foram acontecendo os desastres financeiros dos dois últimos anos, ficou dolorosamente claro que os banqueiros tinham acreditado demais em seus modelos quase científicos.

Também ficou claro que a compreensão de dinâmicas culturais é crucial para compreender como funciona -ou deixa de funcionar- o mundo financeiro moderno. Leia o resto do artigo »

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Boletim semanal: Câmbio, Finanças, Política Industrial, Carro elétrico, América Latina

Postado em 19 dEurope/London agosto dEurope/London 2009

Boletim Semanal do Blog Desemprego Zero
n.50, ano 2 – 12/08/2009 a 18/08/2009  

Economia 

Ou se faz a reforma política ou o poder executivo continuará prisioneiro do poder econômico e das oligarquias

É o câmbio, sr. Presidente

Deixem os céticos das finanças nas rédeas

 Política 

O filme “O PETRÓLEO TEM QUE SER NOSSO – ÚLTIMA FRONTEIRA”

Os ensaios de política industrial

Globo se alia aos EUA por bases americanas e contra pré-sal

Nacionalização da GM, o carro elétrico e o futuro do Brasil

Internacional  

Os latifúndios da informação

Latin American geopolitics

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Deixem os céticos das finanças nas rédeas

Postado em 13 dEurope/London agosto dEurope/London 2009

Por Dani Rodrik

Publicado no Valor Econômico em 12/08/09:

O que atrapalhou Greenspan e Bernanke como reguladores financeiros foi sua excessiva reverência a Wall Street

A corrida para preencher o cargo de política econômica mais importante do mundo começou. O mandato do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) acaba em janeiro e o presidente do país, Barack Obama, precisa decidir antes disso: ou mantém Bernanke ou escolhe outra pessoa – os nomes mencionados com mais frequência são Larry Summers e Janet Yellen – com credenciais democratas mais sólidas.

É uma decisão de consequências cruciais não apenas para os EUA, mas também para a economia mundial. Como guardiões da base monetária do país e encarregados das taxas de juros de curto prazo, as autoridades monetárias sempre desempenham papel crítico. Reduza demais os juros e o resultado será inflação e instabilidade monetária. Eleve-os demais e a economia deslizará em recessão e desemprego.

A política monetária dificilmente é uma ciência, portanto um bom banqueiro central precisa ser humilde. Precisa reconhecer os limites de seu poder de compreensão e da eficácia das ferramentas a sua disposição. Não pode, entretanto, ser visto como indeciso, algo que apenas seria um convite para uma especulação financeira desestabilizadora. Leia o resto do artigo »

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A MOEDA, O CRÉDITO, E O CAPITAL FINANCEIRO.

Postado em 11 dEurope/London setembro dEurope/London 2008

Por José Luís Fiori

“Todas as moedas são símbolos, e o seu peso ou composição não tem maior importância. O que de fato importa é o nome ou o poder de quem a emite” – Mitchell Innes, What is money. Banking Law Journal. May, 1913.

Para surpresa dos ideólogos, os Estados Unidos acabam de dar uma aula, curta, sintética e brilhante, sobre a natureza do capitalismo, e sobre o funcionamento dos seus mercados. Com poucas palavras, o governo americano anunciou, nesta última semana, a estatização das duas maiores empresas de financiamento hipotecário dos EUA – a  Fannie Mae, e a Freddie Mac – criadas pelo estado americano, em 1938 e 1970, e depois  privatizadas, com o objetivo de diminuir os gastos públicos e aumentar a concorrência setorial. Ao anunciar sua decisão, o secretário do Tesouro americano prometeu injetar até US$200 bilhões dos contribuintes, nas duas empresas que controlam metade do mercado de hipotecas dos EUA, estimado em 12 trilhões de dólares.  Mas não é só isto: nos últimos meses, o Fed financiou a aquisição do Bear Stearns pelo J.P. Morgan; criou uma nova linha de financiamento para firmas externas ao setor bancário; e colocou seus “inspetores” para controlar os bancos de investimento. Enquanto o Congresso americano aprovava, no último dia 30 de julho, a Lei para a Recuperação da Economia e do Setor Imobiliário”, e discutia uma nova regulamentação rigorosa e detalhada  do mercado financeiro americano. E agora, mais recentemente, o ex-presidente do Fed, Alan Greenspan, propôs diretamente a criação de uma nova Agencia Estatal de analise de risco das empresas privadas. Ou seja, de todos os lados está vindo o mesmo sinal:  como diz o jornal Financial Times, “no conflito perene entre a política e o mercado, não há duvida, que neste momento, a política está por cima”.

Enquanto isto, os analistas econômicos batem cabeça, há mais de um ano, sem conseguir explicar a natureza, a extensão e o futuro da crise hipotecária americana. Talvez, porque todos compartilham, de uma forma ou outra, a mesma tese do Financial Times: a idéia equivocada de que existe um “conflito perene”, entre a Política e o Mercado. Apesar de que a história da formação dos mercados e do capitalismo, aponte na direção oposta, de uma solidariedade essencial e originária entre o poder, o mercado e os capitais privados. Uma história que começa, por volta do século XIV, com o poder arbitrário dos príncipes que definiam de forma soberana, o valor dos tributos que deviam ser pagos pelos seus súditos, e ao mesmo tempo, definiam o valor da moeda que cunhavam para pagamento dos seus próprios tributos. E mesmo quando circulavam outras moedas e títulos privados, dentro do seu “principado”, eles sempre eram referidos, em última instancia, ao valor da moeda soberana. Este “circuito” inicial se complicou com a expansão das guerras e a necessidade dos príncipes recorrerem ao endividamento, criando a dívida publica negociada pelos comerciantes-banqueiros, num mercado cada vez mais extenso de títulos e moedas. Foi assim que nasceu o capital financeiro através da senhoriagem entre as moedas e títulos das unidades soberanas do mundo Medieval. Leia o resto do artigo »

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The Fed can learn from history’s blunders

Postado em 20 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

By Barry Eichengreen

Financial Times (08/18/2008)

One of the chief ways financial market participants make sense of events is by drawing parallels with the past. The subprime crisis, when it first erupted, was widely perceived as the most dangerous financial crisis since the 1930s. The implication was that it was critical to avoid the policy mistakes that transformed that earlier crisis into a macroeconomic disaster. The lesson drawn was that it was important to avoid an excessively tight monetary policy.

Now, with inflation rising, the popular parallel is not the deflationary 1930s but the stagflationary 1970s. Again the implication is that it is important for policymakers to avoid past mistakes. In this case past mistakes mean a monetary policy that allows inflation expectations to become unanchored.

In fact both analogies are misleading, precisely because market participants and policymakers are aware of this history. Their awareness means that financial history never repeats itself in the same way. Biochemists can replicate their experiments because molecules do not learn. Central bankers lack this luxury. Leia o resto do artigo »

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Armas, drogas y mercados financieros

Postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

by Dani Rodrik

Fonte: Project Syndicate

La crisis de las hipotecas subprime ha demostrado una vez más lo difícil que es controlar las finanzas, una industria que es al mismo tiempo vital para las economías modernas y la mayor amenaza a la que se enfrentan. Si bien esto no es noticia para los mercados emergentes, que han experimentado varias crisis financieras en los últimos 25 años, medio siglo de estabilidad financiera hizo que las economías avanzadas se volvieran complacientes.

La estabilidad reflejaba un simple quid pro quo : reglamentación a cambio de la libertad de operar. Los gobiernos impusieron reglamentación cautelar a los bancos comerciales a cambio de la prestación pública de seguros de depósitos y la función de prestamista de último recurso. Los mercados de valores quedaron sujetos a requisitos de divulgación y transparencia .

Pero la desregulación financiera de los años ochenta nos llevó a territorio desconocido. La desregulación prometía generar innovaciones financieras que mejorarían el acceso al crédito, permitirían una mayor diversificación de los portafolios y asignarían los riesgos a quienes estuvieran en mejores condiciones de soportarlos. Los liberalizadores argumentaban que la supervisión y la reglamentación estorbarían y que los gobiernos no podrían seguir el ritmo de los cambios.

Qué diferencia ha significado la crisis actual. Ahora nos damos cuenta de que los actores más sofisticados del mercado no tenían idea sobre los nuevos instrumentos financieros que se crearon y ahora nadie duda que la industria financiera requiere una reforma a fondo.

Pero, ¿qué es lo que se debe hacer exactamente? Los economistas que se concentran en esos temas se dividen en tres grupos.

Primero están los promotores de la libertad, para quienes cualquier cosa que se interponga entre dos adultos que se ponen de acuerdo es similar a un crimen. Si me venden un papel que yo quiero comprar, es mi responsabilidad saber qué es lo que estoy comprando y tomar conciencia de cualquier consecuencia adversa posible. Si la compra me daña, sólo yo tengo la culpa. No puedo suplicar al gobierno que me rescate.

Quienes no son partidarios de esta libertad reconocen el defecto fatal de este argumento: los colapsos financieros conllevan lo que los economistas llaman un “riesgo sistémico” – todos pagan un precio. Como lo demuestra el rescate de Bear Sterns, el gobierno puede verse obligado a rescatar instituciones privadas para evitar un pánico que tendría peores consecuencias en otras partes. Así, muchas instituciones financieras, sobre todo las más grandes, operan con una garantía gubernamental implícita. Esto justifica que el gobierno regule las prácticas de préstamo e inversión. Leia o resto do artigo »

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Uma nova agenda de desenvolvimento

Postado em 28 dEurope/London outubro dEurope/London 2007

Jornal Monitor Mercantil, 20-06-07.

por Rodrigo Loureiro Medeiros 

“Idéias, conhecimento, ciência, hospitalidade, viagens – estas são as coisas que por sua natureza deveriam ser internacionais. Mas deixe-se que os bens sejam caseiros sempre que seja razoável e conveniente, e acima de tudo deixe-se que as finanças sejam principalmente nacionais”. John Maynard Keynes, National Self-Sufficiency (Yale”s Review, 1933).

Logo após o término do Programa de Metas, mergulhou-se intelectualmente na investigação das causas da inflação brasileira. Diversos estudiosos buscaram diagnosticar as dificuldades de se sustentar o processo de desenvolvimento econômico brasileiro com uma inflação moderada. A inovadora análise de Ignácio Rangel destacou-se.

O problema precisaria ser encarado de forma estrutural, ou seja, qualquer política ortodoxa agravaria o quadro recessivo e não seria capaz de desenvolver de forma sustentada o país. Situações inflacionárias de câmbio e de custos permeavam a história econômica brasileira ao longo do século XX. Leia o resto do artigo »

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