Postado em 7 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Pobres dos que perderem o passo, inexoravelmente serão colonizados pela Sociedade da Informação e do Conhecimento.
Paulo Bancovsky é presidente da Academia Nacional de Engenharia (ANE). Artigo enviado pelo autor ao Jornal da Ciência (04/01/08):
Fundamenta-se a “Nova Economia” na aceleração vertiginosa do desenvolvimento tecnológico e, este, nos resultados práticos “engenheirados” nas cadeias econômico-industriais produtivas intensivas. No vértice do processo, numa visão síntese e objetiva, está a Engenharia. Leia o resto do artigo »
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Postado em 6 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Rodrigo Loureiro Medeiros*
O ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, concedeu uma entrevista à Agência Estado (31/12/07), na qual ressaltou a importância de uma política industrial baseada em inovações.
No final de 2003 o governo Lula liberou as Diretrizes de Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior. Pensou-se naquele momento que se entraria em um novo tempo de cooperação público-privada para o desenvolvimento nacional. Infelizmente a ortodoxia econômica gerenciada pelo senhor Antonio Palocci (PT-SP), então ministro da Fazenda, abortou qualquer tentativa estrutural de se construir um novo pacto capital-trabalho. Uma gestão macroeconômica denominada “ortodoxia de galinheiro” por Paulo Nogueira Batista Jr. seguiu o continuísmo fatalista da era fernandista. “Estamos em tempos de globalização, não há nada que se possa fazer (…)” Tais cantilenas estão esvaziadas pelas evidências empíricas recentes.
Com mais de 50% da força de trabalho brasileira precarizada (informalidade + desemprego), sabe-se bem o que mercados sob a concorrência imperfeita podem fazer. A taxa de investimento brasileira, medida pela formação bruta de capital fixo, não tem ultrapassado 20% do PIB. Certamente algo que incomoda os defensores do atual modelo econômico, pois os demais países em desenvolvimento que chamam a atenção apresentam taxas de investimento bem superiores. Leia o resto do artigo »
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Postado em 4 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
DESAFIOS (IPEA) – 27/11/2007
“O Brasil fez sua industrialização sem construir o estado do bem-estar. Agora, o envelhecimento da população brasileira nos obriga a desonerar a folha de salários e financiar a Previdência por meio de impostos gerais. A idéia de cada um só receber o que pagou se funda numa relação mercantil. A lógica distributiva é a que deverá prevalecer, obrigando que todos contribuam”, diz o professor Luiz Gonzaga Belluzzo na primeira de uma série de entrevistas com os membros do novo Conselho de Orientação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Leia o resto do artigo »
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Postado em 26 dEurope/London dezembro dEurope/London 2007
O MODELO ESTRUTURAL DE GOVERNANÇA PÚBLICA
Por Luiz Carlos Bresser-Pereira (versão de 18 de março de 2007)
Para crescer, os estados-nação precisam de uma organização capaz e eficiente do Estado. Independentemente da escolha de uma estratégia de crescimento orientada pelo mercado ou pelo Estado, um Estado eficaz ou capaz é essencial para assegurar o Estado de direito e para agir como principal instrumento de uma estratégia nacional de crescimento. Por outro lado, na economia globalizada, o fornecimento, a baixo custo, dos serviços sociais e científicos exigidos pelas sociedades modernas é fundamental para garantir a competitividade internacional do país. Que tipo de reforma da administração pública pode alcançar tais metas? Seria a reforma da gestão pública ou reforma gerencial do Estado instrumental nesse sentido, ou deveriam os países em desenvolvimento primeiro concluir a reforma clássica do serviço público, a reforma burocrática, e só então se envolverem em uma reforma mais ambiciosa? Este trabalho opta pela primeira alternativa, argumentando que a melhor maneira de promover a reforma do serviço público é continuar avançando. Em segundo lugar, ele apresenta o ‘modelo estrutural de governança pública’ que foi originalmente concebida nos anos 90 no Brasil e para o Brasil, com base na experiência britânica. É um modelo gerencial ou de gestão, porque torna os administradores públicos mais autônomos e mais responsáveis e porque reduziu a defasagem entre os mercados de trabalho público e privado; é estrutural, porque envolve importantes mudanças na estrutura do Estado, particularmente a implantação de agências executivas e reguladoras autônomas e a terceirização de serviços sociais e científicos. O modelo de reforma da gestão pública aqui apresentado é neutro em termos distributivos e em termos do tamanho da organização do Estado, na medida em que pode ser e está sendo adotado tanto por coalizões políticas de centro-esquerda como de centro-direita.
modeloestruturalgovernancapublica.pdf
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Postado em 23 dEurope/London dezembro dEurope/London 2007
Artigo apresentado no SIMGEN 2007, 12/09/2007.
Rodrigo Loureiro Medeiros, D.Sc.
Pesquisador associado à Reggen/Unesco
O artigo discute, a partir da análise comparativa de sistemas socioeconômicos, os desafios ao processo de desenvolvimento brasileiro. Convergências entre as escolas institucional e evolucionária são exploradas, estimulando a busca por alternativas engendradas endogenamente. Exemplos e conquistas alheias oferecem valiosos subsídios para o Brasil. A expansão da economia global e o baixo crescimento brasileiro revelam que muito poderia estar sendo feito pelas organizações públicas e privadas nacionais. Há, certamente, muitos diagnósticos e variadas intenções. Debater os caminhos viáveis para a evolução socioeconômica brasileira é o desafio aqui proposto. A questão institucional descrita pela teoria evolucionária da mudança tecnológica tem um papel central na argumentação. O recente lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento certamente é um ingrediente estimulador do debate. Leia o resto do artigo »
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Postado em 18 dEurope/London dezembro dEurope/London 2007
Rodrigo Loureiro Medeiros*
VERSÃO PARA IMPRESSÃO
Resumo – O artigo aborda a temática da inovação tecnológica e sua relação com o processo de desenvolvimento econômico. Trata-se claramente de um assunto polêmico. No entanto, durante o século 20 e atualmente há vários registros acadêmicos qualificados de como políticas dessa natureza impulsionam transformações em diversos aspectos da vida humana. Observa-se que o relacionamento entre instituições é um dos seus aspectos centrais. Para um país como o Brasil, esse debate traduz-se na exploração das possibilidades de construção de uma sociedade mais eqüitativa, além de se buscar evitar erros e omissões do passado. Ressalta-se ao longo do texto como o sistema nacional de intermediação financeira revela-se o principal ponto de estrangulamento ao desenvolvimento econômico sustentado brasileiro. Destaca-se, também, que o desenvolvimento dos países não é obra do acaso. A construção de competências tecnológicas é parte integrante desse complexo processo histórico.
Palavras-chave – Inovações tecnológicas. Desenvolvimento econômico. Competências tecnológicas.
Abstract – This paper deals with the relation between technological innovations and economic development, which has been clearly a controversial subject. However, during the 20 century and currently, there are some qualified academic registers of such matter showing how human life has been changed. It is observed that the relationship between institutions is one of its central aspects. For a country as Brazil, this debate expresses the exploration of the possibilities to construct a more equitable society. Errors and omissions from the past can be prevented. The Brazilian financial market is the main bottleneck to the country’s sustained economic development. It is also distinguished that the development of the countries is not the work of an invisible hand. The construction of technological competencies is part of this process.
Key words – Technological innovation. Economic development. Technological competencies.
Jel Classification – O, Economic development, technological change and growth. O25, Industrial policy. O32, Management of technological innovation and R&D.
* Pesquisador associado à Reggen/Unesco.
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Postado em 13 dEurope/London dezembro dEurope/London 2007
Newsletter de Universia-Knowledge@Wharton
12 – 20 Dezembro, 2007
Os especialistas advertem os navegantes: a consciência ecológica, a mudança climática, a escassez de petróleo e a aposta cada vez maior dos governos ocidentais em novas fontes de energia deflagraram uma euforia de compras de ações de empresas de energia renovável.
A euforia em torno da aquisição de ações de empresas do setor de energia renovável foi conseqüência da “paralisação que tomou conta do setor imobiliário”, observa Ignasi Carreras, professor da ESADE, na Espanha. Outro fator que levou à compra frenética de ações do setor foi a exigência por parte da União Européia (UE) de que os países-membros consumam esse tipo de energia. A UE fixou especificamente o ano de 2020 para que 20% do consumo energético seja feito por meio de energias renováveis. “Esse tipo de energia chega com muito atraso”, afirma Carreras. Contudo, “graças aos investimentos de grandes grupos, sobretudo os do segmento energético, de transporte e de construção, que se reposicionaram para continuar sustentáveis, foi possível impulsionar a atividade do setor”, lembra Carreras. Leia o resto do artigo »
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Postado em 11 dEurope/London dezembro dEurope/London 2007
Versão do artigo publicado na revista do Observatorio Iberoamericano del Desarrollo Local y la Economía Social (OIDLES), v. 1, n.0, jun.2007.
Rodrigo Loureiro Medeiros, D.Sc. – Cátedra e Rede de Economia Global e Desenvolvimento Sustentável (Reggen/Unesco)
Resumo
O artigo discute, a partir da perspectiva sistêmica, as dificuldades de gestão sustentável dos recursos hídricos nas metrópoles brasileiras. Ao longo da segunda metade do século XX, a aglomeração urbana foi agravada pela concentração dos investimentos industriais. Embates políticos travados nos episódios da guerra fiscal da década de 1990 tampouco contribuíram para equilibrar as oportunidades de desenvolvimento. Apesar de o Brasil ter sediado o importante evento Rio 1992, a fragmentada agenda nacional devotou poucos esforços na efetivação de uma proposta de desenvolvimento sustentável. O recente alarme global provocado pelo Painel Intergovernamental para Mudança Climática das Nações Unidas demanda uma nova postura da sociedade brasileira. Dificilmente os desafios presentes podem ser enfrentados com as soluções do passado. Subsídios das experiências estrangeiras podem ajudar, porém a criatividade nacional precisará ser exercitada. Leia o resto do artigo »
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