Postado em 14 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Em linguagem envolvente, cheia de metáforas e fabulazinhas, mas apenas em aparência acessível aos não iniciados, o laureado Paul Krugman repassa as últimas décadas da história capitalista em busca de culpados para a crise de hoje e para as anteriores. Sedução literária à parte, a história de Krugman contém lapsos formidáveis. O “lapso” maior é que Krugman dispensa em sua história certos personagens da economia política internacional, a questão do poder e da hegemonia, o caráter hierárquico do sistema monetário mundial. O artigo é de Leda Paulani, publicado no n° 4 do Jornal de Resenhas. Leia mais…
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Postado em 22 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Os desdobramentos da crise norte-americana não são promissores. Leia mais em Luís Nassif…
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Postado em 22 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Por Luiz Gonzaga Belluzzo
Fonte: Valor Econômico (21/07/09)
Em um de seus posts no site do Financial Times, o economista Willem Buiter apontou as armas da crítica na direção das autoridades encarregadas de supervisionar e regulamentar os sistemas financeiros nos últimos 30 anos. Buiter detona o processo de criação e operação de um sistema financeiro “intrinsecamente disfuncional, ineficiente, injusto e regressivo, vulnerável a episódios de colapso”, um exemplo de “capitalismo de compadres”, sem paralelo na história econômica do Ocidente. “É uma questão interessante, para a qual não tenho resposta, saber se os que presidiram e contribuíram para a criação e operação [desse sistema] eram ignorantes, cognitivamente e culturalmente capturados ou, talvez, capturados de forma mais direta e convencional pelos interesses financeiros”.
Buiter lista as personalidades envolvidas na administração da economia americana e seu desempenho na avaliação dos riscos decorrentes da desregulamentação. Ao longo dos 20 anos em que presidiu o Federal Reserve, Alan Greenspan foi incapaz de enxergar um palmo adiante do nariz; o mesmo pode ser dito de Ben Bernanke, membro do Board of Governors do Federal Reserve System de 2002 a 2005, chairman do President’s Council of Economic Advisers de junho de 2005 a janeiro de 2006 e chairman do Fed desde fevereiro de 2006. Hank Paulson, esse não percebeu qualquer ameaça de crise financeira, quer no período em que trabalhou na Goldman Sachs (1974-2006), quer durante os anos de sua função como secretário do Tesouro (de julho de 2006 à janeiro de 2009). Tim Geithner também fracassou ao não antecipar a crise enquanto subsecretário do Tesouro (1998-2001), sob o comando de Bob Rubin e Larry Summers, ou como presidente do Fed de Nova Iorque (2003-2009). Larry Summers ficou embevecido com as luzes da ribalta durante o período em que ocupou o posto de secretário do Tesouro dos Estados Unidos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 21 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Um dos legados desta crise será uma batalha de alcance global em torno de idéias. Ou melhor, em torno de que tipo de sistema econômico será capaz de trazer o máximo de benefício para a maior quantidade de pessoas. É possível que a crise atual não tenha ganhadores. Mas sem dúvida produziu perdedores e, entre esses, os defensores do tipo de capitalismo praticado nos EUA ocupam lugar de destaque. A análise é de Joseph Stiglitz.
Fonte: Carta Maior (16/06/2009)
Toda crise tem um fim, e ainda que hoje as coisas pareçam obscuras, esta crise econômica também passará. O certo em todo caso é que nenhuma crise, e muito menos uma tão grave como a atual vai-se sem deixar um legado. Um dos legados desta crise será uma batalha de alcance global em torno de idéias. Ou melhor, em torno de que tipo de sistema econômico será capaz de trazer o máximo de benefício para a maior quantidade de pessoas. Em lugar algum essa batalha é mais inflamada do que no chamado Terceiro Mundo. Algo como 80% da população mundial vive na Ásia, na América Latina e na África. Dentre esses, uns 1,4 bilhões subsistem com menos de 1,25 dólares por dia. Nos Estados Unidos, chamar alguém de socialista pode não ser mais que uma desqualificação exagerada. Em boa parte do mundo, contudo, a batalha entre capitalismo e socialismo – ou ao menos entre o que muitos estadunidenses consideram socialismo – segue na ordem do dia. É possível que a crise atual não tenha ganhadores. Mas sem dúvida produziu perdedores e, entre esses, os defensores do tipo de capitalismo praticado nos EUA ocupam lugar de destaque. No futuro, de fato, viveremos as consequências dessa constatação.
A queda do Muro de Berlim em 1989 marcou o fim do comunismo como uma idéia viável. Certamente, o comunismo se arrastava com problemas manifestos há décadas. Porém, depois de 1989 tornou-se muito difícil sair em sua defesa de maneira convincente. Durante um certo período parecia que a derrota do comunismo supunha a vitória segura do capitalismo, particularmente do capitalismo de tipo estadunidense. Francis Fukuyama chegou a proclamar “o fim da história”, definiu o capitalismo de mercado democrático como a última etapa de desenvolvimento social e declarou que a humanidade toda avançaria nessa direção. A rigor, os historiadores registrarão os 20 anos seguintes a 1989 como o breve período do triunfalismo estadunidense. O colapso dos grandes bancos e das entidades financeiras, o descontrole econômico subsequente e terminou com as tentativas caóticas de resgate. E também com o debate acerca do “fundamentalismo de mercado”, com a idéia de que os mercados, sem qualquer controle e restrição, podem por si sós assegurar prosperidade econômica e crescimento. Hoje, só o auto-engano poderia levar alguém a afirmar que os mercados podem auto-regular-se, ou que basta confiar no auto-interesse dos participantes no mercado para garantir que as coisas funcionem corretamente e de forma honesta. Leia o resto do artigo »
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Postado em 22 dEurope/London abril dEurope/London 2009
by Paul Krugman
The New York Times
Published: April 19, 2009
What’s so bad about that? Well, the Irish government now predicts that this year G.D.P. will fall more than 10 percent from its peak, crossing the line that is sometimes used to distinguish between a recession and a depression.
But there’s more to it than that: to satisfy nervous lenders, Ireland is being forced to raise taxes and slash government spending in the face of an economic slump – policies that will further deepen the slump.
And it’s that closing off of policy options that I’m afraid might happen to the rest of us. The slogan “Erin go bragh,” usually translated as “Ireland forever,” is traditionally used as a declaration of Irish identity. But it could also, I fear, be read as a prediction for the world economy.
How did Ireland get into its current bind? By being just like us, only more so. Like its near-namesake Iceland, Ireland jumped with both feet into the brave new world of unsupervised global markets. Last year the Heritage Foundation declared Ireland the third freest economy in the world, behind only Hong Kong and Singapore. Leia o resto do artigo »
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Postado em 19 dEurope/London abril dEurope/London 2009
By PAUL KRUGMAN
NY Times
Ben Bernanke, the Federal Reserve chairman, sees “green shoots.” President Obama sees “glimmers of hope.” And the stock market has been on a tear.
So is it time to sound the all clear? Here are four reasons to be cautious about the economic outlook.
1. Things are still getting worse. Industrial production just hit a 10-year low. Housing starts remain incredibly weak. Foreclosures, which dipped as mortgage companies waited for details of the Obama administration’s housing plans, are surging again.
The most you can say is that there are scattered signs that things are getting worse more slowly – that the economy isn’t plunging quite as fast as it was. And I do mean scattered: the latest edition of the Beige Book, the Fed’s periodic survey of business conditions, reports that “five of the twelve Districts noted a moderation in the pace of decline.” Whoopee.
2. Some of the good news isn’t convincing. The biggest positive news in recent days has come from banks, which have been announcing surprisingly good earnings. But some of those earnings reports look a little … funny.
Wells Fargo, for example, announced its best quarterly earnings ever. But a bank’s reported earnings aren’t a hard number, like sales; for example, they depend a lot on the amount the bank sets aside to cover expected future losses on its loans. And some analysts expressed considerable doubt about Wells Fargo’s assumptions, as well as other accounting issues.
Meanwhile, Goldman Sachs announced a huge jump in profits from fourth-quarter 2008 to first-quarter 2009. But as analysts quickly noticed, Goldman changed its definition of “quarter” (in response to a change in its legal status), so that – I kid you not – the month of December, which happened to be a bad one for the bank, disappeared from this comparison.
I don’t want to go overboard here. Maybe the banks really have swung from deep losses to hefty profits in record time. But skepticism comes naturally in this age of Madoff. Leia o resto do artigo »
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Postado em 31 dEurope/London março dEurope/London 2009
Por Nouriel Roubini
Um jornalista entrou em contato comigo com a seguinte pergunta: “Sou repórter e escrevo uma matéria sobre a vida de Bernard Madoff, depois de ter se confessado culpado. Gostaria de saber se você poderia avaliar qual significado ele terá na história. Ele representará mais do que um velhaco que roubou muito dinheiro dos clientes? Como Bernie Ebbers e Ken Lay foram os símbolos de fraude e avareza, o que Madoff vai representar?”
Minha resposta detalhada a seguir.
Os americanos viveram por uma década ou mais em um mercado escapista, com base na bolha Ponzi. Madoff é o espelho da economia dos Estados Unidos e de seus agentes superalavancados. Somos um castelo de cartas de alavancagem sobre alavancagem dos mutuários, de empresas financeiras e de corporações, que hoje quebram.
A relação entre a dívida e a renda dos mutuários saltou de 65% há quinze anos para 100%, em 2000, e 135% hoje. Todos jogaram o esquema Ponzi. A relação da dívida total, de mutuários, empresas financeiras e corporações, é agora de 350%. Os preços dos imóveis caíram 20% e recuarão outros 20%, antes que atinjam o fundo do poço, e as ações despencaram mais de 50% (e devem cair mais). Não funciona mais usar os imóveis como caixas eletrônicos para financiar o consumo Ponzi. A festa acabou para mutuários, bancos e corporações altamente alavancados.
O estouro da bolha imobiliária, acionária, dos fundos hedge e das operações de private equity mostrou que muito da “riqueza” que sustentou a maciça alavancagem e os supergastos dos agentes era falso. É cristalino que o rei está nu e nós somos o imperador sem roupas. A onda da bolha escondia o fato de que os americanos e seus bancos estavam nadando nus. O estouro apenas revelou o fato, com a maré baixa.
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Postado em 20 dEurope/London março dEurope/London 2009
While the world talks about new ways to save struggling banks, there are a handful of economists who think some banks shouldn’t be saved at all. American economist James Galbraith told Manager Magazin that it might make more sense to break them up and start over.
Manager Magazin: Professor Galbraith, you suggest that banks that suffer from bad assets should simply be declared insolvent, instead of rescuing them with taxpayers’ money. Why?
James Galbraith: We need a correct assessment of the degree of losses suffered by a bank which is functionally insolvent. But as long as the old management is in place, there are no incentives to cooperate in the evaluation you need to make. That’s the first problem.
The second problem is: When a bank is insolvent, the incentives for normal banking practice disappear. They become perverse. The incumbent management has good reason to gamble excessively and to make capital losses. This is because it appears that the regulators could soon close down the bank.
Beyond that, if the situation for the bank is truly hopeless or if the management is truly corrupt, then the incentive is to loot the institution, to take as much money out of it — e.g. in the shape of bonuses and dividends — before the true state of the books is discovered.
Manager Magazin: Is this something we are witnessing right now?
Galbraith: Certainly those incentives are in place. In a situation when a bank has suffered losses sufficient to impair its capital, you need to have regulatory supervision in place.
This does not mean that you necessarily close the bank. The way it usually works in the USA is that a bank is closed on Friday and re-opened on Monday under a new name, with a new leadership and with a team of examiners who are going through the books, trying to sort the good business loans and personal loans from those which are hopeless. Then you isolate the hopeless stuff, you force a write down of the equity and the subordinated debts of the people who put in risk capital — so they have to take their losses as they should. And then you break up the bank into pieces which have a better prospect to gain viability soon. That’s a process of re-organization and re-capitalization. Leia o resto do artigo »
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