Postado em 27 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Fonte: Valor
Por Marcio Pochmann
O sistema capitalista revela, em suas crises periódicas, momentos de profunda reestruturação. São oportunidades históricas em que velhas formas de valorização do capital sinalizam certo esgotamento, enquanto novas formas ainda não se apresentam plenamente maduras no centro dinâmico do mundo.
É nesse sentido que algumas das saídas para o mundo pós-crise internacional já podem ser vislumbradas. A primeira vincula-se à reconstrução do modelo de globalização neoliberal que produziu, entre outras coisas, uma inédita era de monopolização econômica em poucas empresas globais. Até antes da crise mundial, cerca de 500 grandes corporações transnacionais geravam faturamentos anuais que, acumulados, chegavam a se aproximar de metade do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. No contexto pós-crise, possivelmente um contingente ainda menor de corporações transnacionais tende a estar mais concentrado em mais atividades econômicas, apontando para o grau de monopólio privado sem paralelo histórico. Essa realidade faz com que países deixem de ter o controle das empresas para que as grandes corporações transnacionais passem a deter países, com faturamentos anuais superiores ao PIB de nações. Leia o resto do artigo »
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Postado em 23 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Nos seis primeiros meses da crise, a retração da indústria de transformação foi de 10,3%. Tomando-se só o 1º trim/2009, a queda foi maior, de 14,6%. Mais grave é que foram atingidos os fabricantes de bens de capital (média-alta tecnologia). Leia mais no IEDI…<-->
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Postado em 12 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
Fonte: Gazeta Mercantil
Por Bruno De Vizia
Para compensar a retração do crédito privado iniciada com a crise financeira internacional, o governo está aumentando a participação do setor público na concessão de crédito para a economia. A fatia dos bancos públicos no crédito total subiu de 34,2% em setembro para 36,3% em dezembro. Medidas recentes, como o reforço de caixa no valor de R$ 100 bilhões para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), apontam que essa participação deve se ampliar, podendo chegar a 38% ou 40% do crédito total nos próximos meses, avalia Bruno Rocha, economista da Tendências Consultoria Integrada. Para combater os efeitos da crise, o governo já injetou R$ 393,2 bilhões no mercado.
No entanto, os benefícios originados desse aumento não são unanimidade entre economistas consultados pela Gazeta Mercantil. Apesar de a maioria considerar que era inevitável que o governo compensasse a retração do crédito privado, muitos veem risco para a eficiência do sistema bancário nacional. Segundo Joe Yoshino, professor de Finanças da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), o Brasil pagará um preço muito alto no futuro, porque essas medidas concedem “poder de fogo para quem é menos habilitado para gerenciar crédito, que é o governo”.
Ele considera que o ideal seria adotar mecanismo semelhante ao utilizado pelo BNDES, em algumas modalidades de fomento à produção, em que há um banco privado de segunda linha para avaliar o risco. “Nem precisa ser um banco privado. Pode ser uma cooperativa, desde que mostre desempenho. O governo não tem tradição em avaliar risco”, afirma Yoshino. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London dezembro dEurope/London 2008
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Postado em 21 dEurope/London novembro dEurope/London 2008
O significado histórico da eleição de Obama não deve ser subestimado. Basta lembrar que ocorreu em um país onde a Ku-Klux-Klan chegou a ter milhões de membros capazes de executar uma campanha de terror e morte contra cidadãos negros com o apoio de um sistema jurídico discriminatório. É um momento horroroso para ser eleito presidente, mas também é um desafio. Que tipo de mudanças podemos esperar com Obama que assume um país em processo de desindustrialização e fortemente dependente das finanças globais? Segue a anáise de Tariq Ali publicada na Carta Maior.
A vitória de Barack Obama supõe uma mudança geracional e sociológica decisiva na política dos Estados Unidos. É difícil, nestes momentos, predizer seu impacto, mas as expectativas suscitadas entre a gente jovem que impulsionou Obama seguem sendo grandes. Talvez não tenha sido uma vitória arrasadora, mas foi suficientemente ampla para permitir que os democratas ficassem com mais de 50% do eleitorado (62,4 milhões de votantes) e colocassem uma família negra na Casa Branca.
O significado histórico deste fato não deveria ser subestimado. Basta lembrar o que ocorreu no país em que a Ku-Klux-Klan chegou a ter milhões de membros capazes de executar uma campanha de terror e morte contra cidadãos negros com o apoio de um sistema jurídico discriminatório. Como esquecer aquelas fotos de afroamericanos linchados diante do olhar complacente de famílias brancas que desfrutavam seus piqueniques enquanto contemplavam – para dizê-lo na voz memorável de Billie Holliday – “corpos negros balançando-se com a brisa do sul, um fruto estanho pendurado nos álamos”?
Mais tarde, as lutas dos anos 60 pelos direitos civis forçaram a reversão da segregação e impulsionaram as campanhas a favor do voto negro, mas também conduziram ao assassinato de Martin Luther King e de Malcom X ( justo quando este começava a insistir na unidade dos brancos e negros contra um sistema que oprimia a ambos). Tornou-se um lugar comum assinalar que Obama não faz parte desta lista. Não é assim, contudo, como mostram os 96% de afroamericanos que saíram de casa para votar nele. Pode ser que se desiludam, mas por enquanto celebram a vitória e ninguém pode culpá-los por isso.
Há apenas duas décadas, Bill Clinton advertia seu rival, o progressista governador de Nova York, Mario Cuomo, que os Estados Unidos não estavam preparados para eleger a um presidente cujo nome acabasse em “o” ou em “i”. Há apenas alguns meses, os Clinton cediam abertamente ao racismo insistindo que os votantes da classe trabalhadora rechaçariam a Obama, lembrando aos democratas que Jesse Jackson também tinha ido bem nas primárias. Uma nova geração de eleitores demonstrou que eles estavam equivocados: cerca de 66% dos que tinham entre 18 e 29 anos, ou seja, 18% do eleitorado, votou por Obama; 52% dos que tinham entre 30 e 44 – uns 37% do eleitorado – fez o mesmo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 10 dEurope/London novembro dEurope/London 2008
Publicado em: Folha Online
Por: GUSTAVO PATU
O que era uma onda de calotes no mercado imobiliário dos Estados Unidos se transformou em uma crise nos mercados de ações, de crédito e de câmbio do planeta –e os efeitos já começam a chegar ao comércio, aos empregos e ao cotidiano de todos. As próximas páginas procuram trazer à linguagem comum as origens da crise, a dinâmica do mundo financeiro e os desafios a serem enfrentados pelo Brasil.
Leia a seguir dez explicações que ajudam a entender a atual crise:
1 – Como um momento de euforia econômica e se transforma em pânico financeiro?
Crises especulativas como a atual –documentadas desde o século 17, com dimensões variadas– são sempre gestadas em momentos de juros baixos e crédito farto, mais comuns em fases de prosperidade. E a economia mundial vivia o melhor momento desde a década de 70.
O acesso mais fácil ao dinheiro reduz a noção geral de risco. Tanto profissionais do mercado quanto cidadãos comuns se tornam mais propensos a investimentos ousados, em busca de lucros mais altos e rápidos.
Nesse cenário, surgem as ‘bolhas’: um tipo de investimento -sejam ações, moedas, imóveis, empréstimos ou, em tempos mais remotos, canais, ferrovias e até tulipas- se torna uma mania e se valoriza muito além das reais possibilidades de retorno. Cria-se um círculo vicioso: quanto mais gente entra no mercado, mais ele se valoriza; quanto mais se valoriza, mais gente entra.
No caso atual, a bolha foi criada no mercado imobiliário americano, antes de se disseminar por outros mercados e países. Casas e apartamentos com preços em alta serviam de garantia para financiamentos imobiliários que ajudavam a elevar os preços. A espiral culminou em financiamentos de altíssimo risco para clientes sem capacidade de pagamento. Leia o resto do artigo »
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