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Blog do Desemprego Zero

Juros altos e contenção do desenvolvimento

Postado em 30 dEurope/London julho dEurope/London 2008

 

Por Rodrigo L. Medeiros*

 

 

O relatório de mercado do Banco Central do Brasil (BCB), o Boletim Focus de 25 de julho, aponta para os seguintes indicadores em 2008:

 

(1)   14,25% a.a. para a taxa básica de juros no final do período;

(2)   Déficit de 24 bilhões de dólares nas transações correntes;

(3)   IPCA de 5,44% para os próximos doze meses;

(4)   Crescimento de 4,8% do PIB.

 

O choque externo dos preços dos alimentos e do petróleo, commodities cotadas nas bolsas de futuros, acendeu os temores do “retorno” da inflação. As aclamadas expectativas racionais dos agentes financeiros, por sua vez, demandaram o viés de alta da taxa básica de juros, a Selic, e o BCB, conduzido de forma ortodoxa, seguiu essa tendência.

 

Segundo a Federação Brasileira dos Bancos, relatório de Evolução do crédito do sistema financeiro de 25 de junho, o volume de crédito na economia passou de 26,0% em junho de 2000 para 36,5% do PIB em maio de 2008. Nada que gerasse pânico quanto ao crescimento exagerado da concessão de crédito numa economia que precisa crescer e gerar oportunidades de trabalho e renda. Nesse contexto, pode-se considerar sensato que o sistema financeiro nacional cobre taxas médias de juros de 47,4% a.a. para pessoas físicas e 26,9% a.a. para pessoas jurídicas quando a expectativa de inflação do próprio sistema para os doze meses seguintes encontra-se abaixo dos 6%? Alguns economistas ortodoxos chamam a atenção para o fato de que a oferta monetária (M3) atingiu a casa dos 60% do PIB brasileiro. Excesso de liquidez na economia? Leia o resto do artigo »

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Adam Smith e as questões morais do capitalismo

Postado em 15 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Rodrigo L. Medeiros*

Um dos pensadores que transcendeu seu tempo foi Adam Smith (1723-90). Tratou-se de um filósofo moral que teceu uma poderosa crítica ao mercantilismo então praticado. Muitos que o citam frequentemente desconhecem conteúdos importantes da sua obra. Dois de seus livros são de extrema relevância: Investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações (1776); e Teoria dos sentimentos morais (1759). Smith considerava ambos os livros interdependentes.

Seus comentários sobre como o auto-interesse governa o mundo dificilmente são esquecidos. Certamente ninguém duvida que em um sistema capitalista um indivíduo esteja mais bem servido pelo auto-interesse do que pelo altruísmo. As passagens de sua obra são claras: “Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro que esperamos nosso jantar, mas de seu cuidado pelos próprios interesses. Dirigimo-nos não à sua humanidade, mas a seu amor próprio de si mesmos, e nunca lhes falamos de nossas próprias necessidades, mas de suas vantagens”. Essas palavras foram muito bem acolhidas pela classe empresarial. Infelizmente alguns marginalizariam, conscientemente ou não, a dimensão ética da obra de Smith.

Smith não defendeu conluios e o poder de mercado dos donos dos meios de produção. Ele foi enfático nos seus riscos para as sociedades: “Pessoas da mesma profissão raramente se reúnem, seja por alegria, seja por diversão, mas a conversa termina em uma conspiração contra o público ou em algum artifício para aumentar os preços”. Há outras passagens de quilate equivalente na obra do sábio escocês. Alguns, entretanto, preferem exaltar de forma simplória as virtudes da “mão invisível” e ocultar as questões morais imersas na sua obra.

Como observador sagaz da natureza humana, Smith afirmou: “A sociedade, porém, não pode subsistir em meio àqueles que estão sempre prontos a ferir e a prejudicar uns aos outros. Se houver alguma sociedade entre ladrões e assassinos, eles precisam ao menos se abster de assassinar uns aos outros. A sociedade pode subsistir sem caridade, embora não seu estado mais favorável; mas o prevalecimento da injustiça irá destruí-la completamente”. Em síntese, compreendia Smith que uma sociedade pode subsistir sem o amor ao próximo. No entanto, critérios de justiça e sensatez seriam necessários. Leia o resto do artigo »

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A deterioração das transações correntes

Postado em 25 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Rodrigo L. Medeiros*

O jornal Valor Econômico, de 24/06/08, caderno de Finanças (p.C1), publicou uma reportagem sobre a deterioração da conta corrente do balanço de pagamentos do Brasil. Utilizando-se de fontes do BACEN, a matéria demonstra ter havido uma deterioração de 331,1% no resultado líquido das transações correntes quando se compara maio/07 a maio/08. A posição do investimento estrangeiro direto, por sua vez, atraído pelo viés de alta da taxa básica de juros, a Selic, cresceu 65% no mesmo período. O swap reverso é parte integrante dessa novela.

De Londres, Henrique Meirelles afirma que “a atual rota de crescimento é explicada pela demanda doméstica (…) em consistência com esse fato, tanto a confiança dos consumidores quanto dos empresários estão em níveis recordes”. O teatro de Meirelles contraria as projeções do Boletim Focus, o relatório de mercado do BACEN. O Focus estima crescimento de 4,8% para o PIB brasileiro em 2008. Abaixo, portanto, do realizado em 2007. Com 51% de sua população economicamente ativa vinculados às relações formais de trabalho, não se pode esperar que a redução do crescimento econômico reduza o desemprego e o subemprego no Brasil.

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A nova desordem mundial

Postado em 18 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Luís Nassif

Fonte: Projeto Brasil

A situação mundial continua complexa. O que seria o desfecho positivo da atual crise?

1. A recessão americana começar a refluir e o FED (o Banco Central americano) aumentar as taxas de juros.

2. Ao mesmo tempo, a inflação começaria a ceder na Europa, levando o Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra a reduzir as taxas de juros.

3. Com esses dois movimentos, concatenados, haveria uma revalorização do dólar e uma depreciação do euro e da libra.

4. A conseqüência seria um movimento dos fundos de investimentos em direção ao dólar, desmontando as posições em commodities e, especialmente, em petróleo.

5. Com a redução desse movimento especulativo, cairiam os preços das commodities, reduzindo a inflação mundial.

6. Sem a pressão inflacionária, a economia européia poderia recuperar a vitalidade. Somada à recuperação da economia americana (que precederia o aumento de juros nos EUA) e o ritmo de crescimento dos BRICs, a economia mundial poderia entrar em novo ritmo.

Esse é o cenário benigno, aguardado por muitos bancos para voltarem ao dólar.

No entanto, esbarra na dura realidade atual.

Nos Estados Unidos, ainda não há sinais de que a crise tenha batido no fundo do poço. Os preços dos imóveis continuam caindo, há no ar cheiro de crise financeira. Ainda está longe o momento em que se poderá reverter a trajetória dos juros – embora algumas instituições e publicações respeitadas, como o Financial Times, ainda apostem nessa reversão.

Na Europa, o combate à inflação tornou-se prioridade maior. Em maio houve um recorde da inflação, batendo em 3,7%.

Ontem, o BCE (Banco Central Europeu) se declarou em “estado de alerta avançado” em relação à inflação, especialmente os preços de energia e dos alimentos. A declaração foi do governador do BC de Luxemburgo Yves Mersch, durante apresentação do relatório do seu BC.

Ele anunciou que o conselho de governadores do BCE atuará de forma objetiva, e em tempo oportuno, para impedir os efeitos da alta de preços sobre o conjunto da economia e sobre a estabilidade de preços.

O conselho dos governadores constatou que a inflação deverá permanecer em níveis elevados por um período maior do que o previsto.

Agora, a maioria dos analistas espera que as taxas de juros do BCE aumentem dos atuais 4% ao ano para 4,25%.

É um jogo complexo. Desde a crise da Ásia, na década passada, se acreditava na capacidade de articulação dos bancos centrais. Tinha-se uma situação similar à das primeiras décadas do século 20, em que essa articulação se dava em torno do Banco da Inglaterra. Seus movimentos eram acompanhados por um conjunto de bancos centrais europeus, permitindo uma relativa estabilidade monetária.

Da crise da Ásia para cá se tinha em conta de que, finalmente, os BCs tinham conseguido os movimentos articulados, que permitiriam manter o fluxo de capitais livre, sem restrições.

Esse sonho acabou. As disfunções do mercado financeiro internacional são amplas, há um conflito de prioridades entre os diversos blocos econômicos.

Só o Brasil continua permitindo a apreciação da sua moeda, como se nada tivesse mudado.

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Expectativas racionais?

Postado em 17 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Rodrigo L. Medeiros*

Alan Greenspan conta em ‘A era da turbulência’ (Elsevier, 2008) que Ronald Reagan chamou o então presidente do FED Paul Volcker, na época defensor de taxas de juros de dois dígitos, para uma conversa no Departamento do Tesouro. Reagan foi curto e grosso: “As pessoas estão se perguntando se realmente precisamos de um FED”. Segundo Greenspan, “ele fez exatamente o que precisava para lembrar a Volcker quem era de fato o chefe” (p.89). Lula tem sido muito paciente com a independência de Henrique Meirelles.

O relatório de mercado do BACEN vem apontando no sentido do viés de alta da Selic. Segundo consta no Boletim Focus, que escuta constantemente a “expectativa racional do mercado”, a taxa básica de juros deve atingir a casa dos 14,25% a.a. no final deste ano. Há também a “expectativa racional” de déficit em transações correntes de US$23 bi para 2008. Certamente fica difícil negar que tais expectativas alimentam profecias auto-realizáveis nas contas nacionais. Os falaciosos argumentos da pressão de demanda não se sustentam perante o quadro de especulação em torno dos preços de alimentos e petróleo nas bolsas de mercadorias e futuros. O poder de paridade de aquisição dos países mais desenvolvidos, por sua vez, agrava o quadro econômico para as sociedades menos desenvolvidas. Para essas, a elevação da taxa básica de juros é improdutiva e ineficaz.

Em seu clássico ‘A teoria geral do emprego, do juro e da moeda’ (Altas, 1982), Keynes descreveu como a preferência pela liquidez é uma armadilha para as sociedades. O mercado se equilibraria abaixo do pleno emprego dos fatores de produção disponíveis e isso provocaria muito provavelmente instabilidade sociopolítica. Afinal de contas, quem alimenta as expectativas racionais da oferta monetária e do custo de capital em uma sociedade? Mercado ou Estado?

Alguns teóricos se propuseram a enfrentar esse debate. A polarização se encontra na seguinte questão: Trata-se a moeda de um bem privado ou público? Os defensores das “expectativas racionais” defendem que se trata em um bem privado e, portanto, cabe ao mercado arbitrar o preço do dinheiro. Já os keynesianos defendem a posição de que a moeda é um bem público por ser cunhada por um Estado nacional e aceita pelo mesmo para o pagamento de tributos. Keynes percebeu que a preferência pela liquidez de uma minoria endinheirada poderia tiranizar uma sociedade. Em sociedades muito desiguais como é o caso do Brasil essa preferência revela-se uma perversa armadilha para o desenvolvimento econômico equitativo.

 

*D.Sc. em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ, membro da Cátedra e Rede UNESCO-UNU de Economia Global e Desenvolvimento Sustentável e da rede Economists for Full Employment do Levy Economics Institute of Bard College (NY).

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A síntese política do Brasil

Postado em 17 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Luís Nassif

Fonte: Projeto Brasil

O país ainda está imerso em uma guerra santa, especificamente da mídia contra Lula. Mas, por enquanto, está restrita a isso, despregada da realidade política do dia a dia.

Mas há uma importância inegável no governo e no personagem Lula. O Brasil vive um terremoto social e político, com a ascensão das classes D e E, a convivência do arcaico com o moderno – o arcaico e o moderno presentes em todos os extratos sociais.

É arcaico o militante de esquerda que não consegue enxergar o papel que cabe, por exemplo, à grande empresa brasileira na formação de uma nação mais moderna e justa. Como é arcaico esse modernismo preconceituoso de parte do colunismo pátrio, contra o que considera “Brasil atrasado” – misturando crítica política com preconceito em relação às novas forças que emergem. Ou se considerar que instrumentos modernos – como lei ambiental, lei de defesa dos consumidores, leis de direito econômico – são intromissões do Estado.

Diria que, na formação do Brasil moderno – com suas qualidades e vícios – haverá no futuro o reconhecimento do papel fundamental de dois personagens.

O primeiro, Fernando Collor, ao romper com os grilhões do país fechado que se estratificou nos anos 80 – depois do modelo ter contribuído para o crescimento nas décadas anteriores.

FHC foi o seguidor, teve o mérito da maior habilidade política, mas nunca a grandeza suficiente de mostrar o Brasil com todas suas faces, de se propor a ser a síntese necessária, após a antítese collorida.

O discurso contra a “fracassomania”, a desqualificação do que ele considerava Brasil arcaico, o deslumbramento por ter entrado no clube da elite econômico-financeira, tirou a grandeza de que seu governo poderia ter se revestido. E não teve visão para entender o novo e corrigir os exageros iniciais do modelo. No início permitem-se os exageros, única forma de romper com o velho. Ele entrou na fase da consolidação, e não soube consertar, ser a síntese.

Lula cometeu inúmeros pecados. Ainda não resolveu o dilema das agências reguladoras – presas entre a captura pelo governo e a captura pelos regulados; não conseguiu conferir limites à atuação do BC (nada do que o Banco faz pode ser questionado), não profissionalizou a máquina do Estado no ritmo necessário.

Mas, politicamente, abre espaço para a próxima grande etapa do Brasil, o maior desafio da consolidação democrática, a busca do Santo Graal, do grande pacto nacional que permita a todos os setores se sentirem membros da mesma nação.

Seu discurso na Bovespa, ontem, tem um trecho para entrar para a história:

“Estamos provando que um presidente da República pode, no mesmo mês, colocar na cabeça um boné dos dirigentes sindicais, dos sem-terra, do movimento GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) e da Bolsa de Valores.”

Em relação à percepção política, ao entendimento sobre os novos tempos, à capacidade de entender as idéias-força e chacoalhar o imaginário popular, a intuição política de Lula dá de dez a zero no conhecimento teórico de FHC.Não há termos de comparação.Tem paralelo apenas em Vargas, JK e no Collor do primeiro ano. Castello Branco e Geisel tiveram governos transformadores, mas dentro da ótica autoritária, sem precisar correr o desafio político de recriar o imaginário.

O que Lula propõe é uma construção política sofisticadíssima, de ser a síntese do Brasil moderno, do novo Brasil que surge e do Brasil arcaico.

Morro de rir quando vejo a superioridade com que alguns analistas se colocam, por identificar erros de português no discurso de Lula. Eles sequer entenderam o alcance dessa costura política. O “analfabeto”, além de entender está colocando em prática.

O único evento que poderá liquidar com essa proposta é a hipótese de uma crise cambial, fruto da irresponsabilidade continuada do Banco Central. Se vier, toda essa construção rolará ladeira abaixo.

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A volta do pêndulo

Postado em 10 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Luis Nassif

Fonte: Projeto Brasil

Vôo de galinha ou novo ciclo da economia? Na última reunião do Conselho de Economia da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), o economista Yoshiaki Nakano fez uma apresentação das perspectivas da economia brasileira.

Nakano constatou que desde 1996 houve ciclos curtos de três anos, de recuperação e crise da economia nacional. A partir de 2004 fatores externos acabaram gerando um ciclo de crescimento mais longo, especialmente o rápido crescimento da economia mundial e o fator China provocando um “boom” no mercado de commodities, e um longo ciclo de juros baixos e liquidez mundial expressiva.

A questão é a nova dinâmica endógena (sem depender de fatores externos) de expansao da demanda interna, emprego e salários. E aí surgem as dúvidas: o país será capaz de gerar conhecimento e inovações tecnológicas? Terá setores manufatureiros com vantagens competitivas para exportações especializadas?

Nakano lembra que a elevação da taxa de investimento, nos últimos anos, se deveu a impulsos gerados pela expansão das exportações e o “boom” no mercado de capitais, permitindo contornar o alto custo do dinheiro no país.

Agora se entra em uma fase mais delicada para a economia. O superávit em transações correntes – que garantiu anos de tranqüilidade – transformou-se em um aumento explosivo do déficit. Houve 85% de aumento no passivo externo (recursos externos que podem ser retirados do país). A crise financeira e a recessão americana deverão impactar o crescimento do comércio mundial e os preços das commodities. Continua o risco de parada súbita do fluxo de capitais. E a inflação global poderá levar Bancos Centrais a aumentarem os juros, trazendo instabilidade à taxa cambial brasileira. Leia o resto do artigo »

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Quem faz as expectativas?

Postado em 31 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Delfim Netto

Fonte: CartaCapital

Um jovem e brilhante economista, William Poole, publicou em 1970 um artigo que hoje podemos classificar como seminal, pelas conseqüências acadêmicas e práticas que provocou. Poole viveu o “monetarismo” acadêmico. Terminou a carreira no mais alto posto de policy maker: a presidência do Federal Reserve Bank of St. Louis, da qual se despediu em março de 2008. Em termos muito simples, as conclusões de Poole mostraram que o uso da base monetária ou, alternativamente, da taxa de juro para manter a economia crescendo sem inflação em torno do PIB objetivado depende da natureza dos choques no mercado de bens e no mercado monetário, o que talvez explique as dúvidas que até hoje assaltam os bancos centrais.

Publicou, ao deixar o cargo, uma reflexão que vale a pena ler. Ela começa assim: “Muito do meu pensamento nos últimos dez anos como presidente do FRB of St. Louis destinou-se à política monetária. De um lado, à estratégia (os grandes objetivos: estabilidade dos preços e crescimento econômico real) e, de outro, à tática (as ações). Especificamente, concentrei-me em entender como as ações se ajustam à estratégia”.

Antes de prosseguir, é bom registrar que uma pesquisa (não “científica”), feita em fevereiro deste ano pelo St. Louis com 382 economistas, se concentrava em uma pergunta: “Qual deve ser o objetivo número 1 da política monetária?” A questão produziu as seguintes respostas: estabilidade dos preços (39%), máximo emprego (33%), taxa de juro real de longo prazo moderada (7%), estabilidade do sistema financeiro (15%) e taxa de câmbio valorizada (6%). Um terço dos economistas tem como objetivo número 1 ou a estabilidade dos preços ou o máximo emprego (isto é, o maior crescimento real). Leia o resto do artigo »

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