prozac 40mg popliteal celexa 20mg cardiac concurrent clonidine 0.1mg test recovery buy exelon Healthy stories buyneurontinonlinehere.com buying abilify online school lipitor online no rx deoxyribonucleic

Blog do Desemprego Zero

A fatura da anarquia liberal

Postado em 10 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

CartaCapital

O economista Joseph Stiglitz observou que as conseqüências da atual crise financeira para o fundamentalismo de mercado serão equivalentes ao que a queda do Muro de Berlim significou para as economias dos países comunistas. Com efeito, a crise bancária desencadeada há um ano por uma avalanche de inadimplência no mercado hipotecário dos EUA demoliu pilares vitais do capitalismo, entre os quais centenárias instituições financeiras essenciais para o funcionamento das engrenagens financistas de Wall Street. E corroeu, de forma irreversível, a credibilidade do sub-regulamentado mercado financeiro do país e de seus agentes anarquistas.

O que o mundo assistiu na semana passada foi a vaporização dos dogmas da absoluta capacidade do mercado de se auto-regular. Princípios fundamentais do consenso de Washington restaram desmoralizados em seu mais simbólico domínio, na medida em que as opiniões de norte-americanos convergiam em favor da redentora intervenção do Estado para reverter uma situação de falência do mercado financeiro e endividamento dos cidadãos. Doutrinados e doutrinadores viraram a casaca liberal e, dedos cruzados, assistiram à votação do trilionário pacote de injeção de recursos dos contribuintes na veia do mercado. A emergência silenciou os brios liberais e o pacote foi aprovado com sobras de apoio. O mundo terminou a semana bastante diferente, não importa qual seja o desfecho da crise.

O terremoto de Wall Street segue propagando suas ondas destrutivas para outros destinos mundiais. A Europa já está remediando seus mercados financeiros. Embora a proporção do estrago seja muito menor que os EUA, não são poucos os bancos que foram socorrer-se nos recursos públicos. Já sob as nuvens escuras da recessão, os líderes do G8 no continente reuniram-se neste fim-de-semana, preocupados em injetar confiança em suas praças financeiras. Essa substância tão essencial ao capitalismo de mercado, a confiança, começa a escassear também no outro lado do Atlântico, mas os líderes de Alemanha, França, Inglaterra e Itália deram um claro recado de garantia de apoio público aos seus bancos em dificuldade. Os banqueiros do velho continente brindam aliviados, enquanto os contribuintes têm motivos de sobra para se preocupar com a predisposição de seus governos à socialização dos prejuízos. Nessa roteiro, a queda do muro tende a ganhar mão dupla no imaginário libertário europeu. “Berlim Oriental tinha lá seus muitos encantos”, dirão os novos sócios do generoso estado europeu. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Internacional, Política Econômica | 1 Comentário »

Até a Miriam Leitão pede mudanças na política monetária brasileira!

Postado em 10 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Banco Central terá que repensar política monetária

Miriam Leitão

Como comentei no Bom Dia Brasil, está na hora do Banco Central rever a política monetária. O contexto da economia mundial hoje é completamente diferente de meses atrás, quando o BC iniciou o ciclo de alta com a escalada da inflação no país.

Este é o dilema que o BC terá que resolver: por um lado, as commodities estão caindo e isso dá um alívio para os preços. Por outro, o real está se desvalorizando, e isso é um elemento inflacionário.

Mas, no momento, a crise financeira mundial é muito mais relevante. E os bancos centrais do mundo inteiro estão reduzindo juros. Aqui dentro, vários setores da economia já começaram a reduzir o ritmo de investimentos.

Não faz sentido manter a escalada de juros nesse contexto, sendo que os nossos já são absurdamente altos.

Postado em Conjuntura, Política Brasileira, Política Econômica | 1 Comentário »

“Entupiu o sistema circulatório do capitalismo. É preciso agir rápido, antes que ocorra a trombose” (Maria da Conceição Tavares).

Postado em 9 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Em entrevista à Carta Maior, a economista Maria da Conceição Tavares fala sobre a crise. “As autoridades monetárias de todo o mundo têm que intervir rápido, antes que se forme a pior das bolhas, a de pânico, que é essa que está em curso”, adverte. Para ela, o Brasil tem algumas vantagens importantes para enfrentar a crise, entre elas a existência de três fortes bancos estatais e pelo menos três grandes empresas públicas de peso, salvas do ciclo de privatizações desfechado pelo governo anterior. Isso dá ao governo instrumentos para intervir fortemente no mercado.

Carta Maior

Decana dos economistas brasileiros, uma espécie de banco de reflexão de última instância ao qual se socorrem economistas quando o horizonte do mercado exibe mais interrogações que cifrões, a professora Maria da Conceição Tavares, 78 anos, quase não dormiu na noite de terça para quarta-feira. E voltou a fumar, muito, o que não deveria, por orientação médica. Motivo: os abalos seguidos nos alicerces do sistema capitalista norte-americano e seus efeitos sísmicos no mundo, inclusive no Brasil.

Conhecida pela rara capacidade de equilibrar razão e paixão – não necessariamente nessa ordem – , costuradas em frases contundentes e metáforas esmagadoras sobre os desafios da economia e do desenvolvimento, Conceição falou à Carta Maior sobre a crise em curso no sistema capitalista. A voz rouca e o cansaço de uma noite insone não impedirem que reafirmasse a reputação construída a partir de uma lucidez corajosa, que mesmo os adversários respeitam – e temem.

A seguir trechos de sua conversa com a Carta Maior:

“A questão central é que o crédito está congelado: entupiu o sistema circulatório do capitalismo. Sem crédito uma economia capitalista não funciona. Agora é torcer para que o entupimento não se transforme em trombose”.

“O Martin Wolf foi lento (NR: editor do Financial Times, conhecido pelas convicções neoliberais que, em artigo transcrito hoje pelos jornais brasileiros, pede um resgate estatal urgente, e amplo, do sistema bancário). Assim como ele, as autoridades norte-americanas também foram lentas. Demasiado lentas. Vão dizer que não sabiam o tamanho do estrago? Ignoravam a gravidade da bolha especulativa feita de hipotecas podres e derivativos, cuja soma vai além de US$ 6 trilhões, sem falar do resto? Como não sabiam? Eles são gente de Wall Street. São escolhidos entre os “piranhões” do mercado. Não podem dizer que não sabiam. O problema não é esse. O problema é que eles acreditam no mercado. Essa é a tragédia. Esperaram até o limite da irresponsabilidade para intervir. Aí perderam o controle e estão diante do pânico: ninguém empresta a ninguém, entupiu o sistema circulatório do capitalismo”. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Destaques da Semana, Internacional, Política Brasileira, Política Econômica | Sem Comentários »

Blues del rescate

Postado em 8 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

by Joseph E. Stiglitz

Texto em inglês

No hace falta ser un genio para darse cuenta de que el sistema financiero de Estados Unidos -de hecho, las finanzas globales- está en un estado de caos. Y ahora, después de que la Cámara de Representantes de Estados Unidos rechazó el plan de rescate de 700.000 millones de dólares propuesto por la administración Bush, también resulta obvio que no existe un consenso sobre cómo repararlo.

Los problemas en la economía y el sistema financiero norteamericanos han sido evidentes durante años. Pero eso no impidió que los líderes de Estados Unidos recurrieran a las mismas personas que ayudaron a generar el caos, que no vieron los problemas hasta que estos nos llevaron al borde de otra Gran Depresión y que han estado saltando de un rescate a otro, para rescatarnos.

Mientras los mercados globales se hunden, el plan de rescate casi con certeza será sometido a otra votación en el Congreso. Allí pueden rescatar a Wall Street, ¿pero qué pasa con la economía? ¿Qué pasa con los contribuyentes, ya hostigados por déficits sin precedentes, y con facturas todavía pendientes de pago por una infraestructura en decadencia y dos guerras? En estas circunstancias, ¿ algún plan de rescate puede funcionar? Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Destaques da Semana, Internacional, Política Econômica | Sem Comentários »

O subprime brasileiro

Postado em 8 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Luís Nassif

As peças se encaixaram finalmente.

Dias atrás relatei aqui – com exclusividade – as operações de opções de dólar com CDI, oferecidas por muitos bancos a empresas brasileiras. Segundo informações que colhi no mercado, as empresas haviam incorrido em duas opções de venda de dólar: a R$ 1,80 e a R$ 2,00.

Significava que, enquanto o dólar ficasse abaixo desse valor, elas ganhariam diariamente a diferença. Acima, teriam que pagar.

Quando o dólar passou os R$ 1,80 e encostou nos R$ 2,00, estimava-se uma perda de R$ 25 bilhões para os vendidos; quando passou de R$ 2,00, as estimativas de perda passaram para R$ 35 bilhões.

Hoje, o “Valor” adianta mais detalhes da operação (clique aqui). E, juntando as peças, explica a razão do governo ter editado a Medida Provisória conferindo plenos poderes ao Banco Central.

1. A operação se chama “target forward”. Nela, a empresa aposta duas vezes na valorização do real.

2. No primeiro passo, ela vende o dólar para o banco através de um instrumento chamado de “forward”, o correspondente ao “non-deliverable forward” no exterior. É o que chamamos de venda a termo. Na operação, a empresa se compromete a entregar o dólar em um dia qualquer do futuro, por uma cotação pré-fixada. O jornal montou um exemplo de uma empresa que vendeu US$ 10 milhões ao banco no dia 10 de julho para entrega em 30 de agosto a R$ 1,6040.

3. Para as empresas conservadoras, não há risco. Na outra ponta ela tem dólares a receber de uma exportação efetuada. Se o dólar explodir, ela perde na venda a termo mas ganha as exportações, ficando empatada. É o hedge clássico. Suponha que o dólar vá para R$ 1,70. A empresa recebe R$ 1,70 x US$ 10 milhões por seu contrato de exportação e paga a mesma quantia ao banco.

4. As operações da Sadia e Aracruz continham um componente adicional. Vende uma segunda vez os dólares ao banco através de uma opção de compra. Através dela, o banco paga um valor à empresa para ter o direito de comprar o dólar no futuro pela cotação pré-estabelecida.

5. No exemplo do Valor, o banco passava a ter o direito de comprar US$ 10 milhões a R$ 1,73 no dia 30 de agosto de 2008. Se, nesse dia, o dólar estivesse valendo menos, o banco não exerceria o direito de compra. Perde o que pagou à empresa e a operação se encerra. A opção “virá pó”, no jargão do mercado.

6. Mas se o dólar batesse em R$ 2,00, a empresa teria que adquirir por esse valor no mercado, para entregar ao banco por R$ 1,73. Sua perda seria de 13,5% ou R$ 2,7 milhões. A empresa perde entregando os dólares a termo por esse valor e perde comprando dólares no mercado para pagar as opções.

O Valor conseguiu levantar algumas das propostas dos bancos às empresas, que batem com aquela divulgada aqui dias atrás.

Além das exportadoras, possivelmente empresas médicas, bancos e construtoras entraram nesse jogo. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Destaques da Semana, Internacional, Política Econômica | Sem Comentários »

Não intervir não é opção

Postado em 6 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

FERNANDO CARDIM

O PLANO Paulson naufragou na percepção generalizada do público americano de que se tratava de uma tábua de salvação para banqueiros, um dos grupos sociais menos apreciados pela sociedade em geral.

Em relação ao texto originalmente proposto, essa percepção não estava muito longe da realidade. O Plano Paulson realmente aliviaria a situação presente das instituições financeiras, adquirindo seus ativos desvalorizados, sem praticamente exigir nada em troca.

Não havia qualquer restrição, por exemplo, à fixação de preços desses ativos muito superiores aos de mercado. Na realidade, preços superiores aos de mercado seriam quase obrigatórios, porque o valor que o mercado reconhece atualmente nesses ativos é exatamente o que está ameaçando a solvência de tantas instituições financeiras.

Mas, uma vez que essas instituições vendessem o produto de seus erros à sociedade como um todo, representada pelo governo, o que fariam com essas receitas seria de seu inteiro arbítrio, sendo possível realmente, como temeram os cidadãos americanos e seus representantes no Congresso, que se transformassem em fontes de pagamentos a executivos acostumados a apropriar-se dos ganhos do setor financeiro.

Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Internacional, Política Econômica | Sem Comentários »

Dúvidas do Congresso

Postado em 5 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Delfim Netto

Carta Capital

Quem acompanhou com algum cuidado a evolução da crise financeira que parecia restrita às hipotecas subprime, mas que acabou por se revelar uma pirâmide de papéis podres, enfrentou surpresas diárias. Por exemplo, em 23 de setembro, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, declarou candidamente, na Comissão de Bancos, Habitação e Problemas Urbanos do Senado, quando defendia o plano de salvamento proposto pelo Tesouro: “A falência do Lehman Brothers parecia administrável, mas a simultânea, inesperada e rápida deterioração da AIG na última semana provocou uma extraordinária turbulência nas condições do mercado financeiro global. Isso produziu uma queda espetacular das ações, um aumento do custo dos créditos de curto prazo ainda disponíveis e a escassez da liquidez dos mercados”.

Difícil de entender a “inesperada e rápida deterioração da AIG”. O próprio Bernanke dissera antes que, “no caso da AIG, o Fed, com o suporte do Tesouro (o Ministério da Fazenda), providenciara uma linha de crédito de emergência para facilitar a solução do problema”, o que sugere que o consideravam resolvido.

Bernanke é um acadêmico competente e respeitado e não caiu em contradição. Apenas revelou quão pouco o Fed e o Tesouro sabiam da gravidade da situação até uma ou duas semanas antes de terem deixado falir o Lehman. A alternativa a essa hipótese é ainda mais grave. Eles saberiam “de tudo” e agiam no “limite da sua irresponsabilidade” (como disse Paul Volcker), para sustentar a situação que a própria política monetária laxista do Fed, e sua indiferença à necessidade de regular a ação dos bancos de investimento, havia criado. A filosofia que presidiu esse comportamento assegurava que: 1. A regulação produz ineficiência. 2. A imaginação financeira, explorando todas as suas potencialidades, financiaria cada vez melhor e mais eficientemente a economia real. 3. O próprio mercado discriminaria os agentes de comportamento duvidoso. Em outras palavras, o próprio mercado garante sua moralidade. Como dizia o velho Karl, o problema da filosofia não é compreender o mundo, mas mudá-lo. E (Greenspan, Rubin, Paulson, Bernanke e tutti quanti) fizeram isso. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Internacional, Política Econômica | Sem Comentários »

“Investimentos rentáveis atrairão capital”

Postado em 5 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Para presidente do BNDES, com queda dos juros nos países ricos, capital buscará alternativas rentáveis no Brasil.

Folha de S.Paulo (05/10/08)

Luciano Coutinho diz que fontes de capital no mundo ainda são abundantes apesar da secura atual na concessão de crédito.

Encarregado pelo presidente Lula de manter o ritmo de investimentos no país em tempos de secura no crédito externo, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, diz que o banco de fomento pode precisar de R$ 40 bilhões adicionais em 2009 para atender aos pedidos extras de empresas brasileiras diante do bloqueio nas fontes de financiamentos por causa da crise financeira global. Segundo ele, o BNDES já tem garantidos R$ 70 bilhões. Com os recursos extras, teria até R$ 110 bilhões disponíveis em 2009. Para este ano, o banco prevê desembolsos de até R$ 90 bilhões. Coutinho espera captar os recursos de organismos multilaterais e do Tesouro. O aporte seria um “colchão” a ser usado caso o mercado não se recupere rapidamente. “Obviamente espero que não seja necessário tudo isso, seria um colchão, e também parte disso pode ficar para 2010″, disse Coutinho em entrevista à Folha, na qual afirmou estar “rezando” para que os bancos voltem a abrir linhas de crédito e que o BNDES avança no setor por uma questão conjuntural. “Não há um desejo de aumentar o tamanho do BNDES.” Interlocutor freqüente de Lula em assuntos econômicos, Coutinho não acredita que o dólar se sustente no atual patamar e diz que o cenário agora é “diametralmente oposto” ao do início do ano, que levou o Banco Central a elevar os juros. “As preocupações com a inflação devem ser relativizadas nesses momentos [de esfriamento da economia global]“, afirmou, acrescentando que esse cenário deve ser “levado em conta” por todos, inclusive pelo BC. O presidente do BNDES rebate as críticas de que o governo estaria pisando no acelerador num momento em que deveria ser mais prudente. “Ninguém está pensando em pisar no acelerador”, diz, mas também “não é porque o mundo pisou no freio que temos de fazê-lo também.” Ele defende crescimento com “sensatez e prudência”, que mantenha a liderança dos investimentos e modere a expansão do consumo e dos gastos do governo. Disse ainda que o Brasil é um dos melhores países para investir neste momento de crise nas economias centrais e que fundos soberanos asiáticos já estão visitando o país em busca de oportunidades. A seguir, trechos da entrevista concedida na sexta no escritório do banco de fomento no Itaim, na zona sul de São Paulo.

FOLHA – Como essa crise vai, de fato, afetar o Brasil?

LUCIANO COUTINHO – O Brasil tem condições excepcionais de atravessar essa crise com efeitos muito moderados sobre o crescimento da sua economia. Nossos fundamentos macroeconômicos são firmes, temos um mercado doméstico com potencial de crescimento, um sistema bancário extremamente saudável, capitalizado, que pode expandir o crédito. Existe ainda uma avenida para a expansão do crédito no Brasil, que tem sido feita com velocidade, sem deterioração de qualidade, considerando que a relação crédito/PIB no Brasil ainda é baixa. Além disso, o país tem uma fronteira de investimentos em infra-estrutura de alto retorno e baixo risco inegáveis, haja vista que, nesta semana [passada], na crise, foram realizados com sucesso leilões de energia. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Internacional | Sem Comentários »