No alvo, finalmente
Postado em 17 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Por Leandro Fortes
Fonte: Carta Capital
Ao tomar conhecimento, na segunda-feira 6, da denúncia do Ministério Público Federal contra o banqueiro Daniel Valente Dantas e mais 14 pessoas, Protógenes Queiroz comemorou o fim de um longo, interminável, ano. Em 8 de julho de 2008, após quatro anos de investigação, o delegado deflagrou a Operação Satiagraha. Prendeu, então, além de Dantas, dono do Grupo Opportunity, o especulador Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. Mas, para o delegado da Polícia Federal, foi como abrir as portas de um inferno particular. Um mês depois, estava afastado da investigação. A partir de então, teve a casa invadida por colegas da PF, computadores e documentos pessoais apreendidos, foi processado, sofreu sindicância interna e, finalmente, foi afastado das funções de delegado, em abril de 2009, acusado de atividade político-partidária.
Em meio a tudo isso, perdeu vantagens salariais, sofreu ameaças de morte e foi obrigado a submeter um dos filhos, de apenas 8 anos de idade, a tratamento psicológico. O garoto estava presente, em novembro do ano passado, quando agentes da PF entraram na casa de Protógenes Queiroz, com um mandado judicial, atrás de provas que o ligassem a vazamentos de informação durante a Satiagraha. Desde então, o menino passou a ter pesadelos, insônia, pavor de ficar sozinho e problemas de aprendizado. Enquanto isso, Daniel Dantas flanava em liberdade graças a dois habeas corpus concedidos, em menos de 48 horas, pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes.
Para piorar a situação, o nome “Satiagraha” passou a ser uma expressão maldita dentro da Polícia Federal comandada pelo diretor-geral Luiz Fernando Corrêa. O inquérito, assumido pelo delegado Ricardo Saadi, depois do afastamento de Queiroz, caminhou lentamente e sem novidades. Deixou de levar em conta uma série de informações, por exemplo, sobre as movimentações fraudulentas de Dantas em torno da unificação das telefônicas Brasil Telecom e Telemar/Oi – a chamada “BrOi”. Também ignorou a participação do ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, do PT, no esquema de tráfico de influência do dono do Opportunity dentro do Palácio do Planalto. Leia o resto do artigo »
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