Postado em 14 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Luís Nassif
Uma das consequências da atual crise mundial será uma mudança radical no sistema monetário mundial e nos sistemas bancário e financeiro. Dia desses, o economista Paul Krugman previu que a nova etapa dos bancos será marcada pela monotonia e conservadorismo – assim como ocorreu após o crack de 1929. Pouca ousadia e dinheiro barato.
O sistema financeiro brasileiro não passou pelo terremoto global. Mas as queixas quanto ao custo do dinheiro, das tarifas e às exigências de garantias excessivas – especialmente para pequenas e médias empresas – criam um impasse. Caberia ao Banco Central não apenas garantir um sistema bancário saudável mas, principalmente, que fornecesse dinheiro barato. Mas o BC foi uma das autarquias capturadas pelo setor a quem caberia a ele fiscalizar.
Um movimento que começa a crescer é o das cooperativas de crédito. Ainda representam pouco – 2% da movimentação do sistema financeiro. Na memória do sistema ainda estão presentes as lambanças de décadas atrás. E existem muitas delas criadas por grandes grupos exclusivamente para se beneficiar de isenção fiscal. Leia o resto do artigo »
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Postado em 13 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Fonte: Monitor Mercantil ( Enviado por Desenvolvimento em Foco)
Por João Paulo de Almeida Magalhães/Presidente do CED
De acordo com o economista João Paulo de Almeida Magalhães, presidente do Centro de Estudos para o Desenvolvimento (CED), a crise mundial criou uma oportunidade para definição de bases científicas para um novo paradigma de desenvolvimento nos países retardatários, sobretudo para os latino-americanos, que, como o Brasil, há décadas abraçaram o neoliberalismo e o chamado Consenso de Washington.
“A fórmula criada por Keynes resulta em políticas específicas, de curto prazo, para enfrentar uma grande crise, enquanto o desenvolvimento é de longo prazo. Precisamos gerar um novo paradigma científico, que contemple, não só o enfrentamento da crise, mas a questão do longo prazo”, enfatiza Magalhães, que está lançando, pela Editora Contexto, o livro *O que fazer depois da crise – a contribuição do desenvolvimentismo keynesiano*.
A publicação é produto de discussões promovidas no CED, ligado ao Conselho Regional de Economia (Corecon-RJ), envolvendo economistas que se classificam como neokeynesianos e novo-desenvolvimentistas. Leia o resto do artigo »
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Postado em 2 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Por Álvaro Rodrigues dos Santos
Fonte: Jornal da Ciência
A privatização de estatais trouxe a dissolução de equipes técnicas de altíssima capacitação e experiência
A retomada do crescimento nacional que vem sendo verificada nestes últimos anos (agora enfrentando as incertezas advindas da crise internacional) encontra o poder público planejador e contratante e a engenharia nacional fornecedora abalados por fenômenos estruturais recentes que os fragilizaram tecnologicamente e gerencialmente.
É preciso que governo e empresas tenham esses fatos em conta para que essas perigosíssimas deficiências sejam devidamente entendidas, equacionadas e superadas.
O processo de privatização de empresas nacionais nas áreas de energia, telecomunicações, transportes e infraestrutura em geral, ocorrido especialmente nos anos 90, trouxe a dissolução de equipes técnicas de altíssima capacitação e experiência constituídas nessas empresas ao longo de décadas, assim como uma temerária fragilização tecnológica de toda uma cadeia empresarial privada mobilizada por contratação das estatais e implicada na produção de estudos e projetos, na implantação dos empreendimentos e no fornecimento de insumos gerais, equipamentos e componentes. Leia o resto do artigo »
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Postado em 30 dEurope/London março dEurope/London 2009
Por Luís Nassif
O Globo descobriu o óbvio: que o modelo econômico implantado por Fernando Henrique Cardoso e continuado por Lula matou a maior chance de crescimento da história.A matéria “Brasil perde a dianteira”, mostra os efeitos de 15 anos de semi-estagnação econômica.
Nem parece ser o jornal que propagou o discurso de que a melhor coisa do governo Lula foi a herança bendita do Banco Central de FHC. Nesses anos todos, seus colunistas esmeraram-se em defender a tal fórmula da “lição de casa” para crescer, cortes em gastos sociais, equilíbrio orçamento (por si), todas as benesses para o grande capital, que o desenvolvimento viria por si só.
Agora, o raio-x do fracasso desse modelo vem do estudo é de Reinaldo Gonçalves, da UFRJ. Mostra que de 1995 a 2008, a relação de renda per capita entre Brasil e América Latina caiu de 1,02 para 0,95. Os economistas que prepararam o trabalho atribuíram aos juros altos, à desvalorização cambial e à falta de um projeto de desenvolvimento.
Com isso, O Globo consegue, pela primeira vez, identificar um dos pontos de vulnerabilidade do governo Lula: a falta de um projeto de desenvolvimento. Se esquecer tudo o que o Jabor, a Mirian, o Merval, o Kamel e os editoriais escreveram ao longo dos últimos 15 anos, até daria para transformar a descoberta em uma bandeira eficiente de oposição. Leia o resto do artigo »
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Postado em 28 dEurope/London março dEurope/London 2009
Por Marcio Pochmann
Fonte: Valor Econômico, 19.3.2009
As consequências sociais decorrentes da presente crise difundem-se rapidamente, tendo o desemprego e a precarização dos postos de trabalho a maior centralidade na organização do bem-estar humano. Sem trabalho, os indicadores sociais tendem a se degradar pronunciadamente.
Na Depressão de 1929, quando o nível de ocupação atingiu patamares reduzidos jamais vistos, o enfrentamento do desemprego não se deu exclusivamente pela porta da geração de novos postos de trabalho. Não há dúvidas que somente a retomada sustentada da economia terminou por abrir condições adequadas de elevação do nível de ocupação, mas isso se deu no longo prazo, a partir da superação das causas que haviam levado à grande crise dos anos 1930.
Por conta disso, parcela importante das ações de enfrentamento do desemprego ocorreu para além da demanda econômica de absorção de trabalhadores. Ou seja, a redução do desemprego transcorreu sobre a determinação da oferta de mão-de-obra, com intuito de reduzi-la em função da crescente ociosidade da força de trabalho. Assim, por exemplo, ganhou maior importância o conjunto de ações voltadas tanto para a postergação do ingresso como a antecipação da saída do mercado de trabalho.
Ao invés da entrada no mercado de trabalho a partir dos 5 ou 6 anos de idade, conforme experiência anterior da sociedade agrária, houve a postergação para os 15 anos, após passagem pelo ensino básico. Ou seja, a educação passou a antecipar qualquer experiência laboral, da mesma forma que depois da conclusão de um determinado tempo de trabalho regular (geralmente 30 anos para mulher ou 35 anos para o homem), foi definida a saída do mercado de trabalho para a inatividade financiada por fundos públicos.
Nesses termos, a superação da crise do desemprego da década de 30 implicou uma nova combinação da jornada de trabalho com o tempo de vida. A jornada do trabalho pela sobrevivência, que representava 4/5 do tempo de vida do ser humano antes da Depressão de 1920, passou para não mais do que 2/5 em função da postergação do ingresso e da antecipação da saída do mercado de trabalho. Na ausência de trabalho para todos, foram sendo constituídas as condições políticas necessárias para a acomodação da oferta de mão-de-obra com garantia de renda à quantidade e qualidade da demanda econômica de trabalhadores. Leia o resto do artigo »
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Postado em 27 dEurope/London março dEurope/London 2009
Pochmann fala em entrevista sobre como seria possível uma recuperação do pensamento desenvolvimentista no Brasil. Ele afirma que não há somente um caminho: “a disputa não é apenas ideológica, mas também política”.
Escute a entrevista…
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Postado em 26 dEurope/London março dEurope/London 2009
by Robert Shilller
A critical aspect of animal spirits is trust, an emotional state that dismisses doubts about others. In talking about animal spirits, Keynes sought to convey the message that swings in confidence are not always logical. The business cycle is in good part driven by animal spirits. There are good times when people have substantial trust and associated feelings that contribute to an environment of confidence. They make decisions spontaneously. They believe instinctively that they will be successful, and they suspend their suspicions. As long as large groups of people remain trusting, peoples somewhat rash, impulsive decision-making is not discovered. Unfortunately, we have just passed through a period in which confidence was blind. It was not based on rational evidence.
The more complex the transaction the more trust is needed to sustain the transaction. So what must we do to revive our animal spirits and economic growth? The Treasury and the Federal Reserve not only need a fiscal target, they also need a credit target. The banks, whose managers are suffering from the same flagging animal spirits as the rest of the economy, will not expand their credit much just because they are more solvent.
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Robert Shiller is professor of economics at Yale University. His new book, with George Akerlof, “Animal Spirits: How Human Psychology Drives the Economy and Why It Matters for Global Capitalism”, is published by Princeton.
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