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Blog do Desemprego Zero

O País das urgências e o aniversário de Darwin

Postado em 24 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Fernando J. Cardim de Carvalho

Fonte: Carta Maior

O Brasil é um país de urgências. Reais, prementes. Era urgente controlar a alta inflação que corroeu a economia nacional por três décadas. Era urgente evitar a crise do sistema bancário resultante do controle da inflação. Foi sem dúvida urgente tomar medidas para evitar o contágio das crises mexicana (de 1994), asiática (de 1997), russa (de 1998), etc, ao qual nos expomos quando os liberais de FHC resolveram desmontar os controles que limitavam os movimentos de capitais de curto prazo para dentro e para fora do país. Era urgente, naturalmente, combater a fome. É urgente, agora, conter e reverter a crise que herdamos dos americanos, e assim por diante.

Nos movemos de urgência em urgência, e não é surpreendente que assim seja, já que continuamos a ser um país em desenvolvimento, com grandes demandas e enormes vulnerabilidades, mesmo que algumas destas últimas sejam auto-infligidas, parte daquilo que há poucos anos atrás se chamava de herança maldita, resultante da adesão, com o entusiasmo e ortodoxia dos recém convertidos, a um liberalismo que já dava sinais de exaustão no resto do mundo, mas que chegou aqui, pelas mãos de FHC, e continuou durante o palloccinato, em meados dos anos 1990.

É natural atacar primeiro os problemas urgentes, mas é também comum a tendência a considerar urgentes apenas os problemas cuja solução pode ser conseguida no curto prazo. Há uma certa inclinação a confundir problemas de longo prazo com aqueles cuja solução pode ser encaminhada “mais tarde”. Assim, é urgente, por exemplo, atacar o problema da fome. Como dizia o saudoso Betinho, quem tem fome tem pressa. Mas o problema da fome não é apenas o problema da provisão imediata de alimentos a famílias famintas, ele é também o problema do emprego, que dará solução durável e sustentável ao problema da fome. É preciso urgentemente combater a crise que nos ataca do exterior, mas o combate bem sucedido à crise não se esgota em medidas de criação de emprego emergencial, das famosas frentes de trabalho, ou assistenciais, ele exige a implementação de projetos que garantam que a economia será capaz de manter esses empregos mesmo quando o impulso inicial se esgotar, como fatalmente ocorrerá em algum momento. Leia o resto do artigo »

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PNB Jr: BC atrasa o Brasil. Lula tem que demitir Meirelles

Postado em 12 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Saiu na Folha (*), pág. B2, artigo de Paulo Nogueira Batista jr, diretor executivo do FMI (que seria um excelente sucessor de Henrique Meirelles no Banco Central):

Fonte: PH Amorim

“Não à recessão e ao desemprego. É preciso tentar conter a retração da demanda, por meio de cortes no compulsório e no juro e no estímulo fiscal. O Banco Central pode, por exemplo, diminuir a taxa básica de juros, que continua a ser a mais alta do mundo em termos reais, mesmo após o corte de um ponto percentual determinado pelo Copom na sua última reunião. O BC também pode diminuir os ainda elevados depósitos compulsórios sobre passivos bancários, o que injetaria liquidez na economia e contribuiria em princípio para reduzir os ‘spreads’ bancários.”

A culpa é do presidente Lula, o presidente que tem medo. Não há nenhuma razão que justifique o Brasil ter a maior taxa de juros do mundo. Não há astrólogo ou astrônomo que seja capaz de explicar isso.

É pura ideologia (do século passado) travestida de ciência. Leia o resto do artigo »

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Obama piscou…

Postado em 11 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Por Luís Nassif

A sinuca de Barack Obama é a mesma que acomete todos os governantes em períodos de crise sistêmica, radical. Acaba um ciclo. Setores líderes do ciclo que se encerra ficam inviáveis, mas conservam o poder político. Tem que se partir para o ciclo seguinte, mas esses setores ficam pairando como lastro de balão, impedindo o nascimento do novo ciclo.

No caso norte-americano, o problema é o sistema financeiro, os chamados bancos-zumbis, que quebraram com a crise. Eles estão empanturrados de derivativos tóxicos e de créditos de difícil recebimento.

Haveria dois caminhos para solucionar o problema.

O correto seguiria o modelo do nosso PROER. Esta semana o Luiz Carlos Mendonça de Barros escreveu um artigo didático na Folha sobre o modelo.

Em vez de criar um “bad bank” para comprar os títulos podres dos bancos-zumbis, o governo americano deveria criar um banco para comprar os ativos sadios desses bancos.

É o modelo universalmente consagrado de compra de empresas quebradas. Separa-se a parte boa e vende-se. Com os recursos apurados, cobre-se parte do rombo. Se a parte podre for maior, ou os controladores aportam novos recursos ou simplesmente o banco restante vira pó.

Com isso, dos escombros dos bancos-zumbis nasceria um novo banco, imenso, estatal no início, mas que poderia ser privatizado depois (de acordo com as tradições americanas), com porte e condições de revascularizar o sistema de crédito norte-americano e global. Mas significaria também que os acionistas e controladores dos bancos quebrados morreriam com o mico.

Essa solução lógica esbarra no poder políticos dos zumbis e nas vinculações ideológicas das pessoas incumbidas de pensar o plano de salvação – quase todas ligadas ao mercado financeiro.

Assim, fica-se nessa história de limpar os bancos dos ativos tóxicos permitindo a salvação dos controladores e acionistas. Com isso, a crise se aprofunda agudamente. A insegurança continuará, os recursos envolvidos não resultarão na volta do crédito em um momento em que a economia mundial caminha para o estágio mais perigoso: a deflação de ativos (isto é, os preços dos ativos despencando e trazendo novos rombos para a estrutura de capital das empresas e dos bancos).

Infelizmente, Omaba piscou. Esses momentos de crise aguda exigem decisões de ruptura, não de contemporização.

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Crédito travado e caro no Brasil

Postado em 5 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Carta IEDI n. 348 – Políticas para Reativar o Crédito: Os Casos de França e Reino Unido

No Brasil, o crédito “travou” e tornou-se muito mais caro tão logo ocorreu o forte agravamento da crise internacional em 15 de setembro do ano passado. Isso decorreu da restrição de novos financiamentos de origem externa, assim como de uma muito conservadora avaliação do risco de crédito que as instituições financeiras internas passaram a adotar nos financiamentos para as empresas e para as pessoas físicas. O Banco Central procurou atacar esse problema com medidas exclusivamente voltadas à expansão da liquidez, no suposto de que a ampliação da liquidez acabaria cedo ou tarde por afrouxar o aperto do crédito. A política não surtiu efeito, de forma que o problema do financiamento continua grave. Isso vem tendo papel decisivo em conduzir a economia brasileira para uma retração mais aprofundada. Ações mais fortes e diretas devem ser tomadas para reduzir o problema. Nada será possível sem novas reduções da taxa básica de juros e, simultaneamente, sem medidas eficazes de indução do crédito. Esta edição da Carta IEDI aborda dois casos de políticas voltadas para enfrentar o problema da restrição do crédito: o da França e o do Reino Unido. O objetivo é reunir experiências que possam servir de referência para possíveis ações no Brasil. Leia o resto do artigo »

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O alerta da Islândia para o mundo

Postado em 5 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Por Ralf Hoppe

Da Der Spiegel

Segundo uma história, os islandeses mais ricos deixaram o país há meses, com suas malas cheias de dinheiro ao embarcarem em um jato particular com destino a Portugal. Supostamente eles retornarão em breve para cobrir seus rastros. A coroa islandesa perdeu um terço de seu valor frente ao euro em um ano e permanece volátil. Ninguém nas lojas sabe qual é atual taxa de câmbio.

Vilhjalmur, um ex-banqueiro de 56 anos, trabalha como professor de macroeconomia, atua como presidente da Associação dos Pequenos Investidores e é um atleta amador dedicado. Ultimamente, ele anda extremamente irritado porque previu tudo o que está acontecendo agora. Ele sempre permaneceu politicamente neutro por acreditar que um economista deve preservar sua independência – apesar disso ter colocado freios em sua carreira. Agora ele está sendo considerado para se tornar o novo presidente do banco central ou conselheiro do ministro das finanças. “Nós colocamos nossa economia nas mãos de criminosos”, ele diz, “e o trabalho de limpeza será um banho de sangue”.

Ele conhece muito bem alguns dos perpetradores. “Eles foram meus alunos”, ele diz.

Primeiro veio a crise financeira, depois o alvoroço: a Islândia é o primeiro país europeu a sofrer os efeitos plenos da crise financeira global. Isto é uma amostra do que está reservado para o restante do mundo?

Está nevando e em breve escurecerá de novo. A noite começa aqui por volta das 4 horas da tarde, seguida por uma longa, longa noite – uma noite islandesa aqui em Reykjavík, latitude 64 graus norte, bem ao sul do Círculo Polar Ártico. Se os países pudessem exportar escuridão, então a Islândia não teria com que se preocupar. Leia o resto do artigo »

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The Case for Fiscal Stimulus

Postado em 3 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

by Martin Feldstein

  • “I support the use of fiscal stimulus in the US, because the current recession is much deeper than and different from previous downturns. Even with successful countercyclical policy, this recession is likely to last longer and be more damaging than any since the depression of the 1930′s”.
  • “So there is no alternative to fiscal policy if we want to reverse the current downturn. The resulting increase in the national debt is the price that we and future generations will pay for the mistakes that created the current economic situation. Those mistakes led to an underpricing of risk and the resulting increase in excessive leverage”.
  • “A major challenge for the future is to fix the institutional policies that led to these problems”.
  • “Regardless of what is done to provide a fiscal stimulus, governments around the world must act to fix dysfunctional credit markets. Otherwise, credit will not flow and growth will not resume”.

Fonte: Project Syndicate

Martin Feldstein, a professor of economics at Harvard, was formerly Chairman of President Ronald Reagan’s Council of Economic Advisors and President of the National Bureau for Economic Research.

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Um BC em permanente atraso

Postado em 2 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Copom planeja corte de 3 pontos na Selic

Por Luiz Sérgio Guimarães

Fonte: Valor Econômico (02/02/09).

Os indicadores de atividade econômica precisam piorar muito e os de inflação mostrar preços completamente anestesiados ao longo de fevereiro e começo de março para o Banco Central alterar o seu planejamento para a política monetária e cortar a taxa Selic, na próxima reunião do Copom, dia 11 de março, mais fundo do que indicou a última ata. Após a leitura do documento, os analistas se convenceram que o Copom pretende fazer um corte total de três pontos. Quando a Selic chegar a 10,75%, ele para de reduzi-la. Por quê? A ata diz que com Selic a 10,75% no final de 2010, a inflação estará este ano e no próximo perto do centro da meta de 4,5%. Se o BC pretende estancar o ciclo de relaxamento quando a taxa chegar a esse patamar, a velocidade com que irá alcançá-lo é de menor importância desde que o mercado futuro de juros da BM&F se convença disso e incorpore essa expectativa aos contratos. O pregão ainda não fez isso face às reiteradas precauções do Copom.

Ao mudar radicalmente os termos da ata divulgada na quinta-feira – produzindo na prática um documento inteiramente novo -, o BC assumiu que errou na reunião de 13 de dezembro, quando manteve a Selic estável em 13,75%. Passar de um congelamento de taxa no absurdo patamar de 13,75% ao longo das últimas duas reuniões de 2008 para um abrupto corte de um ponto no encontro seguinte, ou é sinal de desmedida teimosia ou de falta de discernimento. Isso sem falar que o BC, supostamente mais bem-informado que o restante do mercado, em setembro, cinco dias antes de o Lehman Brothers quebrar e desencadear uma contração de crédito jamais vista, que empurraria o mundo no abismo da recessão, elevou a Selic de 13% para 13,75%. Leia o resto do artigo »

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Obama não é Lula – bancos têm que explicar o que fizeram com $$$ do contribuinte

Postado em 2 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Fonte: Paulo Henrique Amorim

. O deputado federal do partido Democrata, o de Obama, Barney Frank, presidente da Comissão de Finanças, defendeu com ardor a tese de que era preciso irrigar o mercado de liquidez – e soltar dinheiro aos bancos.

. E defendeu com o mesmo ardor que os bancos explicassem direitinho o que fizeram com o dinheiro do contribuinte.

. No regime neo-liberal de George Bush, o Governo soltou a grana e as rédeas dos bancos.

. Os bancos não explicavam o que fizeram com a grana.

. Agora, na renovação e ampliação do pacote, com Obama na Casa Branca, Frank vai chamar um por um os presidentes dos bancos beneficiados e perguntar: e o que você fez com a grana do contribuinte ?

. Como Lula não é Obama, não demite o presidente do BankBoston, que ocupa há seis anos a presidência do Banco Central.

. Henrique Meirelles soltou R$ 100 bilhões aos bancos brasileiros, através de redução dramática do redesconto e os bancos sentaram em cima da poça de liquidez.

. E ganham dinheiro com Letras do Tesouro – pelas quais Meirelles paga juros exorbitantes.

. E não emprestam. Nem à produção nem ao consumo.

. E se emprestam, sufocam o coitado.

. O presidente do BankBoston perguntou alguma coisa aos bancos: onde vocês puseram a grana que o contribuinte deu a vocês ?

. Não perguntou nada.

. Ele é uma pessoa bem-educada, não gosta de importunar ninguém.

. E hoje, na Folha, Meirelles deu uma entrevista inútil.

. E entre múltiplas platitudes dá uma resposta ambígua, que o “repórter” não soube esclarecer.

. Meirelles diz que a crise de liquidez já acabou.

. Mas, não é a crise das empresas e dos consumidores.

. Não, essa não tem a menor importância.

. É a liquidez entre bancos, de bancos grandes para bancos pequenos.

. O Presidente do BankBoston está preocupado é com os bancos.

. Ah !, agora dá para entender ….

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