Confissões e verdades raras
Postado em 7 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Por Thomaz Wood Jr.
Fonte: CartaCapital
Em meados da década de 1990, as empresas de consultoria estavam eufóricas. A liberalização econômica, iniciada na década anterior, implantara um clima de desassossego no mundo corporativo. Beneficiada pelo pânico latente, a indústria do conselho comemorava ano após ano crescimentos a taxas de dois dígitos. À luz da ribalta, sucediam-se cenas de superação e sucesso. Nos bastidores, entretanto, a realidade não era tão dourada. Eis que, na curvatura da década, um consultor anônimo publicou, na revista Fortune, uma inspirada diatribe. Sob o sugestivo título Confissões de um ex-Consultor, o impenitente autor revelou mazelas de seus pares e clientes.
Começou por explicar a necessidade de consultores: em uma escala de 0 a 10, os presidentes de empresas são nota 5; eles (e elas) são profissionais medianos, que circularam pela empresa tempo suficiente para mostrar que são minimamente confiáveis; então, precisam dos consultores para resolver os problemas mais difíceis. Os consultores, por sua vez, têm mais interesse nos problemas do que nas soluções, e raramente têm a experiência de implementar suas próprias receitas. Eles flanam de cliente em cliente sem nunca realmente fincar o pé na realidade; cultivam a arte de se fazerem indispensáveis; e gastam mais tempo tentando vender novos projetos para seus clientes do que resolvendo problemas. E arremata: “Você pode não estar doente, mas o diagnóstico de um consultor vai convencê-lo de que você está”. Curiosamente, algumas organizações viciam-se em consultores. Por falta de confiança em seus próprios quadros, elas terceirizam as decisões estratégicas, a gestão e até a liderança. Leia o resto do artigo »
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