O Brasil, segundo a OCDE
Postado em 4 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: Valor
Por Cristiano Romero
O Brasil está reagindo razoavelmente bem à severa crise econômica mundial graças ao ajuste fiscal que fez nos últimos dez anos, no curso de dois governos de orientação política distinta. Foi esse ajuste que permitiu ao governo, neste momento, reduzir impostos, aumentar gastos, injetar capital em bancos públicos, especialmente, no BNDES, e pavimentar o caminho para a redução da taxa básica de juros (Selic). É preciso, no entanto, evitar dois riscos: o gasto excessivo, que pode limitar o alívio monetário promovido pelo Banco Central (BC), e a tentação de manter o superávit primário das contas públicas abaixo dos patamares pré-crise.
Essas recomendações foram colhidas por esta coluna durante conversas, nos últimos dias, com especialistas em Brasil da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). A grande vantagem das análises da OCDE, quando comparadas às de instituições como o FMI e o Banco Mundial, é que elas não estão vinculadas a operações de empréstimo aos países analisados. A OCDE também faz recomendações de políticas, mas elas são o que são: conselhos, dicas, sugestões. Talvez, por isso, suas análises sejam amplas e profundas. Não são, claro, desinteressadas. Elas seguem o ideário de uma organização capitalista, defensora do livre-mercado.
Mesmo não sendo um membro da OCDE, o Brasil tem Leia o resto do artigo »
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