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Blog do Desemprego Zero

Renda do trabalho cresce menos do que a financeira

Postado em 13 dEurope/London novembro dEurope/London 2008

Fonte: Monitor Mercantil  

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), houve forte queda na participação da renda do trabalho no produto interno bruto (PIB) entre 1990 e 2007. Nesse período, somente em seis anos o trabalho teve algum aumento de participação na riqueza nacional, em comparação com o poder público e os rendimentos de propriedade.

Entre 2000 e 2006, o pagamento de juros da dívida pública respondeu, em média, por 7% ao ano da renda nacional. No mesmo período, a soma dos gastos da União com Saúde, Educação e investimentos não chegou à metade das despesas com juros.

Apesar de ter havido alguma recuperação da renda dos ocupados a partir de 2005, ela ainda é menor do que em 1990, acrescenta o Ipea, que divulgará nesta quarta-feira maiores detalhes da pesquisa.

A economista Leda Paulani, presidente da Sociedade Brasileira de Economia Política (SBEP), observa que os ganhos de produtividade simultâneos ao baixo crescimento da economia mundial no período neoliberal fizeram com que as perdas dos trabalhadores ocorressem de maneira generalizada, mas, no Brasil, o prejuízo dos assalariados foi maior por causa da força do rentismo, com a prática das mais altas taxas de juros do planeta.

“Em muitos quesitos, como o PIB per capta, a década de 90 foi pior do que a de 80, chamada de década perdida. Paralelamente, houve a financeirização da economia. Houve elementos puxando a massa salarial para baixo e outros puxando a renda de juros para cima. Por isso, a melhora do índice de gini não significa muito, pois capta apenas salários, pensões e aposentadorias a rendas compensatórias, como o Bolsa Família”, observou.

Para Leda, até a melhora da distribuição da renda entre os assalariados deveu-se mais à recuperação do salário mínimo do que ao Bolsa Família: “A política social mais importante do governo Lula foi a recuperação do salário mínimo e não o Bolsa Família.

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O capitalismo do século 21 e a armadilha da ideologização

Postado em 13 dEurope/London novembro dEurope/London 2008

Por Luís Nassif

1. Olhar com muito cuidado os indicadores. São importantes, mas dependendo de como são feitos e do seu uso, podem ser para o bem ou para o mal.

2. Experiência pública no padrão recente, reabilitando Constituição Federal, que reorganiza a atuação do Estado no âmbito social. Nunca tivermos uma constituição estruturadora tão ampla. Mas responde muito mais a problemas do século 20 do que do século 21.

3. A necessidade de novos indicadores para contribuir para o novo padrão civilizatório, passível de ser construído no capitalismo do século 21.

Ideologização em momento de crise é pior do que em momentos de bonança.

Vim para o Seminário ouvindo um colega comentarista de rádio. Dizia que a medida provisória 477 (que permite aos bancos públicos adquirir outras instituições sem passar por processos de licitação) é ruim, porque não permite controle do dinheiro público.

O âncora pergunta do caso da compra de bancos por bancos privados. Aí nao tem problema, porque o dinheiro é privado e o banco tem o direito de fazer o que quiser.

O comentarista admite que as amarras tiram a competitividade dos bancos públicos, mas tem que ser assim porque é dinheiro público.

Ora, se um banco privado é sociedade anônima, o dinheiro é público. O banco deve satisfações aos seus acionistas. A fiscalização se dá através de ferramentas de mercado. Cada investimento é analisado pelos especialistas de acordo com os processos de precificação (definição de preço) do mercado. Se o banco sai da linha é punido no preço das ações e na grita dos minoritários ou por ações judiciais.

Por que não pode ser com bancos públicos com capital em bolsa? As compras têm que obedecer a critérios de avaliação de mercado. Os analistas irão avaliar se melhorará ou não a performance do banco. O diretor de relações institucionais será chamado a dar explicações.

Ou seja, os modelos de controle são os mesmos do setor privado. O bravo comentarista considera, então, que os sistemas de controle do setor privado são insuficientes? Se são, como as empresas de capital aberto pertencem ao público, ele sugeriria processos licitatórias e prestação de contas ao TCU? É evidente que não.

Entenderam a razão da armadilha da ideologização?

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Considerações sobre Bretton Woods II

Postado em 11 dEurope/London novembro dEurope/London 2008

Luiz Gonzaga Belluzzo

Fonte: Valor Econômico (11/11/2008)

Desde o século XVIII os teóricos e praticantes da moderna economia política debatem os conflitos e contradições entre a moeda universal (e seu caráter mercantil) e o exercício da soberania monetária pelos Estados nacionais. 

No final do século XIX, a metástase da Revolução Industrial para os Estados Unidos e para a Europa Continental foi acompanhada pela constituição de um sistema monetário global, amparado na hegemonia da Inglaterra. Essa construção política e econômica do capitalismo suscitou, no imaginário social e na prática dos negócios, a “ilusão necessária” acerca da naturalidade e impessoalidade do padrão-ouro e de suas virtudes na promoção do ajustamento suave e automático dos balanços de pagamentos. 

Ao promover a ampliação do comércio internacional, o padrão-ouro impôs a reiteração e a habitualidade da mensuração da riqueza e da produção de mercadorias por uma unidade de conta abstrata. Assim, para escândalo de muitos, a confiança na moeda universal em sua roupagem dourada promoveu a expansão da moeda bancária, suscitando a progressiva absorção das determinações funcionais do dinheiro – unidade de conta, meio de pagamento e reserva de valor – por uma representação, um signo desmaterializado garantido pelas finanças do Estado. 

Nos anos 20 do século passado, o declínio da Inglaterra coabitou com incapacidade política do poderio econômico americano em afirmar sua hegemonia. Isso tornou problemática, após o hiato de moedas inconversíveis da Primeira Guerra, a restauração do padrão-ouro, mesmo sob a forma atenuada do Gold Exchange Standard que permitia a acumulação de reservas em dólares e libras. Em sua ressurreição, o padrão-ouro foi incapaz de reanimar as convenções e de reproduzir os processos de ajustamento e as formas de coordenação responsáveis pelo sucesso anterior. Os déficits e os superávits tendiam a se tornarem crônicos. Os países superavitários – sobretudo França e EUA – se empenharam em “esterilizar” o aumento das reservas em ouro para impedir os efeitos indesejáveis sobre os preços domésticos. 

Nos trabalhos elaborados para as reuniões que precederam as reformas de Bretton Woods, Keynes formulou uma proposta mais avançada e internacionalista de gestão da moeda fiduciária. Ela previa a “administração” centralizada, pública e supranacional do sistema mundial de pagamentos e de provimento de liquidez. O Plano Keynes visava, sobretudo, eliminar o papel perturbador exercido pelo ouro – ou por qualquer moeda-chave – enquanto último ativo de reserva do sistema. Tratava-se não só de contornar o inconveniente de submeter o dinheiro universal às políticas econômicas do país emissor, mas também de evitar que assumisse a função de um perigoso agente da “fuga para a liquidez”. 

Na verdade, os países trocariam mercadoria por mercadoria e o dinheiro internacional, o Bancor, seria reduzido à função de moeda de conta. Os déficits e superávits seriam registrados em uma espécie de conta corrente que os países manteriam junto à Clearing Union, a câmara de compensação encarregada de vigiar o sistema de taxas fixas, mas ajustáveis e de promover os ajustamentos entre deficitários e superavitários. No novo arranjo institucional não haveria lugar para a livre movimentação de capitais em busca de arbitragem ou de ganhos especulativos. 

Em 1944, nos salões do hotel Mount Washington, na acanhada Bretton Woods, a utopia monetária de Keynes capitulou diante da afirmação da hegemonia americana que impôs o dólar – ancorado no ouro – como moeda universal. Talvez por isso, o segundo pós-guerra conte a história conflituosa da reafirmação do dólar como moeda-reserva e narre as desditas da reprodução dos desequilíbrios globais e da sucessão de ajustamentos traumáticos dos balanços de pagamentos na periferia.  Leia o resto do artigo »

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Economistas sugerem controle internacional das finanças

Postado em 9 dEurope/London novembro dEurope/London 2008

Fonte: Agência Carta Maior

Reunidos no Rio de Janeiro, o diretor da UNCTAD, Heiner Flassbeck, e renomados economistas como Paul Davidson, Massimo Pivetti e Luiz Carlos Bresser-Pereira criticam o pensamento econômico dominante e dão suas receitas para combater a especulação causadora da crise financeira. Para eles, opção global pela especulação produziu fragilidades financeiras inéditas na história.

A atual crise financeira global demonstra que a cultura da especulação chegou ao seu limite e aponta para a urgente necessidade de se criar um novo mecanismo internacional de controle das finanças e fluxos de capital. Essa foi a mensagem transmitida por renomados economistas que participaram do simpósio internacional “Perspectivas para o Desenvolvimento no Século XXI”, organizado pelo Centro Internacional Celso Furtado e realizado nos dias 6 e 7 de novembro no Rio de Janeiro.

Após mencionar o exemplo da Islândia, país considerado rico, mas que quebrou na atual crise por ter apostado durante os últimos anos na especulação com títulos e derivativos de outros países, o diretor da Divisão de Estratégia e Globalização da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês), Heiner Flassbeck, foi taxativo: “Essa opção global pela especulação produziu fragilidades financeiras numa dimensão muito maior do que jamais havíamos produzido”, disse.

Flassbeck afirmou que, nos últimos anos, a especulação cresceu de forma descontrolada também em relação ao preço dos alimentos e do petróleo e que muitos grupos financeiros cristalizaram o hábito de especular com a taxa de câmbio, atuando contra as moedas nacionais: “Deveríamos criar um sistema monetário internacional que possa levar as taxas cambiais na direção certa. É preciso adotar uma política internacional que interrompa imediatamente esse processo especulativo com as moedas e as commodities”, disse o diretor da UNCTAD.

Professor da Universidade do Tenessee e do Centro de Análises de Políticas Econômicas da New School of Social Research de Nova York, Paul Davidson lembrou dois ícones do Século XX, Albert Einstein e John Maynard Keynes, para analisar a atual crise financeira: “Os cientistas consideravam o tempo e o espaço como coisas distintas e sem influência mútua, mas Einstein elaborou a Teoria da Relatividade e demonstrou que não. Alguns economistas acreditam que o mercado produtivo e as finanças também são coisas separadas. Keynes, no entanto, já havia alertado que mercado produtivo e finanças interagem continuamente. Esta crise comprova isso”. Leia o resto do artigo »

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Energia renovável está nos planos dos EUA, mas criará os empregos previstos?

Postado em 8 dEurope/London novembro dEurope/London 2008

Jornal da Ciência

Iniciativa pode representar a melhor chance em muitos anos de traduzir pensamento em ação no caso da energia renovável, com os americanos famintos por empregos e por uma solução duradoura para o problema energético.

Há tempos que as propostas de uma política de energia renovável nos EUA trombam com o preço estimado das medidas. Agora, o custo de fazer a transição – centenas de bilhões de dólares – é anunciado como uma grande vantagem.

Num debate que provavelmente vai ganhar destaque nos próximos meses, o presidente eleito Barack Obama e seus assessores de energia têm argumentado que um investimento governamental bilionário em coisas como turbinas eólicas e uma malha elétrica “inteligente” é exatamente o que o país precisa para sair da crise econômica. A isca são os milhões de empregos subsidiados pelo governo nesse setor “verde”.

Durante a campanha, Obama argumentou que gastar US$ 150 bilhões nos próximos dez anos para cortar o desperdício e incrementar as fontes renováveis ajudaria a criar 5 milhões de empregos – de instaladores de isolamento térmico (para diminuir o desperdício de energia nas casas) e fabricantes de turbinas eólicas (para substituir termelétricas a carvão) a vários tipos na construção civil (para construir casas mais ecológicas e melhorar a rede elétrica).

Mas os números disso são na verdade bem discrepantes. Vários estudos chegaram a conclusões completamente diferentes sobre quanto dinheiro seria necessário e qual será o número total de empregos “verdes” que podem ser criados.

Qualquer que seja o número exato, porém, esse audacioso plano pode representar a melhor chance em muitos anos de traduzir pensamento em ação no caso da energia renovável, com os americanos famintos por empregos e por uma solução duradoura para o problema energético. Leia o resto do artigo »

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O mundo precisa de alternativas, não só de regulações

Postado em 6 dEurope/London novembro dEurope/London 2008

Fonte: Carta Maior

Nós não podemos nos satisfazer em falar apenas na crise financeira e na necessidade de regulação. Se não se fizer nada, de 20% a 30% de todas as espécies vivas poderão desaparecer daqui a um quarto de século. O nível e a acidez dos mares aumentarão perigosamente, o que pode gerar entre 150 e 200 milhões de refugiados climáticos a partir da metade do século XXI.

Por François Houtart

Painel sobre a crise financeira proferido na Assembléia Geral das Nações Unidas, em Nova York, no dia 30 de outubro de 2008.

O mundo tem necessidade de alternativas e não somente regulações. Não é suficiente renovar um sistema, trata-se de transformá-lo. É um dever moral e para compreendê-lo, adotar o ponto de vista das vítimas permite ao mesmo tempo fazer uma constatação e exprimir uma convicção; a constatação que o conjunto das crises, financeiras, alimentares, energéticas, hídricas, climáticas, sociais, assinala uma causa comum, e a convicção que podemos transformar o curso da história.

A constatação

Quando 850 milhões de seres humanos vivem abaixo da linha de pobreza e seu número aumenta, quando a cada vinte quatro horas, dezenas de milhares de pessoas morrem de fome, quando dia após dia desaparecem etnias, modos de vida, culturas, pondo em perigo o patrimônio da humanidade, quando o clima deteriora-se e quando se pergunta se vale ainda a pena viver [ao modo de] uma Nova Orleans, ou Sahel, nas Ilhas do Pacífico, na Ásia central onde se é cercado pelos oceanos, nós não podemos nos satisfazer apenas em falar de crise financeira.

Já as conseqüências sociais desta última [crise financeira] são sentidas bem além das fronteiras da sua própria origem: desemprego, encarecimento da vida, exclusão dos mais pobres, vulnerabilização das classes médias e alongamento no tempo da lista das vítimas. Sejamos claros, não se trata somente de um acidente de percurso ou de abusos cometidos por alguns atores econômicos que será necessário sancionar. Confrontamo-nos com uma lógica que percorre toda a história econômica dos dois últimos séculos. [Lógica] de crises em regulações, de desregulações em crises, o desenrolar dos fatos responde sempre à pressão das taxas de lucro: em aumento ela desregula, em baixa controla-se, mas sempre em prol da acumulação do capital, ela mesma definida como o motor do crescimento. Aquilo que se vive hoje em dia não é, por conseguinte, algo novo. Não é a primeira crise do sistema financeiro e alguns dizem que não será a última.

Entretanto, a bolha financeira criada durante as últimas décadas, graças, entre outras coisas, ao desenvolvimento das novas tecnologias da informação e das comunicações, tem subdimensionado todos os dados do problema. A economia tornou-se cada vez mais virtual e as diferenças de rendimentos explodiram. Para acelerar as taxas de lucros, uma arquitetura complexa de produtos derivados foi instaurada e a especulação instalou-se como um modo operacional do sistema econômico. Contudo, aquilo que é novo, é a convergência lógica entre as desregulamentações que conhece, hoje em dia, a situação mundial.

A crise alimentar é um exemplo. O aumento dos preços não foi, primeiramente, o fruto de uma maior ou menor produção, mas o resultado combinado da diminuição das existências, manobras especulativas e a ampliação da produção de agro-combustíveis. A vida das pessoas, por conseguinte, foi sujeitada à busca de lucros. Os números da bolsa de Chicago são a ilustração. Leia o resto do artigo »

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Caminho verde ao crescimento, artigo de Nicholas Stern

Postado em 5 dEurope/London novembro dEurope/London 2008

“Se trabalharmos juntos, dá para evitar os riscos piores das mudanças climáticas. Se não agirmos agora, essa oportunidade não voltará”.

Sir Nicholas Stern é professor de economia e governo da London School of Economics and Political Science (Inglaterra) e ex-economista-chefe do Banco Mundial. Comandou o “Relatório Stern” sobre mudanças climáticas em 2006.

Fonte: Jornal da Ciência

As mudanças climáticas são um problema global de escala sem precedentes. O mundo tem apenas alguns poucos anos para agir de modo a evitar grandes riscos de danos graves ao planeta e às perspectivas de crescimento econômico sustentado, desenvolvimento e redução da pobreza.

A crise financeira ressalta a urgência das ações em relação às mudanças climáticas. Essa crise vem sendo gestada há 20 anos e mostra claramente que, quanto mais tempo se ignora o risco, maiores são as conseqüências.

Até meados deste século, o alto crescimento de carbono terá elevado as concentrações de gases-estufa até um ponto em que desastres climáticos de grandes proporções serão prováveis. Nesse ponto, correremos claro risco de sufocar o crescimento. Leia o resto do artigo »

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Não há razão para falar em calamidade global inevitável

Postado em 4 dEurope/London novembro dEurope/London 2008

Jeffrey D. Sachs

Fonte: Valor Econômico, 27/10/2008

Esta crise econômica mundial ficará registrada na história como a “Insensatez de Greenspan”. Esta é uma crise feita principalmente pelo Federal Reserve Board (banco central) dos Estados Unidos durante o período do dinheiro fácil e da desregulamentação financeira de meados de 1990 até hoje.

Essa política do dinheiro fácil, respaldada por reguladores que fracassaram em regular, criou bolhas habitacionais e de crédito ao consumidor sem precedentes nos Estados Unidos e nos demais países, especialmente naqueles que compartilhavam a orientação política dos EUA.

Agora a bolha estourou, e essas economias estão rumando para uma profunda recessão.

O núcleo desta crise foi o aumento repentino nos preços das ações e moradias, que estavam em descompasso com os padrões de referência históricos. Greenspan alimentou duas bolhas: a bolha da internet de 1998-2001 e a bolha habitacional subseqüente, que está estourando agora.

Nos dois casos, os aumentos nos valores dos ativos levaram as famílias dos Estados Unidos a acreditar que se tornaram muito mais ricas, tentando-as a aumentar enormemente os seus gastos e empréstimos – para casas, automóveis e outros bens de consumo duráveis. Leia o resto do artigo »

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