prozac 40mg popliteal celexa 20mg cardiac concurrent clonidine 0.1mg test recovery buy exelon Healthy stories buyneurontinonlinehere.com buying abilify online school lipitor online no rx deoxyribonucleic

Blog do Desemprego Zero

A tarefa dos progressistas

Postado em 24 dEurope/London abril dEurope/London 2009

O Estado precisa ser refundado. Ele deve ser o meio necessário para o desenvolvimento do padrão civilizatório contemporâneo em conformidade com as favoráveis possibilidades do século 21. Muito mais do que anunciar as dificuldades da crise global, cabe ressaltar as oportunidades que dela derivam como a realização de uma profunda reforma do Estado. Outra tarefa do presente é uma revolução na propriedade. O Brasil, que pouco avançou na democratização da propriedade segue mantendo apenas 6% de toda sua da população com posse dos meios de produção. A análise é de Marcio Pochmann.

Fonte: Carta Maior

Por quase três décadas, o pensamento liberal-conservador predominou em quase todo o mundo. Esta constatação tem seu significado expresso pelo retrocesso de conquistas socioeconômicas difundidas, sobretudo após o final da Segunda Grande Guerra Mundial. A imposição de várias derrotas às forças progressistas ficou demarcada pela emergência da globalização financeira, responsável pelo apequenamento do horizonte de possibilidades emancipatórias para toda a humanidade.

Quando mais as finanças foram sendo deslocadas da produção, mais as forças do trabalho perderam espaços nas políticas públicas, acumulando prejuízos inegáveis em termos de emprego e renda. O enquadramento neoliberal do Estado permitiu a maior monopolização das forças econômicas e financeiras privadas, a tal ponto de o mundo ser governado atualmente por não mais de 500 grandes corporações globais que respondem em conjunto por quase 50% do produto mundial.

O esvaziamento da governança pública mundial construída no segundo pós-guerra, por meio da Assembléia Geral das Nações Unidas, deu lugar ao avanço da própria desgovernança. Nesse sentido, o meio ambiente acusou o conjunto de excessos comprometidos pelo estrito compromisso com o lucro privado. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Destaques da Semana, Política Brasileira, Política Social | 1 Comentário »

Alternativa para o povo

Postado em 12 dEurope/London abril dEurope/London 2009

O Conversa Afiada reproduz o artigo de Mauro Santayana publicado no Jornal do Brasil:

Dois textos divulgados na última sexta-feira merecem reflexão no início deste outono instável. O primeiro reproduz entrevista de João Pedro Stédile à Radiobrás; o segundo é um artigo de Eric Hobsbawm publicado pelo Guardian, da Grã-Bretanha. Hobsbawm volta a uma proposta muito antiga, já discutida nos anos 30, quando a direita e a esquerda se confrontavam no mundo inteiro: a de uma terceira saída. Na Alemanha, a direita facínora estava em ascensão; na União Soviética, o stalinismo se impunha. Nos Estados Unidos, Roosevelt salvava o capitalismo com o New Deal, mas não abandonava a teologia do Destino Manifesto, esse evangelho do imperialismo norte-americano. O escritor afirma que não basta “brecar”, moral e economicamente, o neoliberalismo. O desenvolvimento deve ser um meio, e não um fim em si mesmo. Ele deve garantir a vida e a felicidade de todas as pessoas.

Nos anos 30 havia a crise econômica – muito semelhante à atual. Paul Krugman – também neste fim de semana – registra que, naquele tempo, a recessão não foi tão universal quanto agora, porque a URSS era independente do mercado mundial e, assim, pôde, mediante a força do Estado, manter a crise fora de suas fronteiras. Hobsbawm não fala em remendos: propõe que se estude nova e corajosa forma de colocar a economia realmente a serviço do povo. O pensador inglês, nascido em Alexandria, fala sobre o mundo – e, no mundo, também estamos – enquanto Stédile trata especificamente da situação nacional. É quase certo que as ideias do dirigente do MST serão recebidas com muxoxos pelos sábios da economia e cientistas da política. Ele não se vale de esquemas acadêmicos, mas examina os fatos e as ideias com a experiência de militante. Em sua opinião, o governo deveria promover a imediata estatização dos bancos, abandonar a obsessão pelo superávit fiscal e buscar o pleno emprego. Ele teme que o governo aja da forma tradicional, dando mais dinheiro para os ricos, que sairão ainda mais ricos do processo. Os trabalhadores, como sempre, serão sacrificados, para que os ricos se salvem. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Internacional, O que deu na Imprensa | Sem Comentários »

Krugman critica o plano de Obama para os bancos

Postado em 23 dEurope/London março dEurope/London 2009

Saiu no New York Times:

“The zombie ideas have won. The Obama administration is now completely wedded to the idea that there’s nothing fundamentally wrong with the financial system – that what we’re facing is the equivalent of a run on an essentially sound bank. And if we get investors to understand that toxic waste is really, truly worth much more than anyone is willing to pay for it, all our problems will be solved. Or to put it another way, Treasury has decided that what we have is nothing but a confidence problem, which it proposes to cure by creating massive moral hazard”.

A fantasmagoria ideológica dos neoliberais venceu? O plano de Geithner, Secretário do Tesouro, parte da premissa de que não há nada de errado com o sistema financeiro norte-americano, apenas o equivalente a uma corrida aos bancos essencialmente saudáveis.

Postado em Conjuntura, Internacional, O que deu na Imprensa, Política Econômica | Sem Comentários »

The Big Dither

Postado em 7 dEurope/London março dEurope/London 2009

NYT, March 6, 2009

By PAUL KRUGMAN

Last month, in his big speech to Congress, President Obama argued for bold steps to fix America’s dysfunctional banks. “While the cost of action will be great,” he declared, “I can assure you that the cost of inaction will be far greater, for it could result in an economy that sputters along for not months or years, but perhaps a decade.”

Many analysts agree. But among people I talk to there’s a growing sense of frustration, even panic, over Mr. Obama’s failure to match his words with deeds. The reality is that when it comes to dealing with the banks, the Obama administration is dithering. Policy is stuck in a holding pattern.

Here’s how the pattern works: first, administration officials, usually speaking off the record, float a plan for rescuing the banks in the press. This trial balloon is quickly shot down by informed commentators.

Then, a few weeks later, the administration floats a new plan. This plan is, however, just a thinly disguised version of the previous plan, a fact quickly realized by all concerned. And the cycle starts again. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Internacional, O que deu na Imprensa, Política Econômica | Sem Comentários »

Antes da luz, as trevas

Postado em 12 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Por Luís Nassif  

Não adianta. Por mais que se decrete o fim da história, os ciclos econômicos e políticos se repetem.

Nos anos 20, o fim do sonho do liberalismo exacerbado levou, ainda durante a Segunda Guerra, à formação da estrutura de governança mundial que, com todos seus defeitos, conduziu o mundo por caminhos mais justos nos trinta anos seguintes. Mas, antes, houve o nacionalismo exacerbado, o nazismo, o fascismo.

O novo mundo que emergirá da crise será melhor. Haverá a volta do trabalho solidário, a afirmação da defesa do meio ambiente, o combate ao consumismo desvariado, o controle das grandes jogadas financeiras.

Mas antes, agora, estamos no meio do terremoto e das sombras. Ataques xenófobos contra a brasileira na Suiça, manifestações contra imigrantes na Europa, manobras protecionistas se disseminando.

Um dos desafios será impedir que essa loucura coletiva contamine as próximas eleições presidenciais. Se bem que há muito esgoto apostando na barbárie.

Postado em Conjuntura, Internacional | 2 Comentários »

A despedida…

Postado em 5 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

de Mino Carta

Quando escolhi o Brasil como lugar definitivo da minha vida, optei também pelo jornalismo. Existe uma indissolúvel conexão entre as duas atitudes. E explico. Até o golpe de 1964, fui jornalista com séria dedicação profissional. De alguma forma mercenário, no entanto.

Diga-se que, depois da renúncia de Jânio Quadros, em agosto de 1961, quando a pressão militar só permitiu a posse de João Goulart, sucessor constitucional, ao forçar a adoção do parlamentarismo, eu ficara de sobreaviso. Mas o golpe se deu também sobre a minha alma e motivou minhas escolhas definitivas.

Entendi que fosse meu dever praticar o jornalismo em um país submetido à ditadura imposta pela classe dominante com a inestimável ajuda dos seus gendarmes, e que se uma única, escassa linha da minha escrita sobrasse para o futuro, teria conseguido conferir um mínimo de importância à minha profissão. Faço questão de sublinhar que não agia desta maneira pelo Brasil, e sim por mim mesmo.

Quarenta e cinco anos depois, vivo uma quadra de extremo desalento, em contraposição às grandes esperanças alimentadas durante a ditadura. Logo frustradas pela rejeição da emenda das eleições diretas após uma campanha a favor que honra o povo brasileiro. Fez-se, pelo contrário, a conciliação das elites, nos exatos moldes previamente desenhados pelo general Golbery do Couto e Silva. A aposta do Merlin do Planalto estava certa e vale até hoje.

Fez-se a conciliação para eleger Fernando Collor e para derrubá-lo. E novamente para eleger Fernando Henrique Cardoso em 1994 e 1998. A Carta aos Brasileiros assinada por Lula foi uma tentativa de aparar arestas antes do pleito de 2002, aparentemente mal-sucedida, por ter convencido um número bastante diminuto de privilegiados. A conciliação veio depois da posse, a despeito do ódio de classe que até o momento cega a mídia. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Política Brasileira | 1 Comentário »

Em busca de um grande líder

Postado em 2 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Por Ricardo Young

Fonte: CartaCapital

Além da perplexidade geral que tem sido a tônica desses dias, uma conversa ouvida intensamente nos cafés do Congress Center, nos encontros nos hotéis ou mesmo nas pequenas vans que cuidam suiçamente do transporte dos participantes é sobre a ausência de uma liderança global que possa catalizar as forças na direção da saída da crise.

Busca-se liderança nas áreas da teoria econômica, da ciência política, das relações internacionais e, claro, buscam-se também estadistas. Por outro lado, a saída imaginada é aquela que manteria quase intactos os abalados fundamentos do capitalismo global. Ora, aquelas lideranças buscadas não oferecerão as saídas desejadas pelo simples fato de que as lideranças que poderiam manter os fundamentos intactos já demonstraram a sua incompetência. Portanto, as novas lideranças necessariamente surgirão de uma revisão profunda dos fundamentos do próprio sistema.

E aqui vai uma reflexão importante: quão profunda esta revisão deverá ser? A considerar as falas de Bill Clinton e Tony Blair, ambos ex (presidente e primeiro-ministro, respectivamente), a interdependência mundial foi acelerada por esta crise de tal forma que acabará dando ao G20 um papel similar ao dos aliados na concepção dos acordos implantados após Bretton Woods. Isso significa nada mais nada menos que a revisão radical da participação dos países emergentes na regulação de uma nova ordem mundial. Não é pouco. O processo impactará desde a OMC até o Conselho de Segurança da ONU, quando não o próprio sistema multilateral que hoje a ONU representa. Quem teria coragem de propor tamanha mudança no eixo de poder? De novo, o primeiro ministro da China Wen Jiabao (ao menos em seu discurso). Mas os líderes da América Latina presentes também arriscaram ensaios nesta direção. É certo, porém, que o alinhamento tradicional dos últimos 60 anos está por um triz.

Por outro lado ,em uma recepção mais discreta e com poucas lideranças, Al Gore confidenciou que qualquer adjetivação sobre o compromisso de Barack Obama com uma mudança radical na matriz energética dos EUA pecará pela modéstia. “Se existe um homem hoje que entendeu as implicações da crise no estabelecimento de um novo padrão de desenvolvimento ligado ao baixo carbono, esse homem e o presidente Barack Obama”, afirma Gore. A partir daí, começou a discorrer sobre uma série de iniciativas tomadas nas últimas semanas na Casa Branca que indicam esta direção já sinalizada quando da nomeação do secretario de energia, Stephen Chu, Prêmio Nobel de Física em 1987 e conhecido pelos seus trabalhos em energias renováveis e alterações climáticas.

Seria Obama esta liderança? A conferir. Embora possa sê-lo em questões fundamentais que sinalizem a saída da crise, será uma liderança ainda insuficiente frente a tarefa colossal de esforço mundial que se coloca a nossa frente. A civilização industrial e democrática poucas vezes defrontou-se com a possibilidade de seu esgotamento como agora. E os humores de Davos certamente não estão contribuindo para a amenização desse sentimento.

Enquanto isso, na América Latina… Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Internacional, Política Econômica, Política Social | Sem Comentários »

Intervenção do Estado ou Capitalismo de Estado?

Postado em 30 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

Por Ricardo Young

Fonte: CartaCapital  

Hoje à tarde, aqui em Davos, ocorreu uma situação que seria hilária não fosse séria e preocupante. A rede CNBC resolveu organizar, junto com o Fórum Econômico, um dos mais ambiciosos debates em torno da crise global. Convidou os mais renomados comentaristas econômicos e economistas que mantêm colunas em jornais ou revistas de grande penetração junto ao público corporativo. Nesse grupo, encontravam-se personalidades como Nouriel Roubini, Joseph Stiglitz e Nicholas Stern, reconhecidos pelas ferozes críticas que têm feito ao sistema financeiro internacional, sendo o último um dos maiores expoentes do “establishment” a liderar as discussões sobre a necessidade do mundo lançar-se ao desafio de uma economia de baixo carbono (ver relatório Stern).

Pois bem, a intenção do debate era a de responder 3 perguntas-chave sobre a crise:

1. Qual a presunção presente na formulação das políticas que maior dano causou para a economia global?

2. Quais as falhas de regulação que causaram o maior choque sistêmico?

3. Quais as falhas genuínas do mercado?

É interessante notar que já na formulação das perguntas, sobretudo a terceira, há um viés que coloca o mercado como sujeito de uma determinada ação volitiva.

O grupo de experts , cerca de uma centena, se debruçou sobre as perguntas e cada um teve aproximadamente 10 a 15 minutos para expressar sua opinião. Depois do debate, houve uma votação eletrônica para se obter uma posição coletiva próxima ao agregado das contribuições individuais.

Nas primeiras respostas relatadas pelos grupos, relativas a primeira pergunta, ficaram claras algumas tendências que, segundo estes experts, levaram o mundo à bancarrota: falsa crença no poder do mercado de se autorregular; incentivos para se tomar grandes riscos; analfabetismo financeiro por parte dos agentes econômicos; baixa governança e falta de transparência das instituições financeiras; fundamentalismo econômico; crença na modelagem matemática sobre o bom senso; impunidade; falta de orientação ética e moral…enfim, questões que, se colocadas há um ano, seriam consideradas coisas do movimento antiglobalização, mais apropriado ao Fórum Social que ao Econômico.

O debate começou a esquentar quando alguns economistas insinuaram que a omissão dos governos se deu em função da pressão dos grupos de interesse sobre os governantes; estes economistas também cobravam quem pagaria o desastre de 50 milhões de desempregados. “Se eu fabrico produtos tóxicos e os ponho no mercado, sem as precauções necessárias, causarei dano e irei para a cadeia. Quem vai para a cadeia desta vez?” perguntou um revoltado economista inglês. Quem pagará pelas desastrosas conseqüências de um mercado financeiro irresponsável?

No final, o clima só não pesou de vez em função da habilidade da moderadora Maria Bartinomo. Âncora da CNBC e especialista em Wall Street, ela conseguiu que o show continuasse sem maiores danos. Mas ficou evidente que os responsáveis até ontem pela exuberância dos mercados perderam a mão de vez sobre eles e a entrada dos governos passou a ser aceita como um “mal necessário”. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Destaques da Semana, Internacional, Política Econômica, Política Social | Sem Comentários »