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Blog do Desemprego Zero

A teoria e a lógica desenvolvimentista

Postado em 13 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

* Heldo Siqueira

Freqüentemente nos deparamos com a distinção entre economistas liberais e desenvolvimentistas. Trata-se de um entendimento incompleto, afinal, em certo sentido, todos os economistas são desenvolvimentistas, no sentido de buscarem, ao menos em discurso, o desenvolvimento econômico através da elaboração das recomendações de política econômica.

Os liberais, por um lado, acreditam que o motor do desenvolvimento é a busca pelo lucro individual. A impessoalidade do mercado garante a justiça das negociações, favorecendo o espírito empreendedor e levando a eficiência econômica. Por isso, defendem a liberalização dos mercados, para fazer florescer esse espírito competitivo, levando ao desenvolvimento econômico. Nesse caso, a atuação do Estado, frequentemente voltada para alguns grupos específicos, gera ineficiência econômica, pois garante remunerações a agentes ineficientes. A tarefa do Estado, nesse caso, se encerrara em garantir o cumprimento das regras do mercado (segurança, marco jurídico, marco regulatório, e em alguns casos, saúde e educação). Leia o resto do artigo »

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Quem acredita no poder da magia das finanças?

Postado em 11 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Por Rodrigo L. Medeiros

“O episódio eufórico é protegido e sustentado pela vontade dos envolvidos, a fim de justificar as circunstâncias que os tornam ricos. E é igualmente protegido pela vontade de ignorar, exorcizar ou condenar aqueles que exprimem dúvidas” – John Kenneth Galbraith (1908-2006).

Há alguns anos trás, John Kenneth Galbraith escreveu: “Em Wall Street, como em toda parte, há uma fé profunda no poder da magia. A magia preventiva requeria que um importante número de pessoas repetisse com o máximo de firmeza que isso [a queda do mercado] não aconteceria”. O livro ‘1929: o colapso da bolsa’, originalmente publicado em 1955, se tornaria um clássico.

Não há dúvidas quanto ao fato do momento presente ser outro. No entanto, a clássica descrição de Galbraith merece ser revisitada. O “apoio organizado”, por exemplo, captura o quadro da recente concertação em torno da redução das taxas básicas de juros realizada por vinte bancos centrais. Segundo Galbraith, “apoio organizado significava que os homens poderosos se organizariam para manter os preços dos valores em níveis razoáveis”. Irving Fisher, professor e especulador, declarou na época que a queda do mercado traduzia apenas a eliminação dos irracionais. Mesmo assim, o pânico não cederia.

Uma onda de fusões ocorreu na década de 1920. Cada nova fusão demandou, invariavelmente, algum novo capital e novas emissões de títulos. Tratou-se também de uma época de consolidação. Entre as motivações, destaca-se a eliminação ou regularização da concorrência. Thorstein Bunde Veblen (1857-1929) havia identificado tal tendência quando analisou a sabotagem que os capitães de indústrias e finanças operavam para manter os lucros estavelmente elevados pela via da regulação do output para impedir que a oferta ultrapassasse gradualmente a demanda.

À análise crítica de Galbraith não escapou o fato de que se há alguma diferença entre o oráculo caldeu e um economista moderno ela se deve ao “detalhe” de que as previsões de chuva ou seca do caldeu não influíam no clima. Os rumos da economia dependem, cada vez mais, das previsões dos tomadores de decisão. Conforme alertou a UNCTAD, em seu TDR 2008, as estratégias dos bancos comerciais e das outras instituições financeiras influenciam a concessão do crédito e a alocação de recursos na economia. A crítica de Galbraith encontra-se em consonância com os movimentos atuais da Casa Branca, incluindo o Federal Reserve System, e os bancos centrais do Primeiro Mundo. Quanto ao fim da magia, Galbraith afirmou: “o milagre da alavancagem permitia realizar essa operação relativamente sem custos ao homem situado no final de toda a cadeia de grupos”. O socorro de instituições financeiras integra esse imbróglio sociológico. O “incesto fiscal” no âmbito das grandes corporações mostrou-se um instrumento de estímulo da alavancagem.

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“De todos os mistérios da Bolsa de Valores nenhum é tão impenetrável quanto a razão de sempre haver um comprador para cada vendedor. Ninguém sabia, mas nunca é demais ressaltar, que para a eficácia da magia o conhecimento não é nem necessário nem presumido. Um banqueiro não precisa ser popular; de fato, um bom banqueiro em uma sociedade capitalista coerente deve, provavelmente, ser objeto da reprovação geral. As pessoas não desejam confiar seu dinheiro a um cidadão complacente, mas a um misantropo que pode dizer não. Entretanto, um banqueiro não deve parecer fútil, ineficaz ou vagamente tolo” – J. K. Galbraith.

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Não se pode dizer que a disciplina de mercado mostrou-se capaz de monitorar os abusos do sistema. Onde estariam as virtudes da auto-regulação do mercado no momento em que elas são mais necessárias? Pois bem, essa ainda é uma questão atual. A crise de 1929 testemunhou uma queda do prestígio dos banqueiros. Longe de ajudar a estabilizar o mercado, o pool de banqueiros de então estava buscando se livrar do papelório. Leia o resto do artigo »

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O retorno do pêndulo: algumas breves reflexões

Postado em 24 dEurope/London setembro dEurope/London 2008

Rodrigo L. Medeiros*

Movimentos pendulares nas questões humanas são certamente temas passíveis de intermináveis debates. No que diz respeito à intervenção do Estado na economia, deve-se esperar que o debate esquente. Como sempre, há grandes interesses em jogo.

A frustrada Rodada de Doha, da OMC, traduz, em uma larga medida, a tendência de que a primazia da política das nações se estabeleça nos próximos tempos sobre os interesses pecuniários imediatos dos grandes grupos econômicos e financeiros transnacionais. O endurecimento nas negociações internacionais por parte dos países menos desenvolvidos e as tensões internas nas sociedades mais evoluídas são sinais desse novo tempo.

Ralph Gomory e William Baumol avaliaram que os interesses nacionais podem entrar em conflito com o comércio global e que não há nenhuma garantia de que o livre-comércio possa atender ou mesmo conciliar os interesses de todos os participantes da arena econômica [1]. A captura de indústrias e empregos detentores de capacidades tecnológicas dinâmicas, por exemplo, representa um dos pontos de conflito mapeados pelos respectivos autores. O diagnóstico posterior de Paul Samuelson seguiu essa linha de raciocínio [2].

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“Não há evidência clara a demonstrar que a política de investimento socialmente mais vantajosa coincida com a mais lucrativa” (John Maynard Keynes).

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O mais recente relatório anual da UNCTAD, o TDR 2008, por sua vez, traz duras críticas ao fundamentalismo de mercado praticado pela ortodoxia neoclássica. A crítica à agenda de desregulamentação dos mercados perpassa o documento. Não se precisa de muito esforço intelectual para se perceber como os instrumentos financeiros complexos, ao invés de reduzirem os riscos operacionais, serviram para espalhar os efeitos dos riscos por países e mercados. A recente crise das hipotecas nos EUA revelou, novamente, como o mercado é ineficaz para prevenir recorrentes episódios de exuberância irracional quando as firmas buscam obsessivamente extrair retornos de dois dígitos numa economia que cresce a um ritmo menor. Oportunidades para a especulação estão presentes na atual arquitetura financeira internacional e as mesmas são capazes de desestabilizar os sistemas econômicos.

As “expectativas racionais” dos agentes econômicos em torno da liberalização financeira iniciada na década de 1980 apontavam no sentido de que a abertura dos setores financeiros para os bancos estrangeiros introduziria maior competição na oferta de crédito, o que deveria ajudar a reduzir as taxas de juros praticadas nos mercados domésticos dos países emergentes. Houve uma expansão das atividades financeiras nos países em desenvolvimento, porém tal fato raramente levou a um crescimento sustentado do empréstimo bancário aos setores produtivos de bens e serviços para fins de investimento. O sistema financeiro preferiu continuar ofertando crédito para o consumo, mesmo que esse processo tenha desembocado recorrentemente em crises. Governos e bancos centrais precisaram agir. Após as crises, a maioria dos bancos comerciais ainda considerou mais rentável e menos arriscado emprestar para estender o consumo ou comprar títulos públicos do que financiar investimentos produtivos. Quando seguem suas estratégias e metas corporativas, os bancos e as outras instituições financeiras influenciam os rumos das atividades econômicas. Leia o resto do artigo »

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Las muchas recetas del crecimiento económico

Postado em 21 dEurope/London setembro dEurope/London 2008

by Dani Rodrik

Texto em inglês

El “gran pensamiento” del desarrollo siempre ha estado dominado por visiones integrales de cómo transformar a las sociedades pobres. Desde el llamado “gran impulso” hasta el “crecimiento equilibrado”, desde el “consenso de Washington” hasta las “reformas de segunda generación”, el énfasis siempre estuvo puesto en un cambio al por mayor.

La postura de hoy en materia de desarrollo no cambió en nada. La obsesión prevaleciente con la agenda de la “gobernancia” conlleva un esfuerzo general por remodelar las instituciones en las sociedades en desarrollo como prerrequisito para el crecimiento económico. El Proyecto Milenium de las Naciones Unidas implica un gran impulso de inversión, coordinada y de gran escala, en capital humano, infraestructura pública y tecnologías agrícolas.

Sin embargo, también ha habido disidentes iconoclastas frente a estos enfoques integrales, entre los cuales Albert Hirschman fue, sin duda, uno de los más distinguidos. De hecho, los aportes seminales de Hirschman ahora han sido reconocidos por el Consejo de Investigación en Ciencias Sociales de Estados Unidos, que este año estableció un premio en su honor.

Los intereses de Hirschman se alejaron del desarrollo económico en el curso de su ilustre carrera. Pero aún cuando participaba en debates sobre el desarrollo, frecuentemente les recordaba a sus contemporáneos que cualquier país que tuviera la capacidad de emprender programas integrales, por empezar, no sería subdesarrollado.

De hecho, una vez fustigó a John Kenneth Galbraith por enunciar una larga lista de prerrequisitos para que la ayuda extranjera sea efectiva. Si los países en desarrollo pudieran cumplir con estas condiciones, escribió, estarían en condiciones de enviar ayuda extranjera a Estados Unidos.

Hirschman creía que las posibilidades para el desarrollo económico no son tan limitadas como nos llevarían a pensar las teorías integrales. Los desequilibrios propios del subdesarrollo crean oportunidades que los estrategas políticos pueden aprovechar. En lugar de confiar en modas que vienen del extranjero, necesitamos buscar y experimentar soluciones únicas que nos permitan eludir las estructuras sociales arraigadas que inhiben el crecimiento. Leia o resto do artigo »

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More Dangerous Than the A-Bomb?

Postado em 15 dEurope/London setembro dEurope/London 2008

The Chicago School’s Record of Infamy

By MICHAEL HUDSON

Fonte: Artigo

“So I recognized that from the U/C’s vantage point, a “free market” in ideas was one where students were only free to choose the ideology that the U/C supported. Their teaching was like the Terminator. You can’t reason with it. It’s just there to kill the opposition”.

As a graduate of the University of Chicago (1959) and also of its Laboratory School (1955-56), I think my experience there confirms the picture portrayed by Henry Liu in his wonderful essay last week on Milton Friedman and the “Money Matters Controversy”.

My introduction to the University of Chicago (UC) was via the Manhattan Project around 1948. I lived in Chicago neighborhood of Kenwood, just north of Hyde Park. We rented the top floor of our house to a physicist, Shuki Hayashi, who worked on the project at Stagg Field, under whose bleachers the project’s atomic pile still continued. To bring me to the Lab School, he would put me on his bike (a Raleigh DL-1 28-incher) and drive me up to the field. Only much later in my life was I left to wonder what has been more dangerous to humanity: the A-bomb or Chicago School monetarism?

My father was a labor leader and we often had UC professors over to the house for discussions in the early 1950s. In contrast to today, the Chicago faculty from the 1930s through early 1960s included such men as Maynard Krueger (a vice presidential candidate on the Socialist Party ticket behind Norman Thomas), and Rexford Tugwell, a Roosevelt brain truster and former governor of Puerto Rico (and protege of Simon Patten). The post-Keynesian economist Hyman Minsky told me that it was Krueger who converted him to socialism. Minsky later became the godfather of the present post-Keynesian faculty providing an alternative to Chicago-style monetarism at the University of Missouri – Kansas City, where I now teach.

Today, the Chicago School is known for its censorial intolerance. The first thing the “Chicago Boys” did in Chile after 1974, for example, was to close down every economics and social science department in the country, except at the Catholic University where they had a foothold with “the brick”, ie Friedmanite doctrine. Leia o resto do artigo »

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A vingança dos heterodoxos

Postado em 8 dEurope/London setembro dEurope/London 2008

Por Sérgio Léo

Valor Econômico (08/09/2008)

Analistas como Martin Wolff, do “Financial Times”, já registraram, no início do ano, a morte do sonho liberal de um capitalismo global regido pelo livre mercado. Faltava um documento oficial para decretar o óbito. Essa certidão acaba de ser lavrada – pela mais heterodoxa das organizações econômicas multilaterais, a Unctad, sigla em inglês da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento. 

Críticas como a da Unctad contra o sonho liberal alimentam-se do socorro desesperado do governo dos EUA a bancos e às instituições hipotecárias Fanny Mae e Freddy Mac; da nascente recessão na Europa que se debate entre combater a inflação ou baixar juros; e da emergência das economia asiáticas fortemente impregnadas pelas digitais do Estado. Os economistas da ONU tiraram do limbo peritos de linha heterodoxa, como o neokeynesiano Nicholas Kaldor, para decretar o que chamam de “fracasso do modelo neoclássico”, predominante no Ocidente. 

“Embora a maioria dos economistas concorde que os pressupostos do modelo neoclássico estão longe da realidade, este modelo continua a servir de base para as prescrições de política econômica”, acusa a agência da ONU, no seu recém-lançado Informe de Comércio e Desenvolvimento 2008. O documento combate prescrições do modelo neoclássico que considera baseadas em premissas equivocadas e potencialmente danosas. 

Entre as premissas, está a de que os preços são sinais claros do mercado para corrigir distorções de oferta e demanda. A Unctad também combate a idéia de que o investimento para aumentar a produção tem de ser precedido pelo acúmulo de poupança. Contra a teoria tradicional, por exemplo, os países em desenvolvimento com mais investimentos são os que enviam ao exterior mais poupança do que recebem, nota o Informe. 

Ao lado de questionamentos teóricos sobre a teoria neoclássica de formação preços, o documento menciona os problemas criados com a influência das expectativas nos mercados financeiro sobre os mercados de mercadorias e a produção real. Os economistas da Unctad não sabem dizer o quanto a especulação influencia a atual alta de preços de mercadorias, mas comentam que a lógica de uma parte substancial dos mercados de futuros e hedge hoje descolou do terreno produtivo e atende a decisões de “diversificação de portfólios de investidores”. 

Unctad vê fracasso do modelo neoclássico

Em linguagem um pouco mais simples (só um pouco; nada no mundo atual é simples como se gostaria): ao notarem riscos maiores nos mercados de títulos, ou de ações, por exemplo, uma parte crescente de investidores do mercado financeiro tem diversificado aplicações comprando contratos de mercadorias no mercado futuro. Esses operadores não mudam de posições (comprando contratos ou vendendo os que têm) em função apenas da expectativa de mudança nos preços das mercadorias; só mexem em suas carteiras com base no que acontece nos outros mercados. A alteração no humor de investidores ganha efeito desproporcional no mercado de commodities. 

“Em vez de reduzir riscos, os complexos instrumentos financeiros desenvolvidos recentemente têm servido para espalhar o impacto de investimentos arriscados através de continentes, instituições e mercados”, alerta a Unctad. A interpenetração dos mercados financeiro e de mercadorias e a arbitragem com juros e taxas de câmbio provocam movimentos que contrariam o saber convencional: países com grandes déficits nas contas externas no Leste Europeu vêem suas moedas se valorizarem e países com grandes superávits em conta corrente, como Japão e Suíça sofrem desvalorizações. Políticas baseadas nos pressupostos tradicionais podem exacerbar a crise, acreditam os economistas da ONU. 

“Seguindo a agenda do Consenso de Washington, que visava ‘obter os preços corretos’, muitos países mantém errados dois dos mais importantes preços – as taxas de câmbio e de juros”, diz a Unctad. “Isso pode explicar por que o Consenso de Washington não se aplica em Washington: os EUA, depois de flertar brevemente com a ortodoxia monetária no começo dos anos 80, voltaram à sintonia fina da taxa de juros e a uma política monetária extraordinariamente complacente nas últimas duas décadas.”

O Informe dá argumentos em defesa do crédito dirigido para investimentos, e cita o BNDES brasileiro como bom exemplo. No capítulo de propostas para lidar com a crise mundial, porém, apela para uma utópica coordenação multilateral para criar, nos mercados financeiros e na administração das taxas de câmbio, regras e códigos de conduta como os que a desmoralizada OMC aplica ao comércio internacional. O relatório completo, em inglês ou espanhol, está no portal www.unctad.org.

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Soberania do consumidor?

Postado em 25 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Rodrigo L. Medeiros*

Há cinqüenta anos atrás, John Kenneth Galbraith publicou um clássico livro sobre as transformações que se passavam no capitalismo. A sociedade afluente foi traduzido para diversos idiomas e instigou reflexões sobre os rumos das sociedades industriais. Em um dos capítulos do respectivo clássico, Galbraith questiona até que ponto a soberania do consumidor se sustenta como um fato.

Em síntese: “À medida que uma sociedade se torna mais afluente, as necessidades são cada vez mais criadas pelo processo por meio do qual são satisfeitas” (Galbraith essencial. Futura, 2007. p.47). Uma pessoa com fome não precisa ser informada sobre a sua necessidade de alimento. Ela simplesmente sente uma necessidade. Para as necessidades de segunda classe, isto é, aquelas resultantes do esforço de manter-se adiante ou acima do seu próximo, quanto maior o seu nível, mais altas elas serão. Elas são praticamente insaciáveis, afirmou John M. Keynes.

Como economista institucionalista de corte liberal-democrata, Galbraith afirma que não se deve simplesmente defender qualquer forma de produção para satisfazer as necessidades individuais das pessoas. Em sociedades brutalmente desiguais em termos de distribuição de renda, o quadro analisado por Galbraith torna-se ainda mais dramático. Até que ponto a modernidade associada aos padrões de consumo propagados pelos grandes interesses pecuniários estabelecidos estão em consonância com as reais necessidades das sociedades retardatárias e, em que medida, ela se associa a uma estratégia de desenvolvimento sustentado para essas respectivas sociedades? Leia o resto do artigo »

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The Fed can learn from history’s blunders

Postado em 20 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

By Barry Eichengreen

Financial Times (08/18/2008)

One of the chief ways financial market participants make sense of events is by drawing parallels with the past. The subprime crisis, when it first erupted, was widely perceived as the most dangerous financial crisis since the 1930s. The implication was that it was critical to avoid the policy mistakes that transformed that earlier crisis into a macroeconomic disaster. The lesson drawn was that it was important to avoid an excessively tight monetary policy.

Now, with inflation rising, the popular parallel is not the deflationary 1930s but the stagflationary 1970s. Again the implication is that it is important for policymakers to avoid past mistakes. In this case past mistakes mean a monetary policy that allows inflation expectations to become unanchored.

In fact both analogies are misleading, precisely because market participants and policymakers are aware of this history. Their awareness means that financial history never repeats itself in the same way. Biochemists can replicate their experiments because molecules do not learn. Central bankers lack this luxury. Leia o resto do artigo »

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