Postado em 27 dEurope/London outubro dEurope/London 2009
Fonte: Correio da Cidadania
Por Raú Zibechi
O mais que provável triunfo de Jose Mujica, que será eleito presidente no primeiro ou segundo turno, ou seja, entre 25 de outubro e 29 de novembro, é de algum modo a vitória de um jeito plebeu de fazer política, em um país onde a cultura das classes médias ostenta uma potente hegemonia.
Diferentemente de países como Bolívia e Argentina, onde a cultura popular dos de baixo sempre teve uma fortíssima estampa, que marcou a fogo a história recente, no Uruguai, desde o começo do século 20, se impôs um modo pouco estridente, pacato e moderado de expressar opiniões e mobilizações dos setores populares. Alguns chamaram essa cultura de ‘institucionalizaçao’, enquanto outros apontaram o predomínio de uma cultura política ‘amortecedora’ como forma de explicar as particulares configurações de um país onde as camadas médias não só foram quantitativamente importantes como também logo se tornaram referência obrigatória para o conjunto da sociedade. Neste país, ter muito é mal visto; esbanjar pressupõe um castigo social inevitável. De modo que os de cima são, há muito tempo, tímidos na hora de alardear sua riqueza. E os de baixo, em contrapartida, sempre mostraram uma tendência a não se considerarem pobres, e sim classe média. Leia o resto do artigo »
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Postado em 26 dEurope/London outubro dEurope/London 2009
Fonte: Carta maior
A frase de impacto é do ex-militante tupamaro e atual candidato à presidência do Uruguai pela Frente Ampla, José “Pepe” Mujica. Em entrevista publicada na revista Teoria e Debate, Mujica e Danilo Astori, seu candidato a vice, avaliam os desafios de um próximo governo de esquerda no Uruguai. Senador mais votado do país em 2004 e candidato à frente nas pesquisas para as eleições de 25 de outubro, Mujica passou mais de doze anos preso durante a ditadura militar. Um par destes anos, o possível futuro presidente uruguaio esteve praticamente enterrado vivo, no fundo de um poço. Ele e os companheiros submetidos a mesma tragédia ficaram conhecidos como os “reféns”.
Por Clarissa Pont – Especial para Revista Teoria e Debate
Líder do Movimento de Participação Popular (MPP), Mujica recebeu o apoio de 1.694 delegados, mais de dois terços dos que estavam habilitados a votar na eleição interna da Frente Ampla. Na votação, que contou com 2.381 delegados, ele venceu o ex-ministro da Economia do governo Tabare Vásquez, Danilo Astori, atual candidato a vice-presidente. Nesta conversa com Mujica e Astori, em Buenos Aires, devido à campanha no país vizinho pelo grande número de uruguaios residentes na Argentina, ambos reiteram a necessidade de massificar as escolas de tempo integral e acreditam que “salvar a los gurizes”, antes de mais nada, é a solução para resolver o problema de insegurança, principal preocupação dos uruguaios atualmente. Leia o resto do artigo »
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