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Blog do Desemprego Zero

O Copom e as Contas Públicas

Postado em 21 dEurope/London julho dEurope/London 2009

Fonte: O Estado de S. Paulo

Hoje o Comitê de Política Monetária – Copom completa treze anos e um mês de existência. Nasceu em 20 de junho de 1996 com a finalidade de estabelecer as diretrizes da política monetária e a taxa básica de juros Selic.

A sistemática de “metas para a inflação” como diretriz de política monetária foi regulamentada pelo Decreto 3.088 de 21/06/99. Desde então, a política monetária passou a ter como objetivo cumprir as metas para a inflação definidas pelo Conselho Monetário Nacional. O único instrumento para isso é a Selic.

Desde o início do funcionamento do Copom até 19 de julho de 2006, a Selic esteve acima de 15% ao ano, com média neste período de 20,5%, inflação de 6,9%, ou seja, uma taxa real de 12,8%! Só a partir de 20 de julho de 2006, ou seja, há três anos que a Selic passou a ficar abaixo de 15% ao ano. Assim, desde a existência do Copom até três meses atrás é provável que o Brasil tenha ostentado o desonroso título de campeão mundial da mais alta taxa básica de juros. Essa é a maior distorção macroeconômica da economia brasileira que contribuiu para travar o crescimento econômico e causar forte dano às finanças públicas. Leia o resto do artigo »

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Masoquismo intelectual

Postado em 24 dEurope/London junho dEurope/London 2009

Fonte: Carta Capital

Por Delfim Netto 

  A semana passada foi marcada por dois fatos curiosos que revelam a tendência ao masoquismo que domina parte da mídia e da intelectualidade brasileira. O primeiro foi revelado na decepção que invadiu alguns “analistas” financeiros com a publicação, pelo IBGE, da taxa de crescimento do PIB entre o quarto trimestre de 2008 e o primeiro de 2009 – menos 0,8%. É verdade que mesmo os mais otimistas estimavam que o número não seria melhor do que menos 1%. Os pessimistas sugeriam queda de 2% a 2,5%. Os “terroristas” garantiam que seria em torno de 3,5%! 

A reação imediata desses últimos foi de incredulidade. Depois, um sorrisinho maroto sobre a “qualidade” da informação que sugere, pelo gesto, uma manipulação. Alguns – com idiotia reconhecida há muito tempo – lembraram que “intervenções” já ocorreram no passado, o que é absolutamente falso. Se há uma instituição cujo corpo funcional preservou sua integridade é o IBGE. 

O segundo foi espelhado nas manchetes de 11 de junho de todos os grandes jornais nacionais: “O Copom surpreendeu o mercado com uma redução de 100 pontos da taxa Selic”. Mas surpreendeu a quem? Certamente, não os céticos com a qualidade de nossa política monetária. Lembremos apenas que, em setembro, quando o sistema financeiro internacional estava caindo aos pedaços e reduzindo velozmente sua taxa de juros, o Copom elevou a taxa Selic porque acreditava na fantasia do “descolamento”. A despeito da tragédia mundial, o Brasil continuaria crescendo a 6% e, portanto, seria vítima de uma aceleração da taxa de inflação. Para preveni-la, aumentou em 100 pontos a taxa Selic… Leia o resto do artigo »

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Mais uma barbeiragem na política monetária

Postado em 22 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

 

* Heldo Siqueira

A administração da política monetária não esgota-se na decisão do nível da taxa de juros básica. Tão (ou mais) importante que isso é a percepção e a administração das expectivas dos agentes quanto à política monetária. Por basear as outras taxas de juros, a taxa SELIC influencia o nível de investimento privado. Nos últimos meses a administração (incompetente) do Banco Central brasileiro conseguiu formar um consenso sobre a diminuição da taxa SELIC.

Em algum momento de 2008, a cegueira do Banco Central, em diagnosticar todo o tipo de inflação como problema de demanda, pareceu ampliar-se: o Banco Central brasileiro passou a achar que todos os problemas econômicos geravam inflação. No início do ano, quando todos os países desenvolvidos do mundo diminuíam suas taxas de juros (para evitar uma depressão) o Banco Central brasileiro a aumentou até setembro a taxa básica, a mantendo em 13,75% até o fim do ano (clique aqui para ler sobre a trajetória dos juros no Brasil, em 2008, e aqui para ler sobre a trajetória dos juros no mundo).

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Lula comemora decisão do Copom

Postado em 22 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Fonte: O Estado de S. Paulo

Presidente havia dito a Meirelles que corte abaixo de 0,75 seria inaceitável

Por Vera Rosa e Lu Aiko Otta

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou ontem o corte de 1 ponto porcentual na taxa básica de juros e disse, em conversa reservada, que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) está “à altura” da mudança no ambiente macroeconômico. Nos últimos dias, Lula atuou fortemente para a queda dos juros e chegou até mesmo a chamar o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, na segunda-feira, quando avisou que um corte menor do que 0,75 ponto seria “inaceitável”.

Lula estava reunido com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, quando soube da decisão do Copom. Sem demonstrar surpresa, abriu um largo sorriso. A poucos metros dali, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, também teve a mesma reação. “Qual foi o placar?”, perguntou ele a um de seus secretários.
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Copom é o prêmio da guerra cambial

Postado em 8 dEurope/London dezembro dEurope/London 2008

Por Luiz Sérgio Guimarães

Fonte: Valor Econômico, 08/12/08.

O principal acontecimento econômico desta semana não está desvinculado da queda-de-braço travada pelo Banco Central e os especuladores no mercado de câmbio. A última reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, nesta quarta-feira, pode ser até o alvo central das escaramuças em torno da taxa de câmbio. A cotação do dólar está servindo de munição destinada a convencer o BC de que não será prudente começar a baixar a Selic tão cedo. O território a ser conquistado pelas instituições não são os lucros gerados aos detentores de swaps cambiais por dólar acima de R$ 2,60, mas a manutenção da Selic em 13,75% por pelo menos mais seis meses. Com isso, os especuladores ganham nas duas pontas, tanto com o juro alto quanto com o dólar caro. E a economia como um todo perde pelos dois lados: o primeiro comprime ainda mais a atividade já ferida pela crise externa e o segundo injeta combustível às expectativas de inflação. 

O tiroteio cambial foi devastador na sexta-feira. De manhã, tendo como pretexto a extinção recorde de empregos nos EUA, o movimento comprador empurrou o dólar para até R$ 2,6210. A variação do dólar compõe a base da remuneração dos swaps cambiais emitidos no início da crise e que começam a vencer. A finalidade da esticada era chamar o BC para a briga. E ele foi, duplamente. Primeiro, sob a forma de intervenções. Fez cinco leilões, três de venda direta de dólar no mercado à vista e dois de venda de contratos de swaps cambiais. No total, abasteceu o mercado com US$ 2,3 bilhões. Em segundo lugar por meio de declarações oficiais insinuando a intenção do BC de não reduzir a taxa Selic. Este segundo fator pode ter sido até mais decisivo para a queda verificada no dólar no período da tarde. Foi depois dele que a moeda derreteu 4,42%, batendo na mínima de R$ 2,4240. A moeda encerrou o dia cotada a R$ 2,4790, em baixa de 2,24%. Vitória do BC? Na semana, acumulou valorização de 7%.

O economista Júlio Sérgio Gomes de Almeida, consultor do IEDI, diz que a especulação cambial tem como objetivo primordial evitar que o BC diminua a taxa de juros básica. Essa é a meta mais valiosa. Depois vem o alvo secundário, que consiste na valorização dos swaps cambiais. No seu entender, o BC não pode ser operacionalmente autônomo unicamente em relação às ingerências de natureza política do governo. Sua independência deve ser mais abrangente. Ele deve desvincular-se sobretudo dos interesses do mercado. Atualmente, a política monetária é prisioneira desses interesses. Tanto é que não se pode confundir medidas de estímulo à ampliação da liquidez do sistema bancário com uma política de expansão do crédito. De acordo com Gomes de Almeida, nenhum centavo dos R$ 94 bilhões liberados do compulsório bancário chegou ao crédito. Esses recursos apenas aumentaram o empoçamento. “Se o BC não baixar logo o juro e o governo não fizer uma política fiscal mais ativa, o que atualmente mostra-se como uma desaceleração econômica pode se transformar em uma recessão”.

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E se o resto do mundo for incompetente?

Postado em 12 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Heldo Siqueira*

Parece plenamente justificável a atitude do BC brasileiro do aperto monetário para conter a inflação. Segundo essa perspectiva, se as expectativas inflacionárias estão acima da meta do BC, trata-se de um desvio da demanda, provocado por uma oferta monetária “frouxa”. Assim, os agentes formam expectativas quanto aos preços, dado que o volume real ofertado é “escasso” e previsível. Nesse caso, a inflação desajustaria os preços relativos, diminuindo a eficiência do mercado em alocar os recursos escassos.

O problema dessa perspectiva está em esquecer que no resto do mundo também há política monetária. Além disso, o resto do mundo pode estar com a política monetária frouxa. Entretanto, um aperto monetário da autoridade brasileira não influencia a demanda no resto do mundo. Assim, a expectativa de inflação brasileira poderia estar influenciada por essa política frouxa e o BC não pode fazer nada em relação a isso. A única alternativa que o BC tem para combater expectativas inflacionárias “importadas” é apreciar o câmbio. Além disso, a apreciação do câmbio deve ser de tal magnitude que compense a inflação importada e ainda provoque uma apreciação real.

Entretanto, diminuindo a absorção interna, o BC está na verdade, diminuindo a perspectiva de demanda real. Em resposta a essa nova demanda real, haveria um ajuste da oferta real, modificando completamente a estrutura produtiva. Assim, quando o câmbio voltar, através do aumento das importações e diminuição das exportações, ao nível de equilíbrio, deveria haver outro ajuste nos preços relativos. Ou seja, o efeito da inflação menor será igualmente diminuir a eficiência do mercado em alocar os recursos escassos. Dessa forma, uma inflação menor que a inflação internacional, conseguida através da apreciação do câmbio, trás os mesmos efeitos de uma deflação.

De fato, a meta de inflação brasileira não parece levar em conta a inflação internacional, caso contrário, deveria ser revista para os anos de 2009 e 2010, quando foram mantidas em 4,5%, mesmo com a inflação internacional em ascensão. Dessa forma, tanto o Conselho Monetário Nacional, por ignorar a complexidade da economia internacional na definição das metas para inflação, quanto o Banco Central, por mesmo percebendo (se é que percebe) o erro do CMN persegue cegamente uma meta de inflação inconsistente com a realidade internacional, estariam sendo incompetentes.

* Heldo Siqueira: Gremista, economista graduado na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Trabalho na Assessoria de Planejamento do IDAF-ES (Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo). (Meus artigos)

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A pancada nos juros

Postado em 29 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por: Luciana Sergeiro

O Banco Central esta semana deu uma pancada na taxa básica, surpreendendo a maioria dos analistas. Em grande parte do mundo inclusive em países desenvolvidos, os juros básicos são atualmente muito baixos. O Brasil lidera o ranking mundial de juros reais. Uma elevação expressiva dos juros básicos terá efeitos negativos, diretos e indiretos, sobre as decisões de investir.  A alta dos juros ameaça também, indiretamente, o investimento público. A alta dos juros beneficia os mais ricos, isto é, os detentores da dívida pública e de ativos financeiros, e também provoca concentração da renda nacional. A enorme diferença entre os juros brasileiros e os do resto do mundo tende a produzir um fortalecimento adicional do real. E o real forte já vem fazendo um grande estrago nas contas externas.

Publicado em: O Globo

Por: Paulo Nogueira Batista Jr.

A batalha contra os juros altos parece não ter fim. Nesta semana, o Banco Central deu uma verdadeira pancada na taxa básica, surpreendendo a maioria dos analistas. A Ata do Comitê de Política Monetária (Copom), a ser divulgada na semana que vem, deveria explicar com especial cuidado as razões dessa decisão radical.

Em grande parte do mundo, inclusive em países desenvolvidos, os juros básicos são atualmente muito baixos ou até negativos em termos reais. Nos Estados Unidos, por exemplo, a taxa básica é negativa até mesmo quando comparada com o núcleo da inflação (que exclui itens voláteis como alimentos e energia).

Já o Brasil insiste em liderar, e com bastante folga, o ranking mundial de juros reais. Depois do aumento de 0,75 ponto percentual anunciado na última quarta-feira, a nossa taxa real básica alcança nada menos que 7,3% a.a., quando se considera a expectativa mediana de inflação do mercado apurada pelo levantamento do Banco Central. Não há quem possa rivalizar com isso – pelo menos no mundo estatisticamente conhecido. Leia o resto do artigo »

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