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Blog do Desemprego Zero

A montadora nacional

Postado em 3 dEurope/London junho dEurope/London 2009

Interessa ao Brasil ter sua própria indústria automobilística?

Vamos a alguns dados do professor Rodrigo Medeiros, publicados no Blog.

Nos países mais desenvolvidos e nos tigres Asiáticos, os setores metal-mecânico, químico e eletroeletrônico respondem por algo entre 55% e 75% das exportações. Medeiros denomina a esses setores de “indústrias centrais”, em torno das quais se estrutura a industrialização, a inovação e a competitividade nesses países centrais.

Hoje em dia, Estados Unidos, a Europa e o Japão respondem por pouco menos de 70% dos gastos globais em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Por isso, investir nesses setores deve ser prioridade nas políticas industriais dos países menos desenvolvidos, diz Medeiros.

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O Desempenho Mais Favorável do Setor Externo e a Sustentação do Crédito pelos Bancos Públicos

Postado em 1 dEurope/London junho dEurope/London 2009

Diante do efeito-contágio da crise internacional, as instituições privadas privilegiaram os empréstimos às famílias, de mais fácil avaliação e maior rentabilidade, vis-à-vis o crédito às empresas. Portanto, do lado do crédito empresarial, a restrição de crédito teria sido muito mais grave, não fosse a parcial compensação pelas instituições públicas.

Leia mais no IEDI…

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Exuberância irracional

Postado em 29 dEurope/London maio dEurope/London 2009

“Ainda teremos muitas notícias ruins”, prevê Robert Shiller, um dos mais influentes economistas americanos, ao debitar ao racionalismo simplificador e irrealista da teoria econômica a eclosão mal percebida da crise e as dificuldades hoje encontradas para sua superação.

Fonte: Valor Econômico, 29/05/2009.

“A pesquisa em economia segue o modelo consagrado pelas ciências exatas e acreditamos que isso limita nossa capacidade de compreender o mundo. Os economistas precisam ser mais humildes. Deveríamos reconhecer nossos limites e prestar mais atenção no que outras ciências sociais fazem, incorporando métodos de pesquisa que são muito utilizados por sociólogos e psicólogos, mas são desprezados pela maioria dos economistas”.

“Se o governo não estabelecer as regras do jogo, os bancos e as empresas farão isso. Foi essencialmente o que eles fizeram nos últimos anos. Não é que o governo precisa proteger as pessoas contra sua própria natureza. Somos nós que decidimos que queremos um jogo com regras claras e um juiz para arbitrar conflitos, porque é do nosso interesse. (…) Defendemos a ideia de que os bancos centrais precisam ter como meta manter a oferta de crédito em condições que garantam pleno emprego e estabilidade econômica. A preocupação com a inflação não pode ser o único objetivo”. Leia o resto do artigo »

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O país na encruzilhada

Postado em 28 dEurope/London maio dEurope/London 2009

Presidente do Ipea afirma que o aprofundamento da crise econômica vai precipitar escolhas mais claras (atender ricos ou atender pobres?) para a política econômica do governo.

O núcleo de economistas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) causa urticária nos defensores das políticas monetária e fiscal restritivas, que encontram seu domínio no comando do Banco Central. Sob a presidência do professor da Unicamp Marcio Pochmann, o Ipea é um dos centros de formulação intelectual para os setores alinhados com as teses desenvolvimentistas no interior do governo Lula. Em um de seus estudos mais conhecidos, Pochmann afirma sem titubear: “Não mais do que 20 mil clãs de famílias concentram a posse dos títulos públicos. Por isso, a despesa pública com pagamento de juros representa um dos mais perversos gastos do Estado.” A contundente crítica à política monetária de Henrique Meirelles, presidente do BC, atraiu admiradores e desafetos. À VERSUS, Pochmann definiu a sua presença no Ipea. “A nossa passagem não é para organizar o consenso. Nosso papel, aqui, como funcionários públicos que recebem salários pagos pela maior parte dos pobres do país, pois são esses que pagam impostos, é organizar o dissenso.” Veja os principais trechos da entrevista a seguir.

Nós estamos defendendo de que não há razão técnica que justifique uma taxa de juros nominal superior a 7% ao ano. A maior parte dos países em frente à crise está operando com taxas de juros real negativo e nós estamos com taxa de juros 7% real. Achamos que há um espaço para a redução drástica da taxa de juros, não há problemas inflacionários de um lado, de outro lado a taxa de juros tal como ela se encontra implica custos, gastos públicos para financiá-la que poderiam perfeitamente estar atendendo a outros compromissos, como a defesa da produção e do emprego.

Nós estamos vivendo em um outro contexto em que são justamente as empresas que possuem os estados nacionais na medida em que hoje o mundo é praticamente coordenado por decisões de 500 grandes corporações transnacionais cujo faturamento anual equivale a quase 48% do PIB do conjunto dos países.

As três maiores corporações do mundo têm um faturamento que equivale ao PIB do Brasil, que é a 9ª economia do mundo. As 50 maiores corporações têm um faturamento que é maior do que o PIB de 100 países. Então há uma coordenação feita pelo setor privado, por essas grandes corporações sem regulação, sem controle e transparência democrática que está questionado pela crise. Leia o resto do artigo »

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Aumento de servidores: pecado ou virtude do governo?

Postado em 28 dEurope/London maio dEurope/London 2009

Por Carlos Lessa

“O Brasil é um dos países do mundo que têm menor proporção de servidores federais por mil habitantes. Alemanha, França, Inglaterra, Japão e EUA têm percentagens que vão de 6,1% a 38,5% da população; o Brasil tem apenas 5,3%”.

Fonte: Valor Econômico, 28/05/2009.

Pelas notícias e pelo tratamento dado a esta questão pela mídia brasileira e por algumas instituições formadoras de opinião, a ampliação do quadro de servidores públicos seria um erro estratégico e um pecado em relação à economia e sociedade brasileiras. Tem sido quase universal a “denúncia” de aumento dos gastos de custeio da administração federal. Neste item, a massa salarial do funcionalismo é a principal componente, sendo resíduo tudo o que é necessário para que os serviços públicos sejam executados. Por exemplo, a “Folha de S. Paulo”, em 17/05, enuncia que “Lula anula enxugamento de servidores”. A atual administração é acusada de haver cancelado o esforço de enxugamento de funcionários públicos realizado pela administração FHC, cujo governo teria reduzido o funcionalismo a 599 mil pessoas, porém Lula elevou, em 2008, para 671 mil. Este contingente, mais os servidores aposentados e militares, absorvem 5% do PIB.

Este aumento pode ser virtuoso ou pecaminoso. Em 2002, o Ministério do Meio Ambiente tinha 7.100 servidores e, em 2008, 9.500; em início de 2003, quando presidente do BNDES, ouvi de Marina Silva a declaração entusiasmada com a contratação de 73 novos analistas de meio ambiente, qualificados para o exame de RIMAs (Relatório de Impacto do Meio Ambiente) e fiquei assustado com a exiguidade do contingente. Somente no BNDES, havia 17 contratos de financiamento para novas usinas hidrelétricas paralisados por ausência de exame do MMA. É quase universal a queixa quanto à lentidão dos pareceres ambientais. Este é um dos retardadores do PAC. Como reitor da UFRJ, conheci de perto os dramas de falta de pessoal e complemento de custeio para ampliar e melhorar os programas docentes. Cursos premiados com avaliação máxima só dispunham de professores com mais de 50 anos; inexistiam jovens professores auxiliares de ensino cuja qualificação e assimilação de padrões permitiria a continuidade e preservação da qualidade e fecundidade do curso. Entre 2002 e 2008, cresceu o número de servidores na educação, com 14.100 novos quadros. Este reforço oportuno é “uma gota d’água” nas necessidades educacionais brasileiras. Leia o resto do artigo »

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Nível de inovação nas empresas brasileiras ainda é baixo.

Postado em 28 dEurope/London maio dEurope/London 2009

Falta capital de risco

Fonte: TIC Brasil Mercado 27.05.2009

O Brasil tem capacidade empreendedora e pesquisadores científicos de excelência. O problema é a falta de um ambiente que encoraje a inovação, para que o país possa transformar conhecimento em desenvolvimento econômico. Para isso, seria preciso investir mais em pesquisa e desenvolvimento e melhorar vários aspectos, como burocracia, custos de implantação de uma empresa, alta carga tributária, difícil acesso ao capital de risco, entre outros. São fatores que desmotivam a inovação nas empresas brasileiras. Prova disso é que, segundo a última edição do ranking do Índice Global de Inovação, preparado pelo braço de pesquisas da revista britânica “Economist”, o Brasil perdeu uma posição, caindo do 48º para o 49º posto, entre 82 países. Ao mesmo tempo, a China, que ocupava a 59ª posição no ranking entre 2002 e 2006, subiu cinco posições no período entre 2004 e 2008. O ranking também mostra o Brasil atrás de outros dois países latino-americanos em desenvolvimento – a Argentina, que está na 42ª posição, e o México, na 48ª. O problema se agrava quando se refere às pequenas e micro empresas, que operam com níveis de competitividade e de inovação relativamente baixos se comparados aos padrões exigidos pelo mercado globalizado. Mas, na medida em que a economia brasileira passou a experimentar níveis maiores de inserção internacional, alguns segmentos foram mais desafiados e passaram a conviver com maior competição. Como fazem parte de cadeias produtivas em que a concorrência é mais acirrada, o nível de competitividade e de inovação é mais percebido. Em entrevista exclusiva à TIC Mercado, Paulo Benetti, diretor geral da Inteligência Natural Consultoria e especialista em criatividade, inovação e estratégias, disse que a inovação no Brasil está, principalmente, nas incubadoras. Para ele, as micros e pequenas empresas dependem de capital de risco para começar e expandir, e no País não há, ainda, uma cultura de investimento de risco.

TIC – Segundo a revista britânica “Economist”, o Brasil perdeu uma posição no ranking de inovação, caindo do 48º para o 49º posto, entre 82 países. O que significa para o país perder posição nessa área, principalmente, agora, com a crise financeira, onde a inovação é fator de sobrevivência? Ou uma posição, na prática, não significa muito? Leia o resto do artigo »

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Rumo a Bretton Woods 3?

Postado em 22 dEurope/London maio dEurope/London 2009

Por Nouriel Roubini

Fonte: CartaCapital

Há alguns anos, antes da eclosão da crise, vários economistas preocupavam-se com a sustentabilidade dos grandes desequilíbrios globais, alimentados pelo chamado Sistema Bretton Woods 2. Esses analistas atribuíam as raízes de tais instabilidades à tendência de os países emergentes controlarem as taxas de câmbio e provocarem fortes superávits comerciais e em conta corrente, por meio da acumulação polpuda de reservas internacionais.

Apesar de ainda não testemunharmos uma crise do dólar americano, o Sistema Bretton Woods 2 está no centro dos debates sobre as origens da crise atual. Compreender a sua natureza é fundamental, para avaliarmos as reformas necessárias para que as turbulências não se repitam. Os desequilíbrios mundiais parecem não ter entrado na agenda de longo prazo dos formuladores de políticas econômicas.

O déficit em conta corrente dos Estados Unidos recuou de 6,6% no fim de 2005 para 3,7% em dezembro de 2008. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que caia para 2,08% neste ano. Muitas das economias emergentes, que financiaram com facilidade os enormes déficits, agora são obrigadas a consumir menos, dadas a escassez de crédito e, em muitos casos, a desvalorização das suas moedas, o que impulsiona os custos das importações. Além disso, a queda nas cotações do petróleo e de outras commodities está gerando déficits nos tradicionais exportadores.

É a morte de Bretton Woods 2? Os países cujo crescimento depende das exportações aumentarão o consumo? Ou assistiremos ao retorno dos graves desequilíbrios na economia global quando a atividade se recuperar plenamente? Superávits fiscais e em conta corrente e aumento das reservas internacionais podem ser usados para elevar os gastos governamentais em infraestrutura e serviços públicos, incentivando o consumo e o investimento. Isso amenizaria os desequilíbrios mundiais. Leia o resto do artigo »

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Convenções do desenvolvimento

Postado em 22 dEurope/London maio dEurope/London 2009

Por Fabio Erber

Leia o artigo publicado na Insight Inteligência

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