Postado em 21 dEurope/London outubro dEurope/London 2008
Luís Nassif
Fatos relevantes a serem acompanhados durante o dia:
1. A decisão de Ben Bernanke de começar a atuar sobre os mutuários inadimplentes. Deveria ter sido tomado desde o início da crise. Mas decidiu-se, inicialmente, privilegiar o setor financeiro. A perda de tempo vai custar caro mas, finalmente, entra-se no cerne da questão.
2. Os dados de desaquecimento mundial – China, Europa, montadoras reduzindo produção.
3. A decisão da China de criar uma espécei de subsídio para sua indústria textil. Se descambar para protecionismo, repetirá os EUA em 1929 e ampliará a crise global.
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Postado em 14 dEurope/London agosto dEurope/London 2008
Por Katia Alves
O fenômeno mundial da classe média emergente, na Ásia principalmente, passou a acelerar a demanda por tudo o que essa faixa de renda pode consumir. E isso foi bater direto no preço dos commodities agrícolas e minerais que o Brasil ajuda a suprir ao mundo. De 2003 para cá, foi a ascensão da classe média mundial que ajudou a “puxar” o consumo das classes C e D no Brasil e nos nossos vizinhos.
Por Paulo Rabello de Castro
Publicado originalmente na Folha
O salto da classe média no Brasil é derivado do “empurrão” que nos fez sair do buraco do endividamento externo
NA CHINA , eles não passavam de 1% da população ao início dos anos 90. Hoje, em pleno momento olímpico, eles são cerca de 35%. Em 2020, serão a imensa maioria, 70%. A classe média ascendente na China é o grande fenômeno social dos últimos 20 anos. E continuará crescendo em volume surpreendente, pelos próximos 30 anos, não só lá como principalmente na Índia, cuja classe média saltou de 1% para 5% em apenas uma década e comporá a maioria da população por volta de 2030.
A expansão espetacular da classe média no mundo emergente e a forte redução da desigualdade em nível mundial na primeira metade deste século são conclusões do novo estudo de Dominic Wilson (com Raluca Dragusanu), da corretora Goldman Sachs. Wilson, o mesmo que assinou o estudo original de 2003 sobre os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), acaba de publicar o paper nº 170 “The Expanding Middle”, que traz importante contribuição ao entendimento da superação da pobreza por largas camadas da população mundial. A faixa considerada como classe média naquele estudo é praticamente a mesma usada pela Fundação Getulio Vargas no trabalho de Marcelo Neri (R$ 1.064 a R$ 4.591 de renda mensal). Pelas projeções de Dominic Wilson, a classe média mundial terá 2 bilhões de pessoas a mais, nos próximos 22 anos, algo como 80 milhões por ano. E o pico dessa inserção social é entre hoje e 2035. Leia o resto do artigo »
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Postado em 12 dEurope/London agosto dEurope/London 2008
Por Katia Alves
O Banco de Desenvolvimento Asiático divulgou um relatório que prevê crescimento menor para a região neste ano e no próximo. A queda é explicada pelo desaquecimento das economias dos Estados Unidos e da Europa. Pois Estudos empíricos sugerem que o crescimento da Ásia cai entre 0,3 e 0,5 ponto porcentual para cada ponto porcentual de redução da expansão americana.
Publicado originalmente no O Estado de S. Paulo
Especialista diz que expansão chinesa perderá vigor, mas permanecerá robusta, o que garante demanda por commodities
No fim de julho, o Banco de Desenvolvimento Asiático (ADB, na sigla em inglês) divulgou um relatório que prevê crescimento menor para a região neste ano e no próximo. Segundo a instituição, que tem sede nas Filipinas, a expansão média sairá de 9% em 2007 para 7,6% em 2008 e 2009. No caso da China, a expectativa é de uma desaceleração de 11,9% em 2007 para 9,9% este ano e 9,7% no ano que vem. A queda é explicada pelo desaquecimento das economias dos Estados Unidos e da Europa. Ainda assim, diz Jong-Wha Lee, coreano que comanda o escritório de Integração Econômica da ADB, “o crescimento chinês continuará robusto”. “A demanda (do país) por commodities continuará forte”, diz. Ele já trabalhou no Fundo Monetário Internacional (FMI) e lecionou, como professor visitante, na Universidade Harvard. Ele concedeu uma entrevista ao Estado por e-mail. A seguir, os trechos principais.
Qual o impacto da desaceleração da economia americana nas economias asiáticas?
Estudos empíricos sugerem que o crescimento da Ásia cai entre 0,3 e 0,5 ponto porcentual para cada ponto porcentual de redução da expansão americana. O impacto pode ser maior caso a economia americana entre em uma recessão e a economia global desacelere em série.
Que países seriam mais afetados?
Com o comércio e as finanças asiáticas cada vez mais ligadas aos mercados globais, uma desaceleração conjunta do mundo e dos EUA – aliada aos efeitos de um mercado de crédito já mais apertado – colocam a Ásia sob um risco significativo em termos de perspectivas de crescimento. Leia o resto do artigo »
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Postado em 11 dEurope/London agosto dEurope/London 2008
Por Katia Alves
O setor de produtos eletrônicos e de aparelhos e equipamentos de comunicação é o mais afetado pelo aumento das importações da China. A participação dos produtos chineses no consumo brasileiro nesse setor saltou de 1% para 11,7% no período de 2000 a 2006.
Em apenas cinco anos, os produtos manufaturados de alta tecnologia se tornaram o principal item da pauta de exportação chinesa. Mais ainda, de grande exportador de produtos de baixa intensidade tecnológica, o gigante asiático transformou-se no maior exportador mundial de produtos hi-tech, desbancando os Estados Unidos, a Alemanha e o Japão, países que tradicionalmente exportam esse tipo de produto.
Publicado originalmente no O Estado de S. Paulo
Por Marcelo Rehder
O setor de produtos eletrônicos e de aparelhos e equipamentos de comunicação é o mais afetados pelo aumento das importações da China, segundo ranking elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
A participação dos produtos chineses no consumo brasileiro nesse setor saltou de 1% para 11,7% no período de 2000 a 2006. Em valores, a importação desses produtos atingiu US$ 2,37 bilhões em 2006, com crescimento médio anual de 65% no período pesquisado.
“A maioria dos componentes importados pelos fabricantes de televisores da Zona Franca de Manaus vem da China”, diz Abdo Antonio Hadade, presidente da Indústria Brasileira de Televisores (IBT), dona da marca Cineral. “Os melhores fornecedores são os que já exportam para os Estados Unidos e Europa há mais de um ano”, acrescenta.
Além disso, Hadade lembra que vários produtos eletrônicos deixaram de ser fabricados localmente e passaram a ser importados da Ásia, principalmente da China. Um exemplo são os aparelhos para reproduzir DVD, que também eram produzidos pela sua empresa. “Ficou mais fácil importar do que produzir aqui”, alega o empresário. Leia o resto do artigo »
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Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008
*Por Katia Alves
Gilberto Dupas, presidente do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais, em entrevista ao Globo, afirma que o fiasco da Rodada de Doha mostra um novo desenho mundial, no qual o Brasil está voltando ao passado por se especializar na exportação de commodities, em particular para a China.
Por Danielle Nogueira
Publicado originalmente no O Globo
O Itamaraty agiu corretamente em Genebra ao aceitar a proposta da OMC, contrariando a Argentina?
GILBERTO DUPAS: Há vários enfoques para enquadrar a estratégia brasileira. O primeiro é o papel de protagonista que o Brasil quer ter no cenário internacional no sentido da governança global, quer dizer, do encontro de soluções. O que o Brasil fez na OMC foi buscar o consenso, para além dos seus interesses. Dentro dessa perspectiva, diria que a estratégia foi bem-sucedida, pois mostrou que a interlocução do Brasil buscava uma saída possível, não uma aliança radical com o G-20. O segundo é relativo a seus interesses no Mercosul. O Brasil sabia que, se o acordo saísse, ele posaria bem na foto global, mas teria de acertar contas com a Argentina. Quando um país quer se tornar mais protagonista, tem mais riscos de desgaste. Mas me parece que esse desgaste não foi tanto.
A divisão do mundo em dois blocos (Norte e Sul) ainda faz sentido?
DUPAS: Essa divisão maniqueísta entre Norte e Sul é cada vez mais difícil. O exemplo paradigmático é a China. O que me preocupa é que se acentua nos últimos anos uma situação curiosa: grandes países da periferia que se beneficiaram do aquecimento global por conta do mercado chinês viraram especialistas em exportação de commodities. Leia o resto do artigo »
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