Postado em 6 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Rodrigo Loureiro Medeiros*
O ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, concedeu uma entrevista à Agência Estado (31/12/07), na qual ressaltou a importância de uma política industrial baseada em inovações.
No final de 2003 o governo Lula liberou as Diretrizes de Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior. Pensou-se naquele momento que se entraria em um novo tempo de cooperação público-privada para o desenvolvimento nacional. Infelizmente a ortodoxia econômica gerenciada pelo senhor Antonio Palocci (PT-SP), então ministro da Fazenda, abortou qualquer tentativa estrutural de se construir um novo pacto capital-trabalho. Uma gestão macroeconômica denominada “ortodoxia de galinheiro” por Paulo Nogueira Batista Jr. seguiu o continuísmo fatalista da era fernandista. “Estamos em tempos de globalização, não há nada que se possa fazer (…)” Tais cantilenas estão esvaziadas pelas evidências empíricas recentes.
Com mais de 50% da força de trabalho brasileira precarizada (informalidade + desemprego), sabe-se bem o que mercados sob a concorrência imperfeita podem fazer. A taxa de investimento brasileira, medida pela formação bruta de capital fixo, não tem ultrapassado 20% do PIB. Certamente algo que incomoda os defensores do atual modelo econômico, pois os demais países em desenvolvimento que chamam a atenção apresentam taxas de investimento bem superiores. Leia o resto do artigo »
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Postado em 4 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
DESAFIOS (IPEA) – 27/11/2007
“O Brasil fez sua industrialização sem construir o estado do bem-estar. Agora, o envelhecimento da população brasileira nos obriga a desonerar a folha de salários e financiar a Previdência por meio de impostos gerais. A idéia de cada um só receber o que pagou se funda numa relação mercantil. A lógica distributiva é a que deverá prevalecer, obrigando que todos contribuam”, diz o professor Luiz Gonzaga Belluzzo na primeira de uma série de entrevistas com os membros do novo Conselho de Orientação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Leia o resto do artigo »
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Postado em 23 dEurope/London dezembro dEurope/London 2007
Artigo apresentado no SIMGEN 2007, 12/09/2007.
Rodrigo Loureiro Medeiros, D.Sc.
Pesquisador associado à Reggen/Unesco
O artigo discute, a partir da análise comparativa de sistemas socioeconômicos, os desafios ao processo de desenvolvimento brasileiro. Convergências entre as escolas institucional e evolucionária são exploradas, estimulando a busca por alternativas engendradas endogenamente. Exemplos e conquistas alheias oferecem valiosos subsídios para o Brasil. A expansão da economia global e o baixo crescimento brasileiro revelam que muito poderia estar sendo feito pelas organizações públicas e privadas nacionais. Há, certamente, muitos diagnósticos e variadas intenções. Debater os caminhos viáveis para a evolução socioeconômica brasileira é o desafio aqui proposto. A questão institucional descrita pela teoria evolucionária da mudança tecnológica tem um papel central na argumentação. O recente lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento certamente é um ingrediente estimulador do debate. Leia o resto do artigo »
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Postado em 18 dEurope/London dezembro dEurope/London 2007
Rodrigo Loureiro Medeiros*
VERSÃO PARA IMPRESSÃO
Resumo – O artigo aborda a temática da inovação tecnológica e sua relação com o processo de desenvolvimento econômico. Trata-se claramente de um assunto polêmico. No entanto, durante o século 20 e atualmente há vários registros acadêmicos qualificados de como políticas dessa natureza impulsionam transformações em diversos aspectos da vida humana. Observa-se que o relacionamento entre instituições é um dos seus aspectos centrais. Para um país como o Brasil, esse debate traduz-se na exploração das possibilidades de construção de uma sociedade mais eqüitativa, além de se buscar evitar erros e omissões do passado. Ressalta-se ao longo do texto como o sistema nacional de intermediação financeira revela-se o principal ponto de estrangulamento ao desenvolvimento econômico sustentado brasileiro. Destaca-se, também, que o desenvolvimento dos países não é obra do acaso. A construção de competências tecnológicas é parte integrante desse complexo processo histórico.
Palavras-chave – Inovações tecnológicas. Desenvolvimento econômico. Competências tecnológicas.
Abstract – This paper deals with the relation between technological innovations and economic development, which has been clearly a controversial subject. However, during the 20 century and currently, there are some qualified academic registers of such matter showing how human life has been changed. It is observed that the relationship between institutions is one of its central aspects. For a country as Brazil, this debate expresses the exploration of the possibilities to construct a more equitable society. Errors and omissions from the past can be prevented. The Brazilian financial market is the main bottleneck to the country’s sustained economic development. It is also distinguished that the development of the countries is not the work of an invisible hand. The construction of technological competencies is part of this process.
Key words – Technological innovation. Economic development. Technological competencies.
Jel Classification – O, Economic development, technological change and growth. O25, Industrial policy. O32, Management of technological innovation and R&D.
* Pesquisador associado à Reggen/Unesco.
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Postado em 1 dEurope/London dezembro dEurope/London 2007
El País, 30/11/2007
Joseph Stiglitz
Este año vivimos el décimo aniversario de la crisis del Este asiático, que comenzó en Tailandia el 2 de julio de 1997 y se extendió a Indonesia en octubre y a Corea en diciembre. Acabó por convertirse en una crisis financiera mundial que alcanzó a Rusia y a varios países latinoamericanos, como Brasil, y desató una serie de fuerzas que siguieron actuando en años sucesivos: podría decirse que Argentina, con la situación que vivió en 2001, es una de sus víctimas.
Tras la crisis de 1997 no hubo ninguna reforma financiera mundial importante.
Hubo muchas otras víctimas inocentes, entre ellas países que ni siquiera participaban en los flujos internacionales de capitales que constituyeron el origen de la crisis. Uno de los más afectados, por ejemplo, fue Laos. Aunque todas las crisis acaban pasando, en aquel momento nadie sabía la amplitud, la profundidad ni la duración que iban a tener las recesiones y depresiones derivadas. Fue la peor crisis mundial desde la Gran Depresión. Leia o resto do artigo »
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Postado em 30 dEurope/London outubro dEurope/London 2007
IDÉIAS, INSTITUIÇÕES E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO NO BRASIL: ALGUMAS BREVES REFLEXÕES
John K. Galbraith, em seus numerosos e preciosos trabalhos, chama constantemente a atenção de seus leitores para “a tirania das circunstancias”. Institucionalistas certamente consideram que há circunstâncias nas quais os processos em curso impõem uma lógica perversa que, em muitos casos, estrangula a capacidade dos governantes e das sociedades na realização de transformações profundas, por mais desejadas que sejam. Ainda que o Brasil esteja navegando por esses mares, avanços podem e devem ser feitos.
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Postado em 28 dEurope/London outubro dEurope/London 2007
Jornal Monitor Mercantil, 20-06-07.
por Rodrigo Loureiro Medeiros
“Idéias, conhecimento, ciência, hospitalidade, viagens – estas são as coisas que por sua natureza deveriam ser internacionais. Mas deixe-se que os bens sejam caseiros sempre que seja razoável e conveniente, e acima de tudo deixe-se que as finanças sejam principalmente nacionais”. John Maynard Keynes, National Self-Sufficiency (Yale”s Review, 1933).
Logo após o término do Programa de Metas, mergulhou-se intelectualmente na investigação das causas da inflação brasileira. Diversos estudiosos buscaram diagnosticar as dificuldades de se sustentar o processo de desenvolvimento econômico brasileiro com uma inflação moderada. A inovadora análise de Ignácio Rangel destacou-se.
O problema precisaria ser encarado de forma estrutural, ou seja, qualquer política ortodoxa agravaria o quadro recessivo e não seria capaz de desenvolver de forma sustentada o país. Situações inflacionárias de câmbio e de custos permeavam a história econômica brasileira ao longo do século XX. Leia o resto do artigo »
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