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Blog do Desemprego Zero

O novo comércio mundial

Postado em 31 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Heldo Siqueira*

Parece irremediável a nova configuração comercial no mundo contemporâneo. A mudança do centro dinâmico do mundo capitalista, da América do Norte para a Ásia, onde China e Índia crescem a taxas exuberantes, não é mais novidade e parece trazer mudanças do ponto de vista político. Assim, não é mais possível ignorar os interesses das novas potências nas negociações comerciais. Além disso, o poder de pressão das potências emergentes pode representar um esvaziamento das negociações.

O fracasso da reunião de Genebra da Rodada de Doha parece demonstrar o modelo de comércio internacional que termos daqui para frente. As divergências entre as economias mais dinâmicas do mundo parece representar um impasse nas negociações multilaterais. No G-20, a relativa independência brasileira nas questões alimentares e a eficiente indústria que sobrou do processo de abertura econômica, torna-se improvável um consenso em relação aos interesses quando tratamos de países como Índia e China, cada qual com centenas de milhões de pessoas para alimentar e da Argentina, que encampa sua reconstrução econômica depois da depressão que viveu em 2002.

Além disso, a crise americana, e o arrefecimento do seu crescimento, modifica a trajetória do “grande consumidor mundial”. China e Índia como líderes na expansão econômica são os novos consumidores do mundo, e junto com seus interesses está atrelada a expansão mundial. Nesse intermédio, o interesse das potências européias parece ser o do comércio multilateral. Afinal, os emergentes têm, agora, um poder de pressão muito maior para negociações bilaterais.

Por outro lado a interdependência entre os países expande-se relativamente menos com o arrefecimento do processo de liberalização comercial entre os países. Além disso, é de se esperar que essa trajetória modifique também os conceitos sobre a ortodoxia liberalista vigente e tenhamos mais espaço para a tomada de decisões genuinamente nacionais.

* Gremista, economista graduado na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Trabalho na Assessoria de Planejamento do IDAF-ES (Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo).

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Mentiras e verdades sobre o combate à inflação

Postado em 28 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Heldo Siqueira*

Segundo o Presidente da República o “combate à inflação é questão de honra”. Para Lula, o combate à inflação mantém o nível dos salários reais pois o faz diminuir menos dadas as pressões inflacionárias. (Clique para ler entrevista de Lula) Entretanto, os dados apresentados pela trajetória da economia brasileira parecem não corroborar com essa análise. A manutenção de índices de inflação moderados através da taxa de juros, e consequentemente, da taxa de câmbio, parece provocar distorções que deprimem a massa salarial, levando a reajustes ainda inferiores aos dos aumentos dos preços. Ou seja, a justificativa de que o combate à inflação, por qualquer meio que seja, melhora a vida dos trabalhadores pode não ser verdadeira.

De 1996 até 2003, em dois anos, 1999 e 2003, mais da metade dos salários foram reajustados abaixo do INPC, em 3 anos, 1996, 1997 e 2002, entre 40% e 50% dos salários foram reajustados abaixo do índice e nos 3 anos restantes, 1998, 2000 e 2001, foram reajustados entre 30% e 40%. E à partir de 2004, a maioria dos reajustes representa aumentos reais nos salários (clique aqui para ver os dados). Enquanto isso, de 1996 até 2003, a economia cresceu em média 1,87% ao ano (dados da assessoria do PSDB), e cresce 3,87% desde 2004, somados os dados do crescimento em 2007, quando os reajustes salariais acima da inflação chegaram a 87,7%.

De fato, em outros tempos, o Brasil já conviveu com taxas de inflação muito maiores que as atuais. Além disso, em 2002 a inflação pelo IPCA chegou a 12,53% e a 9,3% em 2003, sem que houvesse a preocupação que vemos hoje na autoridade monetária. (clique para ler sobre a inflação brasileira na wikipedia) Segundo Ricardo Summa, é possível que a diminuição dos salários reais seja o ponto de estabilização dos preços e, portanto, de controle inflacionário. (clique para ler o artigo de Summa)

* Gremista, economista graduado na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Trabalho na Assessoria de Planejamento do IDAF-ES (Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo).

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