Postado em 16 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2010
By Thomas I. Palley
In this paper the author argues that the interpretation of the financial crisis as a Minsky crisis is misleading, as the processes identified in Minsky’s financial instability hypothesis, even when playing a critical role in the crisis, are part of a larger economic drama involving the neoliberal growth model. Interpretation of the financial crisis as a purely financial crisis–in the spirit of a pure Minsky crisis–and the attendant policy prescription of simply fixing the financial system may, in fact, worsen stagnation.
Link: http://www.networkideas.org/featart/dec2009/Minsky.pdf
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Postado em 16 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Por Eduardo Gomes e Rodrigo Medeiros
Fonte: Monitor Mercantil
Desde Adam Smith (1723-1790), a suposta polarização entre Estado e mercado vem recebendo a atenção de diversos estudiosos de ciência econômica. Tratou-se de um filósofo moral que teceu uma poderosa crítica ao mercantilismo.
Alguns preferem exaltar de forma simplória as virtudes da “mão invisível” e ocultar as questões morais imersas na sua obra. Seus comentários sobre como o auto-interesse governa o mundo dificilmente são esquecidos.
Certamente ninguém duvida que em um sistema capitalista um indivíduo esteja mais bem servido pelo auto-interesse do que pelo altruísmo. As passagens de sua obra são claras: “Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro que esperamos nosso jantar, mas de seu cuidado pelos próprios interesses. Dirigimo-nos não à sua humanidade, mas a seu amor próprio de si mesmos, e nunca lhes falamos de nossas próprias necessidades, mas de suas vantagens”. Essas palavras foram muito bem acolhidas pela classe empresarial. Leia o resto do artigo »
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Postado em 13 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Por Dani Rodrik
Publicado no Valor Econômico em 12/08/09:
O que atrapalhou Greenspan e Bernanke como reguladores financeiros foi sua excessiva reverência a Wall Street
A corrida para preencher o cargo de política econômica mais importante do mundo começou. O mandato do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) acaba em janeiro e o presidente do país, Barack Obama, precisa decidir antes disso: ou mantém Bernanke ou escolhe outra pessoa – os nomes mencionados com mais frequência são Larry Summers e Janet Yellen – com credenciais democratas mais sólidas.
É uma decisão de consequências cruciais não apenas para os EUA, mas também para a economia mundial. Como guardiões da base monetária do país e encarregados das taxas de juros de curto prazo, as autoridades monetárias sempre desempenham papel crítico. Reduza demais os juros e o resultado será inflação e instabilidade monetária. Eleve-os demais e a economia deslizará em recessão e desemprego.
A política monetária dificilmente é uma ciência, portanto um bom banqueiro central precisa ser humilde. Precisa reconhecer os limites de seu poder de compreensão e da eficácia das ferramentas a sua disposição. Não pode, entretanto, ser visto como indeciso, algo que apenas seria um convite para uma especulação financeira desestabilizadora. Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Por Rodrigo L. Medeiros e Manuel S. Jaufe
Fonte: Monitor Mercantil (07/08/2009)
Causa certo espanto a defasagem da condução da política monetária brasileira em relação aos desdobramentos da crise financeira iniciada em Wall Street. Todos devem se recordar de que, no início de outubro passado, a partir de uma ação coordenada, seis dos principais bancos centrais do mundo realizaram cortes simultâneos nas taxas básicas de juros.
Posteriormente, foram realizados novos cortes individuais pelos bancos centrais das economias industrializadas. Para a grande maioria dos casos, as taxas básicas de juros foram reduzidas ao patamar próximo de zero. Estímulos fiscais foram introduzidos no final de 2008 para conter a contração violenta das atividades econômicas inclusive no Brasil. Keynes foi redescoberto pela prática política.
Remando em sentido contrário, o Banco Central do Brasil (BCB) elevou a taxa básica de juros da economia no primeiro momento da crise, seguindo as expectativas pessimistas do mercado financeiro expressas no relatório de mercado Focus. Efeitos se fizeram sentir no câmbio e no balanço de pagamentos. Ao invés de influenciar positivamente as expectativas do mercado, o BCB replicou na prática as expectativas do mesmo. O mercado financeiro falava “em pressões de demanda” no início da crise financeira. Leia o resto do artigo »
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Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
“A presença de Minsky”, por Márcia Pinheiro
“De repente, um momento de provação para o capitalismo”, por Cyro Andrade
Leia os artigos…
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Postado em 2 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Por Joseph E. Stiglitz
Fonte: O Globo (02/07/09).
O contribuinte desembolsou bilhões em garantias – e vai pagar no futuro
Com toda a conversa sobre os “brotos verdes” da recuperação econômica, os bancos americanos estão fazendo esforços para regulá-los. Políticos falam sobre seu compromisso com uma reforma regulatória para prevenir uma recorrência da crise. Esta é uma área em que o diabo realmente está nos detalhes – e os bancos vão mostrar se ainda têm músculos para continuar agindo como no passado.
O velho sistema funcionou bem para os banqueiros (não para os acionistas), então por que mudar? De fato, os esforços para salvá-los deram tão pouca atenção ao tipo de sistema financeiro que emergirá após a crise que acabaremos com um sistema bancário menos competitivo, com bancos-grandesdemaispara-falir ainda maiores.
Há muito se reconhece que essas instituições americanas são grandes demais também para serem dirigidas.
Esta é uma das razões para que o desempenho de vários deles tenha sido tão fraco. Como o governo garante os depósitos, ganha também um papel importante na reestruturação bancária (ao contrário de outros setores). Normalmente, quando um banco quebra, o governo engendra uma reestruturação financeira; se tiver que pôr dinheiro, ganha, é claro, uma participação. O governo sabe que, se esperar muito, bancoszumbis ou quase zumbis – com pouco ou nenhum capital, mas tratados como se fossem instituições viáveis – vão apostar em sua própria ressurreição.
Se apostarem alto e ganharem, levarão o lucro; se falharem, o governo assume o rombo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 17 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Por Antonio Delfim Netto
Fonte: Valor Econômico (16/06/2009)
As manchetes de 11 de junho de todos os grandes jornais nacionais foram as mesmas e desapontadas: “O Comitê de Política Monetária do Banco Central surpreendeu o mercado com uma redução da taxa Selic de cem pontos”. Não é nenhum absurdo supor que, provavelmente, caberia uma redução de 150 pontos. Por que, então, a “surpresa e o desapontamento”? Apenas porque a “inteligência” numérica majoritária do famoso “mercado financeiro”, apurada em amostragens televisivas, havia precificado (do alto da sua “ciência” monetária), que ele deveria ser de 75 pontos!
Como nossa memória é curta, convém lembrar que, em setembro de 2008, quando a economia mundial estava se desintegrando e reduzindo sua taxa de juros, o hígido sistema bancário brasileiro, sem o conforto que poderia ter recebido do Banco Central, importou a crise: suspendeu o crédito interbancário, arrasou o setor real e teve de suportar o aumento da taxa de juros Selic recomendada pela mesma alta “ciência monetária” do Copom!
Este é o momento próprio para que as comissões de Economia do Congresso, o poder político a quem o Banco Central é subordinado, solicitem ao Copom as cópias dos votos individuais dos seus membros, para que a sociedade brasileira possa entender não apenas as divergências entre eles, que são naturais e até saudáveis, mas as razões pelas quais (ou seja, a informação factual, a justificativa teórica e as hipóteses sobre o desenvolvimento futuro da economia) votaram. Leia o resto do artigo »
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Postado em 10 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Por José Carlos de Assis
Fonte: Valor Econômico (05/06/2009).
Tomando emprestado o dinheiro parado nas empresas, por meio de títulos públicos, o Estado pode investi-los.
O imperativo da sobrevivência está impondo a todas as economias importantes do mundo a realização de grandes déficits públicos para salvar seus sistemas financeiros e estimular a demanda. É tempo, pois, de revisitar as teses acadêmicas segundo as quais o déficit, que leva a um aumento da dívida pública, deve ser evitado a todo o custo para não sobrecarregar as gerações futuras com as crescentes obrigações por conta de juros e de amortizações, e o risco de aumento de tributos.
Houve tempo, dos anos 70 para cá, em que economistas neoclássicos, depois chamados neoliberais, como os americanos Robert Lucas e Robert Barro, encantavam políticos conservadores de todo o mundo com suas teses de que o déficit público, mesmo em recessão, era fonte de desequilíbrios permanentes na economia e não funcionavam como estímulo à recuperação. Era melhor esperar e deixar que as livres forças do mercado promovessem o relançamento, que seria inevitável.
Vivíamos num mundo inocente, no qual ocorriam recessões periódicas e crises financeiras periódicas, mas nunca as duas juntas. Ou seja, pensava-se que estávamos vacinados contra crises globais do tipo da Grande Depressão. Vemos agora que não é bem assim. Uma crise de demanda sem a ocorrência simultânea de uma crise financeira pode ser revertida com adequadas políticas monetárias, mediante uma redução consistente da taxa de juros básica. Uma crise financeira podia ser revertida em sua própria órbita, sem comprometimento fiscal. As duas juntas não aconteciam desde os anos 30. O que é melhor fazer quando acontecem? Leia o resto do artigo »
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