prozac 40mg popliteal celexa 20mg cardiac concurrent clonidine 0.1mg test recovery buy exelon Healthy stories buyneurontinonlinehere.com buying abilify online school lipitor online no rx deoxyribonucleic

Blog do Desemprego Zero

Adeus à revolução neoclássica

Postado em 25 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

O termo liberal no mundo anglo-saxão é usado como sinônimo de centro-esquerda ou favorável ao Estado e não como no Brasil, uma expressão intransigente do liberalismo econômico…

Robert Skidelsky

Project Syndicate

A ameaçadora quebra do Lehman Brothers e a venda forçada do Merrill Lynch, dois dos maiores nomes das finanças, marcam o fim de uma era. Mas, então, o que virá a seguir?

Os ciclos de modas econômicas são tão antigos como os ciclos econômicos e normalmente são causados por profundos distúrbios na atividade empresarial. Os ciclos “liberais” são seguidos por ciclos “conservadores”, que dão lugar a ciclos “liberais” e assim por diante.

Nos Estados Unidos, ciclos liberais são caracterizados por intervenções do governo e ciclos conservadores, pelo recuo do governo. Um longo ciclo liberal estendeu-se dos anos 30 aos 70, seguido por um conservador, de desregulamentação econômica, que agora parece ter chegado ao fim. Com a estatização de dois gigantescos bancos hipotecários dos Estados Unidos, Fannie Mae e Freddie Mac, na seqüência de outra nacionalização também promovida neste ano, a do britânico Northern Rock, os governos começaram a intervir de novo, para evitar a dissolução do mercado. Os dias entorpecentes da economia conservadora acabaram – por ora.

Cada ciclo de regulamentação e desregulamentação é desencadeado por crises econômicas. O ciclo liberal passado, associado à política do “New Deal” do presidente Franklin Roosevelt e do economista John Maynard Keynes, foi acionado pela Grande Depressão, embora ainda fossem necessários os volumosos gastos governamentais da Segunda Guerra Mundial para que entrasse na marcha apropriada. Durante os 30 anos de era keynesiana, os governos no mundo capitalista geriram e regularam suas economias para manter o pleno emprego e moderar as flutuações econômicas.

O ciclo conservador seguinte foi despertado pela inflação da década de 70, que pareceu ser produto das políticas keynesianas. O guru econômico dessa era, Milton Friedman, sustentava que a busca deliberada pelo pleno emprego estava fadada a alimentar a inflação. Os governos deveriam concentrar-se em manter o dinheiro “sadio” e deixar a economia tomar conta de si mesma. A “nova economia clássica”, como ficou conhecida, ensinava que, na ausência das rudes interferências do governo, as economias gravitariam naturalmente para o pleno emprego, maior inovação e melhores índices de crescimento.

A crise atual do ciclo conservador reflete a acumulação maciça de dívidas de difícil recuperação, tornada visível após o debacle das hipotecas de má qualidade, que se iniciou em junho de 2007 e agora se disseminou para todo o mercado de crédito e afundou o Lehman Brothers. “Pense um uma pirâmide invertida”, escreve o executivo de banco de investimento Charles Morris. “Quando mais se reivindica sobre a produção real, mais cambaleante fica a pirâmide”. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Destaques da Semana, Internacional, Política Econômica | 1 Comentário »

George Soros, o novo arauto da economia verde?

Postado em 23 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Estadão

Em tempos de crise financeira global, até o megainvestidor e megaespeculador George Soros ficou verde. É o que mostra o vídeo acima, em inglês, de uma entrevista de Soros ao jornalista americano Bill Moyers.

O húngaro naturalizado americano Soros está promovendo seu mais recente livro “The New Paradigm for Financial Markets: The Credit Crisis of 2008 and What It Means”, que será lançado no Brasil nas próximas semanas. No livro, já defende “novos paradigmas” para a retomada da economia global. “Os negócios verdes podem ser o novo motor da economia mundial”, diz Soros, na entrevista.

Ao ser questionado sobre o que é preciso fazer para combater a atual crise financeira, Soros disse que, além de lidar com o rombo das hipotecas e recapitalizar os bancos, é preciso investir em soluções para o aquecimento global. Como reduzir o consumo, diminuir a dependência do petróleo e apostar em uma matriz energética mais limpa.

“Nos últimos 25 anos o motor da economia mundial tem sido o consumo dos americanos, que gastaram mais do que pouparam, certo? Só que esse motor mudou. Esse motor está sendo desligado. Acabou, não pode continuar mais. Precisamos de um novo motor. E temos um grande problema, o aquecimento global, que requer muito investimento. E este pode ser o motor da economia mundial nos próximos anos.”

Com uma fortuna estimada em US$ 8,5 bilhões, ninguém pode acusar Soros de não ouvir o chamado do dinheiro. Farejador de tendências, já faz alguns anos que ele vem investindo mais na ‘economia real’ do que na financeira. Inclusive com investimentos no etanol brasileiro.

Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Internacional | Sem Comentários »

Subestimar a crise: a retórica brasileira

Postado em 22 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Carlos Lessa

Publicado no Valor Econômico, 22/10/2008

A globalização financeira construiu um gigantesco castelo de cartas com dimensão cósmica e uma multiplicação de andares. O PIB mundial, ou seja, a totalidade da atividade econômica, em um ano, de todos os países do mundo, soma, segundo o International Settlements, pouco mais de US$ 65 trilhões; os ativos financeiros (toda a dívida primária) estariam acima de US$ 130 trilhões; os derivativos e outras alquimias financeiras são estimados por aquele estabelecimento (ninguém tem certeza), com prudência, em mais de US$ 600 trilhões.

Sobre a base real, em duas décadas e meia, os bancos e os agentes do mercado de capitais montaram este “palácio de ficções” e “soldaram as cartas” com a cola da confiança recíproca. A atual crise dissolveu a cola e o encolhimento de confiança vem desmontando seções e andares do edifício financeiro. As cartas não se depositam apenas sobre o PIB, mas transmitem a enfermidade dos andares superiores para o piso da economia real. Auxílios de governo, desde o Proer americano até as estatizações parciais de bancos europeus, tentam restaurar a confiança, porém parecem, dialeticamente, tornar mais escassa a confiança recíproca.

Nos EUA, é cada vez mais freqüente o prognóstico de uma recessão em 2009. O governo espanhol já anunciou que entrará, necessariamente, numa recessão. A Islândia (que o discurso neoliberal exaltava como modelo de êxito) estatizou seu principal banco e anuncia um pacote de resgate de com o FMI. O bancos da OECD vacilam. Na conservadora Suíça, o UBS, seu maior banco, já falou de perdas de US$ 40 bilhões. As Bolsas de Valores e de Mercadorias vivem, aos solavancos, trajetórias inequivocamente descendentes. A China anuncia declínio de sua taxa de crescimento. A Argentina fala em estatizar a previdência privada complementar. Os preços das commodities desabam. Em todo o mundo interligado surgem problemas de crédito (menos na China, que participou da globalização mercantil mas jamais permitiu a articulação financeira interna com o castelo de cartas). Bancos quebram, ou desaparecem. Os governos improvisam “Proers”, reduzem juros e – suprema heresia em relação ao neoliberalismo – assumem participações acionárias, bloqueiam pagamentos de dividendos e reduzem os salários dos executivos dos bancos semi-estatizados.

Enquanto isso, num país tropical “deitado eternamente em berço esplêndido”, se sucedem declarações como “a crise não atravessará o Atlântico”, para mais à frente afirmar que o Brasil “será atingido apenas por uma marolinha”. O mais alto dirigente do país recomendou que as pessoas mantenham o consumo e, pouco depois, em outro local, aconselhou a poupança; o presidente da Febraban declarou que não havia “problema de crédito no país”; o ministro do Planejamento afirmou que “meteria a faca” no gasto público. A projeção oficial afirma que o país crescerá, em 2009, 4%.

O presidente do Banco Central diz que o Brasil está “blindado contra a crise”. Adverte, contudo, que “mesmo um carro blindado pode tombar por um erro de direção”, insinuando que é motorista experiente em “dirigir carros blindados”. Leia o resto do artigo »

Postado em Carlos Lessa, Conjuntura, Desenvolvimento, Destaques da Semana, Internacional, Política Econômica | Sem Comentários »

A volta da política

Postado em 22 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Luiz Carlos Bresser-Pereira

Folha de S.Paulo, 20.10.2008

EM MEIO à crise financeira global, o presidente Lula, ao receber em Toledo o prêmio Dom Quixote, declarou que este é o momento da “volta da política e do Estado”. Tem razão o presidente.

Depois de 30 anos de irracionalidade neoliberal ou ultraliberal, os homens voltam a se dar conta de que a política é a expressão da liberdade humana, e o Estado, a projeção racional dessa liberdade. Durante 30 anos, uma classe de profissionais das finanças aliou-se a acionistas capitalistas e à classe média conservadora e, empunhando a bandeira do Estado mínimo e da desregulação, alcançou a dominância ideológica sob a liderança de Ronald Reagan nos Estados Unidos e de Margareth Thatcher no Reino Unido.

Inspirada por intelectuais neoliberais que desde os anos 1960 vinham reduzindo a política à lógica do mercado, a nova coalizão política declarou a “guerra do mercado contra o Estado”. Enfraquecia assim o Estado, colocado em pé de igualdade com o mercado, e aproveitava essa brecha para enriquecer enquanto os salários dos trabalhadores permaneciam quase estagnados.

A guerra era irracional porque, em vez de se limitar a eventuais excessos de intervenção do Estado na economia, atacou o próprio Estado. Porque ignorava que o Estado é a instituição maior de cada sociedade -que é o resultado do esforço secular de construção política de um sistema constitucional-legal e de uma administração pública que o garanta. Ignorava que é através do Estado que os homens e as mulheres, no exercício da política, coordenam sua vida social, estabelecendo suas instituições normativas e organizacionais fundamentais, entre as quais a democracia e o mercado.

O mercado apenas se torna realmente significativo como instituição complementar na coordenação da sociedade com a emergência do capitalismo. Por isso, o capitalismo será chamado de economia de mercado. A coordenação econômica de uma sociedade caracterizada por uma crescente divisão do trabalho e, portanto, por uma enorme complexidade só é possível se o Estado contar com a colaboração do mercado nessa tarefa. Por outro lado, durante o transcorrer do século 20, as nações mais desenvolvidas construíram um Estado democrático social. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Destaques da Semana, Internacional, Política Econômica | Sem Comentários »

O abalo dos muros

Postado em 10 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Frei Betto

Folha de S.Paulo, 5.10.2008

NO PRÓXIMO ano, completam-se 20 anos da queda do Muro de Berlim, símbolo da bipolaridade do mundo dividido em dois sistemas: capitalista e socialista. Agora assistimos ao declínio de Wall Street (rua do Muro), na qual se concentram as sedes dos maiores bancos e instituições financeiras.

O muro que dá nome à rua de Nova York foi erguido pelos holandeses em 1652 e derrubado pelos ingleses em 1699. Nova Amsterdam deu lugar a Nova York.

O apocalipse ideológico no Leste Europeu, jamais previsto pelos analistas, fortaleceu a idéia de que fora do capitalismo não há salvação. Agora, a crise do sistema financeiro derruba o dogma da imaculada concepção do livre mercado como única panacéia para o bom andamento da economia.

Ainda não é o fim do capitalismo, mas talvez seja a agonia do caráter neoliberal que hipertrofiou o sistema financeiro. Acumular fortunas tornou-se mais importante que produzir bens e serviços. A bolha especulativa inflou e, súbito, estourou.

Repete-se, contudo, a velha receita: após privatizar os ganhos, o sistema socializa os prejuízos. Desmorona a cantilena do “menos Estado e mais iniciativa privada”. Na hora da crise, apela-se ao Estado como bóia de salvamento na forma de US$ 700 bilhões (5% do PIB dos EUA ou o custo de todo o petróleo consumido em um ano naquele país) a serem injetados para anabolizar o sistema financeiro.

O programa Bolsa-Fartura de Bush reúne quantia suficiente para erradicar a fome no mundo. Mas quem se preocupa com os pobres? Devido ao aumento dos preços dos alimentos, nos últimos 12 meses, o número de famintos crônicos subiu de 854 milhões para 950 milhões, segundo Jacques Diouf, diretor-geral da FAO (Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Internacional, Política Econômica | Sem Comentários »

Os antecedentes da tormenta

Postado em 7 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Ao examinarmos todo o período do pós-guerra, este por certo é o momento de maior fragilidade na administração da economia capitalista. Está claro que os efeitos deste novo capítulo da crise, deflagrado pelo estouro da bolha imobiliária, não desacelera apenas a economia norte-americana. O lubrificante da desregulação parece ter esgotado a capacidade de azeitar a engrenagem do sistema. A análise é de Luiz Gonzaga Belluzzo.

Carta Maior

O crescimento da última década foi celebrado como a expressão de um triunfo inexcedível da experiência capitalista dos Estados Unidos sobre o resto do mundo. Avaliações peremptórias não hesitaram em apontá-la como superior não só à experiência socialista, como também a de outros tipos de capitalismo, como o japonês e os modelos europeus de sociedade e de economia. (1)

O crescimento desse período teve início na segunda metade de 92, foi lento até mais ou menos 1995/1996 e, paradoxalmente, começou a se acelerar após as crises mexicana, asiática e brasileira. Em boa medida a economia norte-americana se nutriu das crises na periferia do sistema para ganhar nervos e musculatura. O período que vai do final dos anos 70 até esse salto, marca uma lenta recuperação do poderio econômico, militar e financeiro dos Estados Unidos. Ele se fez não só com a derrota política e econômica da URSS, mas também com a imposição do padrão capitalista norte-americano e, sobretudo, do capital financeiro do país às demais nações.

Desde os anos 70, os Estados Unidos já vinham abandonando certas referências que marcaram seu crescimento no pós-guerra, bem como desmontando regras prudenciais de gestão financeira adotadas a partir dos anos 30 e consolidadas durante o esforço bélico. Tais características haviam contribuído significativamente para a recuperação da Europa no pós-guerra, além de abrirem espaços para a industrialização de países do Terceiro Mundo. A existência de um bloco socialista competindo com o capitalismo foi igualmente decisiva na ampliação das oportunidades de desenvolvimento no planeta.

O modelo pós-II Guerra

É importante lembrar que a direção política do capitalismo estadunidense nesse período era bem mais heterogênea do que a atual. Havia, por exemplo, dentro do governo Roosevelt, uma fração muito importante do Partido Democrata que preconizava um futuro salvaguardado pela aliança entre os Estados Unidos e a União Soviética. O inimigo verdadeiro, desse ponto de vista, seria o velho imperialismo europeu, o que explica, em parte, as dificuldades do representante inglês em Bretton Woods, John Mayanard Keynes, para viabilizar suas propostas de reforma do sistema monetário internacional.

Ao contrário do que ocorreu no final da I Guerra Mundial, porém, e que levou à crise do capitalismo desregulado de então, cujo ápice foi a Depressão de 29 e dos anos 30 – em 1944 os EUA tomaram a decisão política de não repetir os erros do passado. O Plano Marshall e o impulso dado à reconstrução européia para a unificação econômica, foram decisivos para as economias alemã e a francesa se rearticularem. Da mesma forma, o financiamento norte-americano foi o divisor que permitiu a reconstrução econômica japonesa. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Destaques da Semana, Internacional, Política Econômica | Sem Comentários »

“Investimentos rentáveis atrairão capital”

Postado em 5 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Para presidente do BNDES, com queda dos juros nos países ricos, capital buscará alternativas rentáveis no Brasil.

Folha de S.Paulo (05/10/08)

Luciano Coutinho diz que fontes de capital no mundo ainda são abundantes apesar da secura atual na concessão de crédito.

Encarregado pelo presidente Lula de manter o ritmo de investimentos no país em tempos de secura no crédito externo, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, diz que o banco de fomento pode precisar de R$ 40 bilhões adicionais em 2009 para atender aos pedidos extras de empresas brasileiras diante do bloqueio nas fontes de financiamentos por causa da crise financeira global. Segundo ele, o BNDES já tem garantidos R$ 70 bilhões. Com os recursos extras, teria até R$ 110 bilhões disponíveis em 2009. Para este ano, o banco prevê desembolsos de até R$ 90 bilhões. Coutinho espera captar os recursos de organismos multilaterais e do Tesouro. O aporte seria um “colchão” a ser usado caso o mercado não se recupere rapidamente. “Obviamente espero que não seja necessário tudo isso, seria um colchão, e também parte disso pode ficar para 2010″, disse Coutinho em entrevista à Folha, na qual afirmou estar “rezando” para que os bancos voltem a abrir linhas de crédito e que o BNDES avança no setor por uma questão conjuntural. “Não há um desejo de aumentar o tamanho do BNDES.” Interlocutor freqüente de Lula em assuntos econômicos, Coutinho não acredita que o dólar se sustente no atual patamar e diz que o cenário agora é “diametralmente oposto” ao do início do ano, que levou o Banco Central a elevar os juros. “As preocupações com a inflação devem ser relativizadas nesses momentos [de esfriamento da economia global]“, afirmou, acrescentando que esse cenário deve ser “levado em conta” por todos, inclusive pelo BC. O presidente do BNDES rebate as críticas de que o governo estaria pisando no acelerador num momento em que deveria ser mais prudente. “Ninguém está pensando em pisar no acelerador”, diz, mas também “não é porque o mundo pisou no freio que temos de fazê-lo também.” Ele defende crescimento com “sensatez e prudência”, que mantenha a liderança dos investimentos e modere a expansão do consumo e dos gastos do governo. Disse ainda que o Brasil é um dos melhores países para investir neste momento de crise nas economias centrais e que fundos soberanos asiáticos já estão visitando o país em busca de oportunidades. A seguir, trechos da entrevista concedida na sexta no escritório do banco de fomento no Itaim, na zona sul de São Paulo.

FOLHA – Como essa crise vai, de fato, afetar o Brasil?

LUCIANO COUTINHO – O Brasil tem condições excepcionais de atravessar essa crise com efeitos muito moderados sobre o crescimento da sua economia. Nossos fundamentos macroeconômicos são firmes, temos um mercado doméstico com potencial de crescimento, um sistema bancário extremamente saudável, capitalizado, que pode expandir o crédito. Existe ainda uma avenida para a expansão do crédito no Brasil, que tem sido feita com velocidade, sem deterioração de qualidade, considerando que a relação crédito/PIB no Brasil ainda é baixa. Além disso, o país tem uma fronteira de investimentos em infra-estrutura de alto retorno e baixo risco inegáveis, haja vista que, nesta semana [passada], na crise, foram realizados com sucesso leilões de energia. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Internacional | Sem Comentários »

Adiós a la revolución neo-clásica

Postado em 25 dEurope/London setembro dEurope/London 2008

by Robert Skidelsky

Versão em inglês

La bancarrota amenazadora de Lehman Brothers y la venta forzada de Merrill Lynch, dos de los nombres más importantes en el mundo de las finanzas, marcan el fin de una era. Pero, ¿qué vendrá a continuación?

Los ciclos de las modas económicas son tan antiguos como los ciclos comerciales y normalmente son causados por profundos disturbios comerciales. Tras los ciclos “liberales” vienen los ciclos “conservadores”, que dan lugar a nuevos ciclos liberales, y así sucesivamente.

Los ciclos liberales se caracterizan por una intervención gubernamental y los ciclos conservadores, por un repliegue gubernamental. Un ciclo liberal prolongado se extendió desde los años 1930 hasta los años 1970, seguido por un ciclo conservador de desregulación económica, que ahora parece haber seguido su curso. Con la nacionalización de dos bancos hipotecarios gigantescos de Estados Unidos, Fannie Mae y Freddie Mac, tras la nacionalización a principios de este año del británico Northern Rock, los gobiernos empezaron a intervenir para impedir colapsos en el mercado. Los días temerarios de economía conservadora terminaron -por ahora.

Cada ciclo de regulación y desregulación es provocado por crisis económicas. El último ciclo liberal, asociado con el Nuevo Trato del presidente Franklin Roosevelt y el economista John Maynard Keynes, fue generado por la Gran Depresión, aunque hizo falta el masivo gasto gubernamental de la Segunda Guerra Mundial para que se pusiera en marcha como corresponde. Durante las tres décadas de era keynesiana, los gobiernos en el mundo capitalista manejaron y regularon sus economías para mantener el pleno empleo y moderar las fluctuaciones comerciales.

El nuevo ciclo conservador fue provocado por la inflación de los años 1970, que parecía ser producto de las políticas keynesianas. El gurú económico de esa era, Milton Friedman, sostenía que la búsqueda deliberada del pleno empleo indefectiblemente alimentaría la inflación. Los gobiernos deberían concentrarse en mantener “sólido” el dinero y dejar que la economía se cuide a sí misma. La “nueva economía clásica”, como se la llegó a conocer, enseñó que, a falta de una interferencia gubernamental egregia, las economías gravitarían naturalmente hacia el pleno empleo, una mayor innovación y tasas de crecimiento más elevadas.

La crisis actual del ciclo conservador refleja la acumulación masiva de deuda incobrable que se volvió evidente con la crisis subprime, que comenzó en junio de 2007 y ahora se propagó a todo el mercado de crédito, hundiendo a Lehman Brothers. “Hay que pensar en una pirámide invertida”, escribe el banquero inversor Charles Morris. “Cuantos más reclamos se apilen sobre el resultado real, más tambaleante se vuelve la pirámide”.

Cuando la pirámide empieza a derrumbarse, el gobierno -es decir, los contribuyentes- deben intervenir para refinanciar el sistema bancario, revivir los mercados hipotecarios e impedir el colapso económico. Pero una vez que el gobierno interviene en esta escala, normalmente se queda por mucho tiempo.

Lo que está en cuestión aquí es el dilema sin resolver más antiguo de la economía: ¿las economías de mercado son “naturalmente” estables o necesitan ser estabilizadas mediante políticas? Keynes hacía hincapié en la fragilidad de las expectativas sobre las que se basa la actividad económica en los mercados descentralizados. El futuro es inherentemente incierto y, por lo tanto, la psicología de los inversores es caprichosa.

“La práctica de la calma, la inmovilidad, la certeza y la seguridad de repente se quiebra”, escribió Keynes. “Los nuevos temores y esperanzas, sin preaviso, se harán cargo de la conducta humana”. Esa es una descripción clásica del “comportamiento de rebaño” que George Soros identificó como la característica dominante de los mercados financieros. Es tarea del gobierno estabilizar las expectativas. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Destaques da Semana, Internacional | Sem Comentários »