Postado em 5 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Fonte: Folha de S. Paulo
Por Antonio Delfim Netto
2009, O ANO da “Grande Crise”, já vai caminhando para o final, e nós, brasileiros (ao contrário da maioria dos povos do mundo), podemos contabilizar uma safra bastante razoável de boas notícias na economia: depois da imersão forçada no final de 2008 (e de continuar “fazendo água” no primeiro trimestre deste ano), a economia iniciou uma saudável recuperação e vai entrar 2010 crescendo com vigor.
Este é o dado que interessa: voltamos a crescer mais do que o mundo. “That”s the point”, dizem os “gringos”: “Os caras deram a resposta menos esperada”… Como é natural, entre nós algumas pessoas desmerecem essa visão periférica e podem até ter razão: o conhecimento que se tem do Brasil lá fora é, obviamente, incompleto.
Esse desconhecimento só perde, às vezes, para o distanciamento que nós próprios mantemos a respeito de alguns problemas vitais deste nosso país-continente (ainda agropastoril) e da gente que o povoa e o faz caminhar para se tornar uma potência agroindustrial. Leia o resto do artigo »
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Postado em 29 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Por Peer Steinbrück
Fonte: Valor
O ministro alemão sugere um imposto para pagar a crise que não onere os países mais pobres
O que deu errado nos mercados financeiros mundiais? Em poucas palavras: a implosão do admirável mundo novo das finanças modernas e a consequente crise econômica tiveram raízes na ideia de que os mercados de capitais livres e sem regulamentação sempre funcionam em prol do bem público e são suficientes para a prosperidade econômica. O prólogo para a crise foi a combinação do custo barato do dinheiro, da desregulamentação e de uma corrida dos executivos por retornos cada vez maiores, sem levar em conta os riscos associados.
Quando a bolha imobiliária estourou e os mercados financeiros desmoronaram, o crescimento caiu por todo o mundo, como não se via desde a Grande Depressão. O Produto Interno Bruto (PIB) nas economias avançadas deverá encolher cerca de 4% neste ano. As perdas do setor financeiro nesses países giram em torno de US$ 1,6 trilhão e o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que perdas superiores ao dobro disso ainda estão por vir. Os cortes de empregos continuarão. As gerações futuras estão sendo sobrecarregadas com a explosão das dívidas públicas. Levará anos até nos recuperarmos totalmente. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Os bancos não aprenderam as lições da crise econômica, afirmou nesta terça-feira o Instituto de Pesquisa em Políticas Públicas (IPPR, na sigla em inglês), uma think tank britânica.
Segundo a organização, a rápida volta da “cultura do bônus” nos grandes bancos e instituições financeiras dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha mostra que a reforma do sistema foi “bastante limitada”.
“Deveria haver um alarme tocando, pois essas instituições já estão dando sinais de uma atitude de ‘volta aos velhos negócios’ e há poucas provas de que os governos estejam tomando medidas para assegurar que a próxima recuperação econômica seja mais equilibrada que a anterior”, disse Tony Dolphin, economista-chefe do IPPR. Leia mais na BBC Brasil
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Postado em 25 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Documento analisa a queda recente na arrecadação e as desonerações feitas pelo governo para enfrentar a crise
Após vários anos de crescimento praticamente ininterrupto, as chamadas “receitas administradas” (somatório dos principais impostos e contribuições recolhidos pela Receita Federal) caíram em termos reais cerca de R$ 26,5 bilhões no primeiro semestre de 2009 frente a igual período de 2008. O que explica essa queda recente da receita tributária federal? Leia mais no IPEA…
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Postado em 25 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Em um contexto em que se difunde a crença de que a recuperação econômica brasileira já se iniciou, cabe analisar como os setores da indústria de transformação classificados por densidade tecnológica se portaram na crise. A produção física acumulada no primeiro semestre de 2009 registrou queda de 13,4% frente aos seis meses iniciais de 2008. E no acumulado de outubro/2008 a junho/2009 (acumulado de nove meses terminados em junho) contra igual período de um ano antes, a produção da indústria de transformação caiu 10,9%. Leia mais do IEDI…
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Postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Por Matthew Lynn
Fonte: Valor Econômico (05/08/2009)
A bolha dos bônus estourará, pois não se pode esperar que governos mantenham eternamente uma elite remunerada
Nos últimos 18 meses, explodiram praticamente todas as bolhas de investimentos no mundo. O mercado imobiliário foi ao colapso, ações despencaram, commodities desabaram e até mesmo no mundo das artes os preços baixaram da estratosfera. Mas há uma bolha que se recusa a estourar: os bônus pagos aos executivos do setor bancário.
Mesmo depois de receber bilhões de dólares em dinheiro governamental para socorrer o setor – cuja “cultura de benefícios” foi identificada como uma das causas da crise de 2008 -, os executivos de bancos de investimentos reassumiram seus velhos hábitos. No entanto, a lição que podemos tirar do ano passado é que todas as bolhas acabam estourando. Os bônus gigantescos estão se mantendo à tona, sobre uma onda de dinheiro barato e com o suporte do contribuinte do fisco. Um dia, essa sustentação será removida e as consequências danosas serão enormes. O setor bancário deveria ter se modificado enquanto teve a chance. Agora pode ser tarde demais for tentar. Leia o resto do artigo »
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Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Por Nouriel Roubini
A recessão global poderá terminar no fim deste ano, e não mais cedo, e a recuperação global em 2010 será anêmica e muito abaixo da tendência, pois as famílias, firmas e instituições financeiras alavancadas e com problemas de renda/lucro têm limitada sua capacidade de captar recursos, emprestar e gastar. Enquanto isso, uma tempestade de déficits fiscais persistentemente grandes e acúmulo de dívida pública, a monetarização desses déficits que acabará elevando a expectativa de inflação, o aumento da renda dos títulos do governo, a alta dos preços do petróleo, os lucros baixos, os empregos que continuam caindo e o crescimento estagnado se aproximam um pouco mais no radar dessa perspectiva econômica global nebulosa. Leia mais…
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Postado em 1 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Por José Serra
Palestra no Foresight, Washington, DC, 18/06/2009
Conhecida nos anos oitenta como o Continente das crises, hoje a América Latina está numa posição ímpar, que lembra em alguns aspectos sua situação durante a Grande Depressão. Da mesma forma que oitenta anos atrás, e em contraste com episódios mais recentes, nossa região se encontra novamente na condição de vítima, não de causadora da crise econômica. Outra semelhança com os anos trinta é que tudo parece indicar que, mais uma vez, a maioria das economias latino-americanas vai se recuperar mais rapidamente do que as economias centrais.
Nos anos trinta, praticamente todos os países da América Latina, exceto Chile e Cuba, superaram seu pico real do PIB pré-depressão muitos anos antes dos Estados Unidos: a Colômbia em 1932, o Brasil em 1933, o México em 1934 e a Argentina em 1935.(1)
A explicação básica para o impacto relativamente menos grave dessa crise na América Latina e na Ásia pode ser encontrada num fato quase ignorado, mas essencial: o canal de contágio. O colapso financeiro das economias centrais se espalhou para os chamados países emergentes não por intermédio de suas causas primárias, mas dos seus efeitos. As mesmas causas – bolhas imobiliárias, pacotes securitizados de hipotecas subprime, desregulamentação financeira excessiva e níveis perigosos de alavancagem – produziram os mesmos resultados catastróficos nos Estados Unidos e onde quer que estivessem presentes, como no Reino Unido, na Irlanda, na Espanha e na Islândia. Leia o resto do artigo »
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