Postado em 23 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Fonte: Correio Braziliense
Corte de 0,50 ponto na taxa Selic, que deve ser anunciado hoje, ajudará o governo a economizar cerca de R$ 40 bi até o fim do ano com o pagamento de encargos do endividamento público
Por Vicente Nunes
Desde que foi empossado, em janeiro de 2003, até maio deste ano, o governo do presidente Lula já pagou R$ 1 trilhão em juros da dívida pública. Esse volume de dinheiro corresponde a um terço do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas pelo país. Somente nos quatro primeiros anos da atual administração, a dívida consumiu R$ 603,2 bilhões em juros, gasto 53% superior ao registrado nos últimos quatro anos da administração Fernando Henrique Cardoso (R$ 393,3 bilhões). Essa comparação é apontada pelos economistas como a mais correta, pois, nos dois períodos, a economia brasileira esteve sustentada pelo mesmo tripé: câmbio flutuante, superávit primário e metas de inflação.
Não é à toa que Lula torce, dia e noite, para que o Banco Central (BC) não interrompa o processo de ciclo de corte da taxa básica de juros (Selic), iniciado em janeiro deste ano. No seu entender, despesas menores com a dívida permitem ao governo destinar mais recursos para projetos que tenham maior impacto na atividade econômica, como a redução de impostos e o aumento a servidores públicos e à remuneração do Bolsa Família. Lula já foi avisado pelo presidente do BC, Henrique Meirelles, que, pelo menos hoje, a Selic cairá mais um pouco – 0,5 ponto percentual, segundo o mercado. Mas não há garantias de novas baixas a partir daí, apesar de a inflação estar sob controle e o nível da atividade se mostrar bastante fraco.
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Postado em 16 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Boletim Semanal do Blog Desemprego Zero
n.41, ano 2 – 10/06/2009 a 16/06/2009
Economia
Política
Internacional
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Postado em 20 dEurope/London agosto dEurope/London 2008
*Heldo Siqueira
A administração das contas públicas uma tarefa dificílima. Muito além de cuidar de cifras monetárias, trata, fundamentalmente, de agradar interesses políticos, da maneira mais abrangente possível. Em alguns momentos, podemos desnudar alguns desses interesses… Senão vejamos a felicidade (e a felicidade foi colocada por minha conta) estampada na manchete do G1, entitulada “Governo estuda perdoar dívidas de até R$ 10 mil com a União“. Por outro lado, aumentar a licença-maternidade parece provocar mais um custo para os cofres públicos que um benefício para a sociedade… (clique aqui para ler sobre a licença maternidade)
É provável que se leve em conta os R$ 3,6 bilhões que representariam essa renúncia. Além disso, a cifra cobre mais de 4 anos de licença-maternidade. Entretanto, como mostra a própria reportagem, esse valor representa “menos de 0,28% dos débitos em atraso cobrados pelo fisco, que chega a R$ 1,3 trilhão. Além disso, o benefício que as famílias, suas mães e seus filhos terão, com mais tempo de recuperação do processo feliz, mas extremamente cansativo que é a gravidez não pode ser medido em dinheiro.
É provável que os interesses que se preocupam com a saúde das contas públicas, sejam os mesmos interesses que estão se lixando para a saúde das mães e suas licenças-maternidade e possivelmente sejam os mesmos que contribuem para a exuberante cifra de R$ 1,3 trilhão dos devedores. A pergunta que fica é: como ficaria a saúde das contas públicas se os devedores resolvessem pagar o que, POR LEI, devem?
*Heldo Siqueira: gremista, economista graduado na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Trabalho na Assessoria de Planejamento do IDAF-ES (Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo). Meus Artigos
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