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Blog do Desemprego Zero

Ainda o problema dos juros

Postado em 30 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Paulo Rabello de Castro

Folha de S.Paulo: 30/07/2008

“As doses cavalares de juros consumiram trilhões de reais em oportunidades perdidas de criação de empregos”.

JÁ POSSO dizer que, em minha vida, vi a criação de uma divindade. O Banco Central foi alçado a semideus, por uma sociedade que mitifica suas capacidades e atribuições. Defendi a autonomia funcional do BC nos inflacionários anos 70 e 80, quando quase ninguém sabia o que era “banco central independente” e os que sabiam punham-se apaixonadamente contra. Mas a autonomia então defendida não era a absoluta supremacia de hoje.

A elevação dos juros em 0,75 ponto percentual, na última semana, tem essa conotação de marcar o espaço do mito da autoridade suprema. Antevimos a decisão, não por seus contornos técnicos, mas por seus aspectos “teológicos”, pois a taxa brasileira já era, antes do aumento, a maior do mundo, descontada a projeção do núcleo da inflação.

Na teologia do BC, a estabilidade financeira do país está deixada apenas em suas mãos. Segundo a bíblia monetarística, quando as “expectativas inflacionárias” fogem à meta, só resta reprimi-las à força de juros.

É um mundo simples e previsível, mas empobrecedor do potencial brasileiro como nação “emergente”. Leia o resto do artigo »

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A deterioração das transações correntes

Postado em 25 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Rodrigo L. Medeiros*

O jornal Valor Econômico, de 24/06/08, caderno de Finanças (p.C1), publicou uma reportagem sobre a deterioração da conta corrente do balanço de pagamentos do Brasil. Utilizando-se de fontes do BACEN, a matéria demonstra ter havido uma deterioração de 331,1% no resultado líquido das transações correntes quando se compara maio/07 a maio/08. A posição do investimento estrangeiro direto, por sua vez, atraído pelo viés de alta da taxa básica de juros, a Selic, cresceu 65% no mesmo período. O swap reverso é parte integrante dessa novela.

De Londres, Henrique Meirelles afirma que “a atual rota de crescimento é explicada pela demanda doméstica (…) em consistência com esse fato, tanto a confiança dos consumidores quanto dos empresários estão em níveis recordes”. O teatro de Meirelles contraria as projeções do Boletim Focus, o relatório de mercado do BACEN. O Focus estima crescimento de 4,8% para o PIB brasileiro em 2008. Abaixo, portanto, do realizado em 2007. Com 51% de sua população economicamente ativa vinculados às relações formais de trabalho, não se pode esperar que a redução do crescimento econômico reduza o desemprego e o subemprego no Brasil.

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Sem projeto e sem debate

Postado em 18 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Fonte: Carta Capital n. 500 

Aos 83 anos, o geógrafo Aziz Ab’Saber, professor emérito da USP, continua a ser uma das cabeças mais lúcidas do País. E continua a se preocupar com as questões ambientais, agora com um único foco: alertar para a necessidade de se planejar mais, sobretudo em relação à Amazônia.

CartaCapital: Falta planejamento no caso da Amazônia?

Aziz Ab`Saber: Total. Qualquer coisa que diga respeito a um projeto é feita sem previsão de impacto, sem delimitação de subáreas. Na questão amazônica, cheguei a fazer um mapinha das 23 células espaciais e mandei para o Lula quando assumiu a presidência, com uma carta dizendo que deveria reunir em Brasília pessoas competentes, geógrafos, geólogos, sociólogos, indigenistas para estudar cada uma delas. Depois, se organizariam seis comissões com pós-graduandos e técnicos para ir até as células, comparando os problemas, que são muito variados. Mas alguém rasgou a carta, eles não querem a opinião de ninguém. Uma das minhas críticas ao governo Lula é a falta de democracia no debate das idéias.

CC: O sr. diz que anda aflito com a questão da reserva indígena Raposa-Serra do Sol. Por quê?

AAS: Ali existem dois grupos: um que quer a descontinuidade de posse da reserva e outro que quer manter integralmente o território que foi demarcado. Mas o governador de Roraima quer simplesmente resolver o problema dos arrozeiros, que são só uma parte do problema. Em minha opinião, a primeira coisa a fazer seria um plano de Buffer Zone (zona tampão), porque os que estão além da linha demarcada oficialmente vão ter interesse em penetrar naquela área pelos mais variados motivos. Isto implica um planejamento correto, porque tem um grande trecho que fica na fronteira e a reserva é enorme. Na área onde estão os arrozeiros, eles devem continuar, e os recursos ganhos têm que ser destinados a favor dos grupos indígenas regionais, numa proporção mínima de 30% a 50% do valor da produção, sob o controle de um organismo independente. A presença do Estado, a favor dos índios e não do neocapitalismo, se faria a cada cinco quilômetros nessa faixa, com um centro cultural, um parque para crianças indígenas, hospital, escolas bilíngües, e assim por diante. Na parte mais norte, seriam instalados alguns alojamentos para cientistas. Leia o resto do artigo »

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A nova desordem mundial

Postado em 18 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Luís Nassif

Fonte: Projeto Brasil

A situação mundial continua complexa. O que seria o desfecho positivo da atual crise?

1. A recessão americana começar a refluir e o FED (o Banco Central americano) aumentar as taxas de juros.

2. Ao mesmo tempo, a inflação começaria a ceder na Europa, levando o Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra a reduzir as taxas de juros.

3. Com esses dois movimentos, concatenados, haveria uma revalorização do dólar e uma depreciação do euro e da libra.

4. A conseqüência seria um movimento dos fundos de investimentos em direção ao dólar, desmontando as posições em commodities e, especialmente, em petróleo.

5. Com a redução desse movimento especulativo, cairiam os preços das commodities, reduzindo a inflação mundial.

6. Sem a pressão inflacionária, a economia européia poderia recuperar a vitalidade. Somada à recuperação da economia americana (que precederia o aumento de juros nos EUA) e o ritmo de crescimento dos BRICs, a economia mundial poderia entrar em novo ritmo.

Esse é o cenário benigno, aguardado por muitos bancos para voltarem ao dólar.

No entanto, esbarra na dura realidade atual.

Nos Estados Unidos, ainda não há sinais de que a crise tenha batido no fundo do poço. Os preços dos imóveis continuam caindo, há no ar cheiro de crise financeira. Ainda está longe o momento em que se poderá reverter a trajetória dos juros – embora algumas instituições e publicações respeitadas, como o Financial Times, ainda apostem nessa reversão.

Na Europa, o combate à inflação tornou-se prioridade maior. Em maio houve um recorde da inflação, batendo em 3,7%.

Ontem, o BCE (Banco Central Europeu) se declarou em “estado de alerta avançado” em relação à inflação, especialmente os preços de energia e dos alimentos. A declaração foi do governador do BC de Luxemburgo Yves Mersch, durante apresentação do relatório do seu BC.

Ele anunciou que o conselho de governadores do BCE atuará de forma objetiva, e em tempo oportuno, para impedir os efeitos da alta de preços sobre o conjunto da economia e sobre a estabilidade de preços.

O conselho dos governadores constatou que a inflação deverá permanecer em níveis elevados por um período maior do que o previsto.

Agora, a maioria dos analistas espera que as taxas de juros do BCE aumentem dos atuais 4% ao ano para 4,25%.

É um jogo complexo. Desde a crise da Ásia, na década passada, se acreditava na capacidade de articulação dos bancos centrais. Tinha-se uma situação similar à das primeiras décadas do século 20, em que essa articulação se dava em torno do Banco da Inglaterra. Seus movimentos eram acompanhados por um conjunto de bancos centrais europeus, permitindo uma relativa estabilidade monetária.

Da crise da Ásia para cá se tinha em conta de que, finalmente, os BCs tinham conseguido os movimentos articulados, que permitiriam manter o fluxo de capitais livre, sem restrições.

Esse sonho acabou. As disfunções do mercado financeiro internacional são amplas, há um conflito de prioridades entre os diversos blocos econômicos.

Só o Brasil continua permitindo a apreciação da sua moeda, como se nada tivesse mudado.

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Expectativas racionais?

Postado em 17 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Rodrigo L. Medeiros*

Alan Greenspan conta em ‘A era da turbulência’ (Elsevier, 2008) que Ronald Reagan chamou o então presidente do FED Paul Volcker, na época defensor de taxas de juros de dois dígitos, para uma conversa no Departamento do Tesouro. Reagan foi curto e grosso: “As pessoas estão se perguntando se realmente precisamos de um FED”. Segundo Greenspan, “ele fez exatamente o que precisava para lembrar a Volcker quem era de fato o chefe” (p.89). Lula tem sido muito paciente com a independência de Henrique Meirelles.

O relatório de mercado do BACEN vem apontando no sentido do viés de alta da Selic. Segundo consta no Boletim Focus, que escuta constantemente a “expectativa racional do mercado”, a taxa básica de juros deve atingir a casa dos 14,25% a.a. no final deste ano. Há também a “expectativa racional” de déficit em transações correntes de US$23 bi para 2008. Certamente fica difícil negar que tais expectativas alimentam profecias auto-realizáveis nas contas nacionais. Os falaciosos argumentos da pressão de demanda não se sustentam perante o quadro de especulação em torno dos preços de alimentos e petróleo nas bolsas de mercadorias e futuros. O poder de paridade de aquisição dos países mais desenvolvidos, por sua vez, agrava o quadro econômico para as sociedades menos desenvolvidas. Para essas, a elevação da taxa básica de juros é improdutiva e ineficaz.

Em seu clássico ‘A teoria geral do emprego, do juro e da moeda’ (Altas, 1982), Keynes descreveu como a preferência pela liquidez é uma armadilha para as sociedades. O mercado se equilibraria abaixo do pleno emprego dos fatores de produção disponíveis e isso provocaria muito provavelmente instabilidade sociopolítica. Afinal de contas, quem alimenta as expectativas racionais da oferta monetária e do custo de capital em uma sociedade? Mercado ou Estado?

Alguns teóricos se propuseram a enfrentar esse debate. A polarização se encontra na seguinte questão: Trata-se a moeda de um bem privado ou público? Os defensores das “expectativas racionais” defendem que se trata em um bem privado e, portanto, cabe ao mercado arbitrar o preço do dinheiro. Já os keynesianos defendem a posição de que a moeda é um bem público por ser cunhada por um Estado nacional e aceita pelo mesmo para o pagamento de tributos. Keynes percebeu que a preferência pela liquidez de uma minoria endinheirada poderia tiranizar uma sociedade. Em sociedades muito desiguais como é o caso do Brasil essa preferência revela-se uma perversa armadilha para o desenvolvimento econômico equitativo.

 

*D.Sc. em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ, membro da Cátedra e Rede UNESCO-UNU de Economia Global e Desenvolvimento Sustentável e da rede Economists for Full Employment do Levy Economics Institute of Bard College (NY).

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A síntese política do Brasil

Postado em 17 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Luís Nassif

Fonte: Projeto Brasil

O país ainda está imerso em uma guerra santa, especificamente da mídia contra Lula. Mas, por enquanto, está restrita a isso, despregada da realidade política do dia a dia.

Mas há uma importância inegável no governo e no personagem Lula. O Brasil vive um terremoto social e político, com a ascensão das classes D e E, a convivência do arcaico com o moderno – o arcaico e o moderno presentes em todos os extratos sociais.

É arcaico o militante de esquerda que não consegue enxergar o papel que cabe, por exemplo, à grande empresa brasileira na formação de uma nação mais moderna e justa. Como é arcaico esse modernismo preconceituoso de parte do colunismo pátrio, contra o que considera “Brasil atrasado” – misturando crítica política com preconceito em relação às novas forças que emergem. Ou se considerar que instrumentos modernos – como lei ambiental, lei de defesa dos consumidores, leis de direito econômico – são intromissões do Estado.

Diria que, na formação do Brasil moderno – com suas qualidades e vícios – haverá no futuro o reconhecimento do papel fundamental de dois personagens.

O primeiro, Fernando Collor, ao romper com os grilhões do país fechado que se estratificou nos anos 80 – depois do modelo ter contribuído para o crescimento nas décadas anteriores.

FHC foi o seguidor, teve o mérito da maior habilidade política, mas nunca a grandeza suficiente de mostrar o Brasil com todas suas faces, de se propor a ser a síntese necessária, após a antítese collorida.

O discurso contra a “fracassomania”, a desqualificação do que ele considerava Brasil arcaico, o deslumbramento por ter entrado no clube da elite econômico-financeira, tirou a grandeza de que seu governo poderia ter se revestido. E não teve visão para entender o novo e corrigir os exageros iniciais do modelo. No início permitem-se os exageros, única forma de romper com o velho. Ele entrou na fase da consolidação, e não soube consertar, ser a síntese.

Lula cometeu inúmeros pecados. Ainda não resolveu o dilema das agências reguladoras – presas entre a captura pelo governo e a captura pelos regulados; não conseguiu conferir limites à atuação do BC (nada do que o Banco faz pode ser questionado), não profissionalizou a máquina do Estado no ritmo necessário.

Mas, politicamente, abre espaço para a próxima grande etapa do Brasil, o maior desafio da consolidação democrática, a busca do Santo Graal, do grande pacto nacional que permita a todos os setores se sentirem membros da mesma nação.

Seu discurso na Bovespa, ontem, tem um trecho para entrar para a história:

“Estamos provando que um presidente da República pode, no mesmo mês, colocar na cabeça um boné dos dirigentes sindicais, dos sem-terra, do movimento GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) e da Bolsa de Valores.”

Em relação à percepção política, ao entendimento sobre os novos tempos, à capacidade de entender as idéias-força e chacoalhar o imaginário popular, a intuição política de Lula dá de dez a zero no conhecimento teórico de FHC.Não há termos de comparação.Tem paralelo apenas em Vargas, JK e no Collor do primeiro ano. Castello Branco e Geisel tiveram governos transformadores, mas dentro da ótica autoritária, sem precisar correr o desafio político de recriar o imaginário.

O que Lula propõe é uma construção política sofisticadíssima, de ser a síntese do Brasil moderno, do novo Brasil que surge e do Brasil arcaico.

Morro de rir quando vejo a superioridade com que alguns analistas se colocam, por identificar erros de português no discurso de Lula. Eles sequer entenderam o alcance dessa costura política. O “analfabeto”, além de entender está colocando em prática.

O único evento que poderá liquidar com essa proposta é a hipótese de uma crise cambial, fruto da irresponsabilidade continuada do Banco Central. Se vier, toda essa construção rolará ladeira abaixo.

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A estratégia das políticas de desenvolvimento

Postado em 16 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Antonio Corrêa de Lacerda

Fonte: Valor Econômico (13/06/08)

O anúncio da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) tem gerado um interessante debate sobre o espaço e o papel das políticas de desenvolvimento na atual fase da economia mundial. As críticas à iniciativa ocorrem em dois sentidos. A primeira, de cunho mais liberal, daqueles que não vêem sentido e espaço para iniciativas do Estado, por acreditarem que o mercado possa dar conta do desafio. A segunda, daqueles que consideram que, com a globalização da economia, não é mais possível adotar ações de política industrial, que teriam se tornado “coisa do passado”.

Como se os países hoje desenvolvidos não tivessem utilizado para chegarem onde estão. Ou mesmo a experiência dos países em desenvolvimento bem-sucedidos que não sucumbiram ao “canto da sereia” do neoliberalismo e mantiveram a proatividade do Estado em beneficio do desenvolvimento. Quem tiver qualquer dúvida a esse respeito pode consultar o excelente “Chutando a Escada: A Estratégia do Desenvolvimento em Perspectiva Histórica” (Editora Unesp, 2004), do sul-coreano professor de Cambridge Ha-Joon Chang. 

A globalização da economia criou um mito de que as políticas industriais se tornariam desnecessárias. A prática tem demonstrado que as políticas de competitividade se mostram imprescindíveis. O que mudou é que ficou mais complexo fazê-la. Mas, apesar de mais difícil, o pior dos mundos é não tê-la. Para o Brasil, é fundamental fortalecer e criar novas vantagens competitivas e toda iniciativa a esse respeito deve ser apoiada. A PDP não é, como pode parecer a alguns, uma ajuda a setores da indústria. Quem ganha efetivamente é o país, ao favorecer o desenvolvimento.  Leia o resto do artigo »

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Alargando as perspectivas teóricas

Postado em 10 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Rodrigo L. Medeiros*

Um dos temas de grande controvérsia entre as correntes do pensamento econômico é a da inflação. Para a ortodoxia liberal, inflação é pressão de demanda. Quando a demanda cresce além da oferta há um desajustamento que se expressa pela elevação dos preços. Os adeptos da heterodoxia econômica, por sua vez, não negam que possa haver pressões de demanda e, conseqüentemente, inflação.

No entanto, os heterodoxos reconhecem que os mercados não são perfeitos e que existem desequilíbrios entre oferta e demanda que extrapolam o simplório arcabouço teórico dos ortodoxos. Em um artigo publicado no jornal O Globo, de 07/06/2008, Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia 2001, afirma:

“Os bancos centrais formam um fechado clube, dado a manias e modismos. No início dos anos 80 sucumbiram ao encanto do monetarismo, teoria econômica simplista de Milton Friedman. Depois que o monetarismo caiu em descrédito – com elevado custo para os países que o adotaram – começou a busca de um novo mantra. A resposta veio na forma do regime de metas de inflação, segundo o qual sempre que os preços sobem acima de determinado nível os juros devem ser elevados. A receita se baseia em rala teoria econômica ou evidência empírica; não há razão para esperar que, qualquer que seja a fonte de inflação, a melhor resposta seja elevar os juros. Espera-se que a maioria dos países tenha o bom senso de não implementar esse regime; minha simpatia vai para os infelizes cidadãos daqueles que já o fizeram. O regime de metas (inflation targeting) está sendo testado – e quase certamente falhará. Países em desenvolvimento enfrentam taxas mais altas de inflação, não devido a problemas na política macroeconômica, mas porque os preços da energia e dos alimentos estão em alta, e estes itens pesam muito mais no orçamento doméstico do que nos países ricos. Na China, a inflação se aproxima dos 8% ao ano. No Vietnã, deverá chegar a 18,2% este ano, e na Índia está em 5,8%. Em contraste, a inflação nos EUA se mantém em 3%. Isto quer dizer que esses países em desenvolvimento deveriam subir suas taxas de juro muito mais do que os EUA? A inflação nesses países é, na maior parte, importada”.

O título do artigo é ‘A falência das metas de inflação’. Mercados perfeitos só existem nas cabeças dos adeptos da ortodoxia econômica liberal. Segundo Keynes, trata-se do “tipo de coisa em que nenhum homem poderia acreditar se não tivesse a cabeça entulhada de idéias insensatas durante anos e anos” [1]. Não há desculpas para a estreiteza teórica da ortodoxia econômica liberal, pois o trabalho de Keynes é amplamente conhecido há pelos menos 70 anos. Leia o resto do artigo »

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