Postado em 5 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Fonte: Correio da Cidadania
por Luiz Eça
Em dezembro, haverá eleições presidenciais na Bolívia. Evo Morales será certamente reeleito por larga margem. Nas últimas sondagens (Ipsos-Opinion, Apoyo y Mercado) obteve 54% contra 20% do oposicionista Manfred Reyes Villa. E seu partido, o MAS (Movimiento Al Socialismo), ganharia o controle do Senado, com 22 cadeiras, deixando seus rivais com apenas 15.
A eleição de Evo, em 2005, fora recebida com desprezo pelas classes ditas ilustradas – a elite dos 12% de brancos da população, que detinha o poder desde a independência no século 19.
Governos anteriores, abençoados por Washington, seguiram à risca os princípios do FMI durante 20 anos seguidos. E o resultado foi que a renda per capita nacional, em 2005, era menor do que há 27 anos; 80% da população viviam na miséria naquele que era o país mais pobre da América do Sul. O que se poderia esperar de um pequeno fazendeiro índio no governo de um país nessas condições? Leia o resto do artigo »
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Postado em 14 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Fonte: Carta Maior
As adesões à greve de fome para forçar o Congresso a aprovar uma nova lei eleitoral se massificaram por toda a Bolívia nos últimos dias. A oposição, que na quinta-feira deixou sem quorum a sessão do Congresso, após a aprovação dos termos gerais da nova legislação eleitoral, negou-se a voltar ao parlamento. “Seguramente, pensaram em me vencer pelo cansaço”, disse o presidente Evo Morales, que já esteve em outras greves de fome desde que ingressou na luta sindical campesina, em 1985.
Por Pablo Stefanoni
Após as primeiras 30 horas de greve de fome, o presidente da Bolívia, Evo Morales, passou sem problemas pelo primeiro exame médico, realizado pelo ministro da Saúde, e pediu a seus seguidores que suspendam o jejum até a segunda-feira, para não prejudicar as celebrações da Páscoa. No entanto, as adesões à greve de fome para forçar o Congresso a aprovar uma nova lei eleitoral se massificaram em todo o país nos últimos dias. A oposição, que na quinta-feira deixou sem quorum a sessão do Congresso, após a aprovação dos termos gerais da nova legislação eleitoral, negou-se e voltar ao parlamento, apesar dos insistentes pedidos do vice-presidente boliviano e presidente do Congresso, Álvaro García Linera, que se comprometeu a cumprir os acordos firmados em uma comissão de concertação. Leia o resto do artigo »
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Postado em 14 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
Por Atilio A. Boron
O expressivo triunfo de Evo Morales, o terceiro consecutivo desde 2005, dificilmente servirá para calar as críticas de quem viu neste referendo constitucional apenas um estratagema do líder boliviano para se perpetuar no poder. Omite-se a densa articulação da nova Constituição boliviana que, em seus 411 artigos, estabelece um marco normativo protetor das grandes maiorias populares, por séculos oprimidas pelos distintos governos locais, ao passo que reafirma os direitos dos povos indígenas, garante o controle público sobre os principais recursos naturais e aperfeiçoa a qualidade das instituições republicanas. Apesar dos cerca de 350 observadores internacionais, de organismos como a OEA, a Unasul, a União Européia e o Centro Carter terem declarado que as eleições se desenvolveram de maneira irretocável, o líder da direita fascista de Santa Cruz, Branco Marinkovic, manifestou sua impotência lançando uma ridícula acusação de fraude, preparando o terreno para uma nova ofensiva insidiosa contra a nova Constituição. Leia o resto do artigo »
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